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O POLVO COZIDO JAMAIS SERÁ COMIDO!

No domingo o povo brasileiro foi para a rua. Aliás, o povo brasileiro já foi pra rua há muito tempo. Com esse desemprego amplo, geral e irrestrito, está difícil até para conseguir uma vaga de Papai Noel de loja. Mesmo porque as lojas não estão contratando Papais Noéis para trabalhar no período natalino. Só uns veadinhos estão arrumando vaga, mesmo assim por causa da política de cotas, que obriga a contratação de cervídeos homoafetivos corniformes senão levam multa por discriminação.

Enquanto jornalista investigativo desempregado, sem nada para fazer nem comer no domingo, só me resta seguir as manifestações populares recolhendo as latas de cerveja e refrigerante e algumas palavras de ordem que vão ficando pelo caminho da passeata. As latas vendo a quilo para reciclagem e as palavras reutilizo nos meus artigos de segunda mão. Já disse que estou mais duro que um coco. Não tenho dinheiro para comprar papel, o que dirá para pagar as letras que estão pela hora da morte.

Por isso mesmo que morreu o meu amigo, o poeta Ferreira Gullar, maranhense porém honesto. Gullar era imortal da Academia, mas em caso de falecimento a imortalidade não adianta nada. Estivemos juntos no exílio perseguidos, ele pela Ditadura e eu pela Receita Federal.

Ajudei o Ferreira a escrever o seu Opus Magnum, o clássico Poema Sujo. Ele fez a poesia enquanto eu me encarregava da sujeira. É que Ferreira Gullar e eu dividíamos um conjugado em Santiago do Chile com 35 exilados de diversas nacionalidades quando veio o golpe do Pinochet. Naquela confusão não percebi que o Gullar escrevia o seu longuíssimo poema em folhas e mais folhas de papel sulfite que eu, inadvertidamente, utilizei para minha higiene íntima, pessoal e intransferível numa crise de diarreia. Sem tempo para escrever tudo de novo, Ferreira Gullar preferiu incorporar os meus rabiscos à obra. Culto, inteligente, sensível e sedutor, Ferreira Gullar sempre fez sucesso com as mulheres, inclusive foi eleito símbolo sexual na Etiópia. Ferreira Gullar foi antes de tudo um gato.

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Renan Calheiros será candidato no lugar de Ferreira Gullar para ter direito à imortalidade

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de rua.

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FUDEL CASTRO

Em rede nacional de televisão, o presidente de Cuba, Raul Castro, comunicou à população que o seu irmão Fidel não é mais o ditador-propaganda da Adidas. Fidel Castro morreu, Cuba passou desta para melhor; enfim, abotoou a farda militar de madeira. O grande problema foi arrumar alguém para avisar ao Cumandante que ele tinha morrido. Manchete do Granma: “Fidel morreu, mas passa bem!”. Injuriado com este inesperado passamento, Fidel na mesma hora ligou para a sua amiga Dilma Roskoff para dizer que o seu falecimento também foi “um golpe”. Ao contrário dos grandes líderes comunistas como Lenin, Mao Tsé Tung, Ho Chim Min e Kim Il Sun, Fidel Mastro pediu para não ser embalsamado, pois já vivia assim há muito tempo.

Chora, Chico Buraque! Chupa, Frei AnalfaBetto! Arranquem os cabelos, viúvas do comunismo socializante de esquerda revolucionária! O Pinochet Guevara morreu e, cá pra nós, antes ele do que eu! Mas sou um homem emotivo! Tudo emotivo para uma picaretagem e, por isso mesmo, com a morte súbita do ditador sanguinário, me vieram saudades do tempo em que descolei uma viagem a Cuba, uma boca-livre inesquecível que sempre me vem à mente! E como mente!

Para quem não sabe, Cuba é uma espécie de Ilha de Caras dos comunistas e, logo que chegamos, fomos recebidos pelo próprio Fidel Castro em pessoa. Num pequeno discurso de oito horas, Fidel nos deu as boas-vindas e, assim que soube que a Isaura, minha patroa, era amiga íntima do Chico Buarque e do Sebastião Salgado, todas as portas de Cuba se abriram instantaneamente para nós.

Infelizmente, devido ao criminoso bloqueio norte-americano, a carência de alimentos em Cuba é total e, para sobreviver, só me restava comer umas cubanas. Todos sabem que, graças à vitória do socialismo e à penúria generalizada, comer uma mulher em Cuba é a coisa mais fácil do mundo. Parece até o Carnaval carioca. As cubanas fazem sexo com você em troca das coisas mais prosaicas: um vidro de shampoo, um rolo de papel higiênico ou até mesmo um toco de lápis sem ponta. Além do mais, as piranhas cubanas são universitárias, têm pós-doutorado e chupam em várias línguas. É tão barato pegar uma GP cubana, vocês não têm ideia! Aliás, dizem que, por um tênis Nike, você podia comer o próprio Fidel em pessoa!

Eu já estava me sentindo um Hemingway, tomando um mojito na Bodeguita del Medio, quando as autoridades cubanas chegaram chefiadas por Fidel Castro em pessoa, que, depois de um breve discurso de doze horas, ordenou que eu e minha comitiva fôssemos colocados numa lata de sardinha e lançados ao mar. O motivo desta arbitrariedade foi que a Isaura, minha patroa, adepta do livre mercado, começou a dar para os turistas por muito menos que as cubanas, num flagrante de dumping sexual explícito que, segundo Fidel, colocava em risco a estabilidade da economia socialista. Lançados cruelmente ao mar nas águas infestadas de tubarões, felizmente, em pouco tempo surgiu uma lancha da Guarda Costeira Revolucionária de Cuba. Os oficiais cubenses imediatamente nos multaram por andar na contramão, já que o trânsito naquela região é sempre na direção Havana-Miami, e não o contrário. Como não tínhamos dinheiro para pagar a multa e o suborno dos companheiros guardas-marítimos, fomos novamente jogados ao mar. Felizmente, conseguimos chegar nadando em Miami, onde fomos condecorados como heróis pela comunidade cubana no exílio.

Mas a pergunta que não quer calar é: o que vai acontecer agora em Cuba com a morte inesperada do Cumandante? Será que a olhota, quer dizer, ilhota, caribenha vai entrar numa crise sem precedentes, vão faltar alimentos, a economia vai derreter, o dinheiro acabar e a população viver num estado de miséria total sendo obrigada a se prostituir?

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Graças ao ditador Fidel Mastro, Cuba, que era uma espécie de prostíbulo dos EUA, se tornou um enorme favelão de esquerda onde todos vivem na merda em plena harmonia.

Agamenon Mendes Pedreira é esquerdista de direita.

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CAÇA AOS BROXAS

A Operação Lava Rato está passando o Brasil a limpo! E a sujo também! Agora, com a felação premiada de Marcelo Odecheque, não vai sobrar prega sobre prega na política brasileira. Senadores, deputados, governadores e prefeitos de todos os partidos estão com os seus respectivos pavilhões reto-furiculares na mão. Todos sabem que serão devidamente dedurados, um a um, pelo dublê de X9 e empreiteiro baiano. Vai faltar cadeia pra tanta “otoridade” de rabo preso, quer dizer, solto.

O governo já está pensando em transformar Brasília em um enorme presídio de segurança máxima: o Distrito Correcional, a primeira capital de segurança máxima do mundo! O BNDES, inclusive, já abriu uma linha de crédito para financiar fábricas de tornozeleiras eletrônicas e assim dar um “tapa” na combalida atividade industrial brasileira, que anda mais caída que o meu bilau.

Deprimido com meu desempenho sexual e o meu desemprego crônico, não consegui até hoje que nenhum órgão da imprensa me contratasse nem para office boy, quer dizer, office velho. Sorte mesmo tem o ex-deputado Dedurado Cunha, que recebeu uma visita íntima da sua mulher Cláudia Cruz Credo. Cláudia levou de presente uma bola de ferro Chanel e uma tornozeleira eletrônica Dolce & Gabanna que pisca no escuro.

O ex-governador Sérgio Cabral também já está acomodado no SPA de Segurança Máxima de Bangu 8. Para seu azar, os agentes penitenciários desse estabelecimento correcional são funcionários públicos do estado e, portanto, estão com os salários atrasados. Por isso mesmo, começaram a vender rifas de “visita íntima” ao ex-governador para a população carcerária, que, apesar de não serem servidores, também vivem “no maior atraso”. Dessa maneira engenhosa, os funcionários de Bangu 8 garantem um “por fora” enquanto o Serginho leva um “por dentro”. Vocês sabem: com ou sem Natal, o que não falta em presídio é peru.

O ex-governador e também atual presidiário Anthony Garotinho, sabendo desse tradicional costume da nossa população carcerária, armou o maior barraco na porta do camburão. Tanto berrou e esperneou que foi levado para um hospital onde recebeu duas pontes de safena. Uma da Queiroz Galvão e a outra da OAS. As duas superfaturadas.

Mas guerreira mesmo é a Isaura, minha patroa, que, além de costurar pra fora, resolveu abrir seu próprio negócio! Empreendadeira nata, Isaura, a minha patroa, está vendendo quentinhas na porta do meu Dodge Dart 73, enferrujado, que fica estacionado na Rua da Amargura, fundos. Todos os dias se forma uma enorme fila de marmanjos que saem no tapa para cair de boca nas coxinhas, rabada e lombo da Isaura, famosa por seus quitutes de duplo sentido. E sentado também!

A verdade é que hoje em dia, além da minha pessoa, é claro, só existe um homem honesto no Brasil: o juiz Sérgio Moro. Como um cruzado com poderes fantásticos, este magistrado curitibense se transformou num super-herói da Liga da Justiça. A Marvel já está produzindo um novo filme blockbuster baseado na vida do juiz paranaíba, e a Mattel prepara uma linha de bonecos com a cara de Moro, para a inveja de Joaquim Barbosa, o Juiz Morcego.

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Deputados da Base Carcerária querem receber propina para aprovar as Dez Medidas Contra a Corrupção.

Agamenon Mendes Pedreira é ex-presidiário concursado.

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CORNIDÃO COERCITIVA

Estava eu dormindo na casa do meu amigo Serginho Cobral. Não me perguntem nem como nem por quê. Só posso dizer que cochilava no armário do quarto. E, na cama, o casal cabralino ressonava o sono dos justos nos braços de Morfeu.

Enquanto amigo íntimo do casal caprino, posso testemunhar que, nos últimos tempos, Serginho andava muito estressado, muito tenso mesmo, chegando mesmo a deixar de cumprir com as suas obrigações conjugais.

Assim sendo, a ex-primeira mulher dama, angustiada e subindo pelas paredes como uma barata profissional, de quando em vez, diariamente, convocava a minha presença na alcova em busca de um consolo. Consolo de carne e osso.

Pois desta feita não foi que o Sérgio chegou mais cedo do serviço? Isto posto (e retirado) tive que passar a noite escondido no closet do casal entre bolsas Vuitton, roupas de grife, sapatos caríssimos e joias mais caras que muitas obras públicas. Ao fundo, um baú enorme trancado com cadeado onde estava escrito: oxigênio.

Percebi que Serginho estava desconfiado de alguma coisa. Homem prevenido, há tempos faz questão de dormir sempre com o mesmo pijama listrado e ainda amarrou uma corrente com uma bola de ferro na perna. Ele dizia que era por causa da dieta. Com a bola de ferro, Serginho não conseguia levantar de noite para “assaltar” a geladeira. É a força do hábito.

Pois muito bem: dormíamos os três quando, subitamente, o quarto foi invadido às seis horas da manhã por um monte de policiais. Apavorado, saí fora do armário inteiramente pelado e gritei:

– Calma, Sérgio Cabral! Não é nada disso que você está pensando!!! Sua esposa pode explicar tudo!!!

Mas a bronca não era comigo. O Serginho não tinha chamado a polícia para um flagrante de adultério. Muito pelo contrário, eram os Federais, que estavam na captura do ex-governador por uso indevido de guardanapo na cabeça e verbas públicas, não necessariamente nesta ordem.

Ao saber que seria levado para o Complexo de Bangu e que não ficaria numa solitária exclusiva, Serginho começou a passar mal com falta de ar. Corri até o armário para pegar o oxigênio que estava no baú, mas não tinha nenhum balão de oxigênio lá dentro.

Enquanto isso, em Bangu 1, os presos, no maior atraso, já estão preparando a cerimônia de inauguração de mais uma obra pública: o pavilhão reto-furicular do ex-governador Sérgio Cabral. Mas será que esse túnel já não foi inaugurado?

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Quando o ex-governador Garotinho foi preso por corrupção, também passou mal. O ex-governador “de menor” foi levado imediatamente para a emergência do Hospital Municipal Souza Aguiar. Não resta a menor dúvida: querem matar o Garotinho.

Agamenon Mendes Pedreira é conselheiro matrimonial.

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NINGUÉM MERECE!

Como os meus 17 leitores e meio (não se esqueçam do anão, que já está confirmado na próxima temporada de Game of Thrones) estão cansados de não saber, estou aqui nos EUA cobrindo as ereções americanas. No dia da votação, resolvi colocar em dia a minha vida sexual. Exagerei no goró e acabei pegando a Hillary Clintorís (ou seria Clíntoris?) e, assim como o resto da humanidade, acordei com o Donald Trump roncando do meu lado. Fiquei mais aliviado depois que constatei a integridade da minha “Prega-Rainha”, a viga mestra do pavilhão reto furicular.

A verdade é que, do dia para a noite, todos perceberam que o Mundo mudou, e o que é pior: não deixou o endereço! A opinião pública não é ovo, mas ficou chocada com a eleição de Donald Duck Trump. Racista, misógino, ignorante e preconceituoso, Trump, no entanto, tem alguns defeitos. Principalmente aquele seu penteado ridículo! Como é que um sujeito tem topete de usar um cabelo daqueles? Trump é uma espécie de Bolsonaro americano, só que o próprio “Bolsomito” acha o Trump muito de esquerda. Embalado pela eleição do midiático e idiótico Trump, Jair Bolsonazi já sonha com a presidência em 2018. E sua principal plataforma é proibir o casamento entre homossexuais gays e criminalizar o aborto de travestis. Para isso, Boçalnauro já contratou o ator Alexandre Borges para ser seu porta-voz. O galã prometeu colocar a boca no trombone, como, aliás, todo mundo viu naquele vídeo do  YouEntube.

Na verdade, o plano do Trump não era ser eleito: sua candidatura era apenas uma ação de marketing para o lançamento de seu próximo megaempreendimento imobiliário. Deu no que deu. Já que foi eleito, o histriônico Pato Donald Trump pretende fazer na Casa Branca um reality show que vai durar quatro anos, onde ele será sempre o líder e um mexicano cucaracha vai ser escolhido toda semana pra ir pro paredão, quer dizer, pro Murão.

Para conter o terrorismo islâmico, Trump prometeu tocar o terror nos muçulmanos que moram nos EUA. Ele quer mandar todos a Meca! Para que a América volte a ser grande, Trump vai dar incentivos à Pfizer e também pretende impor sérios embargos comerciais à China proibindo a importação de pastéis.

Curiosamente, ao mesmo tempo que essa onda conservadora se espalha pelo ventilador, os eleitores da Califórnia, Massachusetts e Nevada aprovaram em referendo o uso da maconha para fins recreativos. Só mesmo muito doidão pra aturar quatro anos de Donald Trump no governo!

O negócio é voltar para o Brasil e invadir a Alerj! Aliás, com medo dos invasores, o Picciani fugiu da assembleia e foi se esconder no novo aquário do Rio, o AquaRio. Picciani está malocado no tanque dos tubarões para não ser reconhecido.

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Com Trump na presidência, agora mesmo é que a coisa vai ficar preta, quer dizer, afrodescendente.

 Agamenon Mendes Pedreira ficou Putin com a vitória de Trump.

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TRUMPA TUDO POR DINHEIRO!

Uma vez que no Brasil todos os problemas já estão resolvidos, reinam soberanos a paz e a prosperidade na nação. Não existe mais nada de bom para se fazer neste país. Nenhuma negociata pendente, nenhuma concorrência fraudulenta, nenhuma obra superfaturada. O Brasil vive uma pasmaceira só.

Uma vez que a administração de O Antagonista desconhece uma lei de 13 de maio de 1888, o Sr. Mainardi não me permite um só instante de ócio. Enquanto não sou convocado para escrever mais um artigo sensacional, fico acorrentado num poste, erguido no meio da redação, onde sou submetido a espancamentos bárbaros e torturas humilhantes. De quando em quando, me servem água da bica numa gamela imunda onde, tarde da noite, colocam dentro uma lavagem asquerosa que o Sr. Sabino chama de sopa. Eles dizem que fazem isso comigo porque estão cumprindo a política de cotas.

Pois bem, estava eu neste padecer quando chegou uma ordem de Veneza: Agamenon Mendes Pedreira deveria seguir imediatamente para os Estados Unidos para cobrir, em primeira mão, as eleições americanas. Como não tenho passaporte, segui até a fronteira do México. Não tive a menor dificuldade em cruzar a fronteira fantasiado de militante da Ku Klux Kan.

Imediatamente, embiquei na direção de Washington D.C., centro nervoso das eleições ianques. Como meus dezessete leitores e meio (não se esqueçam do anão) sabem, são dois os candidatos que disputam a Casa Branca: Hillary Clíntoris (ou será Clintóris?) e Pato Donald Trump, este patrocinado pela Disney. Hillary é casada com Bill Clinton, duas vezes ex-presidente, que fez da esposa a Primeira-Corna da Nação. Trump apresenta uma plataforma progressista e conciliadora: assim que for eleito, vai construir um muro para impedir que os americanos fujam pro México.

Trump, um liberal em termos de sexo, é a favor do empauderamento feminino. Todas as mulheres serão empauderadas, querendo ou não querendo. Mal-educado, não deixa Hillary Clinton passar a sua frente nas pesquisas. Donald Trump promete acabar com o terrorismo islâmico, pois, apesar de capitalista de carteirinha, Donald não admite a livre concorrência neste tipo de negócio. Trump ficou famoso por ancorar um reality show e só quer se eleger para entrar na Casa Branca e poder gritar na cara do Obama: You are fired!!!!

Hillary Clinton, caso seja eleita, será a primeira mulher a assumir a presidência dos EUA. Assustados com o ex-governo da ex-presidenta Dilma Roskoff no Brasil, os americanos ficam grilados em votar na Dilma, digo, na Hillary. Antitabagista radical, Hillary vai proibir Bill Clinton de fumar charutos no Salão Oval da Casa Branca e garante que vai parar de usar e-mail. Agora só WhatsApp, Instagram e Tinder.

Agamenon

Donald Trump é uma espécie de Eike Batista americano: jura que tem bilhões de dólares e que seu topete não é peruca.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de cativeiro.

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RENAN CALHEIROS: O REI DO CA(N)GAÇO!

Não aguento mais escrever sobre a política brasileira!

Eu gostaria de entreter os meus dezessete leitores e meio (não se esqueçam do anão!) com temas palpitantes: assassinatos misteriosos, traições ignóbeis, negociatas bilionárias, enriquecimentos súbitos, viagens em jatinhos, louras siliconadas, charutos cubanos, jantares faustuosos, joias verdadeiras, documentos falsos e malas cheias de dinheiro.

Mas qual! O Sr. Mainardi, o Doge de Veneza, e o Sr. Sabino, o Duque do Itaim, me obrigam a escrever sobre a política brasileira: árida, insípida, inodora e incolor. Monótona como a vida de um aposentado na Noruega.

Mas o que fazer? – indagaria Lenine, o compositor pernambucano. Sou um escravo dos meus patrões insaciáveis, que nada me pagam, mas, justiça seja feita, jamais me atrasaram um dia de salário. Assim vou mourejando dia após dia, semana após semana, tal e qual um Sísifo do alfabeto, empilhando vocábulos, boutades e tirades para tudo recomeçar na segunda-feira.

Enquanto isso, a minha colega, Cláudia Cruz, jornalista de uma notícia só – “…este celular se encontra desligado ou fora da área de cobertura…”  –, foi visitar o marido Dedurado Cunha nas instalações da Polícia Federal em Curitiba. Trajando um discreto Dior, Cláudia levou a tiracolo o consagrado arquiteto Chicô Gouvêa. A Sra. Cunha planeja “dar um tapa” de bom gosto e sofisticação nos aposentos do marido. Enquanto isso o milionário Marianinho Marcondes Ferrou, homem do jet set internacional, foi preso quando embarcava para Londres, com dinheiro na cueca Armani.

Renan Calheiros está certo. Estamos voltando aos anos tenebrosos da Ditadura Militar. O senador Renan Canalheiros, apesar de ser um coronel das Alagoas, teme a volta dos militares, da tortura e do pau de arara. Ora, senador, todo mundo sabe que o pau de arara só tem um sentido: do Nordeste para o Sudeste, de fora para dentro em movimentos ritmados e crescentes. Nem de longe passa por Brasília.

Reinan Calheiros, sempre preocupado com a Saúde, tem medo que o Judiciário e os seus agentes cometam excessos no exercício do Poder levando a República a um enfarte do miocárdio. Renan conhece a Justiça brasileira, só no Supremo Tribunal Federal tem nove processos, sendo que um é por justificar com notas frias o pagamento de mulheres quentes. Mas, até aí, nada de mais.

Renan Calheiros, uma espécie de cangaceiro moderno, é perseguido pela Volante da Polícia Federal. Em vez de acoitar-se em Angico, no sertão, prefere o cerrado federal, onde se sente mais seguro. Político liberal, a sua ex-Maria Bonita já posou pelada para a Playboy.

O problema é que Renan Calheiros insiste em marcar uma reunião entre os três poderes para acertar o assunto. O presidente Temer representando o Executivo. Renan representando o Legislativo e a Dra. Cármen Lúcia representando o Judiciário. Mas o presidente do Senado quer ser escoltado por seus capangas da Polícia do Congresso. A presidenta do Supremo, Carmen Lúcida, recusou o convite porque temer ser assaltada pelos meganhas do Congresso.

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Alagoas que já nos deu Teotonio Vilela e Graciliano Ramos hoje só nos dá vergonha.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista sem emprego e sem escrúpulos.

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INOCÊNCIO DA CUNHA

O Brasil está cada vez mais parecido com o Brasil: só piora. Onde já se viu a Polícia Federal prender um cidadão na sua casa, em plena hora do almoço? Todo mundo sabe que os meganhas da PF só podem chegar na casa do suspeito às seis horas da manhã, junto com o personal trainer!!!

Além do mais, Eduardo Cunha não é suspeito de nada. Não existe a menor suspeita pairando sobre o ex-deputado Edeuerrado Cunha. Ninguém suspeita de nada sobre Eduardo Cunha porque sobre Eduardo não existe a menor sombra de dúvida. Neste país só existe um homem mais inocêncio que o Eduardo Cunha: Luiz Inácio Lula da Silva.

Evangélico de carteirinha, Cunha sempre cobrou o dízimo das empreiteiras e dos aliados políticos. Dedurado Cunha sempre foi um homem religioso: escorchava religiosamente todos os que podia, e os que não podia também. Cunha sempre foi crente. Crente de que nunca seria preso. Entre os milhares de igrejas pentecostais existentes, Eduardo Cunha frequenta a Igreja da Bola de Neve porque, segundo ele, tem mais a ver com a sua conta bancária na Suíça.

Apesar de evangélico fanático, para sócio nos seus negócios, Eduardo Pulha sempre preferiu o Diabo. Para ele, Satanás é mais confiável que qualquer político brasileiro. Tem razão.

O que mais me preocupa é o destino da Cláudia Cruz, a jornalista que sempre deu a mesma notícia: “este celular se encontra desligado ou fora da área de cobertura…”. Como sairia escrito na revista Caras, Cunha e Cláudia Cruz têm uma relação de cumplicidade. Literalmente.

Enrolada até o pescoço (com uma echarpe Hèrmes), Cláudia poderá ser presa a qualquer momento, mas, segundo o japonês da Federal, que é meu amigo, não vai ficar presa nas dependências da PF, junto com o marido. Cláudia Cruz vai ficar trancada num shopping center com lojas de grife sem o cartão de crédito.

Enquanto isso, em Brasília, a capital foderal, o ambiente entre os políticos é de pânico moderado e desespero contido. Ninguém sabe se o “dedo nervoso” de Deduardo Cunha vai começar a funcionar na carceragem de Curitiba. Pelo sim e pelo não e pelo mais ou menos também, o presidente Michel Treme resolveu voltar da China, país onde o PMDB sempre costuma fazer os seus negócios.

 

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Revoltado com as maracutaias de Eduardo Cunha usando seu nome e seu CPF em vão, Deus Todo-Poderoso, o criador de todas as coisas, mandou um anjo vingador com a espada da Lei. Mas não adiantou nada, Eduardo Cunha botou o anjo na sua base parlamentar.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de Cristo.

 

 

 

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UM É POUCO, DOIS É BOM, TRÊS É DEMAIS!

Lula é réu pela terceira vez e vai poder pedir música no Fantástico! O ex-presidente mais honesto do mundo, o Jesus Cristo de Caruaru, vai acumulando um processo atrás do outro. Desse jeito não vai ter mais advogado desempregado no Brasil. É o Lula e o PT ajudando o Brasil a sair da crise! Desta vez a acusação é contra o Lula, o Marcelo Odebrecht e o “sobrinho” do Lula, o Taiguara, compositor de MPB (Música Propinal Empreiteira) já falecido e perseguido pela Ditadura. Taiguara na verdade é muito vivo. Tinha uma firma de reformar varandas na Praia de Santos, em São Paulo. As varandas, todas de frente para o mar, tinham vista para a África, e assim Taiguara, um cara que sempre viu longe, conseguiu sociedade com a empreiteira Desonerto Odebrecht para reformar umas hidrelétricas em Angola. Com o troco das obras, Taiguara aproveitou para “dar um tapa” na conta bancária do seu tio, filho da… filho da… filho da D. Lidu.

Devido de que a recessão que assola a economia brasileira, este ano não vai ter o famoso Castelo de Caras, a sofisticada fortaleza medieval europeia onde a colorida revista reunia artistas, empresários, políticos e famosos em geral para passar o fim de semana e sair da depressão. Em compensação, os editores da revista estão procurando uma mansão em Curitiba para juntar as celebridades; vai ser a Cadeia de Caras. Eduardo Cunha e Cláudia Cruz já têm reserva confirmada. D. Cláudia, muito vaidosa, já encomendou uma coleção completa de pulseiras eletrônicas na Tiffany’s de Nova Iorque. O ex-senador Gim Argello também já confirmou presença, mas ainda tem muita gente esperando um convite para desfrutar da temporada no charmoso casarão. Tem até lista de espera.

Apesar da derrota do PT nas eleições, o ex-senador Eduardo Suplicy não para de comemorar. Suplicy garante que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura pela composição Blowing the Wind, de sua autoria.

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Robert Zuckerberg, o Bob Dylan, graça ao seu Facebook, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.

 

Agamenon Mendes Pedreira, escritor desempregado e impotente, é candidato ao Prêmio Nobel de LiteraDURA.

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O BISPO VAI PEGAR!

Estas eleições foram muito malucas. A falta de dinheiro foi generalizada. O governo passado raspou os cofres públicos e milhões de candidatos desempregados tiveram que vender bala no sinal para juntar algum qualquer e, assim, poder comprar uns míseros votos. A abstenção dos eleitores foi impressionante!

 

Desanimados e brochas, os eleitores, que não estão comparecendo na urna da patroa, por falta de grana, desistiram de dar uma passada na zona eleitoral onde as mães dos candidatos aguardavam ansiosas a freguesia.

 

E não quero nem falar na quantidade de votos nulos e brancos, louros, de olhos azuis. Os brasileiros, apesar de estarem vivendo no maior atraso (do salário, do aluguel, da prestação do carro, da conta do armazém…), não se animaram a votar nem tomando Viagra! 

 

Ao contrário de São Paulo, onde o candidato maurício-boiolista João Doria Jr. já ganhou, no Rio de Janeiro os eleitores foram condenados a votar no segundo turno. Tendo que bancar mais umas semanas de campanha, os candidatos Marcelos, Frouxo e Trivella, por falta de caixa 2, pediram para diminuir o horário eleitoral, que, mesmo sendo gratuito, custa muito caro.

 

E os cariocas não sabem em que Marcelo votar! O evangélico Crivella foi buscar num versículo bíblico uma explicação para a sua candidatura: “Dízimo com quem andas e te direi quem és…”. Esquecendo que ele é ligado ao Garotinho, o ex-governador infantil que fugiu da FEBEM.

 

A segurança do candidato Marcelo Frouxo é feita pelo Capitão Nascimento em pessoa, disfarçado de Pablo Escobar, falando portunhol. Frouxo é o candidato dos artistas de esquerda, como Chico Buraque Gregório Duviclichê e Caetano Verboso. Marcelo Fresco é o candidato dos pobres e oprimidos da Zona Sul. Em aliança com o PT, prometeu dobrar o valor da Bolsa Penitenciária e legalizar a atividade dos Black Blocs, que vão ter direito a carteira assinada, férias e 13º salário. 

 

Graças ao apoio da esquerda radical, Marcelo Feio vai ter subir no palanque com Jandira Feiaghalli, Dilma Roskoff, Disgraicy Hoffmann e Vampeta Grazzioti, o Bonde das Horrorosas, que já está organizando um comício monstro.

 

O candidato Crivella é crente. Crente que vai ganhar. Marcelo Cruzvella é o favorito dos evangélicos porque, quando foi ministro da Pesca, realizou o milagre da multiplicação da Bolsa Defeso. Depois, tal e qual um Judas Iscariotes, votou contra Dilma Roskoff no impeachment, mesmo depois de receber 30 dinheiros do Lula. Crivella é sobrinho do Bispo Maiscedo, aquele do Sermão da Montanha. Montanha de dinheiro.

 

Enquanto isso, em São Bernardo Lula não conseguiu eleger o filho vereador e está pensando em retirar a sua candidatura a síndico do prédio. Por falar em prédio, Lula já pediu para o pessoal da Odebrecht procurar um tríplex em Curitiba com vista de frente para a Polícia Federal.

 

Tudo isso só porque descobriram mais um laranja do Lula, o sobrinho Taiguara, que recebia uma grana preta da Odebrecht. Aliás, a grana não era preta, era afrodescendente porque veio de Angola. Lula, injuriado, garante que nunca usou laranja, prefere com limão, gelo e açúcar.

 

E de São Paulo vamos para Brasília, a capital foderal, onde a ministra Carmen Lúcifer virou a assombração dos políticos. Deputados e senadores não conseguem mais dormir de noite com medo que a Carmen Lugosi venha puxar o pé deles de noite e que a Polícia Federal chegue na casa deles de manhã bem cedo. Antes do personal trainer! 

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Nas eleições de domingo passado, a esquerda perdeu feio.Também, pudera! Com Jandira Feghalli e Luiza Erundina vocês queriam o quê?

 

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de Cristo.

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