Futebol, alergia do povo.

A Copa do Mundo é igual a sexo no meu casamento: só acontece de quatro em quatro anos. Além de tudo, faz algum tempo que eu não consigo passar das quartas-de-final. Para os homens maduros e encanecidos pelo tempo, como eu e o Zagalo, sexo é que nem futebol quem não faz leva! Por isso, na nossa idade provecta, o empate é sempre um bom resultado.
Como já disse tantas vezes antes, pretendo não assistir a nenhuma partida da Copa para não me deixar influenciar pela atuação dos jogadores e, assim, comentar com absoluta isenção o desempenho de cada uma das seleções. Não quero nem saber o resultado dos jogos que é para não cometer nenhuma injustiça com os jogadores, que, aliás, já começaram a depositar generosas quantias na minha conta Citibank 52557995 colaborando com a minha campanha: “Ei, você Raí! Me dá um dinheiro, Raí!”


A abertura da Copa foi um belíssimo espetáculo de luz e cor, só que não vi nada, pois acabei me distraindo falsificando notas de 100 dólares com a estampa do Fernando Henrique Oneroso ‘ pois, como até os meus 17 leitores sabem, os EUA foram o único país do mundo onde a dolarização deu certo.
A abertura da Copa foi um sucesso, só que os americanos foram todos embora depois do show de Diana Ross, que continua batendo um bolão. Enquanto o mundo se divertia com as belas jogadas ensaiadas de Richard Marx e Jon Secada, eu estava do lado de fora do estádio, tomando conta dos carros. Meu amigo e sócio João Havelange está cobrando 40 dólares por uma vaga no estacionamento, mas quem desse 10 na minha mão podia parar na minha área, sem contar o lucro que obterei vendendo os toca-fitas no Brasil.
Agora já entendi por que é que a Fifa escolheu a cidade de Chicago para a abertura da Copa. É que os diretores da organização queriam homenagear os ídolos de sua juventude como Al Capone, Dillinger, Scarface e Escadinha.

Agamenon Mendes Pedreira é chefe da torcida 171.

(direto da copa de 1994)

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1 comentário

  1. Moacir Viana   •  

    Como eu não estava fazendo nada, resolvi ler a matéria “Futebol, alegria do povo”, só fiz perder tempo, visto que, não me acrescentou nada. O Pedreira disse,também, de cara, não entender de nada para o qual se propunha escrever. Ele só estava interessado em “encher linguiça”, e com isto faturar muita grana em cima da Abril Cultural, e pelo visto irá conseguir, porque de uns tempos para cá a Veja, apesar da tiragem, passou a ser um tabloide de conceito muito duvidoso, mas, que ainda paga muito bem aos seus pseudos colaboradores !!

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