#VEM PRA SUA!

Sempre estive à frente do meu tempo (e, às vezes atrás também) e, por isso mesmo, fui pra rua muito antes do MPL, Movimento do Palpite Livre, começar seu protestos pacíficos e baderneiros. Depois de uma demissão sumária, meu ex-editor me colocou pra fora da mídia e, imediatamente, me tornei um sem–coluna despossuído abandonado na Rua da Amargura (onde agora está estacionado o meu Dodge Dart 73, enferrujado, minha residência).  O que ninguém esperava é que, através da redes sociais e anti-sociais, dei a volta por cima no meu blog (http://www.casseta.com.br/agamenon), Facebook  (https://www.facebook.com/agamenonreal) e Tweeter (@agamenonReal)! Mesmo fazendo parte da Terceira Senilidade, juntei-me aos jovens manifestantes on line para protestar contra tudo que aí está e, principalmente, contra tudo que não está nem aí!

Meu combalido coração cheio de arritmia se encheu de esperança ao ver as massas descontroladas gritando pelas ruas: “Xadrez, prisão, pro réu do mensalão!”, “O meu bilau é meu amigo! Mexeu com ele, mexeu comigo!”. Sem, é claro, esquecer o hino preferido dos vândalos: “Eu sou baderneeeeiro, com muito orguuuuuulho, com muito amoooooor!”.

Até bem pouco tempo a presidenta Dilma Roskoff estava fazendo ouvidos de Mercadante aos clamores da rua. Pressionada pelo ex-atual presidente Lula e seu personal marqueteiro João Sacanna, Dilmacha Roussef mudou. Fingiu que não era com ela e reuniu todos os governadores e prefeitos no Palácio do Planalto. Ali, cara a cara, a presidenta, democraticamente, deu um esporro e ordenou que todo mundo fizesse o que ela estava mandando. Em seguida, Dilmão, depois de dar um soco na mesa e coçar o saco, deu um recado aos poderosos:

– Ou vocês ouvem as vozes das ruas ou comprem um aparelho de surdez!

Agora todo dia depois do expediente eu saio com meus amigos pra fazer arruaça. Outro dia fomos destruir as empresas do Eike Batista, mas quando a gente chegou lá elas já estavam todas quebradas.

Em seguida, a Primeira Mandona da Nação, propôs cinco pactos: pacto ao tucupi, pacto com laranja, arroz de pacto, pacto laqueado e pacto assado com repolho roxo e purê de maçã. Se os pactos não forem bem preparados, Dilma já avisou que o pacto vai comer! A diarista do Planalto só não explicou uma coisa: quem é que vai pagar o pacto? Será que o povo vai engolir tanto pacto? O brasileiro não agüenta mais ser feito de gacto e sapacto (eu reconheço que esses trocadilhos são péssimos, mas o governo da Dilma é muito pior).

E agora? Para onde vai o Brasil? Será que vamos virar uma Argentina bolivariana, uma Bolívia equatoriana ou uma Venezuela peronista? Mas ainda existe uma luz no fim do túnel: em julho o Papa Francisco Buarque chega ao Brasil! Será que o Sua Santidade vai se juntar aos manifestantes, sair quebrando tudo pela frente e acampar na porta da casa do governador Sergio Cabralvendish?

 

PENSAMENTO DO BLOG

“O problema da atual Situação é que o Brasil não tem Oposição. ”
Cartaz de Passeata

Agamenon Mendes Pedreira é pacto pra toda obra.

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1 comentário

  1. Bota   •  

    Pois é, meu velho. Se o João Gilberto comparecesse às manifestações poderia cantar “O pacto, cuem cuem, vinha andando alegremente, cuem, quando um meganha de repente, cuem, tascou-lhe spray na cara”!

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