PAPA IN RIO-1

A cidade do Rio de Janeiro, que nunca foi lá muito católica, parou para receber o Papa argentino Francisco Buarque, ex–arcebispo de Búzios. O carioca está muito feliz com chegada do Sumo Pontífice, afinal não tinha nenhum feriado programado pra essa semana e o povo do Rio, muito religioso, leva fé que no fim-de-semana vai dar praia.

Sua Santidade vem ao Brasil para tentar conciliar as corporações religiosas  que  disputam o franchising da marca “Jesus Cristo” no país. O Papa chegou com uma missão muito difícil: salvar o governo da Dilma e a Igreja Católica, ambos ameaçados de cair para a segunda divisão. Em relação à Igreja, o papa portenho confia no seu rebanho, mas quanto à presidenta, o Santo Padre está desanimado porque, mesmo sendo Papa, não faz milagres.

Isaura, a minha patroa, transformou a nossa residência, o Dodge Dart 73, enferrujado, que fica estacionado na Rua da Amargura, fundos, numa pousada. Pecadora apostólica praticante, Isaura faz questão de receber de braços (e pernas) abertos os jovens da Jorrada Mundial da Juventude.

Outro problema que João Paulo II quer resolver é a questão da violência, principalmente os sanguinários campeonatos de Vale Tudo, já que na religião, hoje em dia, Vale Tudo. Irados com a chegada do Santo Padre, grupos radicais de lutadores evangélicos estão se organizando para pegar o Papa na esquina: os Jijuteiros de Cristo, os Karatecas do Sétimo Dia e a galera enjoada da Porrada Universal do Reino de Deus. As Testemunhas de Jeová se recusaram a depor, com medo de apanhar dos Gracies a Deus.

Mas chega de baixo astral! O Papa Chico demorou mas abalou! E como já conhece a cidade bem, o Papa quis fazer um programa diferente. Para começar, se recusou a ir ao Cristo, já que Cristo ele conhece muito bem.E como é um Papa dos  pobres, identificado com as classe C e D, fez questão de ir até o o “Esquenta” da Regina Casé e levar o Papamóvel no Lata Velha do Luciano Huck.

 Agamenon Mendes Pedreira tem Jesus no coração.

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1 comentário

  1. Bota   •  

    Agamenon, se é verdade que o que aqui se faz aqui se paga, é justo pensar que o Cabralzinho voou tanto pra Paris que agora tá com o custo na mão?

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