PERDEU, PLAYBOY!

O senador Fernando Cólon de Mello é a mais nova vítima da Operação Lava Rato. Os agentes da Polícia Federal invadiram a Casa da Dilma, quer dizer, a Casa da Dinda, e passaram o rodo. O ex-presidente impichado é um exemplo do sucesso dos programas sociais dos governos do PT. Quando era presidente, Collor de Millus tinha apenas um Fiat Elba e, hoje, é um feliz proprietário de vários carrões de luxo graças ao Minha Ferrari Minha Vida, Meu Primeiro Porsche e ao programa Lamborghini Para Todos.

Cólon de Mello sempre foi um sujeito polêmico: quem não odeia, detesta. O político das Alagoas foi, na sua época, uma espécie de Dilma. Prometeu uma coisa na campanha e, depois, quando venceu a eleição, fez justamente o contrário. De temperamento violento, Cólon exerceu a presidência com golpes de karatê. Existem muitas lendas urbanas sobre Collor, o único presidente brasileiro que tem sobrenome em inglês. Muitos diziam que ele praticava rituais de magia negra nos subterrâneos da Casa da Dilda, quer dizer, da Dinda. Também se comentava à boca pequena que Cólon utilizava supositórios de cocaína. E todo mundo sabe que supositório vicia. Não vejo nenhum problema em político usar drogas: o problema é colocar as drogas no ministério ou na diretoria da Petrobras.

Eu não entendo esse estado de Alagoas. Produziu grandes brasileiros, como o Teotônio Villela, o Graciliano Ramos e o Djavan. Mas, em compensação, deu à luz o Collor, o Renan Calheiros e o PC Farias. Collor de Mello é um homem invejoso e ressentido. Na verdade, existe uma explicação de fundo psicológico para essa roubalheira toda. Aliás, mais de fundo que psicológico. Ao ver as maracutaias do PT, Collor, num surto psicótico, começou a ter delírios persecutórios, complexo de inferioridade e acabou se sentindo humilhado já que as roubalheiras do seu governo são fichinha perto do mensalão e do petrolão.

15-07 collor

Para escapar da Polícia Federal, o senador Cólon de Mellon foi para Toronto disputar uma medalha no Pan Americano na modalidade karatê boliviano.

Agamenon Mendes Pedreira é humorista da Polícia Federal.

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10 Comentários

  1. Carlos   •  

    excelente furo (com trocadilho, por favor) Agamenon… apenas uma ressalva: a operação não deveria ser Pega Rato?

  2. Pingback: Leia a coluna do Agamenon – PERDEU, PLAYBOY! « Marcelo Madureira – VEJA.com

  3. Caboclo Vingador   •  

    Brincadeira… aqui os políticos trabalham em causa própria e os humoristas fazem graça da nosso desgraça. Quem elegeu esses candidatos não foi o povo? Ou as urnas eletrônicas… enfim, cada vez mais perto do chefe. Os subs já estão pedindo arrego

  4. Dill Mandioco   •  

    Caro jornalista, penso ser uma grande infâmia contra o ex-presidento Cólon de Merla afirmar que seria um homem ressentido. O grande brasileiro, que começou com faixas brancas no caratê boliviano, hoje é um respeitável político com um currículo aprofundado pela cultura andina mais popular.

  5. Rafael   •  

    Depois da saudação da mandioca, tá mais pra operação Lava Rabo do que Lava Jato….

  6. Sammyr   •  

    Agamenon! Sou alagoano e você cometeu apenas dois equívocos ! O 1º que o collon é alagoano(está desgraca é fluminense) e 2º que em Alagoas não só sem estas mazelas, pois prefeitos e deputados toda semana tem um escândalo novo !

  7. Cézar c Agiar   •  

    Ótimo inteligência sutil

  8. Carlos Marques   •  

    Esta foto é um achado! Precisamos achar outras! Estamos em pleno revival dos anos 90….O velho olhar paranóico de volta!! Homenagens ao velho PC Farias, por favor… Com duplo sentido por favor!

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