SAQUEANDO E ANDANDO

Hoje em dia no Brasil, tá ruim pra todo mundo. Mas, felizmente, para alguns está muito pior do que pros outros. Ninguém escapa da crise, nem mesmo a Santíssima Trindade: o Pai está envolvido na Lava Jato, o Filho está desempregado e o Espírito Santo passa o maior sufoco.

No Espírito Santo (estado que serve para separar a Axé Music do Rio de Janeiro), a violência é tão violenta que até a Polícia Militar tem medo de sair na rua. Os familiares dos meganhas, apavorados, fazem um cordão de isolamento em volta do quartel para evitar que a bandidagem ensandecida entre pelo batalhão adentro saqueando as instalações.

Se tem uma categoria que não entra em greve no Brasil é a bandidagem. Empreendedores, adeptos da livre iniciativa, os assaltantes movimentam o comércio capixaba, que, depois do sumiço da polícia, entrou em liquidação. Usando cartões de crédito de todos os calibres e de uso exclusivo das Forças Armadas, a bandidagem vai saqueando tudo o que vê pela frente. Até mesmo caixões de defunto, artigo de última necessidade, são levados pela multidão enfurecida.

No Brasil, só mesmo o caos funciona direito. Os bandidos só exercem a sua atividade saqueante em horário comercial, das 9 às 17 horas, de segunda a sexta. Sábado, só até o meio-dia. Liberada para o saque, a cidade de Vitória virou uma espécie de Miami, onde os brasileiros, nos bons tempos do PT, saíam levando tudo sem se preocupar com o pagamento.

Na verdade, o saque é uma forma de comércio muito praticada no Brasil: Petrobras, Eletrobrás, Fundos de Pensão, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil funcionaram como uma espécie de shopping center dos políticos, que lavaram tudo à vista ou em 12 vezes parceladas no cartão.

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O IBGE já está estudando uma fórmula para que os saques entrem para estatísticas públicas e, assim, possam ser contabilizados no cálculo do PIB, Produto Interno Bandidal.

Agamenon Mendes Pedreira tentou fazer um saque, mas não conseguiu por falta de fundos.

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ao todo.
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