A FAVELA DA MARÉ NÃO TÁ PRA PEIXE 

O Brasil não é ovo, mas ficou mais uma vez chocado com a violência no Tiro de Janeiro, a Cidade Calamitosa. A execução covarde da vereadora Marielle mostrou que não existe segurança na cidade, só na porta das boates. Sorte tem o Serginho Cobral e o Jorge Picciani, que estão seguros atrás das grades e não têm que conviver diariamente com balas e oportunidades perdidas.

O interventor federal General Brega Netto e a Polícia Onde Já Civil precisam descobrir logo quem foi o irresponsável pela matança ou vão acabar mais desmoralizados que o “governador” Pezão Frio, que está rondando Piraí e não diz nem faz nada. Além do assassinato covarde, o que mais me revolta é a galera das redes antissociais dizendo que “vereador bom é vereador morto”, “quem mandou defender os direitos dos manos” e outras boçalidades dignas do candidato Jair Bolsonazi. A verdade é que estamos entregue às baratas e o pior: as baratas que não pertencem ao PCC (Primeira Cascuda da Capital) estão nas mãos dos milicianos e traficantes de drogas e influência. Não necessariamente nessa ordem, quer dizer, desordem.

O problema é que o Estado não tem grana para bancar a intervenção federal. Tentaram fazer uma vaquinha, mas ladrões roubaram o bovino para atolar no brejo. Os carros da Polícia estão todos desmontados. Ainda bem. Se estivessem funcionando, não teria verba para gasolina. Para fazer as suas diligências, os meganhas têm que chamar um táxi de uber pool (que é mais barato) ou pegar uma van (que é da Milícia) para chegar nas “comunidades”.

Devido de que a falta de munição, os policiais têm que amarrar um barbante em cada bala para poder reutilizar o projétil depois de disparado. Isso sem falar nos salários atrasados de todo o funcionalismo público. Sem receber, os funcionários não têm como ser assaltados, e os bandidos não têm nem o que roubar, prejudicando a atividade econômica na cidade.

Mas nem tudo é calamidade pública, tem confusão no Judiciário também. A ministra Carmen Lúcifer está pensando em transferir os julgamentos do STF para sábado de madrugada, na mesma hora do MMA. Assim, os brasileiros podem assistir aos combates singulares entre o ministro Gilmar Mentes, o Psicopata Monstruoso e o Luís Roberto Horroroso, o Sobrancelha Paraguaia.

 

Por falta de grana, a intervenção militar teve que pedir dinheiro ao PCC (Partido Capitalizado da Capital) para combater o crime organizado e a sociedade desorganizada.

Agamenon Mendes Pedreira é contra a bala perdida, vindo da esquerda ou da direita.

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