Bolsoddad ou Haddanaro?

O Brasil está à beira do precipício. Até aí nada de mais. Os brasileiros, desesperados, procuram uma saída. Muitos já estão pensando em se mudar para a Venezuela em busca de uma vida melhor. A Bolívia e o Paraguai planejam construir um muro eletrificado de 20 metros de altura para impedir a invasão de brasileiros que vai ocorrer independente do resultado da eleição.

O Brasil é o único país do mundo em que se pode dizer, com certeza, que hoje é muito melhor do que amanhã.

Nos dias que correm, existem hoje dois tipos de brasileiros: os otimistas e os superotimistas. Os mais otimistas acham que está ruim, mas, de repente, pode piorar. Já os superotimistas estão muito deprimidos para fazer qualquer previsão. No fundo (e no raso), existe sempre um pouco de esperança. O problema é que a esperança é tão pouca que não vai dar para todo mundo. Enfim, está provado de forma definitiva e cabal: Deus é brasileiro e, como bom brasileiro, está de sacanagem.

Se é verdade que os brasileiros estão divididos em dois grupos, felizmente existe pelo menos um ponto em comum: as duas metades se odeiam com todas as forças do seu “eu” mais profundo. E o pior é não existe nenhum motivo para tanta discussão: qualquer que seja o resultado das urnas, temos a certeza de que não existe a menor possibilidade de o país dar certo,  o que não deixa de ser um consolo.

Agora no segundo turno então bagunçou geral. Na tentativa de mudar os votos do primeiro turno, os dois candidatos estão prometendo qualquer coisa. Fernando Paumanddad quer armar a população, e o Bolsosauro já confirmou presença na Parada Gay. Até o presidionário Lula mudou o nome para Luiz Bolsonarácio Lula da Silva para ver se rouba uns votos dos bolsonistas.

 

Para mostrar que não é mais homofóbico radical, Jair Bolsonazi anunciou que vai ter Parada Gay todo dia 7 de setembro.

Agamenon Mendes Pedreira é analista político freudiano.

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