Agamenon

Todos os 17 leitores querem saber quem é, na verdade, Agamenon Mendes Pedreira, o homem, o mito, o Paulo Francis brasileiro. Quais são suas angústias, o que passa pela sua cabeça , quanto tem na sua carteira, quantas mulheres o sustentam?

Bem, minha infância foi pobre e miserável. Meu pai era um humilde empresário do setor petroquímico e da construção naval. Para garantir o leite das crianças , meu pobre pai vendia armamentos pesados de porta em porta. Mesmo assim o dinheiro não dava e minha mãe era obrigada a lavar e costurar pra fora. Fui obrigado a abandonar os estudos e, assim, só consegui aprender a escrever. Até hoje não sei ler. Mas, como sempre fui um sujeito ignorante, prepotente, arrogante, mau-caráter e desonesto, achei que poderia me tornar um bom jornalista de imprensa.

Eu sou um homem realizado. Não tenho tudo o que como, mas como tudo o que tenho. Realizei o sonho do carro próprio e, hoje, depois de muito sacrifício, possuo um Dodge Dart 73 enferrujado, com vista para A Rua da Amargura. Infelizmente não tenho filhos, pois Isaura, a minha patroa, é impotente.

AGAMENON ENTREVISTA AGAMENON

AGAMENON: Como foi a minha infância?
AGAMENON: Bem, minha infância foi pobre e miserável. Meu pai era um humilde empresário do setor petroquímico e da construção naval. Para garantir o leite das crianças, meu pobre paizinho vendia armamentos pesados de. porta em porta. Mesmo assim o dinheiro não dava e minha mãe era obrigada a lavar e costurar pra fora.

AGAMENON: Como é que você descobriu este meu talento para a palavra escrita?
AGAMENON: Bem, Agamenon, meu caro, como já disse, venho de uma família pobre. Cedo fui obrigado a abandonar os estudos e, assim, só consegui aprender a escrever. Até hoje não sei ler. Mas como sempre fui um sujeito ignorante, prepotente, arrogante, mau-caráter e desonesto, achei que poderia me tornar um bom jornalista de imprensa.

AGAMENON: Como é que você descobriu este meu talento para a palavra escrita?
AGAMENON: Bem, Agamenon, meu caro, como já disse, venho de uma família pobre. Cedo fui obrigado a abandonar os estudos e, assim, só consegui aprender a escrever. Até hoje não sei ler. Mas como sempre fui um sujeito ignorante, prepotente, arrogante, mau-caráter e desonesto, achei que poderia me tornar um bom jornalista de imprensa.

AGAMENON: E por falar em Isaura, a nossa patroa, o que ela representa em minha vida?
AGAMENON: Veja bem, Agamenon, é como diz o ditado: ”Atrás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher e, atrás dessa mulher, vários garotões musculosos.”

AGAMENON: E o Enéas, o meu cunhado esquisitão?
AGAMENON: Bom, o Enéas é um rapaz sensível e atormentado com sua condição. Filho de pais separados, Enéas foi criado pela avó que lhe fazia todas as vontades. Isso prejudicou o seu organismo que sucumbiu ao vírus do boiolismo. Preocupado com as estranhas tendências do rapaz, fiz de tudo pra ver se ele largava aquele vício: matriculei-o numa escola de teatro infantil, paguei curso de decoração de interiores, história da arte e pintura em porcelana. Mas eu acho que, talvez, quem sabe, numa hipótese remota, o Enéas não goste mesmo de mulher.

AGAMENON: E por falar em homossexualismo, é verdade que sou bom de cama?
AGAMENON: Ora, Agamenon, bondade sua. Acontece que não gosto de comentar a minha vida particular, mesmo porque, no meu caso, a particular e a privada se misturam.

AGAMENON: Para encerrar esta entrevista, Agamenon, uma última palavra.
AGAMENON: Claro! Zwingliano.