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FILHO DESENCAPADO

O Brasil é o país do jeitinho. Do jeitinho errado. Tudo é feito nas coxas, é mal planejado ou tem algum puxadinho. Se alguma coisa já está errada, sempre se arranja uma verba para piorar um pouco mais.

Para as autoridades isso é muito prático. Depois que acontecem as tragédias, os desabamentos, os incêndios, enchentes e outras hecatombes, é só chamar a imprensa e lamentar que tudo foi mais uma fatalidade. Em seguida, avisam que vão tomar providência. Providência para mim é uma marca de cachaça.

Além do “gato”, das gambiarras e dos quebra-molas, o Brasil é o país do fio desencapado. E o fio desencapado mais perigoso do momento é o filho do presidente Carlos Bronco Bolsonaro. Talvez por ser o filho número 2, esse rapaz só faz m*!#erda. Justamente agora que o presidente já está podendo frequentar o toalete normalmente.

O Bolsonaro-pai precisa chamar a Vale para construir uma barragem de resíduos parlamentares em torno de seu Carlos-filho: é o jeito mais seguro do seu governo desabar antes de começar.

Especialista nas redes antissociais, o estourado vereador Boçalnaro chamou de mentiroso o ministro Custava Bebbiano e pediu sua cabeça. Eu não sabia que filho de presidente era cargo! Se for mesmo, eu vou semana que vem no Programa do Ratinho pra dizer que Jair Bolsonauro é meu pai. É melhor Jair fazendo o teste de DNA! Parece até que o lema do governo agora é: DEUS ACIMA DE TUDO E CARLOS BOLSONARO ACIMA DE TODOS.

Mas, enfim, nem tudo é tragédia no Brasil: tem as tristezas também. Geralmente, devido à minha invulgar modéstia, só faço elogios à minha própria pessoa. Mas hoje, excepcionalmente, abro uma exceção para falar do meu personal amigo, Ricardo Boechat.

Depois de mim, Ricardo Boechat foi um dos maiores jornalistas de todos os tempos. Juntos cobrimos várias Copas do Mundo e, juntos também, não comemos ninguém. Boechat nasceu em Buenos Aires, foi criado em Niterói, estudou com o Ibrahim Sued e, apesar disso tudo, conseguiu atingir os píncaros do sucesso e da glória jornalística. Boechat era um jornalista brilhante. Principalmente por sua careca lustrosa! Ricardo Boechat não era zagueiro do Grêmio, mas também vai fazer falta.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de Alta Tensão desencapado.

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DEPOIS DA TEMPESTADE, VEM A BAGUNÇA!

Felizmente, no Brasil nem tudo é desgraça; existem as tragédias também. O Rio de Janeiro não quis ficar por trás de Brumadinho e, por isso, aproveitou a tempestade para ficar embaixo d’água.

Ávido leitor das Escrituras Sagradas, o prefeito Marcelo Crivella sabia que vinha um dilúvio e, tal e qual Noé, tratou de construir uma arca onde colocou um casal de cada espécie de habitante do Rio de Janeiro para repovoar a cidade depois da hecatombe: um casal de traficantes, um casal de assaltantes, um casal do CV, um casal do Terceiro Comando, um casal dos Amigos dos Amigos, um casal de deputados da Alerj, um casal de funcionários do DETRAN, um casal de PMs, um casal de funkeiros, um casal de pagodeiros, um casal de crossfiteiros… mas não adiantou nada. O pessoal da milícia organizou um arrastão e a arca ficou toda dominada.

Isso é que dá ter prefeito evangélico: a população depende da Providência Divina. E como todo mundo sabe devido de que o déficit da economia neoliberal assassina, o mundo espiritual atravessa uma grave crise financeira.

E o pior de tudo é que o mundo celestial já foi privatizado para poderosos conglomerados dízimo-financeiros. Hoje em dia, Deus, o Criador de Todas as Coisas e ex-Todo-Poderoso, desempenha um papel meramente decorativo no organograma da Fé. Quem manda mesmo é o Edir Macedo e o Malafaia. O próprio Jesus Cristo é apenas figura de marketing, uma espécie de Che Guevara pregado na cruz, para vender camisetas, estampas, pacotes turísticos para a Terra Santa e outras mercadorias de fundo religioso.

Tudo isso leva o povo brasileiro a um grande desamparo espiritual. O brasileiro é um povo muito religioso, acredita em qualquer coisa. O brasileiro é tão crente que em Alagoas tem gente que ainda acredita no Renan Calheiros e no Collor de Mello.

A queda definitiva da ciclovia Tim Maia foi um sinal divino previsto e interpretado pelo Profeta Safadeza. Segundo o Profeta Safadeza, o Rio não vai mais do Leme ao Pontal, mas sim do Leme ao Fim. Ao Fim da Picada.

Agamenon Mendes Pedreira é crente que é gente.

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CORRUPAIZÃO GENERALIZADA

Desculpem o péssimo trocadilho aí em cima, mas, pelo menos, até agora, o governo de Jair Bolsonarma é muito pior. No entanto, por trás dos trocadilhos ruins, se escondem grandes verdades, desta vez sem trocadilho, por favor.

Segundo os “cientistas loucos” políticos esquerdopatas da GloboNews, do ponto de vista ideológico, o governo atual pode ser considerado uma “milico-filhocracia”, em que parentes de várias patentes convivem em perfeita desarmonia.

Na opinião do filósofo e guru liberal EunãOlavo Meu Carvalho, vivemos numa “milico-nepotcracia”, ou seja, um regime “bélico-nepo-presidencialista de coilusão de direita”. Entenderam? Eu também não.

O que não se pode admitir é que um governo de linha ideológica homofóbico-liberal- conservadora tenha o rabo preso. Ou pior: prefira ter o rabo solto por conta da imunidade parlamentar. O ministro do STF (Supremo Tribunal Foderal), Juiz Fucks, complicou a suruba concedendo um habeas rabus preventivo em favor do Flávio Embosalnaro. O perigo é que a imunidade parlamentar pode levar o indivíduo a praticar a promiscuidade congressional e acabar pegando uma moléstia de fundo nervoso. Mais de fundo do que nervoso.

O problema é que os filhos do presidente Bolsossauro não gostavam de estudar e nunca quiseram nada com o trabalho. Infelizmente, devido às más companhias, os três bolsonarinhos acabaram se desviando do bom caminho: um virou vereador, outro deputado e o último foi eleito senador. Como disse o poeta liberal de esquerda Indícius de Imoraes: “Filhos, melhor não tê-los, mas sem tê-los, como elegê-los?”.

Dizem que tudo isso não passa de uma conspiração dos palestinos, do Hamas, do Isis e do Hezbollah junto com a CIA e o Mossad e o hospital Albert Einstein para desestabilizar o governo Bolsossauro, que apoia Israel. A essa operação terrorista covarde eles deram o nome de Rachid, e o Queiroz é o motorista-bomba. Isso é um absurdo. Se o Bolsalneura apoiasse Israel de verdade, não mudava a nossa embaixada para Jerusalém. Mudava para Heretzópolis, na serra do Rio ou Guarujalém, em São Paulo.

Para não atrapalhar o governo do pai, os três filhos do Bolsanauro, Huguinho, Zezinho e Luizinho Bolosonaro, deviam ser mandados para a América, fazer intercâmbio e aprender inglês na casa do Tio Donald Duck Trump.

É por isso que eu não tenho filhos. Só dão dor de cabeça, principalmente quando os seus filhos não são de sua autoria. Por isso mesmo, mandei lacrar o aparelho genético-reprodutor da minha patroa, a Isaura, para nenhuma criatura humana receber a minha herança genética.

Agamenon Mendes Pedreira é filho de mãe desconhecida e pais separados.

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 JOÃO DEDEI 

Brasileiro acredita em tudo: Preto Velho, Zé Pelintra, Cabocla Jurema, Silas Malafaia, Satanás, macumba, candomblé, médium kardecista… E o que é pior: tudo ao mesmo tempo. Tudo junto e misturado. O brasileiro é tão crédulo, tão ingênuo, que acredita até em político.

O Lula não roubou, ele só “incorporou” o espírito da OAS (Obrigado, Amigo Sindicalista), que, por sua vez, reformou o “triprex” do Guarujá. Ora, se a OAS faz obras, nada mais natural que “incorpore” a construção de um prédio. A reforma de uma chácara, no fundo, é uma forma de kardecismo sindicalista.

Mas agora esse negócio de crendice foi longe demais. Foi até Abadiânia, interior de Goiás, onde o médium espiritualista, João Dedada, produzia “curas milagrosas”. Abadiânia é uma espécie de Disneylândia espiritualista. Todo mundo procurava o médium para resolver seus “pobrema”. Vários ministros do STF se consultaram com o psicoplasma goiano, inclusive Gilmar Mendes, que também é médium, pois vive sendo incorporado pelo “espírito de porco”.

Para o médium João Dedada, todo “pobrema” é de “fundo nervoso” e, por isso mesmo, ele tem que “entrar” no corpo das crentes (mas só das gostosas) para proceder à “cura espiritual” depositando o seu ectoplasma. Pois então, para entrar no corpo de alguém, tem que ser por algum buraco. O ouvido é muito apertado para um espírito poder passar.

Denunciado por assédio espírito-sexual, João Dedeus, explicou ao delegado que não tem nada a ver com o assunto. Como todo médium “da linha branca”, Dedeus é apenas um “cavalo” de uma “entidade”. No caso, um médico nazista, o Dr. Fucks, que, insatisfeito com as maldades que fazia na vida carnal, resolveu continuar praticando do Além.

Aliás, eu não entendo por que esses médiuns só fazem “cirurgia espiritual” usando faca cega, canivete velho, garfo enferrujado, colher torta, tesoura de tosar ovelha… Por que não usam instrumentos cirúrgicos de verdade? Por que não dão anestesia? Por que não aceitam plano de saúde? Não é por falta de dinheiro.

Na verdade, João de Deus, como todo médium, estava incorporando o ectoplasma de um médico, no caso o Doutor Roger Abdelmassih, que ainda não morreu, mas já está “guardado” num centro (espírita) de segurança máxima. Dr. Abdelmassih era especialista na “encarnação” de pacientes por métodos sobrenaturais. É isso: enquanto uns recebem “por fora”, outros recebem “por dentro”.

Agamenon Mendes Pedreira é kardecista da linha branca afrodescendente.

 

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SUPREMO TRIBRUTAL FODERAL

No dia primeiro de janeiro, o Brasil inicia um novo período político paleontológico: a Era Bolssonárica, também conhecida como a Era Mitozoica. Velhos dinossauros políticos da fauna que circula por Brasília devem entrar em extinção, como o Sarneyossauro, o Temerossauro, o VeLuLaciraptor, a Dilmarossaura Rex, vários PTrodáctilos, exemplares do PSDB (Partido Social do Diplodocus Brontosauro) e do MST (Movimento dos Sem Triceratóps).

Aliás, pelo sim e pelo outro também, o pessoal do MST resolveu se mandar do Brasil antes de a Era Bolsossauro começar. Em vez de se mandar para Portugal, como o Gilmar Mentes, os militantes do Movimento dos Sem Troco, se mandaram para Paris. Na capital mundial da moda, tomaram um bando de loja e trocaram o vermelho (que não é mais fashion) pelo colete amarelo, que é muito mais trendy. De uniforme novo, saíram pelas ruas esculachando a Cidade Luz. Imediatamente ocuparam o Bois de Bologne, um latifúndio improdutivo, armando suas barracas de lona preta. Em seguida, apagaram o fogo do Arco do Triunfo, apedrejaram Versalhes e começaram a desmontar a Torre Eiffel. Um terror!

Mas o Brasil, apesar de não ser ovo, também ficou chocado ao ver o ministro do STF (Supremo Tribunal de Fraude), Recado Lewandovsky, mandar prender um cidadão na frente de todos num avião. Disse que o Supremo dava vergonha ao país. Esse sujeito está errado! Para dar vergonha, o STF, Supremo Tribunal de Frango, tem que melhorar muito!

Se o ministro Lewandovski não quer ouvir críticas ao seu “sirviço”, não deveria jamais pegar um voo de carreira. Carreira, aliás, bem melhor que a sua.

Só para lembrar aos meus 17 seguidores e meio no Antagonista (não esqueçam do anão que vai participar da próxima temporada de Game of Thrones): Ricardo Lewandovsky não foi nomeado ministro pelo seu “notário saber”. Foi nomeado porque o Lula achou que seu nome era Lewandouísque, o que muito lhe interessa, sobretudo agora que está na cadeia.

Esses ministros do STF precisam urgentemente acabar com seus “previlégios”. Cada um dos 11 ministros tem um assessor para colocar a toga neles, o capinha. É bem capaz que os “meretríssimos” também tenham um funcionário pago para colocar uma camisinha cada vez que forem votar mais uma lei para f*#%!**oder com o contribuinte. Como, aliás, aconteceu agora quando os magistrados armaram com o presidente do Senado, Indício de Oliveira, um aumento de salário para compensar a perda dos últimos anos. A perda de vergonha na cara.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de segunda instância.

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O CRÈME DE LA CRIME

Cara, está cada dia mais perigoso viver na cidade do Rio de Janeiro. É homicídio, é bala perdida, é assalto, é arrastão… quer dizer, isso quando a cidade está num dia sossegado.

Não existe mais lugar seguro na Cidade Calamitosa. Não tem esquina, pracinha, avenida ou travessa que não seja perigosa para o pacato cidadão frequentar sem ser no mínimo assaltado, estuprado e esquartejado, quer dizer, isso se for num dia sossegado.

E não é a Rocinha, a Favela da Maré, o Complexo do Alemão nem a Baixada Fluminense o lugar mais perigoso, campeão de índices de criminalidade. O lugar mais tenebroso do Rio é o Palácio da Guanabara, tugúrio escuro, onde vivem homiziados os governadores cercados por seus capangas, sicários, jagunços e assassinos de aluguel: Serginho Cabral, Garotinho, Rosinha e agora o Presão, todos membros do PCC, Primeiro Comando do Capital.

Vejam só: governador do Estado do Rio de Janeiro não tem nome nem sobrenome, tem apelido de bandido. Depois do Pezão, foi eleito um que tem nome de bife: Wienner Schnnitzel.

O Palácio da Guanabara é tão perigoso que até a polícia tem medo de invadir o local com medo da reação violenta dos meliantes que frequentam o espaço. Nem o BOPE e a SWAT juntos e comandados pelo Wagner Moura, o Capitão Nascimento em pessoa, têm coragem de dar uma incerta no Palácio e enfrentar a moçada.

Os Federais também têm a maior dificuldade em trancafiar os ex-governadores cariocas. Os criminosos comuns, apavorados, têm pavor de dividir a cela com esses criminosos irrecuperáveis, sanguinários e sem escrúpulos, que são capazes de tudo e mais um pouco para satisfazer a sua ganância insaciável pelo dinheiro público. As autoridades estão pensando em construir um novo complexo penitenciário específico de segurança máxima, o Complexo de Édipo de Bangu, para acomodar os fascínoras e suas mãezinhas.

A única coisa que consola o povo carioca é que os governadores estão presos, mas a grana roubada continua livre, curtindo uns juros em algum paraíso fiscal.

Mas o STF, Supremo Tribunal de Frango, não fica atrás, quer dizer, fica. Fica enfiando goela abaixo (e em outros orifícios singulares da anatomia) do povo um peru de natal, quer dizer, o insulto de natal, que vai tirar da cadeia os corruptos de alta periculosidade máxima. É que no Brasil não tem mais lugar na cadeia para tanto bandido. O jeito vai ser guardar quem for honesto na penitenciária e deixar solta a bandidagem, que, pelo visto, é a maioria da população. Bem faz o meu amigo Gilmar Mentes, que dá expediente em Brasília, mas mora em Portugal, que é para não assaltado pelos criminosos que ele mesmo solta.

Empreendedor nato, Pezão montou um esquema próprio. Pezão jura que é inocente: veio de interior com uma mão na frente e uma mala com mais de dez milhões de dólares. É Piraí…

 

 

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ANTAGONIA: Eu Quero Uma Para Viver!

Ao contrário da minha vida sexual, o Brasil vive uma fase de intensa transação, quer dizer, transição. O presidente eleito Jair Bolsossauro está formando sua equipe e já começou mal: ainda não me convidou para nenhum cargo comissionado! Mesmo que a comissão seja de apenas 10 ou 20%, entrada só depois do Carnaval e o saldo em 24 parcelas no cartão! É a Black Fraude do Agamenon.

Sem nenhum cargo comissionado, não tenho a quem recorrer nesta hora de desespero. Graças a Deus que está acima de todos, Isaura, a minha patroa, está não só acima de todos, como abaixo e de ladinho, o que tem garantido o leitinho (quentinho) das crianças aqui em casa. A criança, no caso, sou eu mesmo, Agamenon Mendes Pedreira.

Por outro lado (o de trás, mais especificamente) o PT (Partido dos Trapaceadores) está indo pra casa. Só ainda não resolveu se vai para a casa do Lula em São Bernardo, o sítio de Atibaia ou o tríplex no Guarujá. Tem ainda a opção de mais uma casa. A Casa de Detenção.

Com a morte do grande Stan Lee, Bolsonauro resolveu começar seu ministério chamando um super-herói, o juiz Sérgio Moro, integrante da Liga da Justiça. O supermagistrado largou sua capinha, quer dizer, toguinha, para estabelecer, de uma vez por todas, o Estado de Direita no Brasil.

Assim como o Jair Bolso-Família, o Brasil está mudando: mudando da Barra da Tijuca para Brasília. Até os médicos cubanos estão voltando pra casa, e o programa Mais Médicos vai ser substituído por um programa alternativo, o Mais Médiuns, que tem como integrante o Pai Jair de Ogum da Cardiologia, que traz de volta o coração da pessoa amada em três dias.

 

Agamenon Mendes Pedreira é Médium Sem Fronteiras.

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  DESORDEM UNIDA 

Os meus 17 leitores e meio (não se esqueçam do anão) já estão cansados de saber que, desde a semana passada, sou bolsonarista radical desde criancinha. Por isso mesmo, eu e a Isaura, a minha patroa, estacionamos o meu Dodge Dart 73, enferrujado, na porta do condomínio barrense-tijucano onde fica o quartel-general do futuro presidente.

Para inteirar as despesas da casa, estamos alugando alguns cômodos do nosso imóvel automotivo. Quem está hospedado aqui em nossa residência é o agitador cultural, ideólogo e intelectual de direita Alexandre Frota, o Frotinha, além do ex-senador desempregado Magno Malta, o Oportunista de Cristo. Assim como nós e como eles e mais 12 milhões de brasileiros (no final se come todo mundo…), estamos todos aguardando a convocação do nosso líder para arrumar uma bocada no governo bolsonaresco. Qualquer coisa serve para um bando de negativados passando fome: um ministério usado, uma estatal quebrada ou uma repartição pública que não funciona.

Dentro do espírito militarista do novo governo, adotamos lá em casa uma rotina de quartel. Às seis da manhã, acordo com o Toque da Alvorada enquanto a Isaura, a minha patroa, sopra a corneta do Frotinha. Em seguida, o evangélico Magnum Malta comanda uma oração, que termina com a coleta do dízimo para garantir o café da manhã da tropa. Depois, tem a formatura, quando Alexandre Frota, sempre ele, faz questão de hastear a bandeira no seu mastro cheio de veias. Enquanto esse ato pautríotico se realiza, Magno Malta e eu entoamos com emoção o Hino Nacional Brasileiro. Isaura não canta, pois nesse momento está com a boca cheia.

Seguimos nossa agenda com a prática de manobras militares. Frota, no comando, convocou um pelotão de travestis para o Pastor Magno Malta aplicar as suas técnicas milagrosas de cura gay. Enquanto a terapia não faz efeito nos transgêneros, Alexandre Frota, cineasta, ator e produtor, aproveita para filmar mais uma de suas obras cinematográficas de caráter pedagógico-pederasta (sem usar um tostão da Lei Rouanet), onde mostra de forma cabal e explícita os malefícios que o Kit Come traria para a juventude brasileira, caso fosse distribuído nas escolas púbicas.

Depois da hora do rancho e do carteado no cassino dos oficiais, continuamos com a nossa faina de caserna. Agora, são exercícios de estratégia militar: aparamos a grama do campo de futebol e caiamos o tronco de todas árvores. Ontem, para variar, montamos um bivaque. Vocês que são esquerdopatas, petistas e comunistas de direita não conhecem a vida castrense e não têm a menor ideia do que seja um bivaque. Bivaque é um acampamento de milico-militares.

Como sempre (e come mesmo), o Frotage faz questão de armar a barraca e convidar um travesti para praticar um pouco de jiu-jitsu. O jiu-jitsu é uma arte marcial nipo-gaúcho -brasileira em que não existem adversários entre os contendores. Um é passivo, enquanto o outro é ativo. Depois eles trocam.

Agamenon Mendes Pedreira é bolsonarista ativo. Ideia do Frota, depois ele troca.

 

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 O PARQUE DOS BOLSONAUROS!

Enquanto brasileiro desempregado e negativado agora sou bolsonarista de carteirinha. Sou mais Bolsonaro que o Alexandre Frota, o Kid Bengala e o Oscar Maroni juntos engatados num trenzinho. Por isso mesmo já transferi o meu Dodge Dart 73, enferrujado, antes estacionado na Rua da Amargura, s/n, para a porta do condomínio bolsonarista, que fica na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.

Agora sim poderei me dedicar diuturna e, diariamente, a puxar o saco do Mito com o intuito de fazer arrumar “algum”  qualquer no governo. O problema é que tem tanta gente pendurada no saco do presidente eleito que não nem dá mais para separar o que é mão do que é escroto. No fundo (e no raso) é tudo a mesma coisa. Inclusive, já sugeri ao General Tourão e o General Hellenão a ideia de criar um programa de inclusão social o “Bolsa Nauro” que vai pagar um subsídio aos militantes bolsotecas.

A única coisa que não gostei na festa do Bolsonauro foi aquela reza comandada pelo Magno Malta, o oportunista de Cristo. Foi um ato de fé, reconheço. Mas todos sabem que o Brasil é um país laico. Estado é religião tem CPF diferentes. Jesus Cristo disse: “A Deus o que é de Deus, a Chico César o que é de Chico César” ( Pronômios 3, 5). A Fé é muito importante e os brasileiros tem muitas fezes: cristãos, muçulmanos, judeus, macumbeiros, espíritas, candomblecistas, umbandistas, zoroastristas, evangélicos, sem falar nos ateus e nos atoas como eu.

Mas ao contrário do que pensa o Chico Buraque, o problema não é o Bolsonaro, mas sim os bolsonaristas que no seu fanatismo bolsomitico confundem o raciocínio do capitão com boçalidade e ameaçam dar porrada em quem não concordar com que o como pensam. Mas aí é que está a questão: o pensamento destes caras se resume a 400 flexões, 600 abdominais e mil polichinelos.

Para o bolsoanabolizado fanatista de direita todo mundo é um perigoso comunista inclusive o cara que ele pegou no quarto, socializando, a “esposa” dele.

É tudo a mesma coisa. Antes, nos governos comuno- petistas, tinha aqueles barbadinhos cabeludos, camiseta do Che Guevara, boné do MST, chinela alpercata e bolsa de couro. Agora é só mudou um pouco. Agora é um bando de mocorongo parrudo,cabelo reco, camiseta apertada e um olhar distante na tentativa de dar a impressão de que está entendendo alguma coisa. É como se o Carlos Massaranduba tivesse chegado no poder.

Mas tem que se tomar muito cuidado, ao contrário dos matusquelas do PT, estes caras são fortes pra caramba e, como no Exército, não costumam “ponderar”. Ordem dada é agressão cumprida.

O que me deixa satisfeito e consolado é que além da soja, do futebol e do samba, a estupidez é uma coisa que une a todos os petistas e bolsonaristas radicais. Já é um bom começo.

Como vocês pode ver na foto na foto abaixo já estou com a mão no Bolso do Bolsomito.

Agamenon Mendes Pedreira agora é Agamito Mendes Pedreira

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TÁ RUIM, MAS, GRAÇAS A DEUS, VAI PIORAR

Domingo, finalmente, o brasileiro vai decidir quem é o sujeito de quem ele vai reclamar, xingar e botar a culpa em todos os seus problemas nos próximos quatro anos.

Quem disse que a política do Brasil não é coisa de família? Para começar: quem é que vai dizer que a relação entre o filho e a puta não é estritamente familiar?

A política no Brasil de hoje é dominada por duas famílias: os Lulas da Silva e os Bolsossauros. Os Lulas da Silva controlam o PT (Partido do Trambique) há mais de 13 anos… Até aí, tudo bem porque os filhos do Lula, o Lulinha, o Luleco, o Luladro, o Lulalau Júnior e a Lurian, chegaram lá pelo voto monocrático do Papillon de Curitiba, Luísque Inácio Lula da Silva.

Lula, embriagado pelo poder e uns gorós, tomou de assalto o poder e os cofres públicos (não necessariamente nessa ordem) achando que o eleitor ia esquecer tudo no dia seguinte… De qualquer forma, o povão vai enfrentar uma tremenda ressaca com a decisão.

Agora outra família se apresenta para devolver os valores cristãos da nossa sociedade: os Boçalnaros. Todos reconhecem que o candidato Jair Boçalnazi é o candidato da família brasileira. Pro Bolsossauro, a família vem em primeiro lugar: graças ao seu sobrenome, Jair elegeu seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos – só não elegeu sua filha, aquela que ele fraquejou, porque a menina é “dimenor”.

Tenho pena do Jair Bolsonazi. Além de colostomizado, tem que lidar todo dia com as m*#!*% erdas que seus filhos e assessores dizem cada vez que abrem a boca e outras partes da anatomia. E sempre tem muita fofoconews. O Capitão Nascimento me garantiu que o Sargento Pincel vai ser o Ministro da Pesca no governo Bolsonaro.

Mas o povão, inclusive eu, o jornalista Agamenon Mendes Pedreira, está desempregado e não esquece o que aconteceu. Por isso, fomos às ruas, quer dizer, pra rua. Pelo simples motivo de dizermos o que pensamos e, principalmente, o que não pensamos também.

Na verdade, o Brasil vai mudar. Só não sabe pra onde: Lisboa, Miami ou pra Caracas…

Agamenon Mendes Pedreira é fake jornalista

 

 

 

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