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 BRASIL: PÁTRIA ARMADA

O Brasil não é ovo, mais ficou chocado com as recentes decisões do Supremo Tribunal de Frango. Com tanta gente chocada, a nossa população vai acabar virando um bando de galinhas e o país vai virar uma imensa granja. Será o triunfo definitivo do nosso agronegócio, que, por ser pop, vai se apresentar no palco principal do Rock In Rio.

Sigam-me o meu raciocínio: o Supremo decidiu que a Operação Lava Jato vai mudar de nome pra Limpa a Jato e assim transformar todos os corruptos condenados em várias instâncias em cidadãos limpos e cheirosos. Vão todos virar cidadãos de bens. Até aí nada de mais.

Graças a essa manobra jurídico-criminal, o Brasil vai se transformar num exemplo ao Mundo: aqui o crime compensa. E isso pode atrair um enorme fluxo de capitais para a nossa economia. A Máfia, a Camorra, a União Corsa e mais centenas de multinacionais do crime organizado vão investir no Brasil e tirar o país do buraco. Nem o Paulo Guedes tinha pensado num plano tão genial!

Para comemorar os 90 anos da D. Fernanda Montenegro, o pessoal do Phoder Judiciário aproveitou para criar várias situações dramáticas. Mistura de comédia com tragédia. O ex-procurador Rodrigo Jáfoi revelou que um dia foi ao Supremo armado com revólver para matar o ministro Gilmar Mentes, que acaba de ganhar o Emmy de Melhor Vilão do STF. Até aí nada de mais.

Na minha santa ingenuidade pensava que tiroteios entre facções e milícias eram privilégios de policiais, traficantes e criminosos das favelas, quer dizer, das “comunidades”.

Ledo e Ivo engano, nossas “otoridades” vão armadas pro Supremo, pro Senado e pra Câmara porque sabem muito bem que são lugares mal frequentados, cheios de facínoras da pior espécie. Se o indivíduo der bobeira, pode sair de Brasília num caixão de defunto, vítima de uma bala ou de uma verba perdida.

Brasília, outrora uma cidade pacata, se transformou num lugar perigoso. Turistas evitam passar perto do Supremo e do Congresso porque podem acabar sendo assaltados por mais um imposto, uma nova tarifa ou mesmo um subsídio.

Por conta disso, tomei uma decisão radical: mandei blindar o meu Dodge Dart 73, enferrujado, e também a Isaura, minha patroa, para que esta santa criatura continue a oferecer sua famosa rabada sem ser alvo dos projéteis de esquerda e direita.

Mas nem tudo está perdido. Tem mais coisa pra perder. Ao que tudo indica, o Lula vai pro regime semiaberto: quer dizer, ele vai poder sair da cadeia para trabalhar de dia e só voltar para a tranca depois do expediente. A Anistia Internacional, o PT e várias ongues já se manifestaram contra essa medida violenta e arbitrária. Dormir na cadeia tudo bem, mas obrigar o Lula a passar o dia inteiro trabalhando é uma crueldade.

De uma coisa tenho certeza: o Brasil de hoje sempre está melhor que o Brasil de amanhã.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de segunda instância.

 

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BRASIL: PAÍS DO PRIMEIRO IMUNDO

Para muitos, a maior riqueza do Brasil é o agronegócio, que, além de tudo, é pop. Para outros, a maior riqueza brasileira é o nióbio, estranho mineral que vale milhões de dólares e se encontra enterrado em algumas contas secretas fora do território nacional.
Tem gente que ainda acha que o melhor do Brasil é o samba. Não deixa de ser, pela quantidade de trabalhador que todo mês “samba” do emprego. O(a) brasileiro(a) tem que “rebolar” e “pisar miudinho” para conseguir chegar vivo(a) no final do mês.
Para machistas retardados e retrógrados como eu, o melhor do Brasil só pode ser a bunda da mulher brasileira, um produto que já foi mais importante que a soja na nossa pauta de exportações.
Infelizmente, o popozão já não é mais para o nosso bico (e outras partes da anatomia machinina) nem mesmo para um machista retardado e retrógrado como eu. A bunda ficou igual ao bacalhau: nem na Semana Santa dá mais para comer. Tem supermercado que faz promoção de bunda do tipo saithe, zarbo ou ling, mas todo mundo sabe que não é a mesma coisa que o tradicional Gadus Morhua, que tem rabo grande e um olor mais suave. Outros ainda insistem que o melhor do Brasil é o futebol. Mas o futebol brasileiro já se mandou para Europa faz tempo e, mesmo assim, só tem vaga de titular em time de segunda divisão. Outro produto típico do Brasil é a popular cachaça, mas até a cachaça só está esperando sair o visto para se mandar para Portugal.
Na verdade, todo mundo reconhece que atualmente o nosso negócio mais  poderoso é a corrupção. A corrupção que movimenta bilhões de dólares e centenas empregos. No entanto, essa atividade econômica de caráter extrativista tem sido muito prejudicada pela Operação Lava Rato.
O uso indiscriminado da Polícia Federal contra cidadãos abaixo de qualquer suspeita acabou causando uma recessão econômica com enorme desemprego entre políticos corruptos e “empresteiros” que megafaturavam grandes obras faraônicas como a transposição de verbas do Rio São Francisco Buarque de Holanda.

Por outro lado, não se pode negar que a produção industrial tem crescido, especialmente a de tornozeleiras eletrônicas. Sem contar a fábrica de bobagens que são as declarações do presidente Jair Bolsossauro, que funciona 24 horas por dia, 7 dias na semana.
Graças aos tuítes boçalnaricos e às queimadas na Amazônia, o Brasil está com o filme queimado no mundo inteiro. Hoje em dia, o sujeito chega num lugar dizendo que é brasileiro e já tacam um balde de água gelada na cara que é para “apagar o fogo” do brazuca.
O Brasil já foi um país mais simpático e acolhedor. Antigamente, todo bandido de filme fugia para o Brasil. Hoje já não pode mais, as milícias e as facções proibiram a importação de mão de obra estrangeira.
E pra arrematar os assuntos, esta semana o presidente Jair Bolsonauro vai à ONU fazer discurso. O presidente vai aproveitar para pedir ao secretário-geral uma vaga de chapeiro para o seu filho Eduardo na lanchonete daquele organismo internacional. Afinal, o zero-dois sabe fritar hambúrguer e ministro.
Não necessariamente nesta ordem.

Agamenon Mendes Pedreira é analista político lacaniano.

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A CPI DO LAVA TOBA

As queimadas deixaram de ser assunto, mas em compensação a chapa continua quente em Brasília, a capital foderal.  Continuam as frituras de ministros que podem causar incêndios, queimaduras, fraturas e escoriações generalizadas no governo, e não necessariamente nessa ordem.

Acontece que o verão se aproxima, e as temperaturas estão cada vez mais elevadas no Planalto Central! Felizmente o bolsonarismo radical não acredita no aquecimento global, pois isso é coisa de coooomunista.

Mesmo assim as queimadas continuam devastando o país, e o foco do incêndio fica na Brasilha da Fantasia, onde a fogueira das vaidades não para de crescer. E olha que São João foi há três meses!

Que o Brasil é um inferno todo mundo já sabia. O que ninguém sabe é que até o Capeta, Belzebu em pessoa, tirou passaporte e já se mudou para Portugal em busca de uma vida e temperaturas mais amenas.

As labaredas infernais já atingiram até mesmo o deputado Porquinho Maia, que nas planilhas da Odecheque é conhecido como Botafogo. E bota fogo nisso!

No Detrito Federal, os habitantes vivem numa bolha. Bolha no caso é você, que paga para sustentar um bando de gente que não trabalha mas ganha. E ganha uma nota preta, quer dizer, uma nota afrodescendente! Ao contrário de mim, Agamenon Mendes Pedreira, que trabalho pra caramba e não ganho nada .

Outra dia mesmo supliquei ao Diogo Mainardi e ao Mário Sabino, no meu italiano macarrônico, que pagassem algum qualquer pelas minhas colaborações não premiadas.

Chorando lágrimas de crocodilo, pedi aos meus editores que depositassem  algum “cascaglio”, “una buffunfa” ou  até mesmo um singelo “capiletti” na minha conta bancária. Mas qual!  Don Mainardi e Don Sabino, homens (sic) íntegros e coerentes na sua linha editorial, são totalmente antagonistas a essa minha ideia remuneratória. Mas “tutto bene”, “andiamo via”, “siamo di corsa”.

Enquanto isso, os três Poderes estão em pé de guerra, principalmente o Judiciário, que em delúbio, quer dizer, conluio, com o Executivo está fazendo todo tipo de maracutaia para livrar a cara de pau do filho do presidente, o senador Flávio Bolsolavo. Imaginem que até o Índio da Costa foi preso! Todos sabem que os indígenas são inimputáveis, embora eu e a família Bolsossauro não sabemos o que essa palavra signifique. Aras bolas…

E por falar em Famiglia Bolsosacco, eu sei por que o filho 02  tirou uma foto com um trabuco na cintura ao lado do Jair Se Operando. Foi  um recado para os médicos. Sabe como é, esses doutores de São Paulo, depois de meter o bisturi no paciente, aproveitam e também metem a mão na grana do paciente. Nem precisa ficar bom. Aliás, bom o Bolsossauro não vai ficar nunca, no máximo vai ficar entre regular e péssimo. É só conferir na pesquisa DataFolha.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de primeira instância.

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FILHO DESENCAPADO

O Brasil é o país do jeitinho. Do jeitinho errado. Tudo é feito nas coxas, é mal planejado ou tem algum puxadinho. Se alguma coisa já está errada, sempre se arranja uma verba para piorar um pouco mais.

Para as autoridades isso é muito prático. Depois que acontecem as tragédias, os desabamentos, os incêndios, enchentes e outras hecatombes, é só chamar a imprensa e lamentar que tudo foi mais uma fatalidade. Em seguida, avisam que vão tomar providência. Providência para mim é uma marca de cachaça.

Além do “gato”, das gambiarras e dos quebra-molas, o Brasil é o país do fio desencapado. E o fio desencapado mais perigoso do momento é o filho do presidente Carlos Bronco Bolsonaro. Talvez por ser o filho número 2, esse rapaz só faz m*!#erda. Justamente agora que o presidente já está podendo frequentar o toalete normalmente.

O Bolsonaro-pai precisa chamar a Vale para construir uma barragem de resíduos parlamentares em torno de seu Carlos-filho: é o jeito mais seguro do seu governo desabar antes de começar.

Especialista nas redes antissociais, o estourado vereador Boçalnaro chamou de mentiroso o ministro Custava Bebbiano e pediu sua cabeça. Eu não sabia que filho de presidente era cargo! Se for mesmo, eu vou semana que vem no Programa do Ratinho pra dizer que Jair Bolsonauro é meu pai. É melhor Jair fazendo o teste de DNA! Parece até que o lema do governo agora é: DEUS ACIMA DE TUDO E CARLOS BOLSONARO ACIMA DE TODOS.

Mas, enfim, nem tudo é tragédia no Brasil: tem as tristezas também. Geralmente, devido à minha invulgar modéstia, só faço elogios à minha própria pessoa. Mas hoje, excepcionalmente, abro uma exceção para falar do meu personal amigo, Ricardo Boechat.

Depois de mim, Ricardo Boechat foi um dos maiores jornalistas de todos os tempos. Juntos cobrimos várias Copas do Mundo e, juntos também, não comemos ninguém. Boechat nasceu em Buenos Aires, foi criado em Niterói, estudou com o Ibrahim Sued e, apesar disso tudo, conseguiu atingir os píncaros do sucesso e da glória jornalística. Boechat era um jornalista brilhante. Principalmente por sua careca lustrosa! Ricardo Boechat não era zagueiro do Grêmio, mas também vai fazer falta.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de Alta Tensão desencapado.

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DEPOIS DA TEMPESTADE, VEM A BAGUNÇA!

Felizmente, no Brasil nem tudo é desgraça; existem as tragédias também. O Rio de Janeiro não quis ficar por trás de Brumadinho e, por isso, aproveitou a tempestade para ficar embaixo d’água.

Ávido leitor das Escrituras Sagradas, o prefeito Marcelo Crivella sabia que vinha um dilúvio e, tal e qual Noé, tratou de construir uma arca onde colocou um casal de cada espécie de habitante do Rio de Janeiro para repovoar a cidade depois da hecatombe: um casal de traficantes, um casal de assaltantes, um casal do CV, um casal do Terceiro Comando, um casal dos Amigos dos Amigos, um casal de deputados da Alerj, um casal de funcionários do DETRAN, um casal de PMs, um casal de funkeiros, um casal de pagodeiros, um casal de crossfiteiros… mas não adiantou nada. O pessoal da milícia organizou um arrastão e a arca ficou toda dominada.

Isso é que dá ter prefeito evangélico: a população depende da Providência Divina. E como todo mundo sabe devido de que o déficit da economia neoliberal assassina, o mundo espiritual atravessa uma grave crise financeira.

E o pior de tudo é que o mundo celestial já foi privatizado para poderosos conglomerados dízimo-financeiros. Hoje em dia, Deus, o Criador de Todas as Coisas e ex-Todo-Poderoso, desempenha um papel meramente decorativo no organograma da Fé. Quem manda mesmo é o Edir Macedo e o Malafaia. O próprio Jesus Cristo é apenas figura de marketing, uma espécie de Che Guevara pregado na cruz, para vender camisetas, estampas, pacotes turísticos para a Terra Santa e outras mercadorias de fundo religioso.

Tudo isso leva o povo brasileiro a um grande desamparo espiritual. O brasileiro é um povo muito religioso, acredita em qualquer coisa. O brasileiro é tão crente que em Alagoas tem gente que ainda acredita no Renan Calheiros e no Collor de Mello.

A queda definitiva da ciclovia Tim Maia foi um sinal divino previsto e interpretado pelo Profeta Safadeza. Segundo o Profeta Safadeza, o Rio não vai mais do Leme ao Pontal, mas sim do Leme ao Fim. Ao Fim da Picada.

Agamenon Mendes Pedreira é crente que é gente.

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CORRUPAIZÃO GENERALIZADA

Desculpem o péssimo trocadilho aí em cima, mas, pelo menos, até agora, o governo de Jair Bolsonarma é muito pior. No entanto, por trás dos trocadilhos ruins, se escondem grandes verdades, desta vez sem trocadilho, por favor.

Segundo os “cientistas loucos” políticos esquerdopatas da GloboNews, do ponto de vista ideológico, o governo atual pode ser considerado uma “milico-filhocracia”, em que parentes de várias patentes convivem em perfeita desarmonia.

Na opinião do filósofo e guru liberal EunãOlavo Meu Carvalho, vivemos numa “milico-nepotcracia”, ou seja, um regime “bélico-nepo-presidencialista de coilusão de direita”. Entenderam? Eu também não.

O que não se pode admitir é que um governo de linha ideológica homofóbico-liberal- conservadora tenha o rabo preso. Ou pior: prefira ter o rabo solto por conta da imunidade parlamentar. O ministro do STF (Supremo Tribunal Foderal), Juiz Fucks, complicou a suruba concedendo um habeas rabus preventivo em favor do Flávio Embosalnaro. O perigo é que a imunidade parlamentar pode levar o indivíduo a praticar a promiscuidade congressional e acabar pegando uma moléstia de fundo nervoso. Mais de fundo do que nervoso.

O problema é que os filhos do presidente Bolsossauro não gostavam de estudar e nunca quiseram nada com o trabalho. Infelizmente, devido às más companhias, os três bolsonarinhos acabaram se desviando do bom caminho: um virou vereador, outro deputado e o último foi eleito senador. Como disse o poeta liberal de esquerda Indícius de Imoraes: “Filhos, melhor não tê-los, mas sem tê-los, como elegê-los?”.

Dizem que tudo isso não passa de uma conspiração dos palestinos, do Hamas, do Isis e do Hezbollah junto com a CIA e o Mossad e o hospital Albert Einstein para desestabilizar o governo Bolsossauro, que apoia Israel. A essa operação terrorista covarde eles deram o nome de Rachid, e o Queiroz é o motorista-bomba. Isso é um absurdo. Se o Bolsalneura apoiasse Israel de verdade, não mudava a nossa embaixada para Jerusalém. Mudava para Heretzópolis, na serra do Rio ou Guarujalém, em São Paulo.

Para não atrapalhar o governo do pai, os três filhos do Bolsanauro, Huguinho, Zezinho e Luizinho Bolosonaro, deviam ser mandados para a América, fazer intercâmbio e aprender inglês na casa do Tio Donald Duck Trump.

É por isso que eu não tenho filhos. Só dão dor de cabeça, principalmente quando os seus filhos não são de sua autoria. Por isso mesmo, mandei lacrar o aparelho genético-reprodutor da minha patroa, a Isaura, para nenhuma criatura humana receber a minha herança genética.

Agamenon Mendes Pedreira é filho de mãe desconhecida e pais separados.

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 JOÃO DEDEI 

Brasileiro acredita em tudo: Preto Velho, Zé Pelintra, Cabocla Jurema, Silas Malafaia, Satanás, macumba, candomblé, médium kardecista… E o que é pior: tudo ao mesmo tempo. Tudo junto e misturado. O brasileiro é tão crédulo, tão ingênuo, que acredita até em político.

O Lula não roubou, ele só “incorporou” o espírito da OAS (Obrigado, Amigo Sindicalista), que, por sua vez, reformou o “triprex” do Guarujá. Ora, se a OAS faz obras, nada mais natural que “incorpore” a construção de um prédio. A reforma de uma chácara, no fundo, é uma forma de kardecismo sindicalista.

Mas agora esse negócio de crendice foi longe demais. Foi até Abadiânia, interior de Goiás, onde o médium espiritualista, João Dedada, produzia “curas milagrosas”. Abadiânia é uma espécie de Disneylândia espiritualista. Todo mundo procurava o médium para resolver seus “pobrema”. Vários ministros do STF se consultaram com o psicoplasma goiano, inclusive Gilmar Mendes, que também é médium, pois vive sendo incorporado pelo “espírito de porco”.

Para o médium João Dedada, todo “pobrema” é de “fundo nervoso” e, por isso mesmo, ele tem que “entrar” no corpo das crentes (mas só das gostosas) para proceder à “cura espiritual” depositando o seu ectoplasma. Pois então, para entrar no corpo de alguém, tem que ser por algum buraco. O ouvido é muito apertado para um espírito poder passar.

Denunciado por assédio espírito-sexual, João Dedeus, explicou ao delegado que não tem nada a ver com o assunto. Como todo médium “da linha branca”, Dedeus é apenas um “cavalo” de uma “entidade”. No caso, um médico nazista, o Dr. Fucks, que, insatisfeito com as maldades que fazia na vida carnal, resolveu continuar praticando do Além.

Aliás, eu não entendo por que esses médiuns só fazem “cirurgia espiritual” usando faca cega, canivete velho, garfo enferrujado, colher torta, tesoura de tosar ovelha… Por que não usam instrumentos cirúrgicos de verdade? Por que não dão anestesia? Por que não aceitam plano de saúde? Não é por falta de dinheiro.

Na verdade, João de Deus, como todo médium, estava incorporando o ectoplasma de um médico, no caso o Doutor Roger Abdelmassih, que ainda não morreu, mas já está “guardado” num centro (espírita) de segurança máxima. Dr. Abdelmassih era especialista na “encarnação” de pacientes por métodos sobrenaturais. É isso: enquanto uns recebem “por fora”, outros recebem “por dentro”.

Agamenon Mendes Pedreira é kardecista da linha branca afrodescendente.

 

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SUPREMO TRIBRUTAL FODERAL

No dia primeiro de janeiro, o Brasil inicia um novo período político paleontológico: a Era Bolssonárica, também conhecida como a Era Mitozoica. Velhos dinossauros políticos da fauna que circula por Brasília devem entrar em extinção, como o Sarneyossauro, o Temerossauro, o VeLuLaciraptor, a Dilmarossaura Rex, vários PTrodáctilos, exemplares do PSDB (Partido Social do Diplodocus Brontosauro) e do MST (Movimento dos Sem Triceratóps).

Aliás, pelo sim e pelo outro também, o pessoal do MST resolveu se mandar do Brasil antes de a Era Bolsossauro começar. Em vez de se mandar para Portugal, como o Gilmar Mentes, os militantes do Movimento dos Sem Troco, se mandaram para Paris. Na capital mundial da moda, tomaram um bando de loja e trocaram o vermelho (que não é mais fashion) pelo colete amarelo, que é muito mais trendy. De uniforme novo, saíram pelas ruas esculachando a Cidade Luz. Imediatamente ocuparam o Bois de Bologne, um latifúndio improdutivo, armando suas barracas de lona preta. Em seguida, apagaram o fogo do Arco do Triunfo, apedrejaram Versalhes e começaram a desmontar a Torre Eiffel. Um terror!

Mas o Brasil, apesar de não ser ovo, também ficou chocado ao ver o ministro do STF (Supremo Tribunal de Fraude), Recado Lewandovsky, mandar prender um cidadão na frente de todos num avião. Disse que o Supremo dava vergonha ao país. Esse sujeito está errado! Para dar vergonha, o STF, Supremo Tribunal de Frango, tem que melhorar muito!

Se o ministro Lewandovski não quer ouvir críticas ao seu “sirviço”, não deveria jamais pegar um voo de carreira. Carreira, aliás, bem melhor que a sua.

Só para lembrar aos meus 17 seguidores e meio no Antagonista (não esqueçam do anão que vai participar da próxima temporada de Game of Thrones): Ricardo Lewandovsky não foi nomeado ministro pelo seu “notário saber”. Foi nomeado porque o Lula achou que seu nome era Lewandouísque, o que muito lhe interessa, sobretudo agora que está na cadeia.

Esses ministros do STF precisam urgentemente acabar com seus “previlégios”. Cada um dos 11 ministros tem um assessor para colocar a toga neles, o capinha. É bem capaz que os “meretríssimos” também tenham um funcionário pago para colocar uma camisinha cada vez que forem votar mais uma lei para f*#%!**oder com o contribuinte. Como, aliás, aconteceu agora quando os magistrados armaram com o presidente do Senado, Indício de Oliveira, um aumento de salário para compensar a perda dos últimos anos. A perda de vergonha na cara.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista de segunda instância.

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O CRÈME DE LA CRIME

Cara, está cada dia mais perigoso viver na cidade do Rio de Janeiro. É homicídio, é bala perdida, é assalto, é arrastão… quer dizer, isso quando a cidade está num dia sossegado.

Não existe mais lugar seguro na Cidade Calamitosa. Não tem esquina, pracinha, avenida ou travessa que não seja perigosa para o pacato cidadão frequentar sem ser no mínimo assaltado, estuprado e esquartejado, quer dizer, isso se for num dia sossegado.

E não é a Rocinha, a Favela da Maré, o Complexo do Alemão nem a Baixada Fluminense o lugar mais perigoso, campeão de índices de criminalidade. O lugar mais tenebroso do Rio é o Palácio da Guanabara, tugúrio escuro, onde vivem homiziados os governadores cercados por seus capangas, sicários, jagunços e assassinos de aluguel: Serginho Cabral, Garotinho, Rosinha e agora o Presão, todos membros do PCC, Primeiro Comando do Capital.

Vejam só: governador do Estado do Rio de Janeiro não tem nome nem sobrenome, tem apelido de bandido. Depois do Pezão, foi eleito um que tem nome de bife: Wienner Schnnitzel.

O Palácio da Guanabara é tão perigoso que até a polícia tem medo de invadir o local com medo da reação violenta dos meliantes que frequentam o espaço. Nem o BOPE e a SWAT juntos e comandados pelo Wagner Moura, o Capitão Nascimento em pessoa, têm coragem de dar uma incerta no Palácio e enfrentar a moçada.

Os Federais também têm a maior dificuldade em trancafiar os ex-governadores cariocas. Os criminosos comuns, apavorados, têm pavor de dividir a cela com esses criminosos irrecuperáveis, sanguinários e sem escrúpulos, que são capazes de tudo e mais um pouco para satisfazer a sua ganância insaciável pelo dinheiro público. As autoridades estão pensando em construir um novo complexo penitenciário específico de segurança máxima, o Complexo de Édipo de Bangu, para acomodar os fascínoras e suas mãezinhas.

A única coisa que consola o povo carioca é que os governadores estão presos, mas a grana roubada continua livre, curtindo uns juros em algum paraíso fiscal.

Mas o STF, Supremo Tribunal de Frango, não fica atrás, quer dizer, fica. Fica enfiando goela abaixo (e em outros orifícios singulares da anatomia) do povo um peru de natal, quer dizer, o insulto de natal, que vai tirar da cadeia os corruptos de alta periculosidade máxima. É que no Brasil não tem mais lugar na cadeia para tanto bandido. O jeito vai ser guardar quem for honesto na penitenciária e deixar solta a bandidagem, que, pelo visto, é a maioria da população. Bem faz o meu amigo Gilmar Mentes, que dá expediente em Brasília, mas mora em Portugal, que é para não assaltado pelos criminosos que ele mesmo solta.

Empreendedor nato, Pezão montou um esquema próprio. Pezão jura que é inocente: veio de interior com uma mão na frente e uma mala com mais de dez milhões de dólares. É Piraí…

 

 

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ANTAGONIA: Eu Quero Uma Para Viver!

Ao contrário da minha vida sexual, o Brasil vive uma fase de intensa transação, quer dizer, transição. O presidente eleito Jair Bolsossauro está formando sua equipe e já começou mal: ainda não me convidou para nenhum cargo comissionado! Mesmo que a comissão seja de apenas 10 ou 20%, entrada só depois do Carnaval e o saldo em 24 parcelas no cartão! É a Black Fraude do Agamenon.

Sem nenhum cargo comissionado, não tenho a quem recorrer nesta hora de desespero. Graças a Deus que está acima de todos, Isaura, a minha patroa, está não só acima de todos, como abaixo e de ladinho, o que tem garantido o leitinho (quentinho) das crianças aqui em casa. A criança, no caso, sou eu mesmo, Agamenon Mendes Pedreira.

Por outro lado (o de trás, mais especificamente) o PT (Partido dos Trapaceadores) está indo pra casa. Só ainda não resolveu se vai para a casa do Lula em São Bernardo, o sítio de Atibaia ou o tríplex no Guarujá. Tem ainda a opção de mais uma casa. A Casa de Detenção.

Com a morte do grande Stan Lee, Bolsonauro resolveu começar seu ministério chamando um super-herói, o juiz Sérgio Moro, integrante da Liga da Justiça. O supermagistrado largou sua capinha, quer dizer, toguinha, para estabelecer, de uma vez por todas, o Estado de Direita no Brasil.

Assim como o Jair Bolso-Família, o Brasil está mudando: mudando da Barra da Tijuca para Brasília. Até os médicos cubanos estão voltando pra casa, e o programa Mais Médicos vai ser substituído por um programa alternativo, o Mais Médiuns, que tem como integrante o Pai Jair de Ogum da Cardiologia, que traz de volta o coração da pessoa amada em três dias.

 

Agamenon Mendes Pedreira é Médium Sem Fronteiras.

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