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TRÍPLEX OF CARDS

Só tem um jeito de tirar o Brasil da lama: para entrar no país, os gringos agora vão ter que pagar ingresso igual na Disneylândia. É muita emoção, gente! Nem a Glória Maria aguenta mais tanta corrupção, delação e safadeza! Parece até que nós estamos todos fazendo figuração num reality shows sem saber. E o que é pior: sem ganhar cachê. Depois da Lava Jato, o seriado House of Cards virou novela infantil do Cartoon Network.

Semana passada foi punk. Começou com o depoimento do Lula, o Francis Underwood de língua presa. Aliás, a língua do Lula já está presa, agora só falta o resto. No depoimento ao juiz Sério Moro, Luiz Inocêncio Lula da Silva, o X-9 do PT, botou todas as broncas na conta da Dona Marisa, que já estava de passagem marcada pro Paraíso (o bairro) e teve que voltar de metrô para o Jabaquara, quer dizer, o Purgatório. “Devido de quê” às acusações do ex-marido, o processo dela caiu em exigência e ela vai ter que contratar o fantasma do Márcio Thomaz Bastos para arrumar um Habeas Cadaveris no STF, Supremo Tribunal Funeral.

Tudo era culpa da Dona Marisa: a meia furada, a cueca mal lavada, a janta que tava fria, o tríplex do Guarujá, o sítio de Atibaia, a refinaria Abreu e Lima e a compra da tranqueira de Passadena. Luiz Pinóquio Lula da Silva pendurou tudo na conta da Dona Marisa, que falecida está e falecida pretende continuar. Se Dona Marisa soubesse que o Lula tinha o dedo tão nervoso, teria cortado fora os outros nove.

Mas o depoimento do Lula não durou nem um dia nas manchetes. As delações premiadas dos marqueteiros Mônica Moura e João Sacana não deixaram pedra sobre pedra em nenhuma obra superfaturada nos governos do PT. A gente não sabia que era governada pela D. Iolanda e que depois virou Janete. A Dilma só se comunicava em código, por mensagens secretas, avisando os seus comparsas quando ia dar ruim na Polícia Federal!

E a ex-presidenta Dívida Rousseff, que tirava onda de honesta, não passa de uma sociopata socialista esquizofrênica e paranoide de esquerda. Ela ainda agia como nos tempos da guerrilha. Uma presidenta subversiva que lutava para derrubar o governo que ela mesma governava. Pode isso, Arnaldo? Pouco antes do impeachment, ela não sabia mais quem era nem o que estava fazendo ali no Palácio do Planalto. Então, para não perder a mania de guerrilheira de esquerda radical, Dilma continuou a “expropriar” verbas públicas, só que agora nem precisava de pé de cabra. Ela tinha a chave do cofre. Não satisfeita, como boa terrorista, aproveitou para “explodir” o desemprego no Brasil. Exatamente como fez com o cofre do Adhemar de Barros, que, perto dessa galera, não passa de um inocente trombadinha.

 

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Mônica Moura confessou que, apesar de casada, gostava de receber tudo do Palocci no caixa dois. Enquanto isso, o marido, João Sacana, fazia sauna pelado com o Delcídio Amoral para discutir os detalhes da campanha. É muita sacanagem junta!!!

Agamenon Mendes Pedreira é suplente de poste.

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QUEM TEM CURITIBA, TEM MEDO! 

A vida de desempregado no Brasil é muito dura. Você tem que acordar muito cedo para não conseguir arrumar um serviço. A concorrência é muito grande. Tem cada vez mais desempregados disputando uma vaga no Mercado de Não Trabalho. Conheci desempregados com mestrado e doutorado e vários anos de experiência de desemprego, inclusive no exterior.

Felizmente consegui descolar algum qualquer numa caravana do MTST (Movimento dos Socialistas Sem Trabalho) para Curitiba com direito a passagem, hospedagem, alimentação, bandeirinha e boné. A saída foi às 6 horas da manhã da Praça Mauá. Todo mundo muito animado, cantando pagode e batucando na lataria. No meio da Dutra, paramos num restaurante onde expropriamos, em nome dos Movimentos Sociais, uns coxinhas e também uns pastéis e uns quibes. Para completar, quatro dúzias de cervejas geladas e cinco litros de uca porque, sem cerveja nem cachaça, povo nenhum faz revolução.

Logo que chegamos à capital paranaense fizemos um tour pelos pontos pitorescos da cidade: a sede da Polícia Federal e a Penitenciária de Piraquara. Na Polícia Federal, fomos muito bem recebidos. Pediram até para cada um nós fazer um selfie: de frente e de perfil. A penitenciária ninguém quis visitar. Uma metade porque já conhecia, a outra metade ficou meio bolada e preferiu seguir direto para o hotel.

A programação em Curitiba vai ser intensa. Tem que acordar cedo para quebrar o jejum e outros bens públicos e privados. A ordem é fazer uma espécie de Halloween fora de época. Todo mundo fantasiado de Ninja. Na parte da tarde, depois do almoço típico em Santa Felicidade, vamos acompanhar no telão o depoimento do Lula, O Homem Mais Honesto do Brasil. Essa vai ser a parte mais divertida da excursão.

lula no aviao

Pau de arara miserável, Lula foi para Curitiba de Jatinho pago pelo MST (Movimento dos Sem Troco).

Agamenon Mendes Pedreira é coxinha de mortadela.

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TÁ RUIM, MAS VAI PIORAR!

Agora entendo por que se comemora o Dia do Trabalho. No Brasil, quando alguém consegue arrumar um, tem mais é que comemorar mesmo. Por outro lado, acho que nesta crise em que estamos, em vez do Dia do Trabalho, deveria ser o Dia do Desemprego. Afinal, com 14 milhões de desempregados sem carteira, daqui a pouco vai ter mais desempregado do que empregado no olho da rua.

Pensando bem, não. Esqueçam tudo. O dia do desempregado é todo dia. Sei do que estou falado. Todo dia, diariamente e noturnamente, saio por aí, de Seca a Meca, de déu em déu, batendo em tudo que é porta, procurando um serviço, um biscate para defender algum qualquer para garantir a janta. Mas tá difícil. Até para bandido tá difícil no Brasil porque a concorrência é grande.

Cada vez tem “menas” serviço. Agora é tudo feito por robô. Já tem até mulher da vida robô para fazer concorrência desleal à Isaura, a minha patroa, há mais de 50 anos na atividade do lenocínio. As “robustas” estão cobrando “50 real a compreta” contra os 100 reais regulamentares. E mais! Dão o @#$%ˆ&*?!!!, chupam o %$#@&*@!!!! e ainda fazem coisarada… Assim não vale!

Já tem robô pra tudo. O banco robô, a empreiteira robô, a prefeitura robô, a farmácia robô. Em Brasília, já é tudo robô há muito tempo. Tem em tudo que é parte, é robô até dizer chega. Esse é o problema! Não sobrou nada pra ninguém. E o brasileiro é um povo rústico e primitivo: vive da caça, da pesca e da coleta de furtos silvestres.

Mas voltando aos robôs. O Brasil é um país tão maluco, tão corporativista, que é o único lugar do mundo que tem sindicato de robô (filiado à CUT – Central Única Tecnológica). Tem até duas centrais sindicais: uma de Corrente Contínua, outra de Corrente Alternada. 110 e 220. Os robôs se reúnem em assembleia, combinam greve e fazem piquete na frente da tomada.

Pois é, por isso tudo, fico triste e abatido. Felizmente, quando estou assim, a patroa, a Isaura, sempre tem algum consolo para mim. Da sua coleção particular. Então, de alma renovada, o que me dá esperanças, é que aquilo que está ruim sempre pode piorar! Por exemplo: acabaram com o imposto sindical obrigatório. Logo agora que eu ia fundar o Sindicato dos Desempregados do Brasil (filiado à CUT – Central Única dos Trambiqueiros). Tinha até pauta reivindicatória:

GREVE GERAL DOS DESEMPREGADOS! Ou o governo aumenta os desempregados ou paramos o Brasil!

DIMINUIÇÃO DA JORNADA DE DESEMPREGO!

ADICIONAL POR DESEMPREGO INSALUBRE!

ADICIONAL POR TEMPO SEM SERVIÇO!

HORA EXTRA DE DESEMPREGO PAGA EM DOBRO!

FÉRIAS, DÉCIMO TERCEIRO, FUNDO DE GARANTIA, QUINQUÊNIO, BIÊNIO E LICENÇA-PRÊMIO PARA TODOS OS SEM EMPREGO!

E mais! Com 25 anos de desemprego na carteira, o desempregado vai poder se aposentar pelo INSS com direito à cesta básica, vale-transporte e um apartamento em Miami

E mais! Com 25 anos de desemprego na carteira, o desempregado vai poder se aposentar pelo INSS com direito à cesta básica, vale-transporte e um apartamento em Miami

Agamenon Mendes Pedreira é sindicalista do crime.

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DEDO NERVOSO

O Brasil não é ovo, mas vive chocado. Desta vez o país ficou estarrecido com a “dedação” premiada de Léo Dinheiro, diretor da construtora OAS (Obrigado, Amigo Sindicalista). Em depoimento ao juiz Sério Moro, o obeso empresteiro baiano revelou que Luiz Indício Lula da Silva é o dono do tríplex do Guarujá, do Sítio de Atibaia, além de proprietário do PT, sócio majoritário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e diretor aposentado da FIESP.

Realmente, como mente o ex-entorneiro mecânico que chegou só à Presidência da República para provar à elite reacionária que os pobres podem roubar muito melhor que os ricos quando estão no poder. Poder com H!

Agora os brasileiros aguardam ansiosos a delação premiada do ex-dedo do Lula. Com medo de ficar em cana junto com o resto do corpo de delito do ex-presidente, o Dedo Mindinho decepado já procurou a Polícia Federal para abrir o bico – se é que dedo tem bico – e apontar os verdadeiros culpados.

Mas o mindinho decepado do ex-funcionário da Odebrecht jura que é inocente. O dedo decepado garante que as únicas coisas que fez de errado foram tirar meleca, cera do ouvido e coçar o saco. Isso porque o Lula obrigava. O ex-dedo de Lula jurou de pés juntos que, quando o ex-presidente meteu a mão, já não fazia mais parte dela.

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O ex-dedo do Lula disse que, desde que foi decepado, não encontra emprego e fez questão de mostrar quanto levou de propina da OAS.

 

Agamenon Mendes Pedreira é alcaguete desempregado.

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ESQUECERAM DE MIM!

Segundo o IBGE, a população brasileira é de 211.292.773 criaturas. No listão VIP da Odebrecht, aparecem 247 nomes. Portanto, 211.292.531 não estão no listão. São uns m#$%ˆ&*erdas, uns incompetentes e, o que é pior, nunca vão ganhar tornozeleira eletrônica.

Eu, Agamenon Mendes Pedreira, não estou nessa lista. Que vergonha! Tantos anos dedicados ao jornalismo marrom e a Odecheque não me arrumou nem uma mísera mochila onde cabem 2 milhões de reais…

Quem não está na Lista da Odebrecht não existe, é um brega, um cafona. Por isso mesmo, a revista Caras está mudando de nome para revista Canas. Agora, semanalmente vamos ver, na Ilha de Canas e no Castelo de Canas, os corruptos exibindo suas tornozeleiras de grife.

Depois dos vídeos com os depoimentos, finalmente entendi como o Brasil funcionava: o Lula era funcionário da Odebrecht, que era a proprietária do Brasil. Depois ficam dizendo que o Lula não é um cara trabalhador. Ele trabalhou muito para a “empresteira” baiana. Ganhou até retrato de funcionário do mês, igualzinho ao do McDonald’s.

Enquanto operário e líder sindical, o Lula sempre quis socializar o Brasil e o Lula socializou o Brasil… com a Odebrecht. A Odecheque até ajudou o Lula a escrever a famosa Carta aos Brasileiros. A Odebrecht escreveu, mas o Lula até hoje não acabou de ler. Depois que acabou de escrever a carta, Emílio Odebrecht botou num envelope, selou e mandou o Lula levar nos Correios. O Lula aproveitou e roubou nos Correios também.

 

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O genial cineasta e inigualável Luiz Carlos Barreto, o Barretão, já pediu verba da Lei Rouanet para filmar a continuação da vida do Lula: Lula, o Filho da Pu*&*%$#@ta do Brasil.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista desempregado da Odebrecht.

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O MENINO DO ACRE

Eu não aguento mais essa história do Menino do Acre. O Brasil inteiro esta há mais de uma semana atrás deste guri que, como todo adolescente acriano, deve estar escondido no meio das seringueiras tirando leite do pau. O pau a que me refiro é o vegetal, pois esta minha coluna é Family Friendly e politicamente correta. Isso tem que ficar bem claro, pois, como todos sabem, a Seringueira, o Nabo, a Cenoura e a Mandioca são plantas de duplo sentido.

Mas voltando ao Menino do Acre. Ora bolas! Quem está no Acre já está por definição desaparecido. Nenhum dos meus dezessete leitores e meio conhece o Acre, nem mesmo o anão (o meio leitor), que verticalmente prejudicado trabalha num circo e já correu o Brasil inteiro. Menos o Acre. Ninguém vai para o Acre. As pessoas só saem de lá e não voltam. Devem ter lá os motivos para tanto. Nunca teve nem jamais terá uma Casa de Caras no Acre, nem Rock in Acre.

O Caetano Veloso está pensando em fazer uma canção Menino do Acre como fez o Menino do Rio, mas até agora o baiano não encontrou nenhuma rima boa para Acre além de “lacre”. Mas, voltando ao Menino do Acre, mais uma vez. Uma das teorias é que o ingênuo rapaz tenha sido abduzido por extraterrestres no banheiro da rodoviária de Rio Branco, capital do estado acriano, onde, sodomizado, viu estrelas. Outra hipótese é que o Menino do Acre esteja na lista da Odebrecht e, como não tem direito a foro privilegiado, resolveu inventar essa história toda para então se lançar candidato a deputado federal pelo PSOL.

O Menino do Acre também sofre de TOC obsessivo feito o Roberto Carlos e escreveu um monte de livros usando um código secreto que aprendeu no Almanaque do Escoteiro Mirim. O mais estranho dessa história toda é que o Menino do Acre deixou o seu quarto cuidadosamente arrumado, coisa absolutamente impossível para um adolescente.

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O Brasil comprou o Acre da Bolívia, pagou em chinelas Havaianas e ainda teve troco.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista desaparecido.

 

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LÁ VAI BOMBA!

Esse Trump não se emenda. Se continuar assim, fazendo merda desse jeito, vai acabar candidato do PT em 2018.

Na minha opinião, esse bombardeio da Síria foi só para desviar a atenção da mídia do Caso do Zé Mayer. Como todo mundo sabe, o Trump também gosta de praticar o esporte de patolar a mulherada sem o consentimento delas. Solidário ao assédio midiático que o seu brother Zé estava sofrendo, Donald Trump resolveu mandar bomba na Síria.

A Síria é um país que está em guerra civil há um tempão. A violência na Síria come solta. É bala, bazucada e tiro de canhão pra tudo que é lado. A Síria parece o Brasil, só que lá é um pouco mais tranquila.

Por isso mesmo, no Mundial de Violência a Síria deu uma de Vasco, é vice. O campeão mundial absoluto de violência descontrolada é o Brasil, não tem pra ninguém! A violência é que é o verdadeiro esporte nacional do brasileiro. Inclusive o Galvão Bueno vai apresentar o programa “Bem Inimigos” para analisar e comentar as melhores chacinas da rodada.

Mas voltando ao bombardeio da Síria. Sou mais politicamente correto que a Letícia Sabatella e por isso mesmo me recuso a usar o termo “bombardeio”. De agora em diante só vou escrever “maubardeio”, que é um termo mais adequado para esse ato de violência absurda.

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O Donald Trump está cada vez mais maluco: telefonou para o Zé Mayer combinando de bombardear a Gisele Bündchen no final de semana.

Agamenon Mendes Pedreira é a favor do bombardeio do Zé Mayer.

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Eu sou brasileiro! Com muito orgulho! Com muito amor!

Cada vez dá mais gosto ser brasileiro! Como é bom viver neste país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza!

O Brasil é assim: se melhorar, estraga.

Qualquer coisa que possa facilitar a vida do cidadão logo, logo alguém vai dar um jeito de acabar ou, se não der para acabar, cobrar imposto. Para que melhorar alguma coisa se quando é ruim já está muito bom?

Logo agora que eu dei um “tapa” no meu Dodge Dart 73, enferrujado, estacionando na Rua da Amargura s/n, vieram com essa ideia de acabar com o Uber, Cabify, 99 ou qualquer outra coisa que o governo não possa achacar algum qualquer do cidadão.

É o lobby dos burros que têm uma bancada grande no Congresso. Os muares quadrúpedes não querem perder o monopólio dos transportes públicos no Brasil.

Desempregado crônico, estava preparando o meu bólido residencial para fazer um bico de Uber e assim descolar uma graninha. Cheguei a comprar um saco de alvaiade para pintar a cara de preto e cobrar como “uber black”. Isaura, a minha patroa, e eu planejávamos oferecer um serviço diferenciado. Além da tradicional balinha e da água gelada, o(a) passageiro(a) poderia desfrutar dos favores sexuais da Isaura sem nenhum acréscimo na tarifa. Assim, no caso de ficar preso num engarrafamento, o(a) passageiro(a) poderia se distrair com um dos vários “aplicativos” baixados pela insaciável criatura. O Zé Mayer iria virar freguês.

 

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Qualquer mudança constitucional no Brasil só pode ser feita por parlamentares autorizados pelo DETRAN.

Agamenon Mendes Pedreira é motorista de Uber concursado.

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AMÉLIO É QUE ERA MULHER DE VERDADE

Meu FGTS é a Isaura, a minha patroa. A Isaura é o meu fundo de garantia. Se não fosse o fundo da Isaura, eu já tinha morrido de fome há muito tempo.

Por isso mesmo não estou nem aí para as reformas trabalhistas. Lá em casa, em mais de setenta anos de relacionamento, Isaura e eu já praticamos a terceirização. Mesmo porque, com a terceirização, se economiza muito num relacionamento. Mas não é qualquer mulher que aceita ser colocada no mercado de trabalho para ajudar nas despesas do lar. É por isso que eu digo já não se fazem mais mulheres como antigamente. Já não se pode nem mais espancar a sua própria cara-metade, com ou sem motivo. Afinal, vivemos ou não numa economia de mercado? Se a mulher é minha, não posso fazer dela o que quiser? Não existe mais o conceito de propriedade privada? Virou socialismo? Ora, vão todos para Cuba cortar cana!!!!

Não se pode nem mais espancar nem assediar a própria mulher? Onde é que nós vamos parar? Acabou o romantismo no mundo. É por isso que existe tanta violência, tanto desamor, tantos casais se separando. Ninguém espanca mais ninguém, senão vai parar na Delegacia da Mulher.

Está certo que não se pode bater na mulher alheia, a menos que o marido ou companheiro autorize explicitamente Aí tudo bem, é politicamente correto.

O caso do Zé Mayer foi realmente um absurdo, deixou a mulherada em polvorosa, chocadas feito galinhas. Fizeram até uma camiseta: “Mexeu com uma mexeu com todas”. O que elas querem dizer com isso? Se o Zé Mayer patolou uma moça, ele vai ter que patolar todas as outras? Não pode, não vai dar. Vai virar uma fila do SUS.

O Zé Mayer não entendeu que os tempos mudaram. Hoje vivemos o empandeiramento feminino. As mulheres de hoje em dia são muito unidas e organizadas. Menos nas bolsas, é claro. Bolsa de mulher continua a mesma coisa. Mas as fêmeas contemporâneas defendem os seus direitos com unhas e dentes, coisa que, antigamente, só acontecia em anúncio de absorvente íntimo.

Tem até vagão de metrô só para mulheres que não querem mais ser encoxadas a caminho ou de volta do serviço. Os tarados do metrô agora têm que ficar num vagão separado cutucando o celular.

As mulheres mudaram e isso é definitivo. Algumas até têm bilau e lutam MMA. Não tem mais nada que um homem faça que uma mulher não possa fazer, com exceção de estacionar um carro numa vaga. Mas para isso já tem o Uber também!!!!

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Como punição, Zé Mayer foi escalado para atuar na próxima novela num papel de travesti. Assim, na hora do recreio “incorporado” pelo personagem, ele vai patolar a homarada.

 

Agamenon Mendes Pedreira é metrô sexual.

 

 

 

 

 

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TRIBUNAL DE FAZ DE CONTAS

A Lava Jato é uma espécie de Big Brother que já dura mais de três anos. A diferença é que não tem “anjo” nem “líder”. Os participantes nunca saem da Casa. Ao contrário, só entram na Casa. Casa de Detenção. A quantidade de gente que vai para o “paredão” é cada vez maior, só que ninguém precisa mandar SMS para votar em quem tem que ser preso na manhã seguinte. E o que é melhor ainda: não precisa aturar as digressões poéticas do Pedro Bial nem as análises sociológicas do Tiago Leifert.

Mas, depois do Big Brother, o maior problema do Rio de Janeiro é o aumento da criminalidade, que desceu das favelas, ocupou a Baixada, dominou o subúrbio, embicou pela Zona Sul e atacou até mesmo o Palácio da Guanabara, onde a perigosa facção criminosa ADS (Amigos do Serginho) cobrava o esculacho e dividia a grana dos achaques em plena luz do dia. Pois então: desta vez os Federais estouraram mais uma quadrilha que atuava no Tribunal de Contas do Estado! Só um conselheiro não foi preso. Aliás, uma mulher, uma conselheira, a única que não participava da roubalheira. Uma atitude machista e preconceituosa dos seus colegas!

Como diria Boris Casoy: isso é uma vergonha! É uma vergonha em mais de 80 anos de jornalismo eu nunca ter arrumado uma bocada dessas! O serviço de “conselheiro” do tribunal de contas é muito simples. O “conselheiro”, como o nome já diz, só tem que dar conselhos. E os conselhos não precisam ser bons. E taí uma coisa que eu sei fazer. Aliás, como dizia o Stanislaw Porto, o Sérgio Ponte Preta: “C**!!! **##u e conselho só se dá a quem pede!”.

Além dos conselhos, o conselheiro leva um capilé caprichado só para aprovar as contas do governador. Como todo mundo sabe, Serginho Cabral sempre foi muito bom em Matemática, principalmente nas três operações: somando propinas, subtraindo verbas e multiplicando a sua fortuna. Dividir nunca foi o forte de Sérgio Cobal.

Infelizmente, a casa caiu. Deu no que deu esconder aquela grana toda numa unidade do Minha Casa, Minha Vida. Foram todos parar em Bangu, prisão de detenção premiada. Mas nem tudo deu ruim para a Famiglia Cabral. Depois das rebeliões nos presídios em janeiro, as autoridades carcerárias resolveram tomar providências para melhorar o sistema prisional. Depois de “dar um tapa” em cada um dos “cadeiantes”, a diretoria do Complexo de Bangu resolveu inaugurar uma nova unidade no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde o(a) apenado(a) pode cumprir a sua pena tomando banho de sol na praia e mandando vir quentinha do Antiquarius. Se tiver bom comportamento, pode até tomar um chope no Jobi ou fazer compras nas joalherias do shopping.

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Hospedados em Bangu, os conselheiros do Tribunal de Conta do Rio de Janeiro já estão cobrando propina para distribuição das quentinhas.

Agamenon Mendes Pedreira é conseglieri do Tribunal de Contas da Camorra.

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