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VIAGEM ESPIRITUAL DE FUNDO MÍSTICO

ESPECIAL FÉRIAS parte 1

O fim do ano é um momento de reflexão. Por isso, ao me ver refletido no espelho retrovisor do meu Dodge Dart 73, enferrujado, percebo que me tornei um modelo de Sebastião Salgado. Ao me deparar horrorizado com a miséria negativada da minha pessoa, sou tomado de pensamentos profundos que atormentam a minha mente inquieta. Neste momento de reflexão profunda, volto os meus pensamentos para regiões inconfessáveis do meu eu mais interior. Por que estamos aqui? Qual o sentido da vida? Por que eu não sou parecido com o Brad Pitt? Por que o Chico Buarque tem mais dinheiro que eu?

Foi assim, tomado por uma profunda depressão, capaz de fazer inveja ao Arthur Dapieve, resolvi juntar meus míseros trocados e realizar uma viagem místico-espiritual de fundo religioso. Aliás, mais de fundo do que religioso. Para me acompanhar nesta busca ao meu eu mais profundo, levei junto comigo a minha esposa, a Isaura (que não é lá muito católica), além é claro, do meu personal psico-proctologista Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo.

Apelando para os meus contatos, arrumei uma passagem de grátis num navio grego, o cargueiro Enfhyos Nokoulos, que levava um carregamento de mandiocas graúdas para a ilha de Mikonos, paraíso do nudismo e da pouca vergonha. Como a passagem era só uma e nós éramos quatro, tivemos que nos acomodar apertados num só beliche onde dividíamos a cama, o banheiro e o que é pior, a mulher. No caso a minha, a Isaura.

Depois de quinze dias balançando no proceloso Mar Mediterrâneo, chegamos à Terra Santa, pátria de várias religiões. Foi lá, na Terra Sagrada dos judeus, que nasceu o menino Jesus e a venda à crédito.

Devido ao afluxo de turistas, só conseguimos vaga numa modesta hospedaria da rede Manjedoura Inn, onde tivemos que dividir o mesmo estábulo com um terrorista palestino. Logo pela manhã, tomado por intenso fervor místico, resolvi me enfurnar nas ruas milenares da cidade sagrada. Percorri a Via Crucis, onde senti o mesmo sofrimento do Cristo ao ver a minha patroa, a Isaura, detonando o cartão de crédito em todas as lojas de bugigangas que via pela frente. Em seguida, embicamos na direção do Muro das Lamentações onde lamentei aos prantos o conteúdo da minha carteira.

O dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo resolveu visitar a Mesquita de Omar. Lá, o Dr. Jacintho constatou que a posição dos fiéis orando em direção a Meca é ideal para um perfeito exame do pavilhão reto-furicular. Em suas pesquisas in culo, quer dizer, in loco, o Dr. JacinthoLeite Aquino Rego concluiu que muitos muçulmanos, apesar de religiosos, não são lá muito ortodoxos.

JERUSALEM - APRIL 02: Orthodox Jewish Pray at the Western Wall during the holiday of Passover on April 02 2010 in Jerusalem,Under the Omar Mosque.

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UM CONTO DE NATAL

Poucos sabem que antes de me tornar um jornalista vitorioso, cobiçado pelas mulheres e perseguido pela Receita Federal, eu tive uma infância sofrida e miserável. E quando chega a época dos festejos natalinos, eu me recordo com emoção dos meus natais de menino pobretão… Eu era tão pobre e miserável, eu passava tanta necessidade, que o Sebastião Salgado poderia ganhar uma nota preta fazendo um livro caríssimo só com fotos minhas e da minha condição depauperada.

Eu e minha família morávamos num barraco de 3×4, que dividíamos com duas famílias: uma de retirantes e a outra de colocantes. Nós não tínhamos um endereço certo porque a cada enchente que caía sobre a cidade, o nosso barraco saía boiando como uma arca de Noé desgovernada, até parar em outra freguesia.

A umidade do barraco era intensa, o que piorava a tuberculose da minha mãezinha que ralava dia e noite na máquina de costura para sustentar os vícios do meu pai, que não eram poucos. Meu pai, por sua vez, vivia desempregado e embriagado e, sempre que estava de bom humor, passava os dias nos espancando. Quando minha pobre mãezinha juntava uns trocados, nos mimava comprando um sapato velho para dar um gostinho no feijão.

Eu me lembro de uma antiga noite de Natal, lá em mil novecentos e Dercy Gonçalves. Nevava a cântaros, o frio era terrível e cortante. Eu era um personagem de Dickens e não sabia mesmo porque era analfabeto e o único livro que tinha lá em casa um rato metido a intelectual comeu. Para nos esquentar naquele inverno rigoroso, meu pai tacou meu irmãozinho mais novo na lareira, coitado. A nossa ceia de Natal se resumia a uma rala e insossa sopa de osso, um fêmur, que descobri mais tarde, ser de mamãe, que, sempre extremosa, havia retirado de sua própria perna para não ver seus filhos passarem fome. Enquanto isso, meu pai, sempre egoísta a e cruel, saboreava uma suculenta caixa de bacalhau, sem bacalhau, desfiada. O velho monstro devorava a iguaria sem se importar com o nosso olhar faminto e pidão.

Foi aí que ouvimos batidas secas na porta de papelão do nosso barraco. Quem seria aquela hora, em plena noite de Natal? Seria o Papai Noel? – pensei eu na minha ingenuidade infantil de criança pueril. Mas não. Era o cara das Casas Bahia que veio recolher a máquina de costura da mamãe que estava com a prestação atrasada. Mamãe, aos prantos, se agarrava como podia a fonte de nosso sustento. Mas o insensível prestamista não queria saber e enchia velha de porrada. Isto deixou meu pai enciumado. Achando que a sua esposa estava dando mole para o sujeito, meu genitor imediatamente partiu pra dentro da minha mãezinha com violência inaudita. Mesmo apanhado mais que palmeirense na torcida do Corinthians, mamãe ainda encontrou forças para ter um violento ataque de hemoptise.

Ao ver aquela cena dantesca, resolvi fazer alguma coisa para acabar com aquela desgraceira digna de manchete do Extra. Assim, peguei minha irmãzinha pela mão e fomos para a rua. Caminhamos horas no meio da neve fria e gelada, pedindo uma esmola ou um pedaço de pão velho, qualquer coisa servia. Nós já estávamos ficando congelados quando, de repente, um homem bondoso resolveu estender a sua mão caridosa e, num gesto de generosidade, comprou a minha irmãzinha de 22 anos na porta da discoteca Help que, naquela época remota, ainda existia.

Eu mal podia acreditar ao ver na minha mão aquelas duas notas de cinquenta contos de réis. Com lágrimas nos olhos, disparei na direção de casa ainda a tempo de deter o caminhão das Casas Bahia. Sofregamente, coloquei o dinheiro na mão do ganancioso vendedor que me devolveu a máquina de costura. Com o fio de voz que lhe restava, mamãe, emocionada, me agradeceu:

 – Agamenon, meu filho, Deus te abençoe! Isto foi um milagre de Natal!

 – Milagre é o cacete, mãe! – disse eu. Você está despedida! Na sua vaga, eu vou colocar uma boliviana ilegal que, para este tipo de trabalho escravo, tem uma produtividade muito maior!

Por isso, todo ano, na noite de Natal, eu vou pro Calçadão da Avenida Atlântica e, sempre que posso, compro uma criatura. Quem sabe assim eu possa estar ajudando alguém que, como eu, também vive duro tal qual um peru de Natal congelado.

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Para que o Peru de Natal atinja seu ponto perfeito de cozimento, sabor, consistência e dureza, é necessário que a dona de casa tenha muito cuidado ao manusear os ovos.

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“Rouba, Brasil” na Veja

A Revista Veja publicou uma nota sobre o meu novo livro, “Rouba Brasil”. Compartilho com vocês, apenas fazendo uma ressalva: Marcelo e Madureira e Hubert são impostores. Eu sou o verdadeiro  e único Agamenon Mendes Pedreira!

***

Aviso aos incautos: embora seja apontado como autor até na ficha catalográfica do livro, Agamenon Mendes Pedreira não existe.  Quando os humoristas Marcelo Madureira e Hubert, do Casseta & Planeta, estrearam a coluna do fictício jornalista no diário carioca O Globo, em 1988, a sátira cáustica do personagem já se evidenciava em sua biografia: Agamenon, casado com uma certa dona Isaura, declarava como residência um Dodge Dart 73. O desbocado articulista emite opiniões sobre assuntos prementes da nação com desastrada sinceridade – mas por vias tortuosas, acerta caneladas bem dadas em políticos demagogos, celebridades e estrelas de escândalos políticos em Brasília. Na nova seleção de suas crônicas, Agamenon não perdoa o vexame da derrota por 7×1 para a Alemanha na Copa. Mas volta-se sobretudo para os malfeitos petistas, do mensalão, ao petrolão, passando pelas trombada do governo “Dilma Mocreff”. Uma palha de sua verve está na legenda da foto de alguém que lembra um ex-presidente barbudo banhando-se no rio: “O Juiz Sérgio Moro vai passar o próximo feriado pescando corruptos do PT porque sabe que ali tem peixe grande”

 

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BRASIL, O PAÍS DO FATURO

Depois da Moody’s, agora foi a agência internacional Abercrombie &Fitch que rebaixou o Brasil. Assim como o Vasco, nosso país voltou à Segunda Divisão, de onde nunca deveria ter saído. A culpa é da presidenta Eudilma Miranda que, com sua administração desastrosa, levou o Gigante do Planalto para o fundo do poço. Onde ficava o pré-sal.

Em Brasília, o Natal vai pegar fogo! Como sempre acontece no final do ano, milhares de empreiteiros, lobistas e políticos deixam seus envelopes na porta do Congresso na esperança de levar algum por fora. É a Caixinha 2 de Natal. Sem falar nas festas de fim de ano, onde a bebida e a bandalheira correm soltas. O grande receio nessas comemorações político-etílicas é que de repente apareça o japonês da PF por conta da delação premiada de algum “inimigo oculto” (ou inimigo secreto, como se diz em São Paulo). Até mesmo o Papai Noel está em dúvida se aparece no Brasil este ano. Como todos sabem, além de barbudo, o Bom Velhinho se veste de vermelho e tem medo que o Japa da Federal confunda ele com algum dirigente do PT e o leve pra tranca.

E, para piorar a situação, o Natal do brasileiro promete. Promete ser magro e esquálido como um modelo do Sebastião Salgado. O brasileiro, coitado, por conta da inflação e do desemprego, está na pior e vai ter que trocar o bacalhau pela sardinha, o tender pelo frango e o peru pelo vibrador. Bom, pelo menos isso já é um consolo…

Já a presidanta Dilma Youssef está em dúvida e não sabe onde vai passar as festas de final de ano. Sempre marqueteira, Fudilma Roussef está analisando o resultado das pesquisas. Metade dos brasileiros quer que ela vá pra M*!*%#*erda e a outra metade quer que ela vá pra PQP, que deve ser um partido da base aliada.

uuuuuuuu

É o fim da picada! Neste Natal da crise, as criancinhas brasileiras só vão poder escolher três presentes: zika, chicungunha e dengue.

Agamenon Mendes Pedreira é o Bom Velhaco.

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SENHORA “PRESIDANTA”

“Ergo sunt, bagus plenus”

Não sei Latim e a senhora não sabe Português, por isso me sinto à vontade de enviar-lhe esta carta, porque ambos compartilhamos a mesma ignorância. Esta é uma carta de Cunha pessoal. É um desabufa que já deveria ter soltado há muito tempo, um flato consumado. E mal cheiroso.

Ao contrário da imprensa golpista, sempre critiquei o seu governo. O seu governo, o seu look de vilã da Disney, os seus discursos incompreensíveis, o seu penteado, suas roupas vermelhas, e o que recebi em troco, presidanta? Nem um troco, nem um “cala-boca”, nem uma sinecura, nem uma assessoria de imprensa ou emprego em blog chapa-branca!

Se a senhora é tão amiga dos pobres como alardeia, por que não faz alguma coisa por mim, que, desde que fui demitido da grande imprensa golpista, sou obrigado a me humilhar e exercer a mais vil das profissões: a de blogueiro. Se não fosse pela ajuda caridosa dos meus 17 seguidores e meio (não esqueçam do anão internauta), estaria na Rua da Amargura. Estaria não, estou! Nos fundos desse logradouro sombrio, estacionei a minha residência móvel, o meu Dodge Dart 73, enferrujado, e vivo da coleta de frutos e impostos silvestres. Ao lado da Isaura, minha patroa, que, com a crise, foi obrigada a costurar pra fora. E pra dentro também.

Vamos aos fartos. Exemplifico alguns deles.

  1. Passei os quatro primeiros anos do seu mandato como jornalista decorativo. O próprio Lula, ao me ver em seu gabinete, pendurou em mim o seu blazer.
  2. Na condição de jornalista-humorista, nunca fui consultado para escrever seus discursos sem pé nem cabeça e, talvez por causa disso, eles tenham sido motivo de tantas galhofas e pilhérias no Brasil inteiro.
  3. A senhora expulsou do Ministério da Pesca a garota de programa Kendrya, indicada por mim e que vinha exercendo o cargo de piranha-social, um trabalho belíssimo, muito elogiado pelos gringos durante a Copa do Mundo.
  4. Quando a senhora me fez um apelo para que a ex-presidenta da Petrobras Desgraça Foster nunca mais fosse à empresa, eu não titubeei e furei os pneus da vassoura com a qual ela ia ao trabalho diariamente.
  5. Recordo-me também que, quando recebeu a visita do Errei Roberto Carlos – com quem mantenho laços estreitos de ódio e amizade –, não me convidou, e olha que eu queria que ele autografasse a minha cópia pirata da biografia do Paulo César de Araújo que o maior censor romântico do Brasil proibiu.

            Portanto, não me resta outra saída a não ser declarar alto e bom som que, a partir de agora, estou fora. A presidanta não contará mais com as minhas críticas, piadas, trocadilhos e duplos sentidos. Enchi o saco. Lamento, mas é essa a minha convicção. Desrespeitosamente.

Agamenon Mendes Pedreira

 

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Analfabeto funcionário, Agamenon Mendes Pedreira teve que pedir ajuda aos universitários para escrever a sua carta pessoal e confidencial à presidanta Dilma Youssef. Ele também pediu para botar umas figuras bem bonitas para ver se a Dilma entende a mensagem.

 

 

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AGORA FUDILMA!

Mesmo não trabalhando mais na grande imprensa golpista e neoliberal, eu aplaudo o início do processo de impeachment da presidanta Dilma Youssef. Podem me chamar de coxinha, mas é melhor ser coxinha do que pastel. O Brasil não aguenta mais ser governado por uma presidenta cross-dresser de esquerda. Para os otimistas, o Brasil está virando uma Venezuela. Caracas! E o que é pior: os pessimistas acham que a Venezuela já virou o Brasil.
Mas, na verdade, eu sou contra o impeachment da Dilma! Impeachment é muito pouco pra essa mocreia! Sigam-me o meu raciocínio: a “presidenta-gerenta”, em sua “administração”, aumentou a inflação, encolheu o PIB, fez o dólar subir, faliu o setor energético e quebrou a Petrobras. O que é que está faltando pra darem uma dura na Dilma? A Operação Lava Jato descobrir que ela influenciou o Aedes aegypt a transmitir o zika vírus e a microcefalia?
Nunca antes na História deste país um governo foi tão ruim e incompetente. E olha que a concorrência é grande! Para salvar a Dilma da degola, o PT resolveu declarar guerra e reuniu seus dirigentes para bolar uma estratégia urgente. Infelizmente, ninguém compareceu porque todo mundo estava preso. Em outro compromisso.
Mas nessa briga de bandido não tem mocinho nem mocinha. Esse Eduardo Pulha eu manjo há muito tempo. Mesmo tendo depositado uma vultosa quantia em sua conta na Suíça, Dedurado Cunha proibiu o lançamento do meu novo livro, Rouba, Brasil, na Câmara dos Deputados. Revanchista e vingativo, não ficou satisfeito com as centenas de citações do seu nome no meu livro. Guloso, Eduardo queria roubar a cena e ser o único personagem desta obra-prima imortal da Literatura Político-Criminalística Brasileira. Assim como o deputado, o meu livro já está à venda nas melhores livrarias do ramo.

Apesar de Eduardo Cunha ter proibido o lançamento do meu livro Rouba, Brasil na Câmara dos Deputados, arrumei um lugar muito mais liberal e democrático: o Hotel Clube Bahamas em São Paulo, Rua dos Chanés, 571, Moema, São Paulo, dia 14 de dezembro às 20 horas. Quero ver todos os meus 17 leitores e meio lá! Os políticos, empresários e doleiros citados no livro não vão comparecer, mas suas mães já confirmaram presença.

Agamenon Mendes Pedreira tem mais de 1 milhão de inimigos no Facebook.

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VOCÊ DELCÍDIO

O Brasil está mudando: e começou pela Argentina! Finalmente, depois de tantas desgraças, o povo brasileiro teve uma boa notícia. Por decisão do Supremo, a Operação Lava Rato prendeu o senador Delcídio do Amoral e o dono do Banco PTG-Pactual, o André, que já Esteves metido em várias negociatas. Os dois foram grampeados quando tentavam armar a fuga espetacular do apavorante ex-diretor da PTbras, Horror Cerveró. O senador Presídio Amaral, que é líder do PT (Partido da Tranca), no Senado planejava mandar Cerveró para fora do Brasil para ele não dar com a língua nos dentes e parar de assustar as criancinhas e os políticos da base aliada.

Antigamente só ladrão de galinha ia preso no Brasil, mas, felizmente, agora a Polícia Federal está cumprindo o seu papel higiênico e colocando no xilindró o pessoal da “diretoria”. Eu aplaudo essa decisão do juiz Sérgio Moro, até porque as penitenciárias no Brasil só vão melhorar mesmo se forem frequentadas pelos ricos, bacanas, magnatas e outras autoridades. Essa galera abastada, acostumada ao bem-bom, não vai aguentar pagar suas “etapas” nas nossas prisões precárias e superlotadas, exigindo a construção de presídios 5 estrelas e resorts penais de luxo.

Quem não está gostando nada disso são os prisioneiros comuns, que não querem de jeito nenhum se misturar com gente dessa laia. Aliás, bem que podiam prender todos os políticos preventivamente e deixar o Congresso ser tocado pelos facínoras, ladrões, golpistas e homicidas que estão cumprindo pena. Ia dar menos prejuízo.

Eu pensava que o melhor amigo do homem era o cachorro, mas o verdadeiro amigo do “homem” é o Bumlai. O pecuarista Bumlai, criador de casos e gado de raça, antes de ser preso ligou para o Lula avisando que a vaca foi pro brejo. José Carlos Burlai era uma espécie de “faz-tudo” do Lula: faz tudo pra roubar, faz tudo pra se dar bem e faz tudo para ninguém descobrir nada. Do jeito que a coisa vai, o réveillon no presídio de Pinhais vai ser animado, e o empresário Marcelo Odebrecht já contratou o ex-presidente em exercício para fazer uma de suas palestras milionárias na cadeia.

26-11 agamenon

Para aproveitar as ofertas da Black Friday, a Friboi comprou as Havaianas e vai lançar em breve uma picanha que não tem cheiro e nem solta as tiras.

Agamenon Mendes Pedreira não usa tornozeleira eletrônica.

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ALÁ-LÁ-Ô-Ô-Ô-Ô-Ô-Ô-Ô! É O TERRÔR-Ô-Ô-Ô-Ô-Ô-Ô!

(PARIS, URGENTE!) – Descolei uma passagem da DECOLAR.COM e uma grana com o Fernando Baiano e cheguei aqui em Paris na manhã seguinte aos atentados. Infelizmente, perdi a melhor parte… Assim que pus os pés na Cidade Luz, procurei fazer a primeira obrigação de todo jornalista brasileiro em Paris: ir correndo até um bistrô pra encher a cara de Beaujolais Nouveau. Mas, como é preciso dar uma “enganada” jornalística nos meus 17 seguidores e meio (não esqueçam do anão), imediatamente parti em busca de notícias fresquinhas sobre este hediondo atentado contra a Humanidade. Felizmente, encontrei um furo. Aliás, vários: na boate Crazy Horse, que, mesmo com os atentados, não fechou e está toda aberta e arrombada exibindo seus shows eróticos de mulheres nuas totalmente peladas.

Como sempre acontece em megaatentados mundiais, logo surgiu um monte de teorias da conspiração na Internet para explicar os atos sanguinários do ISIS em Paris. Evidente que a maior parte dessas teorias interneuróticas não passa de fantasia. A verdade é que esta chacina é fruto de uma conspiração dos comentaristas da Globonews, que, numa ação coordenada com extremistas fanáticos muçulmecas, planejaram o massacre terrorista na capital francesa. O objetivo da chacina era fazer com que os palpiteiros especialistas, que iam ser demitidos por falta de assunto, voltassem ao ar para fazer seus comentários e análises póstumas.

Mas enquanto a França sofre com o Estado Islâmico, o Brasil enfrenta algo muito mais sinistro: o Estado Lâmico! O mar de lama que começou em Brasília não coube mais na Capital Federal e transbordou na direção de Minas Gerais. O caudaloso lamaçal em poucas horas se alastrou e acabou arrombando a barragem da mineradora SAMARCO! Em seguida, um enorme tsunami de lama varreu do mapa a cidade colonial de Mariana, que agora que está toda destruída, foi definitivamente tombada e só vai existir nos livros de História. Mas o rio de lama segue em frente indomável e já chegou ao Espírito Santo. Em seguida vai pegar o Pai, o Filho e o João Carlos Bumlai. Depois a onda lulamosa vai invadir o Oceano Atlântico em direção às contas secretas na Suíça, que nem mar tem. Como sempre, a “presidanta” Dilma Youssef tirou os corpos dos mortos fora e pôs a culpa no São Marcos. Indignado, Marcos, ex-goleiro da seleção brasileira, disse que não tem nada a ver com o peixe. O peixe morto no Rio Doce, é claro. Até o Vaticano protestou contra a acusação a São Marcos e declarou que o seu santo afiliado só está envolvido no escândalo do Banco do Vaticano.

Mas existe um lado bom nesta tragédia toda. O Brasil, que lidera o ranking mundial da corrupção (graças ao mensalão, ao petrolão e, principalmente, ao Dilmão), já pode se orgulhar de ter o troféu de maior catástrofe ambiental de todos os tempos. É campeão! E olha que a Olimpíada nem começou.

19-11 Agamenon site

Nenhum ato bárbaro praticado por fanáticos fundamentalistas psicopatas será capaz de destruir a alma de Paris, a eterna Paris! No dia seguinte aos atentados, os bistrôs, cafés e mulheres abriram normalmente. E as tradicionais pâtisseries estavam cheias de bombas. De creme e chocolate.

 

Agamenon Mendes Pedreira é jihadista de fim de semana.

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