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A PÚCARA BÚLGARA

O desemprego no Brasil parece o cordão dos puxa-sacos do Michel Temer: cada vez aumenta mais. Quem também está de aviso prévio desde a semana passada é a quase ex-presidenta Zika Roskoff. Como o serviço no Planalto é com carteira assinada, a presidenta é celetista e, por isso mesmo, tem direito a “largar” duas horas mais cedo do serviço para procurar outro emprego.

Mas desta vez a Dilma foi longe demais! A presidenta-gerenta resolveu ir até Nova Iorque, na sede da ONU, para fazer um discurso explicando o “golpe” de que está sendo vítima no Brasil. Ora, se nem aqui a gente entende os discursos da Dilma, imagina na ONU! De repente me caiu a ficha: a Dilma fala e pensa em búlgaro! É por isso que é uma mulher incompreendida! Tudo o que aconteceu de errado no Brasil nos últimos anos é resultado da incapacidade das pessoas de entender o misterioso idioma bulgárico, a última flor dos Cárpatos, inculta e bela.

É claro que a viagem a Nova Iorque também serve para meter bronca no cartão de crédito corporativo da Presidência da República, já que esta mamata, assim como muitas outras, vai acabar. E o pior é que o cartão do Brasil está estourado, o gerente do Bradesco telefona todo dia para o Palácio do Planalto, mas não consegue falar com o titular da conta. Ninguém atende ao telefone. É claro. Se Dilma está de saída e o Temer ainda não assumiu, quem é que vai cobrir o saldo da conta negativada?

O gerente do Bradesco vai acabar mandando o Brasil para o Serasa.

Pensando bem, a assembleia da ONU é o lugar certo para um governante desempregado “sair em busca de novos desafios”. Sair em busca de novos desafios é como se diz hoje em dia quando se leva um pé na bunda do patrão. Na ONU tem escritório de todos os países e assim Dilma Rousseff pode entregar o seu currículo em cada uma das representações. Vai que tem uma vaga de presidenta no Togo ou em Burquina-Faso? Ou no Burundi? Nunca se sabe.

O problema é quando se vai contratar uma presidenta que durma no emprego: tem que saber se ela pode dar referências. Afinal, não se pode colocar uma pessoa dentro de casa sem saber direito quem é. Pode ser uma ladra, uma bandida ou, no mínimo, passar o dia inteiro pendurada no telefone da casa conversando com as “colega” para depois comer tudo o que tem na geladeira.

A verdade é que a Dilma não se conforma com a situação de empichada doméstica. Ela está pensando em imitar os Rolling Stones e sair em turnê mundial reclamando e se queixando. Megalomaníaca, Dilma não se contenta em reclamar ao bispo. Ela quer reclamar direto com o Papa pessoalmente. Dilma também quer falar com o Obama. Vai ser a primeira vez na história da esquerda mundial que um socialista vai pedir socorro para o imperialismo capitalista ianque.

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Enquanto Dilma estiver nos EUA, Michel Temer vai ocupar interinamente a Presidência da República. Deve ser uma espécie de test-drive.

Agamenon Mendes Pedreira é desempregado concursado.

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NÃO VAI TER GOLPE?

Os tempos estão difíceis, o único consolo é que sabemos que, um dia, tudo isso vai piorar. Ontem mesmo acordei cedo em busca da minha sobrevivência cotidiana me alimentando de “furtos” silvestres ou praticando a caça predatória de notícias quando alguém me disse que acabara de sair o Listão das Propinas da Empreiteira Odebrecht. Uma réstia de luz se abriu em minha vida, uma lufada de esperança varreu a minha alma. Corri até o computador mais próximo para conferir se o meu nome constava do listão pagador. Li nome por nome de cabo a rabo. Principalmente o rabo (aliás, todos presos) e, para meu profundo desgosto e desalento, constatei desolado que meu nome, Agamenon Mendes Pedreira, não constava. Não fora agraciado com nem um mísero centavo das polpudas verbas de campanha, obras superfaturadas ou concorrências fraudulentas que a empreiteira Odecheque empreitava a juros extorsivos.

Nem um codinome eles inventaram para a minha pessoa como fizeram com os grandes nomes da política. Aliás, uma pergunta ficou no ar: se o Jacques Wagner era conhecido como Passivo, quem seria o ativo na coalisão?

A ausência do meu nome no Listão da Odebrecht é a prova cabal e irrefutável do meu fracasso, da minha incompetência e da minha insignificância. Ficar de fora do Listão da Odebrecht é como ficar fora da lista dos Dez Mais Ricos da Forbes ou do concurso Faz a Deferência, promovido pelo O Globo.

Como fazer? Como sobreviver? Tenho defendido “algum qualquer”  participando de passeatas. Contra ou a favor do governo, tanto faz, empunhando faixas ou sanduíches de mortadela. Nas manifestações contra o governo não pagam nada, mas, em compensação, no final da passeata sempre dá para comer alguém. As manifestações do PT Dilma são melhores. Tem condução de graça, uniforme, suco e sanduíche de mortadela. Por falar nisso, não aguento mais tanta mortadela. Será que não dava para mudar o cardápio das manifestações? Será que o objetivo final do socialismo é mortadela para todos? Será que a fábrica de mortadela também não pertence ao filho do Lula?

Como todo jornalista combativo e investigativo que se preza, vivo de golpes, grandes ou pequenos, tanto faz. O meu preferido é o Golpe do Paco que hoje anda meio fora de moda. O problema é que os lulopetistas ficam gritando que “não vai ter golpe”! E eu, como é que fico nesta história? Vai ter golpe, sim, senhor! Ou então vão ter que inventar algum programa de inclusão social só pra mim, o Bolsa Agamenon. No desespero, falei até com Lula pedindo para ele me arrumar um blogue para falar mal do governo com verbas públicas, mas, infelizmente, o meu telefonema não foi gravado pela Polícia Federal.

Como não vai ter golpe? Tem que ter golpe! Imagina o governo da Dilma sofrendo um golpe! Com certeza nossos irmãos latino-bolivarianos vão vir correndo nos acudir! Já posso ver os exércitos da Bolívia pelo oeste e o Exército da Venezuela pelo norte invadindo o Brasil de roldão, num irresistível movimento de pinça, para a Dilma, salvar o Lula e salvar o PT.

À frente dessas duas potências militares sul-americanas, os seus comandantes Evo Morales e Nicolas Maduro vão prender o juiz Sérgio Moro, acabar com a Lava Jato, soltar o Zé Dirceu, o João Vaccari Neto, o Feira e a Dona Xepa e quem mais for guerreiro do povo brasileiro. O sítio de Atibaia vai virar embaixada da Bolívia (mas quem usa é o Lula). A Odebrecht, a Camargo Corrêa, a OAS e todas as outras empreiteiras seriam contratadas para salvar a Petrobras. Só assim o Brasil voltaria à sua anormalidade, de onde, aliás, nunca deveria ter saído.

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A ausência do meu nome no Listão da Odebrecht é a prova cabal e irrefutável do meu fracasso, da minha incompetência e da minha insignificância. Ficar de fora do Listão da Odebrecht é como ficar fora da lista dos Dez Mais Ricos da Forbes ou do concurso Faz a Deferência, promovido pelo O Globo.

Agamenon Mendes Predreira é uma brasa, Moro?

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BRASIL: UM PAÍS DE GLÓRIA PIRES NA MÃO

Assim como a Gloria Pires, eu não tenho nenhuma opinião sobre os filmes do Oscar e a crise cataclísmica pela qual o Brasil está passando. E, quem diria, a Gloria Pires se transformou na metáfora perfeita para o país: o Brasil está na maior memes! Segundo os otimistas, o país deve acabar antes das Olimpíadas. Já os pessimistas, não se tem a menor ideia do que eles estão pensando porque mudaram pra Miami há muito tempo. Devido ao seu silêncio lacônico e opiniões titubeantes, Gloria Pires está sendo sondada para ser a porta-voz do governo Dilma Roskoff. Glória também foi convidada para trabalhar com os advogados do Lula. Ela vai explicar como é que o tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia que pertencem ao ex-presidente não são dele.

Com base nos depoimentos que a grande atriz global emitiu na noite do Oscar, o juiz Sérgio Moro já mandou intimá-la para depor na Operação Lava-Jato. Gloria Pires, por sua vez, pretende utilizar todo o seu arsenal de evasivas na Polícia Federal: “Eu não sei”, “Eu não assisti” e “Eu não posso opinar”. Não sei não, se a Glória Pires repetir sua performance no Ministério Público vai ser obrigada a que fazer delação premiada.

E nos Estados Unidos a situação está ainda mais cabeluda. O histriônico candidato republicano, Donald Trump, ficou injuriado porque não ganhou o Oscar de melhor ator. Sempre polêmico e patético, Trump disse que o prêmio de melhor ator jamais deveria ter ido para o Leonardo DiCaprio. Na opinião der Trump, o Oscar tinha que ter ido para o urso tarado que passa o filme todo tentando comer o galã de Hollywood.

Agamenon site

Apesar de não ser racista e preconceituoso como Donald Trump, Agamenon Mendes Pedreira é contra o monopólio de atores afrodescendentes no cinema pornô.

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ESTADO DE SÍTIO

O Brasil é uma ilusão de ótica, uma miragem no meio de um deserto de homens, mulheres, LGBTs e ideias. Na verdade, o Brasil é uma novela da Globo disfarçada de país, onde tudo o que existe, com exceção do Projac, é de mentira. Tudo não passa de uma invenção da direita reacionária e da mídia golpista.

Mas que raciocínio complexo é este que ocupa a minha mente atormentada? Será que estou virando o Arnaldo Jabor? Será que sou homoafetivo e não sabia? E neste caso, existe mesmo a cura gay? Vou ter que procurar o Secretário de Direitos Humanos do Rio de Janeiro, o pastor Ezequiel, senão vou acabar dando a bunda.

Esses pensamentos vertiginosos assaltam a minha mente desde que passei uns dias em Atibaia, no sítio do Lula (que não é do Lula). Descobri que ao lado do terreno instalaram uma enorme torre de celular da Oi (que não é da Oi). E todo mundo sabe que o Lula não tem celular, não tem nem o dedo pra digitar um número no celular. E por que o Lula, que não tem celular, precisaria de uma torre de celular num sítio que nem é dele? Ninguém consegue explicar esse mistério. Nem o Lula e nem a Agatha Christie.

Foi por isso que Luísque Inácio Lula da Silva e sua patroa, Dona Marisa Botox da Silva não compareceram à delegacia da Barra Funda para depor. O casal matrimonial (e principalmente patrimonial) para não ter que se ver cara a cara como o boneco Pixuleco (que não é ele vestido de presidiário). Sou amigo íntimo do casal Lula, por isso mesmo frequento o sítio de Atibaia (que não é deles), onde o Lula faz questão de me emprestar o seu celular particular, mesmo porque ele não tem nenhum. Quando não está lendo literatura russa, jogando xadrez ou resolvendo equações diferenciais parciais, Luísque Inácio gosta de sentar comigo para tomar uns gorós e lembrar dos velhos tempos em que ele era pobre e miserável. Hoje, graças a Deus e às “empresteiras”, Lula só é miserável.

Outro dia mesmo lembrei quando ele foi presidente do Brasil. Lula tomou um susto, mas em seguida tomou mais um gole e reagiu: – Tá maluco, Agamenon? Eu, presidente do Brasil? Só se eu estivesse de porre…

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No sítio do Lula (que não é do Lula), além de sua família, se criam vários animais. E o mais simpático de todos é o jegue Goró. O burro do presidente faz jus à sua condição de jumento e está sempre cruzando. Cruzando com o pessoal da OAS e da Odebrecht.

Agamenon Mendes Pedreira também tem duas antenas de celular na testa. Quem instalou foi a Isaura, a sua patroa.

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A PEQUENA BUDA

ESPECIAL FÉRIAS parte 6

Influenciado por Richard Gere, comecei então a estudar os ensinamentos e as palavras sagradas de Buda, o Sidartha, de Hermann Hesse. Sidartha Gautama, vulgo Buda, nasceu na Índia, onde era magro e miserável. Cheio de fome, Sidartha Gautama, mudou-se para Beijing onde arrumou um emprego de entregador do China in the Box.

Submetido à uma dieta rica em gorduras e caixinhas de papelão, o homem santo foi adquirindo proporções gigantescas, transformando-se na rotunda figura que hoje decora milhares de templos orientais e restaurantes. Apesar de não ser boiola, Buda nos ensinou que devemos amar os nossos semelhantes. Buda ensinou também que a alma dos seres vivos é imortal podendo evoluir ou involuir a cada encarnação. Por exemplo: se um jogador de futebol tem um bom comportamento ao longo de toda a sua existência, na próxima encarnação poderá vir encarnado como cantor de pagode. Se o cantor de pagode não cumprir corretamente o seu karma terrestre, ele será punido reencarnando na forma de sertanejo universitário ou loura gostosa. Como vocês podem ver, a evolução da alma humana é muito lenta.

Imbuído de todos estes ensinamentos metafísicos e de todas as experiências que vivi ao longo deste meu périplo místico espiritual, percebi então que chegara a uma encruzilhada em minha vida. Um momento de grande iluminação interior e que me apontava um só caminho: já estava na hora de abrir a minha própria religião!

Assim que concluí o meu curso de místico superior intensivão, recebi o meu diploma das mãos do Dalai Lama em pessoa. O Carequinha do Nepal desejou-me sorte na minha nova religião mas disse-me que, antes de exercer o meu ofício de místico, eu deveria fazer um estágio na Índia, centro mundial do esoterismo.

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SENHORA “PRESIDANTA”

“Ergo sunt, bagus plenus”

Não sei Latim e a senhora não sabe Português, por isso me sinto à vontade de enviar-lhe esta carta, porque ambos compartilhamos a mesma ignorância. Esta é uma carta de Cunha pessoal. É um desabufa que já deveria ter soltado há muito tempo, um flato consumado. E mal cheiroso.

Ao contrário da imprensa golpista, sempre critiquei o seu governo. O seu governo, o seu look de vilã da Disney, os seus discursos incompreensíveis, o seu penteado, suas roupas vermelhas, e o que recebi em troco, presidanta? Nem um troco, nem um “cala-boca”, nem uma sinecura, nem uma assessoria de imprensa ou emprego em blog chapa-branca!

Se a senhora é tão amiga dos pobres como alardeia, por que não faz alguma coisa por mim, que, desde que fui demitido da grande imprensa golpista, sou obrigado a me humilhar e exercer a mais vil das profissões: a de blogueiro. Se não fosse pela ajuda caridosa dos meus 17 seguidores e meio (não esqueçam do anão internauta), estaria na Rua da Amargura. Estaria não, estou! Nos fundos desse logradouro sombrio, estacionei a minha residência móvel, o meu Dodge Dart 73, enferrujado, e vivo da coleta de frutos e impostos silvestres. Ao lado da Isaura, minha patroa, que, com a crise, foi obrigada a costurar pra fora. E pra dentro também.

Vamos aos fartos. Exemplifico alguns deles.

  1. Passei os quatro primeiros anos do seu mandato como jornalista decorativo. O próprio Lula, ao me ver em seu gabinete, pendurou em mim o seu blazer.
  2. Na condição de jornalista-humorista, nunca fui consultado para escrever seus discursos sem pé nem cabeça e, talvez por causa disso, eles tenham sido motivo de tantas galhofas e pilhérias no Brasil inteiro.
  3. A senhora expulsou do Ministério da Pesca a garota de programa Kendrya, indicada por mim e que vinha exercendo o cargo de piranha-social, um trabalho belíssimo, muito elogiado pelos gringos durante a Copa do Mundo.
  4. Quando a senhora me fez um apelo para que a ex-presidenta da Petrobras Desgraça Foster nunca mais fosse à empresa, eu não titubeei e furei os pneus da vassoura com a qual ela ia ao trabalho diariamente.
  5. Recordo-me também que, quando recebeu a visita do Errei Roberto Carlos – com quem mantenho laços estreitos de ódio e amizade –, não me convidou, e olha que eu queria que ele autografasse a minha cópia pirata da biografia do Paulo César de Araújo que o maior censor romântico do Brasil proibiu.

            Portanto, não me resta outra saída a não ser declarar alto e bom som que, a partir de agora, estou fora. A presidanta não contará mais com as minhas críticas, piadas, trocadilhos e duplos sentidos. Enchi o saco. Lamento, mas é essa a minha convicção. Desrespeitosamente.

Agamenon Mendes Pedreira

 

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Analfabeto funcionário, Agamenon Mendes Pedreira teve que pedir ajuda aos universitários para escrever a sua carta pessoal e confidencial à presidanta Dilma Youssef. Ele também pediu para botar umas figuras bem bonitas para ver se a Dilma entende a mensagem.

 

 

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VIVENDO E APREENDENDO

Não está nada fácil sobreviver no Brasil. Até aí nada de mais.

Mas eu estou rezando para a Polícia Federal dar início à Operação Agamenon e me colocar imediatamente atrás das grades. Hospedado nas instalações da PF em Curitiba, terei garantido um teto para dormir e três refeições por dia. Daqui a pouco, estar preso vai ser o único jeito do brasileiro conseguir comer direito. O problema é que as negociatas, chantagens e escroquerias que realizei ao longo da minha vida profissional não chegam nem perto dos valores bilionários angariados pelos principais personagens das Operações Lava-Jato, Zelotes, Mandioca Braba e outros nomes esquisitos que os Federais se amarram em inventar. Aliás, a quantidade de grana desviada é de tal maneira astronômica que o juiz Sérgio Moro pediu emprestado o telescópio Hubble para poder mapear o tamanho do Buraco Negro nas contas públicas brasileiras. Por isso mesmo, cientistas da NASA estão empenhados em criar uma megamedida que seja capaz de mensurar a roubalheira no Brasil. Seria o Bilhão-luz, ou seja, a quantidade de grana que pode ser desviada dos cofres públicos para uma conta secreta na Suíça na velocidade da luz. Luz da Eletrobrás, é claro.

Mas a verdade é que se eu estivesse na tranca, junto com o Marcelo Odebrecht, João Vaccari Neto, André Vargas, Paulo Roberto Costa, Cerveró, Fernando Baiano, entre outros, eu poderia fazer um network poderoso e, assim, no futuro, seria convidado para participar de negociatas de verdade e não dessas jogadas mixurucas que só rendem uma miserinha que não dá nem para encher o tanque de uma Ferrari do ex-presidente e futuro presidiário, Cóllon de Mello.

Por falar em futuro presidiário, as penitenciárias do Brasil estão cada vez mais bem frequentadas. Daqui a pouco, a revista Caras vai ter que lançar uma edição especial só com a cobertura das celebridades que estão na cadeia. Vão alugar a Ilha do Diabo para fazer a Cadeia de Caras, onde os famosos serão convidados a pagar uma etapa para sair da depressão.

Mas a concorrência não dorme de touca e a Contigo vai uma lançar a Castigo. Na capa da edição-cadeia vai ter os Os Irmãos Lula, Lulinha e Luleco, que inclusive já posaram para a foto. De frente e de perfil. Como todos sabem, menos o Lula, os dois meninos estão na beirola de entrar na caçapa da Polícia Federal. O pai, Luiz Corlulone da Silva, o Luva, moveu mundos e fundos (aliás, mais fundos) para que os seus rebentos escapassem da CPI no Senado.

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Corruptos famosos brasileiros disputam à tapa para desfrutar de uma temporada no Presídio de Caras.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista em regime semiaberto.

 

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APERTEM OS CINTOS, O DÓLAR SUBIU!

Ao contrário do meu bilau, que está em viés de baixa, o dólar continua subindo. Desesperado, o ministro Joaquim Levey pediu uma mãozinha pras garotas de programa de Brasília para segurar a ereção interminável da moeda norte-americana. As acompanhantes da Capital Foderal e as piranhas funcionárias do Ministério da Pesca fizeram de tudo para derrubar o dólar aviagrado e acabaram torrando bilhões de dólares de nossas reservas em Lagosta ao Thermidor e coquetel de camarão, que constituem a base da alimentação das GPs do Planalto.

Quando o dólar sobe, imediatamente tudo aumenta de preço: o tomate sobe, a gasolina fica mais cara e o preço dos serviços dispara! Pra vocês terem uma ideia, na casa de swing Spettu’s (que eu frequento acompanhado da Isaura, a minha patroa) o boquete aumentou 69%! E o pãozinho, que já está custando mais caro?! Esse aumento abusivo do pão francês me faz recordar a Imperatriz Maria Antonieta que, às vésperas da Revolução Francesa, sugeriu ao povão faminto: “Não tem pão, comam brioco!”.

Essa alta do dólar me enche de pavor, pânico e terror! Sigam-me o meu raciocínio: o Socialismo acabou, o Muro de Berlim ruiu, a União Soviética se despedaçou em milhares de republiquetas de nomes impronunciáveis. E agora quem está entrando pelo cano é o Capitalismo no Brasil! O Capitalismo no Brasil está acabando e começou justamente pela geladeira lá de casa. E o que é pior: nem me matar asfixiado eu posso mais, com o aumento do gás de cozinha!

E como vai ser o Brasil sem o Capitalismo? Sem o livre-mercado, sem a livre iniciativa privada? Sem os grandes monopólios internacionais? Sem a Microsoft? Sem a Volkswagen? Sem a Nike, a Adidas e a Olympikus? Me digam: como é que eu vou ficar sem a Casa & Vídeo? Onde é que eu vou comprar ventiladores de teto, caixas de ferramentas e armação para pendurar a minha TV na parede?

Se o consumismo desvairado acabar, o brasileiro vai ter que voltar aos tempos das cavernas, quando os homens eram obrigados a caçar animais e coletar impostos silvestres. Vamos voltar aos tempos do escambo da era pré-mercantil. Para sobreviver, serei obrigado a trocar a minha patroa, a Isaura, por um saco de feijão. Vai ser um pega pra capar! A única Lei existente vai ser a Lei da Selva! O cidadão vai viver aterrorizado, os assaltantes vão agir à luz do dia acobertados pela PM! Sequestros relâmpagos e assassinatos vão virar coisas corriqueiras e os arrastões vão tomar conta das cidades! Tudo mais ou menos como hoje em dia. Só que um pouco mais tranquilo…

 

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Depois dos arrastões do último fim de semana, os afro-favelados cariocas vão ter que ir à praia de casaca para não levar uma dura da PM.

 

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista marginal. Aliás, mais marginal que jornalista.

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SENTANDO NA BONECA INFLÁVEL

Enquanto o país vai pro buraco, a indústria de bonecos infláveis não para de crescer. Enormes bonecos de plástico, inflados pela inflação, tomam conta das manifestações no Brasil como Godzillas. Depois do Pixuleco Lula Presidiário e da Pinóquia Dilma, agora vão ser lançados os bonecos infláveis da Rosemery e da Dona Marisa. Só que o boneco da ex-Primeira Dama não foi inflado com gás, é cheio de Botox. O boneco do Joaquim Levy já está quase pronto e tem o patrocínio do Bradesco, que usou a Lei Rouanet para financiar a criatura gasosa. Maiores que os bonecos de Olinda, os bonecos infláveis se reproduzem feito ratos e, em vez de assustar as criancinhas, estão apavorando os membros do governo e da base criminal aliada. Quem não está gostando nada disso são os Birutas de Posto de Gasolina. Assim como os taxistas querem acabar com o Uber, os Sindicatos dos Birutas de Posto de Gasolina vão fazer uma manifestação em Brasília contra os Bonecos Infláveis de Manifestação.

As megaconstrutoras Queiróz Ladrão, Odecheque e Embargo Correa resolveram sair do ramo de obras superfaturadas para se dedicar inteiramente à indústria dos bonecos infláveis. O governo pretende lançar o programa assistencialista Meu Boneco Minha Vida e, assim, incentivar a construção de supercriaturas de plástico para o Brasil sair da recessão. Como ninguém se entende no governo, o ministro do Bradesco, Joaquim Levey, disse que está estudando um aumento do IOF, Infláveis Operações Fraudulentas, que vai taxar as negociatas do governo. Esse imposto sobre a propina, certamente, não vai passar na Câmara e no Senado.

Por falar nisso, no tradicional desfile de Sete de Setembro, a presidenta, com medo de ser vaiada pelo povo, desfilou no meio dos Dragões da Independência, onde não foi reconhecida. Dilma anda muito carente. Com isso em mente (e como mente!), o genial marqueteiro João Sacanna sugeriu que Dilma Roskoff vá para Síria e, da Síria, siga a pé até a Alemanha, onde, finalmente, será recebida com carinho por alguém. Mas nem tudo é desgraça no Brasil. Depois do Mensalão, do Petrolão e do 7 x 1 da Alemanha, o país perdeu o grau de investimento, foi rebaixado e agora está na Segunda Divisão. O Brasil parece o Vasco da Gama, e o Lula virou uma espécie de Eurico Miranda. Embora eu ache que o Eurico não vai gostar nada dessa comparação…

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Agora que Brasil perdeu seu grau de investimento, as donas de casa já estão se preparando para comer o pão que o diabo amassou.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista inflável.

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NO BURACO DA MOCREIA

Como diria o Boris Casoy: “Isto é uma vergonha!”. Enquanto cidadão, estou cada vez mais indignado com a corrupção no Brasil! E o que mais me revolta é que nem um mísero centavo dessas roubalheiras todas pingou na minha mão! Mensalão, petrolão, Dilmão e agora pintou um novo escândalo: o eletrolão. No Brasil tudo é ão: peitão, bundão, corrupção. Como todo mundo sabe, “ão” é uma rima pobre, mas, quando o sujeito participa de uma maracutaia, fica rico.

Todos os meus 17 leitores e meio (não esqueçam do anão) estão cansados de ler no meu blog que a corrupção é o principal business do país, a única atividade em que o Brasil ainda é campeão e líder isolado. Depois do 7 x 1 pra Alemanha, o único esporte capaz de atrair a atenção dos brasileiros é a roubalheira. Deveria existir um canal de TV a cabo, o CorrupTV, o Canal Roubalhão, dedicado ao assunto. Tem que ser um canal pago. Pago pelas empreiteiras, é claro. E deveria também ter a RouboNews que iria transmitir ao vivo e a cores os malfeitos que surgem todo dia no Executivo, Legislativo e Judiciário.

E tem mais! A presidenta Dilma Roskoff precisa urgentemente tirar dinheiro dos corruptos ricos e deixar, pela primeira vez neste país, os pobres roubarem também. Para que isso aconteça, a presidenta-gerenta tem que criar os programas sociais Bolsa Propina, Minha Primeira Negociata e Roubalheira Para Todos. E o PT (Partido da Tranca) tem que deixar de ser guloso e deixar umas maracutaias, uns pixulecos pros partidos que não fazem parte da base criminal.

A verdade é que vivemos uma época de Dilmas magras… A única boa notícia que a presidenta tem para dar ao povo brasileiro é: aproveita agora que depois vai piorar! O miserê que toma conta do Brasil está tão feio que a Dilma deveria tirar o Joaquim Levy e colocar no seu lugar o fotógrafo Sebastião Salgado, que também é economista. O PIB ia continuar uma bosta, mas, pelo menos, o Brasil ia ficar bem na foto.

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A presidenta Dilma Roskoff, para tirar o Brasil do buraco que ela mesma cavou, resolveu criar o Propinoduto Brasil-Bolívia, mais uma obra do PAC (Programa de Aceleração da Corrupção).

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista autocorrompido.

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