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ANTAGONIA: Eu Quero Uma Para Viver!

Ao contrário da minha vida sexual, o Brasil vive uma fase de intensa transação, quer dizer, transição. O presidente eleito Jair Bolsossauro está formando sua equipe e já começou mal: ainda não me convidou para nenhum cargo comissionado! Mesmo que a comissão seja de apenas 10 ou 20%, entrada só depois do Carnaval e o saldo em 24 parcelas no cartão! É a Black Fraude do Agamenon.

Sem nenhum cargo comissionado, não tenho a quem recorrer nesta hora de desespero. Graças a Deus que está acima de todos, Isaura, a minha patroa, está não só acima de todos, como abaixo e de ladinho, o que tem garantido o leitinho (quentinho) das crianças aqui em casa. A criança, no caso, sou eu mesmo, Agamenon Mendes Pedreira.

Por outro lado (o de trás, mais especificamente) o PT (Partido dos Trapaceadores) está indo pra casa. Só ainda não resolveu se vai para a casa do Lula em São Bernardo, o sítio de Atibaia ou o tríplex no Guarujá. Tem ainda a opção de mais uma casa. A Casa de Detenção.

Com a morte do grande Stan Lee, Bolsonauro resolveu começar seu ministério chamando um super-herói, o juiz Sérgio Moro, integrante da Liga da Justiça. O supermagistrado largou sua capinha, quer dizer, toguinha, para estabelecer, de uma vez por todas, o Estado de Direita no Brasil.

Assim como o Jair Bolso-Família, o Brasil está mudando: mudando da Barra da Tijuca para Brasília. Até os médicos cubanos estão voltando pra casa, e o programa Mais Médicos vai ser substituído por um programa alternativo, o Mais Médiuns, que tem como integrante o Pai Jair de Ogum da Cardiologia, que traz de volta o coração da pessoa amada em três dias.

 

Agamenon Mendes Pedreira é Médium Sem Fronteiras.

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  DESORDEM UNIDA 

Os meus 17 leitores e meio (não se esqueçam do anão) já estão cansados de saber que, desde a semana passada, sou bolsonarista radical desde criancinha. Por isso mesmo, eu e a Isaura, a minha patroa, estacionamos o meu Dodge Dart 73, enferrujado, na porta do condomínio barrense-tijucano onde fica o quartel-general do futuro presidente.

Para inteirar as despesas da casa, estamos alugando alguns cômodos do nosso imóvel automotivo. Quem está hospedado aqui em nossa residência é o agitador cultural, ideólogo e intelectual de direita Alexandre Frota, o Frotinha, além do ex-senador desempregado Magno Malta, o Oportunista de Cristo. Assim como nós e como eles e mais 12 milhões de brasileiros (no final se come todo mundo…), estamos todos aguardando a convocação do nosso líder para arrumar uma bocada no governo bolsonaresco. Qualquer coisa serve para um bando de negativados passando fome: um ministério usado, uma estatal quebrada ou uma repartição pública que não funciona.

Dentro do espírito militarista do novo governo, adotamos lá em casa uma rotina de quartel. Às seis da manhã, acordo com o Toque da Alvorada enquanto a Isaura, a minha patroa, sopra a corneta do Frotinha. Em seguida, o evangélico Magnum Malta comanda uma oração, que termina com a coleta do dízimo para garantir o café da manhã da tropa. Depois, tem a formatura, quando Alexandre Frota, sempre ele, faz questão de hastear a bandeira no seu mastro cheio de veias. Enquanto esse ato pautríotico se realiza, Magno Malta e eu entoamos com emoção o Hino Nacional Brasileiro. Isaura não canta, pois nesse momento está com a boca cheia.

Seguimos nossa agenda com a prática de manobras militares. Frota, no comando, convocou um pelotão de travestis para o Pastor Magno Malta aplicar as suas técnicas milagrosas de cura gay. Enquanto a terapia não faz efeito nos transgêneros, Alexandre Frota, cineasta, ator e produtor, aproveita para filmar mais uma de suas obras cinematográficas de caráter pedagógico-pederasta (sem usar um tostão da Lei Rouanet), onde mostra de forma cabal e explícita os malefícios que o Kit Come traria para a juventude brasileira, caso fosse distribuído nas escolas púbicas.

Depois da hora do rancho e do carteado no cassino dos oficiais, continuamos com a nossa faina de caserna. Agora, são exercícios de estratégia militar: aparamos a grama do campo de futebol e caiamos o tronco de todas árvores. Ontem, para variar, montamos um bivaque. Vocês que são esquerdopatas, petistas e comunistas de direita não conhecem a vida castrense e não têm a menor ideia do que seja um bivaque. Bivaque é um acampamento de milico-militares.

Como sempre (e come mesmo), o Frotage faz questão de armar a barraca e convidar um travesti para praticar um pouco de jiu-jitsu. O jiu-jitsu é uma arte marcial nipo-gaúcho -brasileira em que não existem adversários entre os contendores. Um é passivo, enquanto o outro é ativo. Depois eles trocam.

Agamenon Mendes Pedreira é bolsonarista ativo. Ideia do Frota, depois ele troca.

 

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 O PARQUE DOS BOLSONAUROS!

Enquanto brasileiro desempregado e negativado agora sou bolsonarista de carteirinha. Sou mais Bolsonaro que o Alexandre Frota, o Kid Bengala e o Oscar Maroni juntos engatados num trenzinho. Por isso mesmo já transferi o meu Dodge Dart 73, enferrujado, antes estacionado na Rua da Amargura, s/n, para a porta do condomínio bolsonarista, que fica na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro.

Agora sim poderei me dedicar diuturna e, diariamente, a puxar o saco do Mito com o intuito de fazer arrumar “algum”  qualquer no governo. O problema é que tem tanta gente pendurada no saco do presidente eleito que não nem dá mais para separar o que é mão do que é escroto. No fundo (e no raso) é tudo a mesma coisa. Inclusive, já sugeri ao General Tourão e o General Hellenão a ideia de criar um programa de inclusão social o “Bolsa Nauro” que vai pagar um subsídio aos militantes bolsotecas.

A única coisa que não gostei na festa do Bolsonauro foi aquela reza comandada pelo Magno Malta, o oportunista de Cristo. Foi um ato de fé, reconheço. Mas todos sabem que o Brasil é um país laico. Estado é religião tem CPF diferentes. Jesus Cristo disse: “A Deus o que é de Deus, a Chico César o que é de Chico César” ( Pronômios 3, 5). A Fé é muito importante e os brasileiros tem muitas fezes: cristãos, muçulmanos, judeus, macumbeiros, espíritas, candomblecistas, umbandistas, zoroastristas, evangélicos, sem falar nos ateus e nos atoas como eu.

Mas ao contrário do que pensa o Chico Buraque, o problema não é o Bolsonaro, mas sim os bolsonaristas que no seu fanatismo bolsomitico confundem o raciocínio do capitão com boçalidade e ameaçam dar porrada em quem não concordar com que o como pensam. Mas aí é que está a questão: o pensamento destes caras se resume a 400 flexões, 600 abdominais e mil polichinelos.

Para o bolsoanabolizado fanatista de direita todo mundo é um perigoso comunista inclusive o cara que ele pegou no quarto, socializando, a “esposa” dele.

É tudo a mesma coisa. Antes, nos governos comuno- petistas, tinha aqueles barbadinhos cabeludos, camiseta do Che Guevara, boné do MST, chinela alpercata e bolsa de couro. Agora é só mudou um pouco. Agora é um bando de mocorongo parrudo,cabelo reco, camiseta apertada e um olhar distante na tentativa de dar a impressão de que está entendendo alguma coisa. É como se o Carlos Massaranduba tivesse chegado no poder.

Mas tem que se tomar muito cuidado, ao contrário dos matusquelas do PT, estes caras são fortes pra caramba e, como no Exército, não costumam “ponderar”. Ordem dada é agressão cumprida.

O que me deixa satisfeito e consolado é que além da soja, do futebol e do samba, a estupidez é uma coisa que une a todos os petistas e bolsonaristas radicais. Já é um bom começo.

Como vocês pode ver na foto na foto abaixo já estou com a mão no Bolso do Bolsomito.

Agamenon Mendes Pedreira agora é Agamito Mendes Pedreira

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BURRO EM PONTA DE FACA

No Brasil, a desigualdade continua um descalabro. Jair Bolsonaro num hospital do SUS saiu por R$ 1.836, 27 enquanto o Lula na cadeia custa 80 mil por mês. Por que é que não prendem o Lula num hospital do SUS? Sai muito mais barato. Quem sabe, internado numa UTI, o Lula finalmente fique bom? Quer dizer, bom o Lula não vai ficar nunca, nem o Bolsonaro. No máximo, eles vão ficar menos pior.

E continua o projeto de tacar fogo no país e recomeçar tudo do zero: e deram partida justamente pelo Museu Nacional. Mas, se a questão é começar tudo do zero, acho que o Brasil já está bem adiantado: é zero em Português, zero em Matemática, zero em História e zero em Geografia.

Todo mundo está querendo ajudar a recuperar o acervo do Museu Nacional. O Maranhão quer mandar a múmia do Sarney, e a TV Globo ficou de emprestar a Ana Maria Braga. Dinossauro também não vai faltar: tem o Paulo Maluf, o Edison Lobão, o Jáder Barbalho e muitos outros fósseis antediluvianos que podem ser exibidos no lugar das ossadas que pegaram fogo.

O cara que atacou o Boçalnaro era militante do PSOL (Partido Sociopata Oligofrênico Liberal), mas eu duvido. Se o maluco fosse mesmo doido do PSOL, ele tinha posto fogo no candidato e esfaqueado o Museu. Felizmente, o Bolsonaro escapou! E agora que ele está colostomizado passa a ser o nome ideal para presidente do Brasil. Pelo menos nos próximos meses ele não vai fazer mer$#@%ˆ&*da nenhuma.

As investigações para esclarecer o bárbaro atentado vão bem adiantadas. Interrogado pelos federais, o homicida Adélio Bispo confessou que foi Deus o mandante do crime. O advogado do Todo-Poderoso, Cristiano Zanin, alega que o Criador de Todas as Coisas não tem nada a ver com o crime e que naquela hora estava participando de uma novena poderosa com o Padre Fábio de Melo em sua cela na Polícia Federal. Mentira deslavada. Todos sabem que Deus tem o dom da ubiquidade, ou seja, Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo, como se fosse um funcionário público concursado. É só assistir ao Horário Eleitoral Obrigatório. Além disso, o Padre Eterno tem outros superpoderes sagrados: a Oninocência e a Onimpotência.

 

 

Agamenon Mendes Pedreira é segurança do Bolsonaro, mas foi demitido por dormir no serviço.

 

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