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Ô LOUCO, MEU! 

O Brasil ficou maluco! O maior país do mundo da América do Sul surtou! Entrou em parafuso! Ficou totalmente sem noção! Doidão de maconha, o Brasil parece que tomou um ácido!

O Brasil está vivendo uma realidade virtual, um sonho concreto no meio de uma realidade abstrata. Estamos condenados a uma “bad trip” interminável. O Brasil é um país cracudo onde os “noia” vagam feito uns zumbis pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário. Para conseguir viver algumas horas “no mundo real”, o brasileiro tem que fazer fila no cinema e assistir a Os Vingadores.

Se o Michê Temer é um vampiro da Transilvânia, o que seria o Gilmar Mendes? O Curupira? O Caboclo Tranca Rua? O Boi da Cara Preta? o Tutu Marabá? A Mula Sem Cabeça é que não é. A Mula Sem Cabeça é a Dilma Roskoff.

Nem criança acredita mais no Supremo Terminal Foderal. O STF virou uma lenda mitológica e já faz parte do folclore nacional. Só mesmo um Câmara, muito Cascudo, para explicar para o povo o que é o STF.

O ambiente é de pura violência no STF, Supremo Tribunal da Favela. Duas facções lutam para controlar o tráfico de drogas e influência (não necessariamente nesta ordem) no Judiciário. A mais famosa é a “Jardim do Éden” (também conhecida como Amiga dos Amigos), que é formada pelos perigosos magistrados Dias PToffoli, Gilmar Mentes, Enricado Ladrowovski e o Nem da Rocinha.

As duas facções vivem em guerra pelo controle das bocas de foro privilegiado, onde traficam liminares, ADFs, habeas corpus, medidas cautelares, mandados de segurança e outras sentenças que ninguém entende. O STF é tão perigoso, tão mal frequentado, que até os militares têm medo de subir lá.

A ministra Cármen Lúcia, que não é de facção nenhuma (muito pelo contrário), vai acabar fundando uma milícia só pra ela. Uma milícia no STF cobrando “proteção”, taxa do gás e fazendo “gatonet”. Era só o que faltava! Mas os ministros também faltam muito. Afinal, sempre eles têm outros compromissos mais importantes no exterior.

Muito doido, o senador Underbergh Farinhas parece que anda cheirando maconha.

Agamenon Mendes Pedreira tomou um Ácido Ascetil Salicílico.

 

 

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EU VOLTEI! VOLTEI PARA VOTAR!

 

Felizmente, nenhum dos meus 17 leitores se deu conta do meu súbito desaparecimento aqui n’O Antagonista. Na verdade, tive alguns problemas trabalhistas com a diretoria deste site.

Segundo o Departamento Pessoal, a minha relação laboral com este órgão digital da imprensa está em desacordo com a lei. Para ser mais preciso, com uma lei promulgada em 13 de maio de 1888 que estabelece o fim do trabalho não remunerado no Brasil.

De acordo com o Departamento Jurídico d’O Antagonista, dirigido pelo célebre adevogado Dr. Kakay, no meu caso esta lei não se aplica, uma vez que eu, Agamenon Mendes Pedreira, não sou afrodescendente. A meu favor, obtemperei junto à administração que poderia ser enquadrado na categoria cafuzo, dentro da “política de cotas” para alvo-caucasianos.

Foi tudo em vão. Surdo a meus argumentos, o Seu Mainardi achou por bem manter a minha tradicional relação trabalhista com este órgão cibercontraditório, inclusive com relação ao salário e demais direitos. Continuo recebendo zero, com adicional de hora-extra e periculosidade. Também não tenho direito a férias, décimo terceiro nem Fundo de Garantia, mas, em compensação, tenho direito à participação nos prejuízos. Por outro lado, as chibatadas semanais receberam um generoso reajuste, passando de 40 para 55 açoites, sem contar os costumeiros insultos por conta dos leitores neobolsonaristas, que me acusam de esquerdista, e os xingamentos dos leitores cripto-lulistas, que me acusam de fasci-nazista. Reconheço que devo todas essas conquistas à reforma trabalhista do governo Michel Temer.

Foi por isso que aproveitei a distração da chefia para escafeder-me no período natalo-reveiolino e assim repousar um pouco o meu castigado lombo. Mas estou de volta, pronto para enfrentar este ano eleitoral de 2018 cheio de oportunidades. O meu amigo, o ministro Gilmar Mentes, ficou inclusive de me arrumar uma boca. Uma boca de urna ou boca de fumo, ainda não sei. Isso vai depender de umas conversas que ele ficou de ter de madrugada com o presidente no Palácio do Jabáuru. Tem que manter isso, viu?

Uma rara imagem de Agamenon Mendes Pedreira repousando na sala de estar d’O Antagonista.

Uma rara imagem de Agamenon Mendes Pedreira repousando na sala de estar d’O Antagonista.

Agamenon Mendes Pedreira é escravo-padrão d’O Antagonista.

 

 

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ASSIM COMIA A HUMANIDADE!

Há muito tempo atrás, no tempo em que os animais falavam e os políticos não roubavam tanto, a Capital Federal ainda era no Rio de Janeiro. Nos tempos de D. João Charuto, os deputados e senadores tinham suas garçonnières.

As garçonnières eram pequenos apartamentos, em prédios discretos, uns cafofos decorados com espelhos por todo canto, abajur lilás, eletrola com discos de bolero, cama com colcha de chenille, garrafas de uísque e um porta-gelo em formato de maçã.

Esses “abatedouros” serviam para que os parlamentares tivessem encontros furtivos com vedetes de teatro, balconistas da Sloper, secretárias do IAPETEC e outras criaturas que eles “ajudavam” em troca de pequenos favores. Naquele tempo, tinha gente que vivia numa boa; mais do que isso: era arrimo de família só com a renda do que hoje chamam de assédio sexual.

Naquele tempo, os nossos políticos f*&ˆ%$#odiam com uma pessoa de cada vez. De ilegal, a única coisa que se encontrava no recinto era um litro de uísque falsificado comprado de um contrabandista de confiança.

Mas o Brasil mudou. Por isso mesmo, os irmãos Lúcifer Vieira Lima e Jaddeu Vieira Lima alugaram aquele apartamento em Salvador para guardar 51 milhões de reais e assim f*%$#@&oderem com um monte de gente. E ao mesmo tempo! E vejam bem: “os mano” realizaram essa façanha sem lançar mão de Viagra ou qualquer outro medicamento paudurecente de uso exclusivo das Forças Armadas.

Mas os irmãos Vieira Lima não estão sozinhos. A cientista genética Mariana Zatz vai pesquisar e estudar a corrupção no Brasil para verificar a hipótese de que  a roubalheira no país seja uma questão genética. Sigam-me o meu raciocínio: além dos irmãos Joesley e Wesley Safadão, tem o Renan pai e o Renan filho, tem o Jader pai e o Jader filho, tem o Bolsonaro pai e o Bolsonaro filho, tem o Sarney pai e o Sarney filho, tem o Lobão pai e o Lobão filho, tem o Rodrigo genro e o Moreira, que não são parentes mas são farinha do mesmo saco (ou escroto). No Brasil, a bandidagem é uma questão de DNA.

Como diria a Glória Maria: é muita emoção, gente! É o espetáculo da Natureza! O ser humano veio de uma ameba unicelular que evoluiu por milhões e milhões de anos até chegar no Homo sapiens. Pois é, mas quando chegou no Brasil, a Mãe Natureza, nepotista, patrimonialista e corporativista, deu vida a uma nova espécie: o Homo roubiens.

Ao saber que a roubalheira no Brasil está no DNA, um conhecido político corrupto comentou aos risos: “Cromossomos ladrões!”.

Ao saber que a roubalheira no Brasil está no DNA, um conhecido político corrupto comentou aos risos: “Cromossomos ladrões!”.

Agamenon Mendes Pedreira tem um cromossomo a mais.

 

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O GILMAR NÃO TÁ PRA PEIXE!

Quando a gente pensava que a coisa estava feia, aí veio o Gilmar Mendes e a coisa ficou muito pior. Como diria a minha avó, “Gilmar Mendes é um purgante!”. Gilmar é uma espécie de Lacto Purga do Supremo Tribunal Federal: solta tudo. Não tem bandido, malfeitor, escroque ou estuprador que o Gilmar Mendes não solte com barulho ensurdecedor e fedor insuportável, incomodando e constrangendo toda a sociedade. Tremenda falta de educação do magistrado.

Convoquei o meu personal psicoproctologista, Dr. Jacintho Leite Aquino Rego, para fazer uma análise psicopatológica da obra do eminente jurisconsulto. Dr. Jacintho recolheu uma amostra da obra de jurisexcrecência do Gilmar numa latinha e, depois de um exame detalhado ao microscópio, garantiu que o famoso rábula não tem fixação na Fase Anal Retentiva, muito pelo contrário.

Além da capa na Veja, Gilmar conseguiu uma façanha: virou uma unanimidade nacional, coisa rara no Brasil de hoje em dia. Gilmar Mendes é um dos sujeitos mais odiados do país. E olha que a concorrência é grande! Alheio a tudo e a todos, o arrogante meretríssimo, com medo, vive todo togado. Por isso mesmo, está mandando soltar todo mundo que foi preso pela Lava Jato. Não satisfeito, Soltar Mendes, entrou em guerra com o Procurador Geral da República, Rodrigo Jávou. Tirando partido de sua beiçola proeminente, Gilmar Mentes deu um beiço na opinião pública, que não aguenta mais ver tanta bandidagem de colarinho branco e reputação marrom solta por aí.

E não ficou só nisso, não! Num arrojado gesto de escárnio jurídico, Gilmau Mendes mandou soltar o seu compadre Jacob Barato. Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário e inseto. Gilmar Mentes se esqueceu que o Barata sai caro e disse que não vê nenhum constrangimento nisso. Aliás, o mesmo argumento utilizado pela raposa que foi chamada para tomar conta do galinheiro.

E por falar em raposa e galinheiro, o senador de alta periculosidade, Aético Neves, quer de volta a presidência do PSDB (Partido Só De Bundões). Beócio Neves estava afastado do galinheiro tucano por mau comportamento. Aecinho desde menino foi problemático. Filho de pais separados, Aécio foi criado pelos avós que lhe faziam todas as vontades. Quando passou no vestibular, ganhou o estado de Minas para dirigir. Depois que o avô morreu, achou que iria herdar o Brasil, mas acabou ficando só com um apartamento na Avenida Atlântica. O problema é que, desde pequeno, o Abominável Aécio das Neves gosta de andar em más companhias, como o Luciano Huck, o Calainho, o Diniz, Furnas e a JBS.

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Modus in Rebus, Gilmarun Meandes, fotutum est.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista em regime semiaberto.

 

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SACO VAZIO NÃO FICA EM PÉ

O Brasil, ao contrário da Constituição, não se emenda. Quando tudo já está bem ruim, aí é que as coisas pioram mesmo. O Brasil está à beira do abismo. A chapa está quente. O bicho vai pegar e a vaca (da Friboi) foi pro brejo! Me faltam clichês, lugares-comuns e frases feitas e superfaturadas pela Odebrecht para definir a situação em que vivemos.

Até o venerando juiz Gilmar Mentes disse que “o Brasil virou uma enorme Organização Tabajara”, o que é uma ofensa ao grande grupo empresarial, um dos poucos no país que não está envolvido nessa roubalheira toda. Fato que só evidencia a incompetência da diretoria!

Eu, Agamenon Mendes Pedreira, testemunhei grandes acontecimentos da História: o suicídio do Titanic, o naufrágio de Getúlio Vargas e o incêndio de Kennedy. Mas nunca em minha extensa folha pregressa de jornalista mau-caráter me vi diante de uma crise dessas! Crise em que o povo brasileiro não aguenta mais ficar, mas da qual o presidente Michê Temer não quer sair. De jeito nenhum.

Quem ainda tem grana para a passagem está preferindo trocar de país porque este aqui, vamos combinar, já era. É inegável: o Brasil esta mudando. Está mudando para Zâmbia, Bangladesh ou Coreia do Norte. Qualquer lugar onde se possa viver um pouco menos pior. Como está é que não dá para ficar. Tem que piorar mais um pouco para poder ficar suportável.

Na verdade, o povo brasileiro está sendo submetido, sem saber, a um teste médico anatômico de caráter científico. Cientistas internacionais estão querendo descobrir até onde um saco humano é capaz de encher antes de arrebentar de uma vez por todas. E, para realizar esse experimento, escolheram o Brasil.

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As Organizações Tabajaras foram contratadas para cavar o buraco do Brasil, mas esqueceram de superfaturar a obra.

Agamenon Mendes Pedreira está de saco cheio e barriga vazia.

 

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O FURO PRIVILEGIADO

Uma questão apavora os brasileiros de norte a sul, do Oiapoque a Marilena Chauí, de cabo a rabo. Mais pro rabo que para o cabo: o fim do foro privilegiado. Desde os tempos em que a Gretchen ainda não tinha feito plástica e o Matusalém não usava dentadura, o Brasil se destaca entre as nações do mundo inteiro por conta do “foro privilegiado”. Estão aí a Mulher Melancia, a Mulher Melão, a Mulher Jaca e a Mulher Umbu como prova substantiva, adjetiva e material. A Isaura, a minha patroa, apesar da idade avantajada, também é conhecida pelo privilégio do seu foro a quem o povo carinhosamente apodou de Mulher Maracujá.

Turistas do mundo inteiro vêm para o Brasil só para conhecer e apreciar as vantagens do foro privilegiado, coisa que não existe em nenhum outro lugar com tanta fartura e permissividade. Também pudera, o foro privilegiado garante a imunidade parlamentar contra várias moléstias infectocontagiosas como o Cancro Mole, a Crista de Galo, o Condiloma Acuminado, a Tricomoníase, a Gonorreia, a Sífilis e a Tuberculepra Gonocócica. Sem falar das prisões, inclusive as de ventre.

Isso porque aqueles que têm acesso ao foro privilegiado só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Fuderal. Mas então, logo agora, na minha vez, quando eu, desempregado crônico, pensava seriamente em me candidatar em 2018, o governo vem com essa ideia de acabar com o foro privilegiado. Melhor dizendo, quando alguém diz que está pensando seriamente está mentindo: ou se está pensando ou é seriamente.

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Conhecido pela Odebrecht como “gato angorá”, o senador Moreira “Franco” não esconde de ninguém que é louco por gatos

Agamenon Mendes Pedreira é candidato do PP, Partido da Papuda.

 

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RENAN CALHEIROS: O REI DO CA(N)GAÇO!

Não aguento mais escrever sobre a política brasileira!

Eu gostaria de entreter os meus dezessete leitores e meio (não se esqueçam do anão!) com temas palpitantes: assassinatos misteriosos, traições ignóbeis, negociatas bilionárias, enriquecimentos súbitos, viagens em jatinhos, louras siliconadas, charutos cubanos, jantares faustuosos, joias verdadeiras, documentos falsos e malas cheias de dinheiro.

Mas qual! O Sr. Mainardi, o Doge de Veneza, e o Sr. Sabino, o Duque do Itaim, me obrigam a escrever sobre a política brasileira: árida, insípida, inodora e incolor. Monótona como a vida de um aposentado na Noruega.

Mas o que fazer? – indagaria Lenine, o compositor pernambucano. Sou um escravo dos meus patrões insaciáveis, que nada me pagam, mas, justiça seja feita, jamais me atrasaram um dia de salário. Assim vou mourejando dia após dia, semana após semana, tal e qual um Sísifo do alfabeto, empilhando vocábulos, boutades e tirades para tudo recomeçar na segunda-feira.

Enquanto isso, a minha colega, Cláudia Cruz, jornalista de uma notícia só – “…este celular se encontra desligado ou fora da área de cobertura…”  –, foi visitar o marido Dedurado Cunha nas instalações da Polícia Federal em Curitiba. Trajando um discreto Dior, Cláudia levou a tiracolo o consagrado arquiteto Chicô Gouvêa. A Sra. Cunha planeja “dar um tapa” de bom gosto e sofisticação nos aposentos do marido. Enquanto isso o milionário Marianinho Marcondes Ferrou, homem do jet set internacional, foi preso quando embarcava para Londres, com dinheiro na cueca Armani.

Renan Calheiros está certo. Estamos voltando aos anos tenebrosos da Ditadura Militar. O senador Renan Canalheiros, apesar de ser um coronel das Alagoas, teme a volta dos militares, da tortura e do pau de arara. Ora, senador, todo mundo sabe que o pau de arara só tem um sentido: do Nordeste para o Sudeste, de fora para dentro em movimentos ritmados e crescentes. Nem de longe passa por Brasília.

Reinan Calheiros, sempre preocupado com a Saúde, tem medo que o Judiciário e os seus agentes cometam excessos no exercício do Poder levando a República a um enfarte do miocárdio. Renan conhece a Justiça brasileira, só no Supremo Tribunal Federal tem nove processos, sendo que um é por justificar com notas frias o pagamento de mulheres quentes. Mas, até aí, nada de mais.

Renan Calheiros, uma espécie de cangaceiro moderno, é perseguido pela Volante da Polícia Federal. Em vez de acoitar-se em Angico, no sertão, prefere o cerrado federal, onde se sente mais seguro. Político liberal, a sua ex-Maria Bonita já posou pelada para a Playboy.

O problema é que Renan Calheiros insiste em marcar uma reunião entre os três poderes para acertar o assunto. O presidente Temer representando o Executivo. Renan representando o Legislativo e a Dra. Cármen Lúcia representando o Judiciário. Mas o presidente do Senado quer ser escoltado por seus capangas da Polícia do Congresso. A presidenta do Supremo, Carmen Lúcida, recusou o convite porque temer ser assaltada pelos meganhas do Congresso.

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Alagoas que já nos deu Teotonio Vilela e Graciliano Ramos hoje só nos dá vergonha.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista sem emprego e sem escrúpulos.

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EREÇÕES PARA PERFEITO!

Domingo tem eleições no Brasil! Desde sexta-feira, ninguém mais pode ser preso mesmo sendo político. Isso é um alívio para quem está enrolado nas Operações Lava Jato, Zelotes, Fariseus e outras por aí. Essa galera vai ter três dias para dormir sossegada sem que os meganhas da Polícia Federal venham bater na porta de casa às seis horas da matina.

No Rio de Janeiro está tudo embolado, o eleitor fica na maior dúvida para saber em quem não votar. Alguns candidatos são ruins, mas, em compensação, os outros são piores ainda. No Rio de Janeiro, inclusive, já começou a temporada de caça ao candidato a vereador.

Pelas ruas da cidade, candidatos de rua ficam nos sinais implorando um voto dos motoristas. Felizmente, nesta eleição, os políticos não estão prometendo nada. Muito pelo contrário, estão pedindo emprestado. Sem Caixa 2, sem Odebrecht, sem Petrobras para dar uma “força”, fica difícil bancar uma eleição.

Na minha opinião, o melhor candidato é o Pedro Paulo, afinal, apesar de todos os defeitos, ele é o candidato da lei. Lei Maria da Penha. Com o Pedro Paulo é pá-pum! E ele prometeu limpar a baía de Guanabara e levar o BRT até a Baixada. Tudo na base da porrada. Não sei por que ficam criticando o Pedro Paulo. Ele espancou a mulher dele, não espancou a mulher de mais ninguém! Afinal, o Brasil é ou não é um país capitalista? Cadê o direito inalienável à propriedade privada? No socialismo é que neguinho se junta para bater na mulher dos outros porque ninguém é de ninguém, é tudo propriedade do Estado.

Marcello Crivella é o candidato Universal. Quer dizer, é mas não é. Crivella não é lá um sujeito muito católico. Mas, como crente praticante, Crivella não tem vício, só vice, um tal de Mac Dowell que ninguém conhece. Nem ele. Na esquerda, o candidato é o Marcelo Frouxo. Frouxo é o preferido dos intelectuais e dos artistas. O pessoal que é mais ligado nas políticas sociais como shows, festas, baladas, verbas e boladas. A esquerda tem também a Jandira Feghali. Para quem acha que a coisa no Rio está feia, precisa ver o que vai acontecer se elegerem a Jandira Feghali. O Candidato Índio de Costas pode ser o mais adequado, pois, enquanto Índio, anda nu, inteiramente pelado, com tudo de fora, que é o uniforme adequado para uma cidade que está quebrada.

Mas em São Paulo é que o bicho pega. A disputa está entre o mauriçola (mistura de Mauricinho com Boiola) João Dória e o Celso Russomano. Na minha opinião, Celso está mais pra russo do que pra mano. Tem também a Mortha Suplicy, que prometeu proibir as músicas do Supla e levar o Botox e a o Silicone até as populações da periferia. Ela vai criar o programa de inclusão social Minha Plástica, Minha Vida. Ainda tem a Luiza Erundina, a velha e boa Erunda, que já foi prefeita de São Paulo, mas ninguém se lembra, nem ela.

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Os eleitores da Martha Suplicy não sabem que Martha, Supla e Ana Maria Braga são a mesma pessoa. Pessoa?

Agamenon Mendes Pedreira é candidato a vereador baleado.

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UMA MÉDIA COM PÃO E GUIDO MANTEGA

Assim fica difícil acompanhar o noticiário da bandidagem nacional. Aliás, está cada vez mais difícil ser desonesto no Brasil, a concorrência é acirrada e desleal e, se tem uma coisa que me deixa injuriado, é ver bandido roubando bandido! Cadê a ética neste país?

Vamos aos flatos:

Esta semana prenderam o Guido Mantega. Depois soltaram. Neste prende e solta, solta e prende, o Guido Mantega parece um mais intestino grosso: só faz merda. E foi isso mesmo que ele mais fez na Economia. Fora isso, Guido dedicava as suas horas de lazer achacando empresários como o Eike Batista. Isso mesmo, achacando como se fosse um jornalista marrom, quando todo mundo sabe que Mantega é economista. Extorsão no Brasil, que eu saiba, ainda é atividade exclusiva de jornalista e Polícia Militar carioca. Não necessariamente nesta ordem.

Mesmo sendo ministro, Guido Mantega não poderia sair por aí chantageando os outros sem ter registro profissional na carteira e sem pagar a prestação do Sindicato dos Jornalistas (filiado à CUT). Mas o juiz Sérgio Moro vai acabar com essa bandalheira! Ora se vai!

É por causa dessa concorrência desleal que eu, assim como 12 entre 10 brasileiros, me encontro perdido, desempregado, na rua da amargura sem número e com o IPTU atrasado, e pior: sem ter como comprar um apê em Portugal.

Estava tudo muito calmo no Brasil estas últimas semanas… Já estava dando para desconfiar. Na verdade, como todo mundo sabe, a Justiça é cega e, em sendo cega, estava participando da Paralimpíada jogando futebol de cinco no time do Brasil.

Agora que os jogos acabaram, a Justiça pôde voltar aos seus afazeres e já saiu colocando o Lula e a Dona Marisa no banco dos réus da Operação Lava Jato.

Lula, como não poderia deixar de ser, escafedeu-se. Fugiu do Brasil e se mandou para o Nordeste. Parece que lá ainda tem alguns alguéns que acreditam nele. O povo nordestino, como se sabe, crédulo e miserável, acredita no Padim Ciço, na Irmã Dulce, na Mula Sem Cabeça, no Saci Pererê, no Boi Tatá, na Cegonha, no Papai Noel e em outras entidades do folclore afro-brasileiro.

Ah! Os artistas também.

23-09 AGAMENON

Como bem disse o Lula, ao contrário dos funcionários públicos, político, mesmo ladrão, tem que trabalhar todo ano pedindo voto.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista em regime semiaberto.

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O FRACASSO SUBIU À CABEÇA

Apesar da crise generalizada, os Jogos Olímpicos continuam e os brasileiros, sempre otimistas, comemoram qualquer coisa num maravilhoso clima de “já perdeu”. A verdade é que o Brasil não ganha nenhuma medalha porque os nossos atletas não sabem roubar. Se colocassem políticos, empresários e empreiteiros na delegação, eles iam levar o ouro todo.

O nosso fracasso olímpico é pura falta de planejamento. Os Jogos Olímpicos foram marcados muito em cima da hora. Não deu tempo para o país se preparar adequadamente para perder tantas medalhas e não bater nenhum recorde. Como todos sabem, com exceção dos nossos cartolas olímpicos, os Jogos ocorrem a cada quatro anos, sendo que o Rio de Janeiro foi escolhido só em 2009! Não teve tempo suficiente, nem para o crime, sempre organizado, funcionar direito.

Mas nem tudo é fracasso e decepção. Infelizmente também ocorrem alguns contratempos. Mas são problemas de última hora, nada que uma gambiarra superfaturada não resolva. O tradicional “jeitinho brasileiro” acabou, agora somos o país da gambiarra. A gambiarra é uma espécie piorada de made in china só que com a marca Tabajara. Isso vale para tudo: da torneira da pia do banheiro até a seleção de futebol. Depois do Modernismo e do Tropicalismo, o Tabajarismo de Gambiarra é a nova revolução cultural brasileira. Não tem problema! Pode confiar, pessoal, porque tudo vai dar errado no final. Se ainda não deu, é porque ainda não é o final.

Proprietária da única medalha de ouro no Brasil até agora, a judoca Rafaela Silva, após a vitória, caiu em pranto convulsivo. Chorava e soluçava sem parar e, quando perguntaram o que ela queria, Rafaela respondeu na lata: um hambúrguer. A pobre criatura estava passando fome! Até aí nada de mais! O pior é que só foram levar a campeã no McDonald’s depois de ela chorar no Jornal Nacional, no Caldeirão do Huck e no Esquenta da Regina Casé.

No quadro de medalhas, o Brasil disputa palmo a palmo com Tonga, Burkina Fasso, Suriname e outras potências do esporte mundial. Desconfiados do dinheiro gasto e dos resultados olímpicos, o juiz Sérgio Moro deu início à Operação Lava Tocha para descobrir onde foi parar a grana que deveria ter chegado para os nossos atletas que, como sempre, acabaram chupando o dedo — os que ainda têm dedo para chupar (não podemos esquecer dos paralímpicos!). Aliás, daqui a pouco vai começar a Paralimpíada, onde o Brasil é campeão mesmo que os nossos atletas deficientes não tenham nenhum apoio, só das muletas.

Para um sujeito desempregado como eu, é muito difícil cobrir a Rio 2016. Já não ganho em reais, muito menos em dólar ou euro. Aqui no Parque Olímpico os preços são de Primeiro Mundo! Sou obrigado a passar o dia junto com os nossos atletas de rua, revirando lata de lixo em busca de comida ou de uma medalha usada, qualquer coisa serve. Mas o miserê não é só coisa de brasileiro. Os atletas da Venezuela estão trocando as suas medalhas por rolos de papel higiênico. Mas uma coisa ninguém pode negar: a Rio 2016 é totalmente ecológica: até a água da piscina é verde.

A Força Nacional já está montando um esquema especial para o Michael Phelps atravessar a Linha Vermelha com as suas medalhas penduradas no pescoço.

A Força Nacional já está montando um esquema especial para o Michael Phelps atravessar a Linha Vermelha com as suas medalhas penduradas no pescoço.

Agamenon Mendes Pedreira é atleta bi e pan sexual.

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