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ANTAGONIA: Eu Quero Uma Para Viver!

Ao contrário da minha vida sexual, o Brasil vive uma fase de intensa transação, quer dizer, transição. O presidente eleito Jair Bolsossauro está formando sua equipe e já começou mal: ainda não me convidou para nenhum cargo comissionado! Mesmo que a comissão seja de apenas 10 ou 20%, entrada só depois do Carnaval e o saldo em 24 parcelas no cartão! É a Black Fraude do Agamenon.

Sem nenhum cargo comissionado, não tenho a quem recorrer nesta hora de desespero. Graças a Deus que está acima de todos, Isaura, a minha patroa, está não só acima de todos, como abaixo e de ladinho, o que tem garantido o leitinho (quentinho) das crianças aqui em casa. A criança, no caso, sou eu mesmo, Agamenon Mendes Pedreira.

Por outro lado (o de trás, mais especificamente) o PT (Partido dos Trapaceadores) está indo pra casa. Só ainda não resolveu se vai para a casa do Lula em São Bernardo, o sítio de Atibaia ou o tríplex no Guarujá. Tem ainda a opção de mais uma casa. A Casa de Detenção.

Com a morte do grande Stan Lee, Bolsonauro resolveu começar seu ministério chamando um super-herói, o juiz Sérgio Moro, integrante da Liga da Justiça. O supermagistrado largou sua capinha, quer dizer, toguinha, para estabelecer, de uma vez por todas, o Estado de Direita no Brasil.

Assim como o Jair Bolso-Família, o Brasil está mudando: mudando da Barra da Tijuca para Brasília. Até os médicos cubanos estão voltando pra casa, e o programa Mais Médicos vai ser substituído por um programa alternativo, o Mais Médiuns, que tem como integrante o Pai Jair de Ogum da Cardiologia, que traz de volta o coração da pessoa amada em três dias.

 

Agamenon Mendes Pedreira é Médium Sem Fronteiras.

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TÁ RUIM, MAS, GRAÇAS A DEUS, VAI PIORAR

Domingo, finalmente, o brasileiro vai decidir quem é o sujeito de quem ele vai reclamar, xingar e botar a culpa em todos os seus problemas nos próximos quatro anos.

Quem disse que a política do Brasil não é coisa de família? Para começar: quem é que vai dizer que a relação entre o filho e a puta não é estritamente familiar?

A política no Brasil de hoje é dominada por duas famílias: os Lulas da Silva e os Bolsossauros. Os Lulas da Silva controlam o PT (Partido do Trambique) há mais de 13 anos… Até aí, tudo bem porque os filhos do Lula, o Lulinha, o Luleco, o Luladro, o Lulalau Júnior e a Lurian, chegaram lá pelo voto monocrático do Papillon de Curitiba, Luísque Inácio Lula da Silva.

Lula, embriagado pelo poder e uns gorós, tomou de assalto o poder e os cofres públicos (não necessariamente nessa ordem) achando que o eleitor ia esquecer tudo no dia seguinte… De qualquer forma, o povão vai enfrentar uma tremenda ressaca com a decisão.

Agora outra família se apresenta para devolver os valores cristãos da nossa sociedade: os Boçalnaros. Todos reconhecem que o candidato Jair Boçalnazi é o candidato da família brasileira. Pro Bolsossauro, a família vem em primeiro lugar: graças ao seu sobrenome, Jair elegeu seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos – só não elegeu sua filha, aquela que ele fraquejou, porque a menina é “dimenor”.

Tenho pena do Jair Bolsonazi. Além de colostomizado, tem que lidar todo dia com as m*#!*% erdas que seus filhos e assessores dizem cada vez que abrem a boca e outras partes da anatomia. E sempre tem muita fofoconews. O Capitão Nascimento me garantiu que o Sargento Pincel vai ser o Ministro da Pesca no governo Bolsonaro.

Mas o povão, inclusive eu, o jornalista Agamenon Mendes Pedreira, está desempregado e não esquece o que aconteceu. Por isso, fomos às ruas, quer dizer, pra rua. Pelo simples motivo de dizermos o que pensamos e, principalmente, o que não pensamos também.

Na verdade, o Brasil vai mudar. Só não sabe pra onde: Lisboa, Miami ou pra Caracas…

Agamenon Mendes Pedreira é fake jornalista

 

 

 

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1964: o ano que não acabou!

Era só o que me faltava, além do dinheiro, é claro! O Brasil é um país que só não está à beira do abismo porque o abismo, que não é bobo nem nada, já se mudou pra Portugal há muito tempo. Já estamos na segunda década do século XXI e o nosso Brasil, o gigante amolecido, continua vivendo no século passado. A pouco mais de 15 dias da eleição, a disputa vai se dar entre um militar do baixo clero (e do baixo nível) e um poste do Lula. Aliás, seria uma indelicadeza comparar o Fernando Retarddad com os postes. O poste, pelo menos, serve pros cachorros fazerem xixi. E o Fernando Dilmaddad serve pra quê? Pra visitar o ex-presidente e atual presidiário Luísque Inácio Lula da Silva na cadeia todo dia. Isso é a maior carceragem! O que ele vai fazer lá? Uma visita íntima? Deve ser porque o Lula adora Poder e poder com PH.

A campanha presidencial não está sendo feita nas ruas, mesmo porque as ruas estão muito violentas, cheias de candidatos perigosos que apavoram a bandidagem. Hoje a campanha é feita entre a cadeia e o hospital, entre dois políticos que não podem falar: um porque é proibido pela Justiça e o outro porque, quando não está sob efeito de anestésicos, só fala bobagem.

Aliás, por conta do descontrole verbal de Bolsonazi, o Alto Comando de sua campanha já destacou dois “elementos” para falar bobagem no lugar dele: o general Olímpio Tourão e o economista Paulo Fedes, que, apesar da profissão, não consegue economizar suas palavras e ameaçou recriar a famigerada CPMF (Contribuição Perdulária sobre Movimentação Farofeira).

E o que dizer sobre os outros candidatos, Tiro Gomes, Alckmin Dead, Magriça Selva e Henrique Merdelles? Seria triste se não fosse uma bosta… Logo eu, Agamenon Mendes Pedreira, jornalista escroque, combativo e mau-caráter, que lutou contra a ditadura e hoje, coitado, mal consegue comprar um Corega para fixar a dentadura.

 

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LULA NA CADEIRA

Os militantes do MST – Movimento dos Sem Teta – marcharam em Brasília imobilizando toda a população num engarrafamento quilométrico. Parecia um monte de flanelinhas de esquerda numa difícil manobra política. Mais pra esquerda! Mais pra esquerda! Agora “desfaiz”, “desfaiz”! Isso! Tá bom!! Aí tá bom! Deixa solto (o Lula no caso).

O povão ficou horas engarrafado no trânsito atrás do protesto do MST, tal e qual a entidade umbandense Tranca Rua. Resultado: todo mundo chegou atrasado ao serviço público fuderal. Mal deu tempo para bater o ponto, pendurar o paletó na cadeira, sair para almoçar e voltar três horas de depois. Se fosse no tempo do PT, seria ponto facultativo.

Aquelas bandeiras vermelhas tremulantes no planalto central exigem que o “presodenciável” Luiz Falácio Lula da Silva concorra à eleição. Eles têm razão, afinal o Lula já está preso, o que não deixa de ser uma vantagem frente aos outros postulantes. Sem esquecer que Lula na cadeia não precisa de auxílio moradia.

Eu, Agamenon Mendes Pedreira, estou com o Lula e não abro. Afinal sou um homem de esquerda: nunca fiz nada direito. Uma vez eleito Lula, volta ao poder nos braços do povo e poderá, finalmente, criar a Ursal, União das Repúblicas Socialistas da América Latina.

Nem Marx, nem Lenin, nem Stalin, Mao Tsé-Tung, Pol Pot, Enver Hohxa ou o Cabo Daciolo, nos seus delírios mais delirantes, iriam pensar em fundar uma República Socialista na América Latina. E a grande vantagem é que não tem a menor possibilidade de dar certo, mas, em compensação, vai acabar o desemprego no Brasil. Imaginem a quantidade de gente que vai precisar para o Soviete Supremo, o Secretariado Político, o Pleno dos Sovietes Latino-Americanos, a Juventude Latinista, o Komintern…

Sem falar na KGB sob a direção do Joseph Dirceu. Os Gulag, campos de reeducação política, ficarão localizados no interior do Piauí, a Sibéria brasileira, e as clínicas psiquiátricas cuidarão da saúde mental e física dos dissidentes em 110 e 220 V.

Vamos unir, através do Socialismo Redentor do lulismo, toda a América Latina, do Atlântico ao Pacífico, da Patagônia à fronteira do Rio Grande, no México, onde vamos construir um gigantesco muro higiênico para nos separar do nefasto capitalismo imperialista norte-americano.

A Nicarágua, a Guatemala, a Venezuela, o Peru e a Bolívia já estão irmanados na construção dessa nova civilização superior, que vai transformar a sociedade humana, acabando de uma vez por todas com a exploração do homem pelo homem e da lhama pela lhama.

Brasília será por direito a capital deste país continente, mas mudando o nome para Lulogrado.

O Socialismo vai funcionar de segunda a sexta, das nove às cinco da tarde, com duas horas para almoço. Folga todo fim de semana. Todo mundo será funcionário público, com direito à aposentadoria integral com 25 anos de idade ou 15 dias de serviço, o que for menor, contando os 9 meses de vida intrauterina. Ainda vai ter auxílio moradia, auxílio doença, bolsa família, bolsa presidiário e bolsa corrupto, sem esquecer os direitos adquiridos de quinquênio, biênio e licença-prêmio a cada dois meses de serviço. E o mais importante: o programa de inclusão social Minha Dacha Minha vida.

Agamenon Mendes Pedreira vai ser Embaixador da URSAL em Paris.

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CIRURGIA PLÁSTICA RABO-REPARADORA

Todos sabem que a minha patroa, a Isaura, é uma mulher madura, quase podre. No entanto, apesar da idade provecta, a encanecida criatura (assim como eu, quer dizer, assim como ela) faz questão de manter uma vida sexual intensa. Principalmente, quando estamos viajando. Ela viaja para o Sul enquanto prefiro passear no Norte.

Durante os nossos últimos embates de amor, quando trocamos os nossos fluidos corporais e palavras de baixo calão, depois de atingirmos o clímax orgásmico (nunca ao mesmo tempo, tem uma diferença de três horas mais ou menos, deve ser o fuso horário), enfim, depois “da pequena morte”, exaustos e nus no leito conjugal, aproveitamos os momentos de relaxamento para carburar um charuto de maconha e falar mal da vida alheia. Não necessariamente nessa ordem.

Pois outro dia, extenuado das lides eróticas, pedi à minha cara-metade que fosse buscar um copo d’água. Foi aí que tudo aconteceu. Ao levantar-se da nossa alcova, Isaura, a minha patroa, deslocou-se em direção à cozinha arrastando atrás de si uma volumosa massa adiposa, povoada de rugas e estrias. Aquilo que outrora fora uma bunda rígida e altaneira, agora escorria pelo chão como um suflê que desandou.

Ainda chocado com a imagem dantesca, corri para a internet em busca de uma solução digital para aquela hecatombe lorto-anatômica. Depois de algumas horas me distraindo no XVideos e passeando pelos sites de garotas de programa, acabei descobrindo o Dr. Bumbum, um cirurgião rabo-plástico que prometia trazer a bunda amada de volta em três dias. De manhã, bem cedo, embicamos na direção do consultório do bundologista. Uma fila imensa se formava na porta da clínica. Mulheres, travestis, periguetes e piranhas aguardavam impacientes. Imensas bundas arriadas, oritimbós deformados, nádegas descompensadas, algumas faltando um pedaço ou remendadas com plastique, num arremedo de funilaria. Algumas criaturas sem bunda também esperavam atendimento na esperança de resolver essa injustiça da natureza. Até mesmo o candidato Ciro Gomes esperava por uma consulta. Ciro queria fazer uma cirurgia para ficar com a bunda igual à sua cara. Ou seria o contrário?

Eis que surge o esculápio. Impávido e viril, sem camisa, abdome definido e todo depilado, o Dr. Bumbum já foi cumprimentando a clientela com apertão nas bochechas. Se é que vocês me entendem.

Depois de uma espera de horas de pé na fila, chegou a hora da nossa consulta. O consultório fica na cozinha do apê, que acumula também as funções de ambulatório, onde fritam uns bifes (posso imaginar a origem).

Depois de uma rápida anamnese, o Dr. Bumbum começou a tomar as medidas do pavilhão reto-rabo-furicular da Isaura, a minha patroa. Largura, comprimento, volume e profundidade. Em seguida, colocou a infeliz criatura de quatro na mesa da cozinha, afastando as facas, colheres, copos e pratos que restaram da última refeição. Em seguida, colocou um capacete de mineiros com lâmpada na testa e mergulhou nas profundezas do imo da minha companheira. Por horas fiquei aguardando do lado de fora. Já estava ficando preocupado quando eis que surge a figura do Dr. Bumbum na entrada daquela furna escura e úmida. O Dr. Bumbum não conseguiu dar um jeito na bunda da Isaura, mas, em compensação, voltou com 13 meninos e o técnico do time de futebol da Tailândia.

 

Agamenon Mendes Pedreira é cavernista de fim de semana.

 

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NA BÉLGICA COMO OS BELGICANOS

O Brasil vai enfrentar a seleção da Bélgica nas quartas de final. É preciso muito cuidado com os belgicanos. Por fora, eles parecem pessoas normais, mas, por dentro, são indivíduos atormentados, cheios de problemas psíquicos.

Tem um zagueiro da seleção belga que matou uma família, esquartejou, picou em pedacinhos, fez compota e todos os dias servia um pedacinho pro filho de seis anos que ele teve com uma adolescente que ele mantém em cárcere privado no porão há mais de 30 anos!!!! Isso é uma coisa absolutamente normal na Bélgica, um esporte nacional. Pesquisem no Gooooooooooooogle para comprovar.

Depois da batata frita, a grande contribuição belga para a Humanidade foi o Genocídio. O Rei Leopoldo matou 10 milhões de afro-residentes no século 19 servindo de inspiração para o Hitler, Mao Tsé Tung e Stálin, que, apesar dos esforços, nunca conseguiram bater esse recorde histórico.

Por isso mesmo, fico muito preocupado com os craques de nossa seleção, que podem se tornar vítimas inocentes da violência segrego-racista dos belgiquenses. Mesmo porque os jogadores da nossa seleção não estão acostumados à violência. Afinal, nenhum deles mora no Brasil.

Além dos psicopatas, das batatas fritas e dos genocídios, a Bélgica também é conhecida pela sua cerveja. A cerveja, produzida e consumida em quantidades industriais, é uma especialidade belgicana. É por isso que a Bélgica é um porre. Os padres trapistas, em vez de pregarem a Palavra do Cristo, se dedicam a fabricar cervejas com nomes estranhos, que, quando fazem sucesso, são compradas pela AmBev e viram uma porcaria.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista investigativo e investigado.

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Ô LOUCO, MEU! 

O Brasil ficou maluco! O maior país do mundo da América do Sul surtou! Entrou em parafuso! Ficou totalmente sem noção! Doidão de maconha, o Brasil parece que tomou um ácido!

O Brasil está vivendo uma realidade virtual, um sonho concreto no meio de uma realidade abstrata. Estamos condenados a uma “bad trip” interminável. O Brasil é um país cracudo onde os “noia” vagam feito uns zumbis pelo Executivo, pelo Legislativo e pelo Judiciário. Para conseguir viver algumas horas “no mundo real”, o brasileiro tem que fazer fila no cinema e assistir a Os Vingadores.

Se o Michê Temer é um vampiro da Transilvânia, o que seria o Gilmar Mendes? O Curupira? O Caboclo Tranca Rua? O Boi da Cara Preta? o Tutu Marabá? A Mula Sem Cabeça é que não é. A Mula Sem Cabeça é a Dilma Roskoff.

Nem criança acredita mais no Supremo Terminal Foderal. O STF virou uma lenda mitológica e já faz parte do folclore nacional. Só mesmo um Câmara, muito Cascudo, para explicar para o povo o que é o STF.

O ambiente é de pura violência no STF, Supremo Tribunal da Favela. Duas facções lutam para controlar o tráfico de drogas e influência (não necessariamente nesta ordem) no Judiciário. A mais famosa é a “Jardim do Éden” (também conhecida como Amiga dos Amigos), que é formada pelos perigosos magistrados Dias PToffoli, Gilmar Mentes, Enricado Ladrowovski e o Nem da Rocinha.

As duas facções vivem em guerra pelo controle das bocas de foro privilegiado, onde traficam liminares, ADFs, habeas corpus, medidas cautelares, mandados de segurança e outras sentenças que ninguém entende. O STF é tão perigoso, tão mal frequentado, que até os militares têm medo de subir lá.

A ministra Cármen Lúcia, que não é de facção nenhuma (muito pelo contrário), vai acabar fundando uma milícia só pra ela. Uma milícia no STF cobrando “proteção”, taxa do gás e fazendo “gatonet”. Era só o que faltava! Mas os ministros também faltam muito. Afinal, sempre eles têm outros compromissos mais importantes no exterior.

Muito doido, o senador Underbergh Farinhas parece que anda cheirando maconha.

Agamenon Mendes Pedreira tomou um Ácido Ascetil Salicílico.

 

 

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EU VOLTEI! VOLTEI PARA VOTAR!

 

Felizmente, nenhum dos meus 17 leitores se deu conta do meu súbito desaparecimento aqui n’O Antagonista. Na verdade, tive alguns problemas trabalhistas com a diretoria deste site.

Segundo o Departamento Pessoal, a minha relação laboral com este órgão digital da imprensa está em desacordo com a lei. Para ser mais preciso, com uma lei promulgada em 13 de maio de 1888 que estabelece o fim do trabalho não remunerado no Brasil.

De acordo com o Departamento Jurídico d’O Antagonista, dirigido pelo célebre adevogado Dr. Kakay, no meu caso esta lei não se aplica, uma vez que eu, Agamenon Mendes Pedreira, não sou afrodescendente. A meu favor, obtemperei junto à administração que poderia ser enquadrado na categoria cafuzo, dentro da “política de cotas” para alvo-caucasianos.

Foi tudo em vão. Surdo a meus argumentos, o Seu Mainardi achou por bem manter a minha tradicional relação trabalhista com este órgão cibercontraditório, inclusive com relação ao salário e demais direitos. Continuo recebendo zero, com adicional de hora-extra e periculosidade. Também não tenho direito a férias, décimo terceiro nem Fundo de Garantia, mas, em compensação, tenho direito à participação nos prejuízos. Por outro lado, as chibatadas semanais receberam um generoso reajuste, passando de 40 para 55 açoites, sem contar os costumeiros insultos por conta dos leitores neobolsonaristas, que me acusam de esquerdista, e os xingamentos dos leitores cripto-lulistas, que me acusam de fasci-nazista. Reconheço que devo todas essas conquistas à reforma trabalhista do governo Michel Temer.

Foi por isso que aproveitei a distração da chefia para escafeder-me no período natalo-reveiolino e assim repousar um pouco o meu castigado lombo. Mas estou de volta, pronto para enfrentar este ano eleitoral de 2018 cheio de oportunidades. O meu amigo, o ministro Gilmar Mentes, ficou inclusive de me arrumar uma boca. Uma boca de urna ou boca de fumo, ainda não sei. Isso vai depender de umas conversas que ele ficou de ter de madrugada com o presidente no Palácio do Jabáuru. Tem que manter isso, viu?

Uma rara imagem de Agamenon Mendes Pedreira repousando na sala de estar d’O Antagonista.

Uma rara imagem de Agamenon Mendes Pedreira repousando na sala de estar d’O Antagonista.

Agamenon Mendes Pedreira é escravo-padrão d’O Antagonista.

 

 

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ASSIM COMIA A HUMANIDADE!

Há muito tempo atrás, no tempo em que os animais falavam e os políticos não roubavam tanto, a Capital Federal ainda era no Rio de Janeiro. Nos tempos de D. João Charuto, os deputados e senadores tinham suas garçonnières.

As garçonnières eram pequenos apartamentos, em prédios discretos, uns cafofos decorados com espelhos por todo canto, abajur lilás, eletrola com discos de bolero, cama com colcha de chenille, garrafas de uísque e um porta-gelo em formato de maçã.

Esses “abatedouros” serviam para que os parlamentares tivessem encontros furtivos com vedetes de teatro, balconistas da Sloper, secretárias do IAPETEC e outras criaturas que eles “ajudavam” em troca de pequenos favores. Naquele tempo, tinha gente que vivia numa boa; mais do que isso: era arrimo de família só com a renda do que hoje chamam de assédio sexual.

Naquele tempo, os nossos políticos f*&ˆ%$#odiam com uma pessoa de cada vez. De ilegal, a única coisa que se encontrava no recinto era um litro de uísque falsificado comprado de um contrabandista de confiança.

Mas o Brasil mudou. Por isso mesmo, os irmãos Lúcifer Vieira Lima e Jaddeu Vieira Lima alugaram aquele apartamento em Salvador para guardar 51 milhões de reais e assim f*%$#@&oderem com um monte de gente. E ao mesmo tempo! E vejam bem: “os mano” realizaram essa façanha sem lançar mão de Viagra ou qualquer outro medicamento paudurecente de uso exclusivo das Forças Armadas.

Mas os irmãos Vieira Lima não estão sozinhos. A cientista genética Mariana Zatz vai pesquisar e estudar a corrupção no Brasil para verificar a hipótese de que  a roubalheira no país seja uma questão genética. Sigam-me o meu raciocínio: além dos irmãos Joesley e Wesley Safadão, tem o Renan pai e o Renan filho, tem o Jader pai e o Jader filho, tem o Bolsonaro pai e o Bolsonaro filho, tem o Sarney pai e o Sarney filho, tem o Lobão pai e o Lobão filho, tem o Rodrigo genro e o Moreira, que não são parentes mas são farinha do mesmo saco (ou escroto). No Brasil, a bandidagem é uma questão de DNA.

Como diria a Glória Maria: é muita emoção, gente! É o espetáculo da Natureza! O ser humano veio de uma ameba unicelular que evoluiu por milhões e milhões de anos até chegar no Homo sapiens. Pois é, mas quando chegou no Brasil, a Mãe Natureza, nepotista, patrimonialista e corporativista, deu vida a uma nova espécie: o Homo roubiens.

Ao saber que a roubalheira no Brasil está no DNA, um conhecido político corrupto comentou aos risos: “Cromossomos ladrões!”.

Ao saber que a roubalheira no Brasil está no DNA, um conhecido político corrupto comentou aos risos: “Cromossomos ladrões!”.

Agamenon Mendes Pedreira tem um cromossomo a mais.

 

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O GILMAR NÃO TÁ PRA PEIXE!

Quando a gente pensava que a coisa estava feia, aí veio o Gilmar Mendes e a coisa ficou muito pior. Como diria a minha avó, “Gilmar Mendes é um purgante!”. Gilmar é uma espécie de Lacto Purga do Supremo Tribunal Federal: solta tudo. Não tem bandido, malfeitor, escroque ou estuprador que o Gilmar Mendes não solte com barulho ensurdecedor e fedor insuportável, incomodando e constrangendo toda a sociedade. Tremenda falta de educação do magistrado.

Convoquei o meu personal psicoproctologista, Dr. Jacintho Leite Aquino Rego, para fazer uma análise psicopatológica da obra do eminente jurisconsulto. Dr. Jacintho recolheu uma amostra da obra de jurisexcrecência do Gilmar numa latinha e, depois de um exame detalhado ao microscópio, garantiu que o famoso rábula não tem fixação na Fase Anal Retentiva, muito pelo contrário.

Além da capa na Veja, Gilmar conseguiu uma façanha: virou uma unanimidade nacional, coisa rara no Brasil de hoje em dia. Gilmar Mendes é um dos sujeitos mais odiados do país. E olha que a concorrência é grande! Alheio a tudo e a todos, o arrogante meretríssimo, com medo, vive todo togado. Por isso mesmo, está mandando soltar todo mundo que foi preso pela Lava Jato. Não satisfeito, Soltar Mendes, entrou em guerra com o Procurador Geral da República, Rodrigo Jávou. Tirando partido de sua beiçola proeminente, Gilmar Mentes deu um beiço na opinião pública, que não aguenta mais ver tanta bandidagem de colarinho branco e reputação marrom solta por aí.

E não ficou só nisso, não! Num arrojado gesto de escárnio jurídico, Gilmau Mendes mandou soltar o seu compadre Jacob Barato. Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário e inseto. Gilmar Mentes se esqueceu que o Barata sai caro e disse que não vê nenhum constrangimento nisso. Aliás, o mesmo argumento utilizado pela raposa que foi chamada para tomar conta do galinheiro.

E por falar em raposa e galinheiro, o senador de alta periculosidade, Aético Neves, quer de volta a presidência do PSDB (Partido Só De Bundões). Beócio Neves estava afastado do galinheiro tucano por mau comportamento. Aecinho desde menino foi problemático. Filho de pais separados, Aécio foi criado pelos avós que lhe faziam todas as vontades. Quando passou no vestibular, ganhou o estado de Minas para dirigir. Depois que o avô morreu, achou que iria herdar o Brasil, mas acabou ficando só com um apartamento na Avenida Atlântica. O problema é que, desde pequeno, o Abominável Aécio das Neves gosta de andar em más companhias, como o Luciano Huck, o Calainho, o Diniz, Furnas e a JBS.

gilmar-mendes

Modus in Rebus, Gilmarun Meandes, fotutum est.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista em regime semiaberto.

 

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