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A COPA DE TODAS AS CULPAS

O Mundial chegou ao fim e agora todos querem saber qual vai ser o legado da Copa. O legado eu não sei, mas o delegado já tem e ele está atrás dos cambistas falsificadores da FIFA, meus concorrentes, que driblei com a maestria de um Garrincha. Está tudo errado no futebol brasileiro, a começar por mim que estou escrevendo na Veja e não entendo nada do assunto. Mas tudo bem, os cartolas da CBF, Confederação Brasileira de Falcatruas, entendem menos do que eu.

E agora, depois do vexame da seleção brasileira, o esporte nacional virou arrumar explicações pra nossa humilhante derrota. O Brasil virou o “país da piaba pronta”. Mas os estrategistas do governo não perdem tempo. Depois de criar o programa assistencial Minha Primeira Goleada, a presidenta Dilma Roskoff quer estatizar o futebol brasileiro. Já dá pra imaginar como é que vai ficar o nosso futebol se isso acontecer.

Pra começar, o jogador pra ser convocado pra seleção, vai ter que ser filiado ao PT ou membro da base aliada. O técnico será substituído por um conselho popular formado por integrantes dos movimentos sociais como o MST (Movimento dos Sem Trave) e representantes das minorias como os negros, os índios e os gandulas. Os jogos do Brasil só vão ser transmitidos pela Rede Brasil e a única patrocinadora da seleção será a Petrobrás que vai comprar um time usado em Pasadena por 12 bilhões de dólares. E por fim, o governo vai lançar mais um PAC, o Programa de Aceleração do Chute. Se bem que a política do chute já vem sendo aplicada há muito tempo pelos nossos governantes.

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Depois da vitória da Alemanha, o ex –Papa Adolf Ratzinger quer voltar a ser o titular do Vaticano F. C..

 

 

Agamenon Mendes Pedreira ainda tem ingressos falsos para a final e a figurinha do Robinho.

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VOLTA PRA CASA, BRASIL!

Ao contrário do sofrido povo brasileiro, não assisti a nenhum jogo da seleção brasileira. Primeiro para não influenciar as minhas análises isentas e imparciais sobre as partidas. E em segundo lugar, porque as jogadas fora de campo, assim como para a FIFA, eram as que realmente interessavam.

Em entrevista coletiva, Felipão e Parreira, sempre na retranca, disseram que fizeram tudo certo. Tudo certo pra Alemanha. Tem muita gente revoltada que agora está pedindo um técnico estrangeiro. Mas um técnico só não basta: o Brasil precisa importar um time completo de jogadores estrangeiros! É normal diante deste fracasso as pessoas pedirem a cabeça do técnico mas pra quê? Não tem nada na cabeça do Felipão.

Na verdade, o futebol brasileiro está todo errado, a começar pela CBF, Confederação Brasileira de Fracassos. Pra começar, vamos acabar com esse negócio de cartola. Cartola é uma coisa fora de moda que ninguém usa mais. Para se modernizarerm, nossos dirigentes precisam adotar imediatamente o boné do Neymar. E o decrépito presidente da CBF, José Maria Marin, deveria ser afastado do cargo e doado ao Museu do Futebol para ficar na sala das múmias.

Outra medida urgente para dar um jeito no futebol brasileiro é proibir os jogadores de participar de anúncios pra não acontecer o que aconteceu nessa Copa: nossos craques só jogaram bem nos comerciais! E mais: tem que parar também com esses anúncios patrioteiros com criancinhas implorando pros jogadores jogarem pra elas. Os nosso jogadores não conseguiram jogar nem pra eles, imagine pros outros… Mas a verdade é que, desde 1950, o Brasil evoluiu: saímos do Complexo de Vira-Lata e agora sofremos de Complexo do Alemão.

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O Brasil perdeu a Copa mas eu ganhei! Com os ingressos falsificados que eu e a Isaura, a minha patroa, vendemos no Mundial, vou finalmente poder trocar o meu Dodge Dart 73, enferrujado, por um Gol. Um Gol só não : sete Gols! Da Alemanha!

 

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista falsificado.

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Chora, Brasil!

Impactado com as fortes emoções da última partida do Brasil, fui medicado com poderosos remédios faixa preta e já me encontro aqui na Granja Comary, aviário-sede da CBF, Confederação Brasileira de Frango. Hoje mesmo os jogadores se apresentaram e, depois de uma preleção do Felipão, fizeram um treinamento em pranto convulsivo. O técnico brasileiro está preocupado com o lado emocional dos nossos rapazes e resolveu fazer um treino de choro sem bola. Segundo as psicólogas da seleção, o choro constante em todas as partidas é de fundo emotivo. Tudo emotivo pra não jogar, emotivo pra errar os passes, emotivo pra perder pênalti. Até mesmo o Parreira está bolado com esses ataques de choro, aliás, os únicos ataques da seleção que estão funcionando. O chororô dos jogadores é tão grande que até o povão ficou preocupado, e olha que brasileiro está acostumado a chorar muito todo fim do mês quando recebe o salário.
Será que é muito peso nas costas dos jogadores ou será que é o bafo quente na nuca? Dizem que tem jogador pedindo pra dormir de luz acesa porque tem medo do escuro. Mas como ter medo do escuro se a seleção tem o Jô, o Luiz Gustavo, o Fernandinho, o Neymar, o Maicon, o Marcelo, o Willian e o Ramires? Sinceramente: acho que está faltando macho nessa seleção mulherzinha e o Felipão deveria ter convocado a jogadora Marta pro time! Não queremos mais ver cenas deprimentes como aquela do jogo contra o Chile, quando Thiago Silva sentou em cima de uma bola e chorou. Se o capitão fosse o Richarlyson, ia sentar em cima de duas, e sem chorar. Esse medinho todo dos jogadores não seria uma influência do Felipão e de seu inseparável Murtosa, o Primeiro-Damo da seleção? Os dois amigos gaúcho-afetivos trouxeram uma lufada de ar fresco à Granja Comary, como se o Minuano, o vento que vem do Sul, pegasse todos pelas costas.

Para treinar pro próximo jogo, a seleção brasileira inundou de lágrimas a Granja Comary. A população de Teresópolis, que não via tanta água desde as últimas enchentes, teve de fugir de canoa

Agamenon Mendes Pedreira só chora lágrimas de crocodilo

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Ave, Júlio César!

Como já estou cansado de repetir para os meus dezessete leitores e meio (tem um anão, não se esqueçam), não assisto às partidas para que o resultado do jogo não interfira na minha análise crítica, isenta e imparcial. Assim sendo, lá vão minhas considerações equilibradas, sensatas e serenas sobre jogo. Haaaaaaaaaaaaja coração! O Brasil inteiro assistiu ao dramático jogo contra o Chile com uma ambulância-UTI à porta de casa.

O Brasil esteve o tempo todo à beira de um ataque: do ataque do Chile, do ataque de coração e do ataque de nervos. Felizmente havia um deus ex machina, um Querubim Celeste, um goleiro de beleza apolínea e nome de imperador romano: Júlio César. Ave, Júlio César! Aqueles que vão bater pênalti te saúdam! Não basta ser goleiro, tem de parecer goleiro.

O Chile jogou completo, com: Tarapacá, Montes Alpha, Altair, Errazuriz, Almaviva, Don Melchor, Tabali, Undurraga, Ventisquero, De Martino, Concha y Toro. Sem contar com o seu banco de “reservas” sempre das melhores safras e cepas. A seleção chilena não tem técnico, tem um sommelier.

Os chilenos apresentaram um futebol frutado e bastante tânico, com toques de cereja, carvalho e xixi de gato no retrogosto. Mas, apesar da boa adega, se não fosse o Júlio César, o Brasil iria acordar com uma tremenda de uma ressaca. Cá estou na capital das Alterosas, terra de Aético Neves, o Beocinho, candidato à Presidência do Brasil. Aécio já avisou que, se for eleito, vai transferir a capital federal para o Rio de Janeiro, de onde governou Minas Gerais por oito anos.

Belo Horizonte é uma festa! As brasileiras dão para os estrangeiros com a maior facilidade. Basta ser gringo que a entrada está liberada, nem precisa pagar ingresso. Para não ficar na mão, eu me disfarcei de paraguaio e acabei pegando um travesti maneiro, quer dizer, um travesti mineiro. Só descobri o engano quando a criatura me ofereceu o seu tradicional tutu com linguiça.

Como todos sabem, cegos, surdos, mudos e pernetas têm o direito de comprar ingressos mais baratos para o Mundial. Por isso mesmo pedi ao meu amigo, o rei Roberto Carlos, que me arrumasse os seus tíquetes para a Copa para vender a bom preço na porta do estádio. Roberto Carlos não vai poder assistir aos jogos do Brasil, pois está muito ocupado censurando a própria autobiografia.

Na porta do estádio encontrei o ex-presidente em exercício, Luísque Inácio Lula da Silva, estacionando o seu jegue em lugar proibido. Enquanto a polícia rebocava o quadrúpede, Lula me confidenciou que não tinha ingresso. Imediatamente vendi ao Guia Genial dos Povos Latino-Americanos uma das minhas entradas para deficiente, falsificada, é claro. Como a entrada era falsa, Lula fez questão de me pagar com dinheiro do caixa dois da campanha da Dilma.

Já que estavam em Minas, os chilenos foram para o fundo do buraco, mas para eles isso não é nenhum problema, já estão acostumados

Já que estavam em Minas, os chilenos foram para o fundo do buraco, mas para eles isso não é nenhum problema, já estão acostumados

Agamenon Mendes Pedreira não é o Willian, mas também só chuta pra fora

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Camarões com chuchu

Como todos os meus dezessete leitores e meio (não esqueçam do anão) estão cansados de saber, continuo aqui em Brasília. Estacionei meu Dodge Dart 73, enferrujado, na porta do estádio Zé Mané, batizado em homenagem ao contribuinte otário que pagou por este elefante branco superfaturado. Como sempre, não assisti a Brasil e Camarões, para que o resultado da partida não influenciasse a minha opinião isenta e imparcial. Por isso mesmo, aproveitei que estou na Copa em plena Capital Federal e resolvi arrumar uma bolada!

Infelizmente, o Congresso, os ministérios e autarquias estavam todos fechados, o que muito dificulta as jogadas tão comuns do esporte nacional de Brasília, a roubalheira. Felizmente, encontrei uma funcionária que estava atendendo na Secretaria das Piranhas, ligada ao Ministério da Pesca. A servidora “púbica” me atendeu de lingerie vermelha (é ligada ao PT), cinta-liga e meia arrastão e exigiu que eu pagasse a propina antes de começar o programa. Programa assistencialista, é claro! Em seguida, a funcionária de vida fácil mostrou que realiza um excelente trabalho de inclusão digital. Me explicou também que a Secretaria das Piranhas tem um projeto de fundo ecológico. Mais de fundo do que ecológico. O Ministério da Pesca quer impedir a extinção das vorazes piranhas porque elas são um verdadeiro símbolo da hospitalidade brasileira, recebendo de braços (e outras partes) abertos os turistas que chegaram há pouco de fora. Vamos salvar as nossas piranhas, esse importante e cultural peixe de rio! De Rio, de São Paulo, de Brasília, tem piranha em tudo que é lugar.

Também fiz questão de dar uma passada no Presídio da Papuda, onde está concentrada a Seleção do Mensalão. Delúbio, Genoino e o capitão Zé Dirceu infelizmente não puderam ir torcer pela seleção no Mané Garrincha, mas cada um na sua cela fez parte da grande “corrente” pelo Brasil. Mesmo porque corrente é coisa que não falta em presídio. Fiquei muito impressionado com as nababescas instalações da Granja Comary do PT. No Brasil, para quem tem grana é mais difícil entrar  numa cadeia do que sair. Por via das dúvidas, preferi ficar na portaria.

Mas, para não ficarem dizendo que fui a Brasília e não vi o jogo (o que é pura verdade), só posso dizer que a seleção crustácea de Camarões chegou estragada a Brasília (o oceano mais próximo fica a quilômetros de distância), provocando um desarranjo no time do Brasil no primeiro tempo, que fez várias ca$#@!¨%$#das. Nos primeiros 45 minutos, a família Scolari era Neymar e mais dez. No segundo, tempo os camaroneses nadaram, nadaram (no cerrado) e acabaram morrendo na praia, que, como já disse, fica a quilômetros de distância. A seleção do Felipão, apesar de ganhar com folga, mostrou que não Fred nem sai de cima. Além de Hulk, o Brasil tem outro super-herói: Fred, o homem invisível.

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Quem vai chegar daqui a pouco de fora para a Copa é o príncipe Harry Potter, herdeiro do trono britânico. E eu, Agamenon Mendes Pedreira, vou ciceronear o jovem membro da realeza em suas andanças e comilanças pelo Brasil

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista superfaturado

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O palhaço da Alvorada

Graças à Copa, o Brasil está melhorando, e isso ninguém tem coragem de dizer! Sigam-me no meu raciocínio: tem feriado  todo dia, todo mundo parou de trabalhar no governo, o trânsito anda uma beleza, a polícia só está batendo nos chilenos e até os assaltantes resolveram tirar férias pra assistir à Copa. Já estou aqui em Brasília e estacionei meu Dodge Dart 73, enferrujado, na porta da Arena Zé Mané Garrincha. O bilionário estádio foi assim batizado não em homenagem ao grande Garrincha, mas em honra ao Zé Mané, o torcedor contribuinte, que pagou esta obra superfaturada PATRÃO FIFA.

A grande discussão aqui na capital federal é o que vai ser feito com o enorme e luxuoso estádio de futebol depois que a Copa acabar. Como em Brasília não se pratica muito o futebol (o esporte local é a roubalheira), minha sugestão é transformar o Mané Garrincha em presídio após o Mundial. E depois trancar lá dentro todos os políticos, empreiteiros, lobistas e funcionários públicos que meteram a mão nas verbas da Copa. O problema é que não ia ter vaga pra todo mundo. E a Papuda (que é uma penitenciária Padrão FIFA) já está lotada de mensaleiros do PT (Partido da Tranca). Enquanto membro da imprensa golpista de direita da elite branca, fui prestar solidariedade à presidenta Dilma Roskoff, que ainda está entalada com os xingamentos chulos, de baixo calão, que recebeu da torcida no Itaquerão. Indignada com os apupos, Dilma se trancou no palácio com sua amiga, a presidenta da Petrobras, “Graça” Foster. Palácio do Jaburu, é claro.

Dilma me confessou que não sabe se vai ao jogo, com medo de ser vaiada. Sugeri então à Angela Merkel brasileira ir ao estádio disfarçada de mulher. Como se fosse o cartunista Laerte. Assim, travestida, no meio do povão da elite, Dilma ia poder lavar a alma, xingando o Renan, o Collor, o Michel Temer, o Gilberto Cascalho e todas as outras autoridades que estivessem presentes.

E atenção, torcida brasileira: vamos secar bastante os Camarões! E fazer um vatapá!

Com medo de ser xingada mais uma vez pelo povão da elite branca, a presidenta Dilma Roskoff ainda não decidiu se vai pintar no estádio Mané Garrincha

Com medo de ser xingada mais uma vez pelo povão da elite branca, a presidenta Dilma Roskoff ainda não decidiu se vai pintar no estádio Mané Garrincha

Agamenon é jornalista superfaturado

 

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Ceará Possível?

Depois do treino secreto da seleção (com transmissão exclusiva da Globo), Felipão deixou a torcida nervosa ao anunciar que Hulk era dúvida para o jogo contra o México. O incrível Jogador Melancia, durante o treino, sofreu uma lesão na região lombolortal superior e rompeu os ligamentos que dão sustentação ao pavilhão retofuricular.  Depois de ser examinado acuradamente pelo Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo, MD, psicoproctologista de fama internacional, Hulk foi levado às pressas para uma clínica onde fez uma rebundância magnética. A comissão técnica achou melhor poupar o jogador da partida, dos trocadilhos e duplos sentidos.

Por falar em contusões e escoriações generalizadas, quem está sofrendo nesta Copa são as seleções da Península Ibérica. A Espanha levou cinco da Holanda e Portugal tomou de quatro. O que não é de estranhar num time que tem Cristiano Ronaldo. Durante a partida contra a Alemanha, o jogador mais metrossexual do mundo, preocupado em não desmanchar seu penteado, não conseguiu acertar nenhum chute. A Alemanha atacou no seu velho esquema devastador, a “blitzkrieg”, e veio completa com Goebbels, Himmler, Goëring, Ribbentrop, Speer, Hesse, Klaus Barbie, Mengele e Boateng. Hitler não jogou, mas estava no bunker de reservas.

Como já disse, não me interesso por futebol, mas para os meus dezessete leitores e meio (tem um anão!) não ficarem pensando que não assisti ao jogo (o que é rigorosamente verdadeiro) lá vão os meus comentários táticos:

Nos noventa minutos, não consegui ver nenhum futebol, nem eu nem o Stevie Wonder, que estava sentado ao meu lado na arquibancada do Castelão. A seleção brasileira não Fred nem sai de cima. Na verdade, Brasil x México foi uma tremenda pelada. Jô, muito acima do peso, não fez nada. Felipão, supersticioso, apesar do calor colocou um casaco, e o agasalho foi melhor em campo que o Paulinho. O time do Brasil parecia uma barata tonta, mas, enquanto barata desgovernada, o time do México é muito melhor. Por isso mesmo, o hino do país é La Cucaracha. Além do mais, o jogo teve muita falta: falta de gol, falta de criatividade e falta de ataque, e o Brasil, por muito pouco, não entrou pelo mexicano.

 Cristiano Ronaldo, o jogador mais metrossexual do mundo (REUTERS/Jorge Silva)

Cristiano Ronaldo, o jogador mais metrossexual do mundo (REUTERS/Jorge Silva)

Agamenon Mendes Pedreira, como todo jornalista, chuta com as duas.

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#VEM PRA SUA!

Sempre estive à frente do meu tempo (e, às vezes atrás também) e, por isso mesmo, fui pra rua muito antes do MPL, Movimento do Palpite Livre, começar seu protestos pacíficos e baderneiros. Depois de uma demissão sumária, meu ex-editor me colocou pra fora da mídia e, imediatamente, me tornei um sem–coluna despossuído abandonado na Rua da Amargura (onde agora está estacionado o meu Dodge Dart 73, enferrujado, minha residência).  O que ninguém esperava é que, através da redes sociais e anti-sociais, dei a volta por cima no meu blog (http://www.casseta.com.br/agamenon), Facebook  (https://www.facebook.com/agamenonreal) e Tweeter (@agamenonReal)! Mesmo fazendo parte da Terceira Senilidade, juntei-me aos jovens manifestantes on line para protestar contra tudo que aí está e, principalmente, contra tudo que não está nem aí!

Meu combalido coração cheio de arritmia se encheu de esperança ao ver as massas descontroladas gritando pelas ruas: “Xadrez, prisão, pro réu do mensalão!”, “O meu bilau é meu amigo! Mexeu com ele, mexeu comigo!”. Sem, é claro, esquecer o hino preferido dos vândalos: “Eu sou baderneeeeiro, com muito orguuuuuulho, com muito amoooooor!”.

Até bem pouco tempo a presidenta Dilma Roskoff estava fazendo ouvidos de Mercadante aos clamores da rua. Pressionada pelo ex-atual presidente Lula e seu personal marqueteiro João Sacanna, Dilmacha Roussef mudou. Fingiu que não era com ela e reuniu todos os governadores e prefeitos no Palácio do Planalto. Ali, cara a cara, a presidenta, democraticamente, deu um esporro e ordenou que todo mundo fizesse o que ela estava mandando. Em seguida, Dilmão, depois de dar um soco na mesa e coçar o saco, deu um recado aos poderosos:

– Ou vocês ouvem as vozes das ruas ou comprem um aparelho de surdez!

Agora todo dia depois do expediente eu saio com meus amigos pra fazer arruaça. Outro dia fomos destruir as empresas do Eike Batista, mas quando a gente chegou lá elas já estavam todas quebradas.

Em seguida, a Primeira Mandona da Nação, propôs cinco pactos: pacto ao tucupi, pacto com laranja, arroz de pacto, pacto laqueado e pacto assado com repolho roxo e purê de maçã. Se os pactos não forem bem preparados, Dilma já avisou que o pacto vai comer! A diarista do Planalto só não explicou uma coisa: quem é que vai pagar o pacto? Será que o povo vai engolir tanto pacto? O brasileiro não agüenta mais ser feito de gacto e sapacto (eu reconheço que esses trocadilhos são péssimos, mas o governo da Dilma é muito pior).

E agora? Para onde vai o Brasil? Será que vamos virar uma Argentina bolivariana, uma Bolívia equatoriana ou uma Venezuela peronista? Mas ainda existe uma luz no fim do túnel: em julho o Papa Francisco Buarque chega ao Brasil! Será que o Sua Santidade vai se juntar aos manifestantes, sair quebrando tudo pela frente e acampar na porta da casa do governador Sergio Cabralvendish?

 

PENSAMENTO DO BLOG

“O problema da atual Situação é que o Brasil não tem Oposição. ”
Cartaz de Passeata

Agamenon Mendes Pedreira é pacto pra toda obra.

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FORA BRASIL!

Depois que O Globo me mandou pro olho da rua, aproveitei que estava lá, ao relento, sem teto, sem coluna e sem nada pra fazer e me juntei aos jovens indignados do MPL (Movimento do Pinto Livre) para protestar contra tudo que aí está! Desde o impeachment do ex-presidente Cóllon de Mello, o Brasil não vê uma manifestação tão pacífica e baderneira! Foi bonito ver aquela multidão inconformada gritando contra o aumento de passagem, o custo dos estádios da Copa, o penteado da Dilma e pedindo a prisão do Félix, a bicha má de Amor à Vida. Só mesmo nesses momentos de insatisfação e revolta revolucionárias, eu tenho a chance de trocar meu guarda roupa e adquirir bens de consumo durável. E o melhor de tudo é que nessas horas qualquer tijolo ou pedaço de pau vira cartão de crédito: é só tacar na vitrine e ir lá dentro pegar. As manifestações que estão explodindo por todos os cantos do país, além de seu conteúdo inconformista, também têm profundas ligações com as tradicionais festas brasileiras. Como estamos na época do São João, qualquer carro ou viatura oficial vira uma bela fogueira onde a batata dos políticos, aliás, está assando.

Por falar em políticos, eles, como sempre, não estão nem aí. No caso do Fernando Erradad, não estão ENEM aí… Eles estão em Paris, em Londres e em Nova Iorque visitando as manifestações de protesto em outros países. Mas o que mais me deixou perplexo é que nem mesmo os comentaristas da Globonews, que sabem de tudo mas só depois que as coisas acontecem, não têm a menor idéia porque o pau está comendo.

Indignada com tudo que aí está Isaura, a minha patroa, que sempre foi uma rebelde sem calça, foi às ruas para pedir um aumento de 20 cm no meu bilau.

Outra coisa boa nesses movimentos de arruaceiros revoltados que estão acontecendo é a chance de comer alguém baseado na lei do passe livre. Se os trabalhadores querem entrar de graça nos ônibus porque a gente também não pode entrar numas mulheres sem pagar?
Este movimento espontâneo das massas descontroladas nasceu nas redes sociais. Mas quem está por trás de tudo são as redes anti-sociais que são contra tudo que aí está e querem esculachar geral. Apesar de solidário com os manifestantes irados, acho que as reivindicações são impossíveis de serem cumpridas. Eles querem acabar com a corrupção, com as obras superfaturadas e as concorrências fraudulentas. Se isso acontecer, vamos mergulhar numa profunda crise porque nossos empreiteiros, políticos e governantes vão acabar na miséria, passando necessidade!

Mas nem tudo está perdido no Brasil. O pastor José Miliciano, presidente da Comichão da Direita Humana, conseguiu aprovar a cura gay. Esta revolucionária terapia milagrosa permite aos psicólogos empregarem um tratamento de choque pros pacientes abandonarem o seu vício e voltarem a praticar a homofobia. E se não for por bem, vai na base de pau, coisa que, aliás, os gays muitos apreciam. Taí uma coisa que eu ainda estou pra ver. Porque eu nunca vi cabeça de bacalhau, gay regenerado e corrupto que virou honesto.

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PENSAMENTO DO DIA, QUER DIZER, DO GLOBO, QUER DIZER DO BLOG

Com as pedras que me atirarem, vou quebrar as vitrines da Casa Bahia. ”

Frase de pára-choque de carro depredado

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Agamenon Mendes Pedreira é arruaceiro pacifista.

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TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO!

Enquanto blogueiro desempregado, desocupado e ocioso, assim que soube do conflito com os silvícolas no Mato Índio do Sul, peguei uma carona num caminhão e embiquei na direção daquele remoto estado do Centro Oeste. Mas antes passei na Casa Turuna para me abastecer de miçangas, espelhinhos, I-Phones e outras bobagens que os nossos selvagens primitivos tanto apreciam.

Desde que fui demitido sumariamente de O Globo, entrei imediatamente para o Bolsa Família, o Fome Zero, o Minha Casa Minha Vida, Caldeirão do Huck, Esquenta e outros programas assistencialistas. Por isso mesmo, acabei me aproximando da galera do MST (e outros desassistidos profissionais) a quem sempre vendo lona preta made in China e dos índios pra quem forneço mensalmente milhares de calções Silze e motoserras  Sthill, os preferidos da indiarada.

Além de invadir a fazenda Buriti, os índios terena também resolveram invadir Isaura, a minha patroa, e não querem sair de lá de jeito nenhum.

Pobres índios, quer dizer, miseráveis índios! Nossos bons selvagens, assim como eu, vivem no maior miserê e só vêem a cor do dinheiro quando o Sebastião Salgado aparece pra fotografar indiozinhos barrigudos com verme e remela escorrendo do nariz. Para enfrentar essa dureza sem dindim, os índios brasileiros acabam se entregando ao futebol de várzea, ao alcoolismo, ao contrabando de madeira e ao comércio de animais silvestres na Praça Varnhagen na Tijuca, perto do novíssimo Maracanã. Sinceramente, não sei quem deveria proteger os nossos índios: a FUNAI ou o IBAMA?

Por falar em programa de índio, o Mario Filho finalmente foi reeinaugurado e a opinião do público presente ao Brasil X Inglaterra foi unânime: quando estiver pronto, O Maraca vai ficar uma beleza! Pena que as obras do maior estádio do mundo só vão ser retomadas depois da Copa. Aliás, o Maracanã está parecendo uma parte remota e conhecida da anatomia de Isaura, a minha patroa. Lá dentro está legal mas, no entorno, está precisando de um trato, tipo uma “virilha e contorno”. Mas voltando aos meus companheiros índios que agora covardemente viraram alvo dos latifundiários sem escrúpulos e sem terra já que suas fazendas se encontram nas mãos (e pés) dos indígenas, algumas até em cima de cemitérios indígenas o que, pra mim que sou o maior fã de filmes de terror, dá o maior medo!

Os índios, coitados, afirmam que são prejudicados porque estão no Brasil muito antes de nós, homens brancos, luso descendentes. Azar o deles! Quem mandou não estudar inglês? Se tivessem feito um Yes ou Wizard da vida, os nossos tupis, tamoios, terenas e ianomânis iam se tornar comanches, navarros, sioux ou apaches e, hoje em dias, estariam ganhando em dólar fazendo figuração em filmes de cowboy.

 

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PENSAMENTO DO DIA, QUER DIZER, DO GLOBO, QUER DIZER DO BLOG

Não importa o tamanho do PIB mas sim o estrago que ele proporciona. ”

Guido Manteiga, ministro sem sal

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Agamenon Mendes Pedreira, tem sangue índio e é descendente da tribo dos tapeia..

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