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A COPA DE TODAS AS CULPAS

O Mundial chegou ao fim e agora todos querem saber qual vai ser o legado da Copa. O legado eu não sei, mas o delegado já tem e ele está atrás dos cambistas falsificadores da FIFA, meus concorrentes, que driblei com a maestria de um Garrincha. Está tudo errado no futebol brasileiro, a começar por mim que estou escrevendo na Veja e não entendo nada do assunto. Mas tudo bem, os cartolas da CBF, Confederação Brasileira de Falcatruas, entendem menos do que eu.

E agora, depois do vexame da seleção brasileira, o esporte nacional virou arrumar explicações pra nossa humilhante derrota. O Brasil virou o “país da piaba pronta”. Mas os estrategistas do governo não perdem tempo. Depois de criar o programa assistencial Minha Primeira Goleada, a presidenta Dilma Roskoff quer estatizar o futebol brasileiro. Já dá pra imaginar como é que vai ficar o nosso futebol se isso acontecer.

Pra começar, o jogador pra ser convocado pra seleção, vai ter que ser filiado ao PT ou membro da base aliada. O técnico será substituído por um conselho popular formado por integrantes dos movimentos sociais como o MST (Movimento dos Sem Trave) e representantes das minorias como os negros, os índios e os gandulas. Os jogos do Brasil só vão ser transmitidos pela Rede Brasil e a única patrocinadora da seleção será a Petrobrás que vai comprar um time usado em Pasadena por 12 bilhões de dólares. E por fim, o governo vai lançar mais um PAC, o Programa de Aceleração do Chute. Se bem que a política do chute já vem sendo aplicada há muito tempo pelos nossos governantes.

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Depois da vitória da Alemanha, o ex –Papa Adolf Ratzinger quer voltar a ser o titular do Vaticano F. C..

 

 

Agamenon Mendes Pedreira ainda tem ingressos falsos para a final e a figurinha do Robinho.

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VOLTA PRA CASA, BRASIL!

Ao contrário do sofrido povo brasileiro, não assisti a nenhum jogo da seleção brasileira. Primeiro para não influenciar as minhas análises isentas e imparciais sobre as partidas. E em segundo lugar, porque as jogadas fora de campo, assim como para a FIFA, eram as que realmente interessavam.

Em entrevista coletiva, Felipão e Parreira, sempre na retranca, disseram que fizeram tudo certo. Tudo certo pra Alemanha. Tem muita gente revoltada que agora está pedindo um técnico estrangeiro. Mas um técnico só não basta: o Brasil precisa importar um time completo de jogadores estrangeiros! É normal diante deste fracasso as pessoas pedirem a cabeça do técnico mas pra quê? Não tem nada na cabeça do Felipão.

Na verdade, o futebol brasileiro está todo errado, a começar pela CBF, Confederação Brasileira de Fracassos. Pra começar, vamos acabar com esse negócio de cartola. Cartola é uma coisa fora de moda que ninguém usa mais. Para se modernizarerm, nossos dirigentes precisam adotar imediatamente o boné do Neymar. E o decrépito presidente da CBF, José Maria Marin, deveria ser afastado do cargo e doado ao Museu do Futebol para ficar na sala das múmias.

Outra medida urgente para dar um jeito no futebol brasileiro é proibir os jogadores de participar de anúncios pra não acontecer o que aconteceu nessa Copa: nossos craques só jogaram bem nos comerciais! E mais: tem que parar também com esses anúncios patrioteiros com criancinhas implorando pros jogadores jogarem pra elas. Os nosso jogadores não conseguiram jogar nem pra eles, imagine pros outros… Mas a verdade é que, desde 1950, o Brasil evoluiu: saímos do Complexo de Vira-Lata e agora sofremos de Complexo do Alemão.

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O Brasil perdeu a Copa mas eu ganhei! Com os ingressos falsificados que eu e a Isaura, a minha patroa, vendemos no Mundial, vou finalmente poder trocar o meu Dodge Dart 73, enferrujado, por um Gol. Um Gol só não : sete Gols! Da Alemanha!

 

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista falsificado.

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A MICOPA DO MUNDO É NOSSA!

Nunca Dante na história deste país a seleção verde -amarelona tomou uma goleada tão humilhante como aquela que sofreu da Alemanha! Foi uma derrota pornográfica: o Brasil ficou de 4 e os alemães meteram 7! Mas os marqueteiros do governo não perderam tempo. Segundo João Sacanna, esta derrota fragorosa foi mais um sucesso retumbante do PAC, Programa de Aceleração do Chocolate. Depois da queda do viaduto do Mineirão, o Brasil assistiu apatetado ao desabamento da seleção brasileira. Antes da Copa do Mundo, a presidenta Dilma Roskoff temia um apagão de energia. Só não sabia que o apagão ia acontecer justamente com o time do Brasil!

Influenciados pela ausência do Neymar, nossos jogadores também resolveram,em solidariedade, não entrar campo. Diante da superioridade futebolística da raça ariana pura dos alemães Boateng, Khedira e Oesil, os pentacampeões do mundo amarelaram, quer dizer, verde-amarelaram. O passeio dos alemães foi tão grande que quase todos os jogadores da seleção da Alemanha fizeram um gol! Menos o Neuer! No final da partida, o técnico Joachim Löw mandou a sua avó para o aquecimento pra ver se a velha fazia o seu golzinho também.Após a vitória acachupante sobre o Brasil, em toda a Alemanha as ruas ficaram desertas: sempre que os alemães querem comemorar alguma coisa, eles invadem a Polônia.

A Copa acabou terça-feira para o Brasil! Mas não pra mim. Até a partida final, continuarei vendendo ingressos falsificados na porta dos estádios. Apesar de muitos falsários terem sido presos, eu continuo livre e solto o que prova a qualidade das minhas falsificações padrão FIFA (Falsification Ingress Football Association)! O que as pessoas não entendem é que a FIFA só organiza a Copa do Mundo de 4 em 4 anos pra vender ingressos no câmbio negro, ou melhor, câmbio afro-descendente. É aí que está a grana!

“Após a vitória acachupante sobre o Brasil, em toda a Alemanha as ruas ficaram desertas: sempre que os alemães querem comemorar alguma coisa, eles invadem a Polônia.

E neste domingo no Maraca, vou fazer meu último bico de “vallet parking” do jegue no qual o ex-presidente em exercício, Luísque Inácio Mula da Silva, insistiu em ir aos jogos da Copa. A besta do ex-presidente se chama Goró e, como todo asno, de vez em quando empacava e só se mexia depois que eu lhe dava um gole de cachaça. Pra quem não sabe, o jegue do ex-presidente é um ruminante movido à álcool. Ao contrário dos higiênicos torcedores japoneses, o burro do ex-presidente, o Goró, não tinha a menor vergonha de fazer o número 2 na frente de todo mundo: na porta do estádio, na tribuna de honra, nas arquibancadas e até no Media Center. Ainda bem que esta revista não tem cheiro porque o Goró é capaz de produzir os mais fedorentos “downloads ”, comparáveis às alianças partidárias em época de eleição e ao desempenho da seleção brasileira.

Pois é, os estádios custaram tão caro, teve tanta roubalheira, pagaram tanto dinheiro pros empreiteiros, foi tanta propina que não sobrou grana pra comprar a Copa… E vamos combinar : da próxima vez, nada de se candidatar de novo pra sediar o Mundial no Brasil. Isso dá o maior azar.

Uma coisa boa dessa Copa foi a confraternização entre nós, os jornalistas de imprensa. Nós somos os olhos, os ouvidos e outros orifícios da sociedade. E por isso mesmo, longe de casa e de nossas patroas, estamos sempre em busca de um “furo”. Furo, de reportagem, é claro.

Lembrarei com saudade da Granja Comary, o aviário – sede da CBF (Confederação Brasileira de Frango) onde ficávamos o dia inteiro dando entrevista uns pros outros e enchendo linguiça. Por causa disso, quando essa Copa acabar, muitos jornalistas vão ser convidados pra trabalhar na Sadia. Com exceção da Fátima Bernardes que já é contratada da Seara.

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Assim como em 1950, mais uma vez a vaca foi para o brejo na Copa do Brasil. Mas, pelo menos, dessa vez era um brejo Padrão FIFA.

SOBE

Inflação bate na trave e entra.
Zuñiga nas costas do Neymar.
Camisa da Flalemanha.

DESCE

Viaduto do Mineirão.
Seleção brasileira.
Cambista da FIFA.

 

INSTAGRANA DO AGAMENON

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Até agora ninguém entendeu porque o moralista e careta Felipão, num gesto obsceno, deixou o Ganso de fora.

 

 

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FREDEU GERAL!!!!

Pra variar não assisti a nenhum um minuto do jogo. Em primeiro lugar, porque futebol não me interessa. Em segundo lugar, porque nunca Dante da história deste país a seleção verde amarelona tomou uma goleada como esta. Foi uma derrota pornográfica: o Brasil ficou de 4 e os alemães meteram 7.

Mas os marqueteiros do governo não perdem tempo. Segundo João Sacana, esta derrota fragorosa nada mais é do que mais um sucesso vigoroso do PAC, Programa de Aceleração do Chocolate. Depois da queda do viaduto do Mineirão, o Brasil assistiu apatetado o desabamento da seleção brasileira. Tudo é vitória!

Antes da Copa do Mundo, a presidenta Dilma Roskoff temia um apagão de energia. Só não sabia que o apagão de energia ia acontecer justamente com a  seleção brasileira! O Brasil,talvez influenciado pela ausência do Neymar, também resolveu, em solidariedade, não entrar campo. Com exceção do Fred, é claro, que nem em sua Belo Horizonte deu as caras. Assim, os pentacampeões do mundo sucumbiram à superioridade futebolística da raça ariana pura dos alemães Boateng, Khedira e Oesil. Pois é, os estádios custaram tão caro, teve tanta roubalheira, pagaram tanto para os empreiteiros, foi tanta propina, que não sobrou grana pra comprar a  Copa.

 

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Como diria o grande Nelson Rodrigues, “o Neymar não está pro Peixe.”

 

Agamenon Mendes Pedreira é cambista oficial autorizado da FIFA.

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Deu bom!

Uma das coisas boas da Copa no Brasil é pegar alguma torcedora de programa e levar para um motel. Mas como as brasileiras só estão dando pros gringos me disfarcei de torcedor da Nigéria para levar vantagem à frente de outros menos volumosos. Assim que chegamos à alcova de alta rotatividade, ao tirar a minha roupa, minha parceira de jogos sexuais e mundiais imediatamente pegou o telefone e ligou pro Procon pra reclamar que tinha sido enganada. Mas como o brasileiro é guerreiro e não desiste nunca parti pra cima da criatura, que se fechou na retranca. Durante os 90 minutos regulamentares tentei de tudo com apenas um ponta na frente, o Fred. Fomos pra prorrogação e nada, continuamos no 0 a 0. Perdi, dolorosamente, na disputa de pênaltis: bati duas bolas na trave. Resultado: acabei não vendo o jogo.

O Brasil ter derrotado a Colômbia não foi surpresa nenhuma para mim. Fui o primeiro a dizer que o nosso brilhante escrete canarinho tem à sua frente um técnico do calibre do Felipão, que, além de simpático e gentil, é o maior estrategista tático da história e deixa no chinelo outros gênios dos campos de batalha como Rommel, a Raposa do Deserto, o general Mc Arthur, Alexandre, o Grande, e até mesmo o General Motors.

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A seleção ganhou! Na verdade, até agora, a melhor coisa deste Mundial no Brasil foi completar o álbum de figurinhas da Copa

Agamenon Mendes Pedreira é figurinha carimbada

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A Segunda Copa Mundial (1939-1945)

Sexta-feira vamos assistir a um jogo emocionante na Copa, o clássico França e Alemanha. E não é a primeira vez que as duas potências do futebol se enfrentam.  Na Segunda Copa Mundial, a Alemanha passou por cima da França e só o zagueirão De Gaulle mostrou alguma resistência. Resistência Francesa, é claro! Les bleus amarelam diante do escrete nazista, que atacou com Panzer, Wermacht, Ribbentrop e Von Braun, além do volante Volkswagen.

Esse sangrento campeonato mundial só não foi para a prorrogação porque acabou nos 45. Do segundo tempo. A partida final foi entre a seleção dos  EUA (que, ao contrário desta Copa, não tinha sido eliminada) e o time japonês. E, mesmo assim, só terminou quando o ataque americano mandou uma bomba que fez tremer as redes do goleiro Hiroito, o Imperador, na Arena Hiroshima.

Eu cobri essa Copa ao lado de Rubem Braga, Joel Silveira e João Saldanha. O Saldanha, na verdade, não foi, mas mentiu pra todo mundo dizendo que tinha ido. Quem também participou dessa cobertura histórica foram o Juca Kfouri e o Tostão, que ainda não tinham nascido.

Comunista de carteirinha, João Saldanha tinha sido técnico do Dínamo de Moscou, além de introduzir o futebol na China por ordem de Mao Tsé Tung Jr., o Neymao. Segundo o comentário de João Saldanha, as seleções aliadas só chegaram à vitória por causa de Stalin, técnico da seleção soviética. O “professor” Stalin governou com mão de ferro o escrete vermelhinho. Seguindo o exemplo do técnico alemão, Adolf Hitler, Stalin implantou a concentração no futebol russo. Antes, durante e depois dos jogos.

Neste 4 de julho, mais uma página da História do Futebol será escrita com sangue, suor e lágrimas. O Brasil enfrenta a Colômbia que, mesmo desfalcada do seu crack Pablo Escobar, tem o jogador Quadrado, o único careta da equipe. A Colômbia deposita suas esperanças no jovem James Rodríguez, o artilheiro da Copa. Já o Brasil também tem o seu Rodrigues, o Nelson, o escritor mais citado do Mundial. O craque Nelson Rodrigues, que só jogava pela direita, já atingiu a marca invejável de 1 milhão de citações, ultrapassando Pelé, Maradona, Ronaldo Fenômeno e Paulo Coelho.

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A SEGUNDA Copa Mundial não foi televisionada e tinha que ser acompanhada pelo radinho

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DEPOIS DA SEGUNDA Copa Mundial, a Fifa proibiu o uso de foguetes nos estádios

Agamenon Mendes Pedreira é o Churchill do jornalismo brasileiro

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Chora, Brasil!

Impactado com as fortes emoções da última partida do Brasil, fui medicado com poderosos remédios faixa preta e já me encontro aqui na Granja Comary, aviário-sede da CBF, Confederação Brasileira de Frango. Hoje mesmo os jogadores se apresentaram e, depois de uma preleção do Felipão, fizeram um treinamento em pranto convulsivo. O técnico brasileiro está preocupado com o lado emocional dos nossos rapazes e resolveu fazer um treino de choro sem bola. Segundo as psicólogas da seleção, o choro constante em todas as partidas é de fundo emotivo. Tudo emotivo pra não jogar, emotivo pra errar os passes, emotivo pra perder pênalti. Até mesmo o Parreira está bolado com esses ataques de choro, aliás, os únicos ataques da seleção que estão funcionando. O chororô dos jogadores é tão grande que até o povão ficou preocupado, e olha que brasileiro está acostumado a chorar muito todo fim do mês quando recebe o salário.
Será que é muito peso nas costas dos jogadores ou será que é o bafo quente na nuca? Dizem que tem jogador pedindo pra dormir de luz acesa porque tem medo do escuro. Mas como ter medo do escuro se a seleção tem o Jô, o Luiz Gustavo, o Fernandinho, o Neymar, o Maicon, o Marcelo, o Willian e o Ramires? Sinceramente: acho que está faltando macho nessa seleção mulherzinha e o Felipão deveria ter convocado a jogadora Marta pro time! Não queremos mais ver cenas deprimentes como aquela do jogo contra o Chile, quando Thiago Silva sentou em cima de uma bola e chorou. Se o capitão fosse o Richarlyson, ia sentar em cima de duas, e sem chorar. Esse medinho todo dos jogadores não seria uma influência do Felipão e de seu inseparável Murtosa, o Primeiro-Damo da seleção? Os dois amigos gaúcho-afetivos trouxeram uma lufada de ar fresco à Granja Comary, como se o Minuano, o vento que vem do Sul, pegasse todos pelas costas.

Para treinar pro próximo jogo, a seleção brasileira inundou de lágrimas a Granja Comary. A população de Teresópolis, que não via tanta água desde as últimas enchentes, teve de fugir de canoa

Agamenon Mendes Pedreira só chora lágrimas de crocodilo

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Ave, Júlio César!

Como já estou cansado de repetir para os meus dezessete leitores e meio (tem um anão, não se esqueçam), não assisto às partidas para que o resultado do jogo não interfira na minha análise crítica, isenta e imparcial. Assim sendo, lá vão minhas considerações equilibradas, sensatas e serenas sobre jogo. Haaaaaaaaaaaaja coração! O Brasil inteiro assistiu ao dramático jogo contra o Chile com uma ambulância-UTI à porta de casa.

O Brasil esteve o tempo todo à beira de um ataque: do ataque do Chile, do ataque de coração e do ataque de nervos. Felizmente havia um deus ex machina, um Querubim Celeste, um goleiro de beleza apolínea e nome de imperador romano: Júlio César. Ave, Júlio César! Aqueles que vão bater pênalti te saúdam! Não basta ser goleiro, tem de parecer goleiro.

O Chile jogou completo, com: Tarapacá, Montes Alpha, Altair, Errazuriz, Almaviva, Don Melchor, Tabali, Undurraga, Ventisquero, De Martino, Concha y Toro. Sem contar com o seu banco de “reservas” sempre das melhores safras e cepas. A seleção chilena não tem técnico, tem um sommelier.

Os chilenos apresentaram um futebol frutado e bastante tânico, com toques de cereja, carvalho e xixi de gato no retrogosto. Mas, apesar da boa adega, se não fosse o Júlio César, o Brasil iria acordar com uma tremenda de uma ressaca. Cá estou na capital das Alterosas, terra de Aético Neves, o Beocinho, candidato à Presidência do Brasil. Aécio já avisou que, se for eleito, vai transferir a capital federal para o Rio de Janeiro, de onde governou Minas Gerais por oito anos.

Belo Horizonte é uma festa! As brasileiras dão para os estrangeiros com a maior facilidade. Basta ser gringo que a entrada está liberada, nem precisa pagar ingresso. Para não ficar na mão, eu me disfarcei de paraguaio e acabei pegando um travesti maneiro, quer dizer, um travesti mineiro. Só descobri o engano quando a criatura me ofereceu o seu tradicional tutu com linguiça.

Como todos sabem, cegos, surdos, mudos e pernetas têm o direito de comprar ingressos mais baratos para o Mundial. Por isso mesmo pedi ao meu amigo, o rei Roberto Carlos, que me arrumasse os seus tíquetes para a Copa para vender a bom preço na porta do estádio. Roberto Carlos não vai poder assistir aos jogos do Brasil, pois está muito ocupado censurando a própria autobiografia.

Na porta do estádio encontrei o ex-presidente em exercício, Luísque Inácio Lula da Silva, estacionando o seu jegue em lugar proibido. Enquanto a polícia rebocava o quadrúpede, Lula me confidenciou que não tinha ingresso. Imediatamente vendi ao Guia Genial dos Povos Latino-Americanos uma das minhas entradas para deficiente, falsificada, é claro. Como a entrada era falsa, Lula fez questão de me pagar com dinheiro do caixa dois da campanha da Dilma.

Já que estavam em Minas, os chilenos foram para o fundo do buraco, mas para eles isso não é nenhum problema, já estão acostumados

Já que estavam em Minas, os chilenos foram para o fundo do buraco, mas para eles isso não é nenhum problema, já estão acostumados

Agamenon Mendes Pedreira não é o Willian, mas também só chuta pra fora

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Camarões com chuchu

Como todos os meus dezessete leitores e meio (não esqueçam do anão) estão cansados de saber, continuo aqui em Brasília. Estacionei meu Dodge Dart 73, enferrujado, na porta do estádio Zé Mané, batizado em homenagem ao contribuinte otário que pagou por este elefante branco superfaturado. Como sempre, não assisti a Brasil e Camarões, para que o resultado da partida não influenciasse a minha opinião isenta e imparcial. Por isso mesmo, aproveitei que estou na Copa em plena Capital Federal e resolvi arrumar uma bolada!

Infelizmente, o Congresso, os ministérios e autarquias estavam todos fechados, o que muito dificulta as jogadas tão comuns do esporte nacional de Brasília, a roubalheira. Felizmente, encontrei uma funcionária que estava atendendo na Secretaria das Piranhas, ligada ao Ministério da Pesca. A servidora “púbica” me atendeu de lingerie vermelha (é ligada ao PT), cinta-liga e meia arrastão e exigiu que eu pagasse a propina antes de começar o programa. Programa assistencialista, é claro! Em seguida, a funcionária de vida fácil mostrou que realiza um excelente trabalho de inclusão digital. Me explicou também que a Secretaria das Piranhas tem um projeto de fundo ecológico. Mais de fundo do que ecológico. O Ministério da Pesca quer impedir a extinção das vorazes piranhas porque elas são um verdadeiro símbolo da hospitalidade brasileira, recebendo de braços (e outras partes) abertos os turistas que chegaram há pouco de fora. Vamos salvar as nossas piranhas, esse importante e cultural peixe de rio! De Rio, de São Paulo, de Brasília, tem piranha em tudo que é lugar.

Também fiz questão de dar uma passada no Presídio da Papuda, onde está concentrada a Seleção do Mensalão. Delúbio, Genoino e o capitão Zé Dirceu infelizmente não puderam ir torcer pela seleção no Mané Garrincha, mas cada um na sua cela fez parte da grande “corrente” pelo Brasil. Mesmo porque corrente é coisa que não falta em presídio. Fiquei muito impressionado com as nababescas instalações da Granja Comary do PT. No Brasil, para quem tem grana é mais difícil entrar  numa cadeia do que sair. Por via das dúvidas, preferi ficar na portaria.

Mas, para não ficarem dizendo que fui a Brasília e não vi o jogo (o que é pura verdade), só posso dizer que a seleção crustácea de Camarões chegou estragada a Brasília (o oceano mais próximo fica a quilômetros de distância), provocando um desarranjo no time do Brasil no primeiro tempo, que fez várias ca$#@!¨%$#das. Nos primeiros 45 minutos, a família Scolari era Neymar e mais dez. No segundo, tempo os camaroneses nadaram, nadaram (no cerrado) e acabaram morrendo na praia, que, como já disse, fica a quilômetros de distância. A seleção do Felipão, apesar de ganhar com folga, mostrou que não Fred nem sai de cima. Além de Hulk, o Brasil tem outro super-herói: Fred, o homem invisível.

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Quem vai chegar daqui a pouco de fora para a Copa é o príncipe Harry Potter, herdeiro do trono britânico. E eu, Agamenon Mendes Pedreira, vou ciceronear o jovem membro da realeza em suas andanças e comilanças pelo Brasil

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista superfaturado

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O palhaço da Alvorada

Graças à Copa, o Brasil está melhorando, e isso ninguém tem coragem de dizer! Sigam-me no meu raciocínio: tem feriado  todo dia, todo mundo parou de trabalhar no governo, o trânsito anda uma beleza, a polícia só está batendo nos chilenos e até os assaltantes resolveram tirar férias pra assistir à Copa. Já estou aqui em Brasília e estacionei meu Dodge Dart 73, enferrujado, na porta da Arena Zé Mané Garrincha. O bilionário estádio foi assim batizado não em homenagem ao grande Garrincha, mas em honra ao Zé Mané, o torcedor contribuinte, que pagou esta obra superfaturada PATRÃO FIFA.

A grande discussão aqui na capital federal é o que vai ser feito com o enorme e luxuoso estádio de futebol depois que a Copa acabar. Como em Brasília não se pratica muito o futebol (o esporte local é a roubalheira), minha sugestão é transformar o Mané Garrincha em presídio após o Mundial. E depois trancar lá dentro todos os políticos, empreiteiros, lobistas e funcionários públicos que meteram a mão nas verbas da Copa. O problema é que não ia ter vaga pra todo mundo. E a Papuda (que é uma penitenciária Padrão FIFA) já está lotada de mensaleiros do PT (Partido da Tranca). Enquanto membro da imprensa golpista de direita da elite branca, fui prestar solidariedade à presidenta Dilma Roskoff, que ainda está entalada com os xingamentos chulos, de baixo calão, que recebeu da torcida no Itaquerão. Indignada com os apupos, Dilma se trancou no palácio com sua amiga, a presidenta da Petrobras, “Graça” Foster. Palácio do Jaburu, é claro.

Dilma me confessou que não sabe se vai ao jogo, com medo de ser vaiada. Sugeri então à Angela Merkel brasileira ir ao estádio disfarçada de mulher. Como se fosse o cartunista Laerte. Assim, travestida, no meio do povão da elite, Dilma ia poder lavar a alma, xingando o Renan, o Collor, o Michel Temer, o Gilberto Cascalho e todas as outras autoridades que estivessem presentes.

E atenção, torcida brasileira: vamos secar bastante os Camarões! E fazer um vatapá!

Com medo de ser xingada mais uma vez pelo povão da elite branca, a presidenta Dilma Roskoff ainda não decidiu se vai pintar no estádio Mané Garrincha

Com medo de ser xingada mais uma vez pelo povão da elite branca, a presidenta Dilma Roskoff ainda não decidiu se vai pintar no estádio Mané Garrincha

Agamenon é jornalista superfaturado

 

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