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FÉRIAS NO TRIPLEX DO GUARUJÁ

Eu, Agamenon Mendes Pedreira, sou o único desempregado do Brasil que tira férias. Como todo trabalhador no “desvio”, depois de ficar 11 meses procurando serviço e sem fazer rigorosamente nada, tenho o sagrado direto de gozar de merecidas férias não remuneradas. Como estou no maior miserê, tenho que lançar mão da generosidade dos amigos para poder usufruir de alguns dias na praia ou na montanha. Desta vez pude contar com o meu amigo Luísque Inácio Lula da Silva, o Brahma, que fez questão de ceder o seu tríplex (que não é dele) no Guarujá, de frente para o mar, com vista para África, onde o Lula tem uns negócios (que também não são dele).

O Edifício Solaris é uma espécie de Kremlin do PT, Partido do Triplex. Todos os dirigentes importantes do partido também fazem questão de NÃO serem proprietários de nenhum apartamento no condomínio mulo-petista. O apê do Lula (que não é dele) é uma maravilha! Tem elevador privativo, adega, sauna e uma lavanderia a jato, tudo pago pela OAS (Obras Arrumadas pelo Sindicato). Tem duas piscinas: uma de cachaça e outra só de botox pra ex-Primeira Dama e atual Primeira Dona do Apartamento (que não é dela). Tem também uma suíte só para receber a Rosemary, a Segunda Dama. Na área de lazer tem uma sala de jogos para os filhos do Lula fazerem suas jogadas e, receberem seus amigos e propinas. Não necessariamente nesta ordem. No quarto do casal construíram um closet gigantesco onde, ao lado de ternos de grife, ficam penduradas as contas do BNDES, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil,da Nuclebrás e os Fundos de Pensão. Tudo feito sob medida. Medida provisória.

Cansado daquela vida mansa al mare, parti então para uma temporada na serra. Isaura, a minha patroa, e eu nos instalamos na suíte presidencial do Sitio do Lula em Atibaia que, por sinal, também não é dele. O lugar é esplêndido e bucólico. Tem até um laguinho onde romanticamente passeamos na canoa da Dona Marisa (que também não é da D. Marisa). No meio da represa é que descobrimos que a canoa estava furada. Foi aí que a Isaura, a minha patroa, ficou toda molhadinha.

À noite acendemos a lareira e ligamos a TV para assistir, juntinhos, um filme de terror. Escolhemos “A Volta dos Mortos Vivos”. Uma história que se passa durante a reabertura dos trabalhos legislativos em Brasília. Três zumbis: Zyka Roussef, Eduardo Pulha e Renan Canalheiros, disputam para ver quem consegue devorar mais cérebros de parlamentares. Mas quase morrem de fome. Cérebro é coisa que ninguém tem no Congresso Nacional. Principalmente depois da microcefalia transmitida pelo mosquito da dengue.

Lama

No carnaval de Brasília, os blocos de sujos da base aliada do governo prometeram cair na folia mas avisaram que, na quarta-feira de cinzas, vão entrar num Lava-Jato.

Agamenon Mendes Pedreira também não tem tríplex no Guarujá.

 

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A PEQUENA BUDA

ESPECIAL FÉRIAS parte 6

Influenciado por Richard Gere, comecei então a estudar os ensinamentos e as palavras sagradas de Buda, o Sidartha, de Hermann Hesse. Sidartha Gautama, vulgo Buda, nasceu na Índia, onde era magro e miserável. Cheio de fome, Sidartha Gautama, mudou-se para Beijing onde arrumou um emprego de entregador do China in the Box.

Submetido à uma dieta rica em gorduras e caixinhas de papelão, o homem santo foi adquirindo proporções gigantescas, transformando-se na rotunda figura que hoje decora milhares de templos orientais e restaurantes. Apesar de não ser boiola, Buda nos ensinou que devemos amar os nossos semelhantes. Buda ensinou também que a alma dos seres vivos é imortal podendo evoluir ou involuir a cada encarnação. Por exemplo: se um jogador de futebol tem um bom comportamento ao longo de toda a sua existência, na próxima encarnação poderá vir encarnado como cantor de pagode. Se o cantor de pagode não cumprir corretamente o seu karma terrestre, ele será punido reencarnando na forma de sertanejo universitário ou loura gostosa. Como vocês podem ver, a evolução da alma humana é muito lenta.

Imbuído de todos estes ensinamentos metafísicos e de todas as experiências que vivi ao longo deste meu périplo místico espiritual, percebi então que chegara a uma encruzilhada em minha vida. Um momento de grande iluminação interior e que me apontava um só caminho: já estava na hora de abrir a minha própria religião!

Assim que concluí o meu curso de místico superior intensivão, recebi o meu diploma das mãos do Dalai Lama em pessoa. O Carequinha do Nepal desejou-me sorte na minha nova religião mas disse-me que, antes de exercer o meu ofício de místico, eu deveria fazer um estágio na Índia, centro mundial do esoterismo.

04-01 img Agamenon Férias 05

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BOQUETE DE MOSQUITO, QUER DIZER, BANQUETE DE MOSQUITOS

Para sair um pouco da rotina de nossa vida sexual, Isaura e eu interrompemos nossa jornada mística para passar uma temporada juntos, praticando o sexo selvagem e o amor livre.

Um casal de amigos muito generoso nos convidou para uma temporada em sua magnífica fazenda, num lugar remoto do litoral baiano. Aqui estamos, Isaura e eu, neste paraíso terráqueo de coqueirais imensos e praias desertas de areias alvacentas, onde podemos nos banhar nus, tranquilamente, sem que as dimensões do meu bilau sejam alvo da chacota de alheia.

Passamos os dias inteiros catando coquinho e fumando uma poderosa maconha baiana, que nos desperta uma gigantesca e incontrolável larica. Já comemos tudo o que tem na geladeira e agora estamos devorando os móveis e estofados da casa.

Outros convidados ilustres e igualmente maconheiros nos acompanham neste ócio de verão. Uma americana que ficou nua em Woodstock, um editor de livros pornográficos, uma artista plástica consagrada e uma fashion woman de fama internacional.

Nossos dias se resumem a nos equilibrar pelados em cima de enormes pranchas de stand up comedy, fumando imensos baseados de marofa. Ao final do dia, um nativo me aplica uma vigorosa e relaxante massagem prostática com direito a happy end.

Mas um detalhe incômodo perturba a minha paz tão merecida. Eu, e somente eu, sou alvo preferido dos mosquitos locais, que fazem do meu corpo uma espécie de buffet de festa de casamento. Não sei se é a minha cútis alvacenta e ariana ou se é o meu sangue puro de caucasiano, mas somente eu, Agamenon Mendes Pedreira, sou objeto da voracidade incontrolável da mosquitada mais faminta e mais insaciável que um refugiado do Haiti.

Apavorado com a possibilidade de pegar uma grave moléstia, tive que recorrer à Ciência para poder entender esse curioso e incômodo fenômeno gastro-hematófago.

Os mosquitos são insetos artrópodes da família Culicidae.

O mais famoso é o Aedes Aegypti, que foi escolhido pelo Ministério da Saúde o muso deste verão. O popular Aedes (que significa odioso em latim) é transmissor da dengue, da Zica e da Chicungunha, isso para não falar da Febre Amarela. Somente as fêmeas chupam o sangue e o cartão de crédito de suas vítimas. Ao contrário do Anopheles, o vetor da malária. O Aedes deposita seus ovos em águas paradas ou em contas secretas da Suíça e por isso mesmo é suspeito de participar dos escândalos do PT de forma endêmica chupando recursos dos cofres públicos para entregar tudo para o João Vaccari Neto.

Durante a ditadura militar o Aedes Aegypti havia sido erradicado no Brasil pela repressão, mas, depois do governo do Lula, voltou com força total, pois é um inseto de esquerda, que pica as elites e os pobres sem distinção. Muitos agrupamentos de mosquitos ganham Bolsa Ditadura.

Já o anófele transmite a malária, maleita ou febre sezão, outra moléstia tradicional e típica da cultura brasileira, assim como o Axé Music e o Sertanejo Universitário.

Pois essa mosquitada toda vem se banquetear no meu corpo encanecido, que está em chagas, cheio de picadas, inclusive em regiões remotas e inóspitas de minha anatomia.

Mas o pior ainda estava por vir. Entrava em meus aposentos quando, subitamente, deparei-me com uma cena dantesca. Apesar do cortinado, a minha patroa, a Isaura, estava sendo inoculada, bem no Curuzu, por um enorme mosquito. Em meio aos gritos lancinantes da indefesa Isaura, pequei um spray de Repelex e despejei inteiro no repugnante inseto. Mas foi em vão. Tive que lançar mão de uma raquete, dessas que se compra no camelô. Enchi o mosquito de raquetadas que só então saiu correndo de nossa alcova. E o que é pior: ainda levou as minhas havaianas.

Mas vocês sabem como são as mulheres. Em vez de ficar agradecida por ter sido salva do mega-artrópode, a inconformada criatura ficou reclamando, pois, segundo a Isaura, a minha patroa, estava curtindo muito a picadura do mosquito.

Feito esse trocadilho infame, apaguei a luz, virei-me para o lado e dormi.

 

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Durante a Ditadura Militar, o Aedes Aegypti havia sido erradicado no Brasil pela repressão. Depois do governo do Lula voltaram com forca total, pois são insetos de esquerda, já que picam as elites e os pobres sem distinção. Muitos recebem Bolsa Ditadura.

Aganenon Mendes Pedreira e inseticida amador

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NEPAL, É PEDRA, É O FIM DO CAMINHO!

ESPECIAL FÉRIAS parte 4

Depois desta revelação mística em Sentaemalgo de Churumela, resolvemos pegar mais um navio, desta vez um cargueiro tailandês, o Lobsang Rampa, navio mercante que levava um carregamento de escravas brancas para uma casa de massagem na Malásia. Mas infelizmente abandonei o navio no meio da viagem, em pleno Mar da China, quando percebi no mapa do comandante que o Nepal, assim como Minas Gerais, não é banhado pelo Embiquei então na direção das montanhas do Himalaia, pois me disseram que o Tibete ficava por ali. O Tibete é como aquelas mulheres boazudas que apareciam peladas na Playboy : um lugar de difícil acesso. A Cordilheira do Himalaia é muito escarpada, parece a Rocinha. Só que os traficantes do maior morro do mundo morreram todos soterrados nas monumentais avalanches que ocorrem por ali. Seguimos então, amarrados por cordas, subindo na direção dos picos nevados himalaianos.

À medida que subíamos, respirar se tornava um suplício. O ar era tão rarefeito que, quando alguém soltava um pum, imediatamente os outros corriam para tentar respirar o flato em busca de um pouco de oxigênio, mesmo se fosse gás carbônico. Exaustos com aquela escalada, de repente, tive mais uma visão mística, o que já estava me enchendo o saco. Um velho de barba branca, coberto de neve, saiu das profundezas da montanha caminhando na minha direção. A princípio, pensei que era o Papai Noel, mas, à medida que ele se aproximava, percebi que o velho era o encanecido galã Richard Gere, budista ortodoxo, em busca de um Oscar.

Ao verem aquele grisalho astro do cinema e símbolo sexual ao vivo, todas as mulheres da minha expedição resolveram dar para ele. No caso, era só a Isaura, a minha patroa. Todos sabem que Richard Gere é budista praticante e, assim sendo, imediatamente engatou uma ilustrativa palestra com o Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo, psicoproctologista profissional e um estudioso diletante de Buda. Gere, sempre galante, nos convidou para passar a noite no seu mosteiro particular do Tibete. O mosteiro de Gere tem quinze suítes, heliporto, piscina aquecida, sauna e a melhor vista para o vale do Himalaia.

Conhecemos a sala de ginástica que pertenceu à modelo Cindy Crawford, ex-esposa de Gere, que ele abandonou para se casar com o Dalai Lama. Em seguida, o ator me convidou para tomarmos um brandy à beira da lareira, pois, na prática do budismo, é muito importante a vida contemplativa. Foi então que Gere levou-me até o seu cofre onde ficamos horas contemplando os milhões de dólares que ele acumulo em sua carreira. Eu estava ali, naquele transe hipnótico e meditativo, quando Gere começou a me introduzir no budismo.

A prática do budismo é muito arriscada nos dias de hoje. O praticante do budismo tem que seguir estritamente os rituais sagrados da liturgia para impedir que acabemos vitimados por alguma religião infectocontagiosa. Assim como os muçulmanos, os praticantes do budismo devem proceder a uma rigorosa higiene de todas as extremidades e concavidades do corpo humano. Em seguida, para uma perfeita purificação espiritual, os postulantes ao cargo de monge devem submeter-se a um vigoroso enema para expulsar os maus espíritos. Finalmente, o indivíduo tem que raspar a cabeça. A raspagem da cabeça não tem nenhum significado religioso, é só para ficar mais bonitinho mesmo.

Assim como os garis da Comlurb, os monges budistas vestem trajes cor de abóbora, mas sem aquela faixas prateadas fluorescentes o que faz com que muitos monges sejam atropelados à noite quando estão varrendo as estradas do Tibet.

04-01 img Agamenon Férias 04

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ENTERRA, SANTA!

ESPECIAL FÉRIAS parte 2

Foi então que cheguei ao clímax desta minha peregrinação. Já que na minha hospedaria não tinha água corrente, resolvi tomar um banho no Rio Jordão. Mas quando cheguei ao córrego sagrado fui tomado por uma visão mística: um bando de pagodeiros e modelos seminuas disputavam um sabonete nas águas puríssimas do Jordão. Foi aí que eu vi o Gugu Liberato sendo batizado pelo padre Morcelo Rossi em pessoa. O padre cantor, tomado por profunda fé mística, jogava água fora da bacia hidrográfica do Rio Jordão. Foi então que surgiu o Todo Poderoso: Edir Macedo! Neste exato momento, assisti pessoalmente ao milagre da conversão.

Edir Macedowitz, que agora é judeu, converteu toda a sua fortuna de reais para dólares! Aquele espetáculo dantesco de comercialismo religioso me deixou ainda mais revoltado, deprimido e sem esperança. Sem rumo, percebi que ali não estavam as respostas para as minhas profundas dúvidas existenciais.

Resolvi então atravessar em caravana o Deserto da Galiléia, onde passamos pelo Velho e pelo Novo Testamento. Depois de tantos quibes, esfihas e falaféis, fui acometido por uma terrível dor-de-barriga. Devido às condições precárias de higiene no deserto, não havia papel higiênico para realizar uma perfeita profilaxia do pavilhão reto-furicular. Assim, tive que usar a sarça ardente, um arbusto bíblico típico da região, coisa que tornou a travessia ainda mais dolorosa, aumentando de maneira insuportável a minha comichão espiritual.

No meio do deserto, tivemos a oportunidade de visitar as Minas do Rei Salomão, uma espécie de termas dos tempos bíblicos. No histórico bordel tivemos a oportunidade de conhecer (no sentido bíblico, é claro, de fora pra dentro) as famosas messalinas hebréias que não dão pra ninguém mas, em compensação, emprestam o sexo a juros extorsivos.

Ainda na Palestina, visitamos a cidade de Sodoma, onde provamos a comida típica da região, a rabada sodomita, iguaria Isaura, a minha patroa, costuma oferecer aos amigos. Estivemos também em Gomorra, outra cidade pecadora, onde foi inventada a gomorria que é uma sacanagem muito pior que a sodomia. Dr. Jacintho Leite Aquino Rego, psico-proctologista de fama internacional, queria desviar a nossa caravana na direção de Cafarnaum e em seguida rumar na direção do Cairo. Dr. Jacintho, egiptolólogo amador, pretendia examinar pessoalmente as Sete Pregas do Egito. Segundo o eminente sábio psico-proctologista, o episódio das Sete Pregas do Egito é um dos mais importantes erros ortográficos do Antigo Testamento. Depois de andarmos por Seca e Meca, de déu em déu, com o sol à pino ardendo sobre as nossas cabeças, finalmente chegamos a um outro importante duplo sentido do Oriente Médio: o Estreito de Ormuz, no Mar Vermelho. Não poso negar o fato que, após a minha passagem pela inflamada região, o Estreito de Ormuz já não é mais tão estreito assim.

No Mar Vermelho embarcamos no vapor de bandeira turca, o Al Jabah, que levava um carregamento de opiáceos para a Espanha. Eu só conhecia a Turquia do filme O Expresso da Meia Noite e posso dizer que o navio era muito pior. Os marinheiros turcos ameaçavam nos transformar em eunucos com suas cimitarras indomáveis caso não nos submetêssemos aos seus mais baixos e sórdidos caprichos sexuais. Até aí, tudo bem.

04-01 img Agamenon Férias 02

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VIAGEM ESPIRITUAL DE FUNDO MÍSTICO

ESPECIAL FÉRIAS parte 1

O fim do ano é um momento de reflexão. Por isso, ao me ver refletido no espelho retrovisor do meu Dodge Dart 73, enferrujado, percebo que me tornei um modelo de Sebastião Salgado. Ao me deparar horrorizado com a miséria negativada da minha pessoa, sou tomado de pensamentos profundos que atormentam a minha mente inquieta. Neste momento de reflexão profunda, volto os meus pensamentos para regiões inconfessáveis do meu eu mais interior. Por que estamos aqui? Qual o sentido da vida? Por que eu não sou parecido com o Brad Pitt? Por que o Chico Buarque tem mais dinheiro que eu?

Foi assim, tomado por uma profunda depressão, capaz de fazer inveja ao Arthur Dapieve, resolvi juntar meus míseros trocados e realizar uma viagem místico-espiritual de fundo religioso. Aliás, mais de fundo do que religioso. Para me acompanhar nesta busca ao meu eu mais profundo, levei junto comigo a minha esposa, a Isaura (que não é lá muito católica), além é claro, do meu personal psico-proctologista Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo.

Apelando para os meus contatos, arrumei uma passagem de grátis num navio grego, o cargueiro Enfhyos Nokoulos, que levava um carregamento de mandiocas graúdas para a ilha de Mikonos, paraíso do nudismo e da pouca vergonha. Como a passagem era só uma e nós éramos quatro, tivemos que nos acomodar apertados num só beliche onde dividíamos a cama, o banheiro e o que é pior, a mulher. No caso a minha, a Isaura.

Depois de quinze dias balançando no proceloso Mar Mediterrâneo, chegamos à Terra Santa, pátria de várias religiões. Foi lá, na Terra Sagrada dos judeus, que nasceu o menino Jesus e a venda à crédito.

Devido ao afluxo de turistas, só conseguimos vaga numa modesta hospedaria da rede Manjedoura Inn, onde tivemos que dividir o mesmo estábulo com um terrorista palestino. Logo pela manhã, tomado por intenso fervor místico, resolvi me enfurnar nas ruas milenares da cidade sagrada. Percorri a Via Crucis, onde senti o mesmo sofrimento do Cristo ao ver a minha patroa, a Isaura, detonando o cartão de crédito em todas as lojas de bugigangas que via pela frente. Em seguida, embicamos na direção do Muro das Lamentações onde lamentei aos prantos o conteúdo da minha carteira.

O dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo resolveu visitar a Mesquita de Omar. Lá, o Dr. Jacintho constatou que a posição dos fiéis orando em direção a Meca é ideal para um perfeito exame do pavilhão reto-furicular. Em suas pesquisas in culo, quer dizer, in loco, o Dr. JacinthoLeite Aquino Rego concluiu que muitos muçulmanos, apesar de religiosos, não são lá muito ortodoxos.

JERUSALEM - APRIL 02: Orthodox Jewish Pray at the Western Wall during the holiday of Passover on April 02 2010 in Jerusalem,Under the Omar Mosque.

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