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ROUBOCOPA

Estreou esta semana o filme Roubocopa, de José Padilha, o diretor de Troca de Elite 1 e da pornochanchada policial Troca Troca de Elite 2. Roubocopa é um remake e todo mundo já sabe como o filme acaba: ninguém vai preso! Misturando ação e corrupção, Roubocopa conta a história de um robô cibernético que é criado para substituir os políticos ineficientes que não sabem roubar direito e acabam sendo presos ou denunciados pela imprensa golpista.

A megalomaníaca produção da Odebrecht Goldwin Mayer custou mais de 200 bilhões de dólares, a maioria desviados da construção dos estádios da Copa no Brasil. A crítica ficou dividida mas, depois que o Roubocopa molhou a mão dos que não gostaram, os elogios foram unânimes.

Apesar de não ter assistido o filme (para não deixar influenciar a minha crítica isenta e imparcial), agora vou fazer um spoiler para sacanear os meus 17 seguidores e meio (não esqueçam que o Nelson Ned morreu mas continua vivo no meu coração). Roubocopa conta a história do Capitão Nascimento que, depois de ser metralhado pelas milícias, deu entrada num hospital do SUS. Ao examinarem o corpo do herói cravejado de balas, a junta médica rapidamente deu o diagnóstico:

– Ih, deu ruim!

O pobre Capitão Nascimento estava mais morto do que a oposição brasileira e o meu bilau. Mas graças aos avanços da Medicina (principalmente em direção ao bolso dos pacientes), o heróico militar foi salvo. Mas os médicos foram cautelosos e avisaram à família:

– Do jeito que tá, ser humano não dá pra ele ser mais… o máximo que a gente consegue é transformar ele num político.

O final da história todo mundo já sabe: Roubocopa se transformou numa máquina de roubar: se mudou para Brasília, se elegeu deputado da base aliada, casou com uma piranha que trabalha no Ministério da Pesca e os dois foram felizes para sempre!

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O diretor de redação de o Globo, Caetano Velhoso, está cada vez mais parecido com sua mãe, Dona Caô.

 

Agamenon Mendes Pedreira é cronista crônico.

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FIGURAÇA DA SEMANA:
MARCELO FROUXO

 fig_marcelod2Marcelo Frouxo – o deputado mais badalado do Rio de Janeiro, continua fazendo o maior sucesso no meio dos artistas. Só não me perguntem no meio de qual artista. Marcelo D2 Freixo sempre foi um político alternativo, orgânico, não é transgênico e vive sendo foi adubado, quer dizer, adulado pela classe artística. Num artigo polêmico, Martelo Freixo afirmou que não tem ligação com nenhum Black Bloc: o único mascarado que ele conhece é o Caetano Velhoso, decano da MPB (Mascarados Populares da Bahia). Com relação à militante ativista Sininho, Freixo confessou que só pegou ela uma vez, numa festa na casa do Peter Pan. Como todo mundo sabe, Peter Pan é aquele personagem que Walt Disney criou inspirado num velho compositor baiano: pensa que ainda é garoto e não quer envelhecer.

 

 

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