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A FIFA SE FONDUE!

Depois do mensalão e do petrolão, agora surge um novo escândalo: o Fifalão. Os comentaristas acham que sabem tudo de futebol, mas quem entende mesmo de jogada são os cartolas da FIFA (Falcatruas Internacionais de Futebolistas Arrogantes). Numa espécie de Operação Lava-Jato-futebolística, a Polícia Suíça e o FBI prenderam vários dirigentes de futebol metidos na maior roubalheira. Mas não era uma maracutaiazinha qualquer não, era uma roubalheira no Padrão FIFA! O mundo está mesmo virado. Já não se pode mais roubar sossegado! Nem mesmo na Suíça, um país neutro, os abelhudos da polícia deixam os salafrários trabalhar em paz! A Suíça, país dos relógios-cuco, dos chocolates, das vacas leiteiras e das contas secretas, virou uma esculhambação. Como é que se interrompe um congresso internacional de negociatas de alto nível?

Entre os presos está o ex-presidente da CBF (Confederação Bandalheira de Futebol), o ancião José Maria Dindín que começou sua carreira criminal ao lado do faraó João Havelhange, responsável pelo superfaturamento na construção das pirâmides do Egito Antigo para a Copa do Egito Antigo, o Egitão.

Mas parece que o FBI está atrás de outros cartolas brasileiros, como João Dafalange e Enricado Teixeira. João Dafalange é a glória do esporte nacional; além de presidente de honra do PCC (Primeiro Comando da Cartolagem), foi campeão olímpico de assalto triplo qualificado. Seu ex-genro e comparsa, Enricado Teixeira, está escondido em Miami num lugar chamado Boca Ratón.

Onde estavam os rigorosos juízes de futebol que não viram a posição irregular dos cartolas? Não era caso de cartão de crédito vermelho? Na verdade, a FIFA só se interessa por uma coisa no futebol: as boladas. A sede da FIFA fica na Suíça porque os cartolas são pessoas muito sentimentais e querem ficar sempre pertinho do dinheiro. Se essa roubalheira internacional aconteceu com os dirigentes titulares, imagina os que ficaram no banco? Banco de Zurique, é claro.

Aconselhado por Luísque Inácio Lula da Silva, o presidente da CAFIFA, Joseph Blatter, declarou em entrevista coletiva que não sabia de nada e que apoia as investigações, doa a quem doar. Irritado com uma pergunta impertinente de um repórter, Blatter mandou o jornalista se Qatar. Na primeira classe.

O Brasil é uma terra abençoada onde se pode praticar tranquilamente o lulopédio. O lulopédio é igual ao ludopédio, só que com mais roubalheira. Graças a Deus no Brasil não tem vulcão, terremoto, maremoto nem FBI. O mais inacreditável nisso tudo é que no Fifalão não tem ninguém do PT e nenhum empreiteiro envolvido… por enquanto.

Depois de tantas jogadas, os milionários cartolas da FIFA, acabaram indo em cana.

Depois de tantas jogadas, os milionários cartolas da FIFA acabaram indo em cana.

Agamenon Mendes Pedreira, como todo bom jornalista, chuta com as duas pernas.

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FUTEBOL, ALERGIA DO POVO

A Copa do Mundo é igual ao sexo no meu casamento: só acontece de quatro em quatro anos. Além de tudo, faz algum tempo que eu não consigo passar das quartas-de-final com a Isaura, a minha patroa. E todos os meu 17 leitores e meio (não esqueçam do anão) sabem que, na vida como no futebol, quem não faz, leva! Na minha idade avantajada, o empate é sempre um bom resultado.

Já entrei de cabeça no clima da Copa e até pintei o meu Dodge Dart 73, enferrujado, de verde amarelo! Minha residência de quatro rodas, que estava estacionada na Rua da Amargura, agora se mudou pra frente do prédio da editora Abril na Rua do Sumidouro, travessa da Marginal. Só não sei direito se é a Marginal Pinheiros ou algum Marginal que foi prefeito de São Paulo. Para a alegria do meu gerente de banco, no próximo domingo, começo a cobrir para Veja mais uma Copa do Mundo. Mas, na verdade, eu fui contratado secretamente como blogueiro puxa-saco do governo para me infiltrar na revista e destruir este combativo órgão da mídia golpista por dentro.

Como em todas as Copas, comentarei com acurado rigor jornalístico o Mundial no Brasil. Por isso mesmo, não pretendo assistir a nenhuma partida para que minhas críticas isentas e imparciais não sejam influenciadas pela atuação dos jogadores. O meu interesse na Copa é o mesmo dos empreiteiros que construíram os nossos estádios inacabados: quero ganhar uma bolada ! E para descolar um “por fora”, pretendo trabalhar de cambista na porta dos estádios e, até mesmo, como passeador de cachorras de algum jogador brasileiro.

Lembro com lágrimas nos olhos da fatídica Copa de 50. Aliás, o Maracanã, que foi construído para aquela Copa, não ficou pronto até hoje! Também me recordo bem da Copa da Suécia, onde eu e o Garrincha disputávamos pra ver quem engravidava mais torcedoras. Marquei presença na Copa do México, na Copa nos EUA e, principalmente, na Copa na França em 98. No país dos queijos e das mulheres fedorentas, o Brasil perdeu a final porque Ronaldinho foi pego com três travestis em pleno Stade de France enquanto Zidane entrava com bola e tudo.

Poucos jornalistas vivos chegaram à minha marca histórica nos Mundiais, o que me coloca no panteão dos grandes cronistas esportivos do Brasil ao lado de Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, João Saldanha e o Reinaldo Azevedo. E isso sem entender nada de futebol, o que, aliás, muito me orgulha. Não saber nada sobre o rude e viril esporte bretão num país de 270 milhões de técnicos da seleção só mostra o tamanho avantajado da minha mente diferenciada!

O futebol mudou muito ao longo dos anos. Antigamente, o jogador era um sujeito macho e casca grossa. Hoje, ao contrário, os craques são todos metrossexuais assumidos. Fazem a sobrancelha, depilam o corpo (inclusive virilha e contorno), fazem chapinha e alisamento progressivo usando penteados cada vez mais originais. E mais: todos, rigorosamente todos os jogadores brasileiros, se chamam Maicon ou qualquer outra coisa com “son” ou “uel ”no fim.

O brasileiro é guerreiro e não desiste nunca! O momento é de otimismo exagerado e apreensão irresponsável! O país inteiro já está no clima de Rumo ao Hexa e, mesmo os mais pessimistas, não podem negar que a nossa seleção, até agora, fez uma bela campanha: Neymar fez campanha de cerveja, automóvel e cueca, Daniel Alves fez campanha de tênis, David Luiz fez campanha de refrigerante e o Felipão, então, fez campanha de tudo.

A presidenta-gerenta Dilma Roskoff, com medo dos quebra-quebras durante a Copa do Mundo, resolveu se antecipar e quebrou a Petrobrás antes.

A presidenta-gerenta Dilma Roskoff, com medo dos quebra-quebras durante a Copa do Mundo, resolveu se antecipar e quebrou a Petrobrás antes.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista porque não sabia jogar bola quando era garoto.

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Futebol, alergia do povo.

A Copa do Mundo é igual a sexo no meu casamento: só acontece de quatro em quatro anos. Além de tudo, faz algum tempo que eu não consigo passar das quartas-de-final. Para os homens maduros e encanecidos pelo tempo, como eu e o Zagalo, sexo é que nem futebol quem não faz leva! Por isso, na nossa idade provecta, o empate é sempre um bom resultado.
Como já disse tantas vezes antes, pretendo não assistir a nenhuma partida da Copa para não me deixar influenciar pela atuação dos jogadores e, assim, comentar com absoluta isenção o desempenho de cada uma das seleções. Não quero nem saber o resultado dos jogos que é para não cometer nenhuma injustiça com os jogadores, que, aliás, já começaram a depositar generosas quantias na minha conta Citibank 52557995 colaborando com a minha campanha: “Ei, você Raí! Me dá um dinheiro, Raí!”


A abertura da Copa foi um belíssimo espetáculo de luz e cor, só que não vi nada, pois acabei me distraindo falsificando notas de 100 dólares com a estampa do Fernando Henrique Oneroso ‘ pois, como até os meus 17 leitores sabem, os EUA foram o único país do mundo onde a dolarização deu certo.
A abertura da Copa foi um sucesso, só que os americanos foram todos embora depois do show de Diana Ross, que continua batendo um bolão. Enquanto o mundo se divertia com as belas jogadas ensaiadas de Richard Marx e Jon Secada, eu estava do lado de fora do estádio, tomando conta dos carros. Meu amigo e sócio João Havelange está cobrando 40 dólares por uma vaga no estacionamento, mas quem desse 10 na minha mão podia parar na minha área, sem contar o lucro que obterei vendendo os toca-fitas no Brasil.
Agora já entendi por que é que a Fifa escolheu a cidade de Chicago para a abertura da Copa. É que os diretores da organização queriam homenagear os ídolos de sua juventude como Al Capone, Dillinger, Scarface e Escadinha.

Agamenon Mendes Pedreira é chefe da torcida 171.

(direto da copa de 1994)

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