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Álbum de Figuraças

Não tem operação Lava Jato, não tem corrida presidencial, não tem prisão do Lula! A única coisa que interessa e preocupa o povo brasileiro, do Sul ao Norte, do Leste ao Oeste, do Oiapoque à Marilena Chauí, é o álbum de figurinhas da Copa. O país inteiro está mobilizado para completar o álbum de figurinhas da Copa da Rússia. Mesmo porque, aqui no Brasil a coisa tá russa. Até mesmo Coxinhas e Mortadelas esqueceram suas divergências gastro-ideológicas para, de modo pacífico e civilizado, realizar o troca-troca das figurinhas repetidas.

Nas praças e avenidas, onde as multidões se juntavam para xingar o PT ou pro impeachment da Dilma Roskof, agora se reúnem para a permuta de estampas de jogadores de futebol de países estranhos. Qual a explicação antrepo-sociológica para esse fenômeno inexplicável?

Além dos adolescentes irresponsáveis, dos adultos débeis mentais e das criancinhas inocentes, a única coisa que dá certo no Brasil hoje em dia é o Álbum de Figurinhas da Copa. Graças a esse empreendimento Copular da Rússia, os jornaleiros, que estavam indo à falência, voltaram a prosperar, já que as publicações em papel estão em processo de extinção, assim como eu, Agamenon Mendes Pedreira, que virei uma peça de museu, um fóssil vivo que ninguém mais quer ver. Mesmo que estivesse empalhado e mumificado, exposto em algum museu, ninguém ia poder me ver porque os museus todos estão fechando por falta de verba.

Mas verba é o que não falta no mais novo lançamento da Editora Paganini. Não satisfeitos com o sucesso do Álbum da Copa, os gananciosos editores figurinistas lançaram o Álbum de Figurinhas da Lava Jato, que, todo dia, lança uma figurinha nova e que nunca se repete. E mais: tem figurinha brilhante, diamante, de ouro e dólar que é disputada à tapa pelos bandoleiros, quer dizer, os doleiros da Lava Jato, como Rouberto Youssef e Dario Messi, o maior craque da bandolagem brasileira!

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista escroque e mau-caráter, uma Madre Teresa de Calcutá, uma Zilda Arns, o sujeito mais honesto da Terra, perto dessa galera que pegou pesado na política, no empresariado organizado, no direito criminal e outras atividades ilícitas muito mais lucrativas que o jornalismo, Alcione, o marrom.

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FELANDO SÉRIO

Segundo meu personal psicoproctologista, Dr. Jacinto Leite Aquino Rêgo, a ciência lorto-molecular já comprovou, de maneira cabal, que a profundidade do pavilhão reto-furicular corresponde exatamente às dimensões do eixo vergo-genital, de fora para dentro. Seja um avantajado membro viril afrodescendente ou mesmo a miserinha de uma naba sino-nipônica, o receptáculo retoso adequa-se “de conforme” às solicitações anatômicas entre as partes envolvidas. Este fundamento elementar da física reto-experimental newtoniana se exprime através da fórmula:

F = m . a

onde “F” é a fundura, “m” é a massa penicular e “a” é uma constante física que define a elasticidade analógica, qual seja, a = 8,1234521 nas CNTP. Essa é a elegante fórmula que a milenar sabedoria popular há séculos já enunciava neste corolário vulgar e chulo:

“A fundura do c* é o tamanho da pir&ˆ%$#@&*oca.”

Fui buscar nesse arrazoado científico o embasamento teórico para poder analisar de maneira isenta e imparcial o caso da exposição de arte bancada, com trocadilho, fazendo favor, pelo Santander.

Esses bancos ficam querendo tirar onda que são bonzinhos, moderninhos, liberais e gay friendly. O problema é que, na vida real, tirando as aeromoças, ninguém consegue agradar a todo mundo.

O cidadão faz o que quiser com seu pavilhão reto-furicular. Trata-se de propriedade privada inalienável, única, pessoal e intransferível. Faz-se o que quiser com o próprio rabo desde que, para tanto, não se use recursos da Lei Rouanet. Arte não se discute. É proibido proibir a livre manifestação artística, de ideias ou de opinião. Vai quem quer, aplaude quem gostar e vaia quem achar ruim, como faz a Isaura, a minha patroa, quando fazemos sexo.

Foi aí que chegou o MBL – Movimento Boçal Livre – querendo dar uma de crítico de arte da Folha de São Paulo dando opinião sobre o que não entende. O genial líder do movimento, Kim II Sung Katagiri, achou que as artes exibidas afrontavam a família brasileira e pregavam a zoofilia e a pedofilia como se a exposição fosse uma missa das dez na igreja da esquina. Pronto: armou-se um salseiro, estava feito o barraco. Como tudo hoje em dia no Brasil, o caso acabou em Fla x Flu. Metade contra uma metade e a outra metade contra a outra metade.

Para não agradar a ninguém, o Banco Santander conseguiu arrumar uma solução pior ainda: fechou a mostra de artes plásticas. Se tivesse Prêmio Nobel para imbecil, só dava Brasil. Não tem jeito: banco, quando não c*#!!aga na entrada, c*#*!aga na saída.

Se o Santander faz essa lambança com as artes plásticas, imaginem o que não faz o dinheiro dos seus clientes.

Se o Santander faz essa lambança com as artes plásticas, imaginem o que não faz o dinheiro dos seus clientes.

Agamenon Mendes Pedreira é artista prático.

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HÁ MALAS QUE VÊM PARA O BEM

 

Eu tenho pena do meu amigo Geddel Vieira Lima. Geddel chora por qualquer coisinha. Chorou na frente do juiz para sair da cadeia e agora, de volta ao xilindró, chorou de novo na porta da tranca. Chorando desse jeito, Geddel vai acabar virando “mocinha” na cadeia. O problema é que Geddel sempre foi muito emotivo: tudo pra ele emotivo pra roubar.

Antigamente, nos tempos de D. Getúlio Charuto, os políticos tinham uma garçonnière, um apartamento secreto que eles usavam para receber umas criaturas, umas mocinhas que eles “ajudavam”. Hoje, ao contrário, os políticos brasileiros, no lugar das amantes sedentas de sexo, preferem guardar malas cheias de dinheiro. Deve dar mais prazer. Alguns, mais tarados, chegam a ejacular em cima dos montes de notas de 50 e 100 reais.

Por isso mesmo, apesar da recessão, a indústria de malas, mochilas, baús e contêineres não para de crescer no Brasil. Malas de todos os tipos são disputadas a tapa pelos partidos políticos. O modelo preferido é aquela feita de “couro de brasileiro”, bem macia de tanto apanhar e pagar imposto. Outros, mais sofisticados, preferem malas de grife como Louis Vuitton, Gucci ou Hermès, que é para facilitar o depósito em contas secretas na Suíça.

E esse foi o problema do Geddel Vieira Lima: a mania de guardar dinheiro dos outros sem que os outros pedissem. No caso, eu, você e todo mundo. Nessa parada do apê, Geddelzinho juntou 51 milhões de reais. Parece que o apartamento faz parte do projeto Minha Mala Minha Vida, mais um programa de inclusão social promovido pela coalizão PT-PMDB. Foram malas e mais malas, caixas e mais caixas cheias de dinheiro vivo. Só para contar aquela grana toda precisaram de mais de 14 horas de serviço. E usando máquina.

A questão do Geddel não foram as más companhias na infância. Geddel foi colega de turma do Renato Russo, e o Renato botou em Geddel o apelido de suíno porque Geddel gostava de roubar de tudo um “porco”. Em homenagem ao coleguinha, Renato Russo compôs Faroeste Caboclo. Além de sofrer bullying, Geddel teve uma infância pobre e miserável. Depois que entrou para política, Geddel deixou de ser pobre, mas continuou um miserável.

A mãe do Geddel, Dona Marluce, acha que o filho é doente. Se roubar for mesmo doença, então cadeia é penicilina. Acontece que Geddel é irmão do deputado Lúcio Vieira Lima, da lista da Odebrecht. Deve ser doença genética.

A mãe do Geddel, Dona Marluce, acha que o filho é doente. Se roubar for mesmo doença, então cadeia é penicilina. Acontece que Geddel é irmão do deputado Lúcio Vieira Lima, da lista da Odebrecht. Deve ser doença genética.

Agamenon Mendes Pedreira é um mala sem alça cheia de dinheiro.

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