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EU SOU TRAMBIQUEIRO!! COM MUITO ORGULHOOOO!!! COMO MUITO AMOOOOOORRR!!!!

Cheias de esperança no coração, milhões de crianças no mundo inteiro colocaram seus sapatinhos na janela na noite de Natal. Mas foi tudo em vão. O Papai Noel não apareceu. Na manhã seguinte, os pequeninos calçados infantis estavam mais vazios que os cofres do Rio de Janeiro.

Na mesa posta, o tradicional peru de Natal virou um esquálido galeto da Etiópia. As árvores de Natal desapareceram com o desmatamento alucinado e sem controle. Deu ruim.

Papai Noel não apareceu. As renas entraram em greve. No lugar do Bom Velhinho, quem deu as caras foi a Polícia Federal. Aliás, não foi só a PF, não. Também veio a CIA, o FBI, o Mossad e até a KGB para investigar o maior escândalo de corrupção da História da Humanidade. Nem as Pirâmides do Egito nem o Farol de Alexandria nem a Arca de Noé foram tão superfaturadas. A Arca, pelo menos, ficou pronta antes do Dilúvio. Dilúvio Soares!

Papai Noel foi preso na Operação Lapônia, a 34ª etapa da Operação Lava Jato. Investigações revelaram que o Bom Velhote lavava dinheiro dos políticos brasileiros com a fabricação e distribuição de brinquedos chineses superfaturados. E sem dar nota fiscal. Centenas de duendes e renas homoafetivas também foram levados na “coercitiva” para prestar depoimento em Brasília. Um trenó importado foi apreendido.

O Bom Velhinho, que de bom não tem nada, contratou o advogado Kakay e já avisou que vai fazer delação premiada. Segundo o Coroa do Natal, os presentes foram comprados com a doação do Caixa Dois das empreiteiras.

Finalmente descobriu-se por que o Papai Noel só se veste de vermelho: é filiado à CUT, é membro da Executiva Nacional do PT e militante do MST – Movimento dos Sem Trenó. Chico Buarque, Wagner Moura e Gregório Duvivier já divulgaram um manifesto contra a prisão arbitrária do Papai Noel e botam a culpa de tudo na globalização e no governo neoliberal assassino de Fernando Henrique Pomposo.

O Bom Velhinho e o Velhinho Escroto, Emílio Odebrecht, são acusados de comandar um esquema bilionário com o objetivo de tirar o Lula da cana e colocá-lo no regime de 12 anos.

Pelo menos nisso o Brasil se superou: é campeão de roubalheira de fama internacional. Ninguém segura este país! Agora entendo por que o Lula queria se candidatar a secretário geral da ONU. Além do foro privilegiado mundial, Lula iria promover obras da Odebrecht, da OAS, da Mendes Jr., da Engevix, da Camargo Corrêa e da Queiroz Galvão em todo o planeta! Empreiteiras que subornaram do Oiapoque a Marilena Chaui controlariam o mundo inteiro na base da propina! Do Polo Sul ao Polo Norte, da China a Portugal, da Groelândia aos confins da África!!!

agamenon natal

Mais do que a feijoada, o futebol, o samba e as mulatas com tudo de fora, é a corrupção desvairada, a corrupção moleque, a corrupção de raiz que faz a fama do Brasil no mundo. Não tem pra ninguém! (mesmo porque eles roubaram tudo…)

Agamenon Mendes Pedreira é o Bom Velhaco.

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UM CONTO DE NATAL

Poucos sabem que antes de me tornar um jornalista vitorioso, cobiçado pelas mulheres e perseguido pela Receita Federal, eu tive uma infância sofrida e miserável. E quando chega a época dos festejos natalinos, eu me recordo com emoção dos meus natais de menino pobretão… Eu era tão pobre e miserável, eu passava tanta necessidade, que o Sebastião Salgado poderia ganhar uma nota preta fazendo um livro caríssimo só com fotos minhas e da minha condição depauperada.

Eu e minha família morávamos num barraco de 3×4, que dividíamos com duas famílias: uma de retirantes e a outra de colocantes. Nós não tínhamos um endereço certo porque a cada enchente que caía sobre a cidade, o nosso barraco saía boiando como uma arca de Noé desgovernada, até parar em outra freguesia.

A umidade do barraco era intensa, o que piorava a tuberculose da minha mãezinha que ralava dia e noite na máquina de costura para sustentar os vícios do meu pai, que não eram poucos. Meu pai, por sua vez, vivia desempregado e embriagado e, sempre que estava de bom humor, passava os dias nos espancando. Quando minha pobre mãezinha juntava uns trocados, nos mimava comprando um sapato velho para dar um gostinho no feijão.

Eu me lembro de uma antiga noite de Natal, lá em mil novecentos e Dercy Gonçalves. Nevava a cântaros, o frio era terrível e cortante. Eu era um personagem de Dickens e não sabia mesmo porque era analfabeto e o único livro que tinha lá em casa um rato metido a intelectual comeu. Para nos esquentar naquele inverno rigoroso, meu pai tacou meu irmãozinho mais novo na lareira, coitado. A nossa ceia de Natal se resumia a uma rala e insossa sopa de osso, um fêmur, que descobri mais tarde, ser de mamãe, que, sempre extremosa, havia retirado de sua própria perna para não ver seus filhos passarem fome. Enquanto isso, meu pai, sempre egoísta a e cruel, saboreava uma suculenta caixa de bacalhau, sem bacalhau, desfiada. O velho monstro devorava a iguaria sem se importar com o nosso olhar faminto e pidão.

Foi aí que ouvimos batidas secas na porta de papelão do nosso barraco. Quem seria aquela hora, em plena noite de Natal? Seria o Papai Noel? – pensei eu na minha ingenuidade infantil de criança pueril. Mas não. Era o cara das Casas Bahia que veio recolher a máquina de costura da mamãe que estava com a prestação atrasada. Mamãe, aos prantos, se agarrava como podia a fonte de nosso sustento. Mas o insensível prestamista não queria saber e enchia velha de porrada. Isto deixou meu pai enciumado. Achando que a sua esposa estava dando mole para o sujeito, meu genitor imediatamente partiu pra dentro da minha mãezinha com violência inaudita. Mesmo apanhado mais que palmeirense na torcida do Corinthians, mamãe ainda encontrou forças para ter um violento ataque de hemoptise.

Ao ver aquela cena dantesca, resolvi fazer alguma coisa para acabar com aquela desgraceira digna de manchete do Extra. Assim, peguei minha irmãzinha pela mão e fomos para a rua. Caminhamos horas no meio da neve fria e gelada, pedindo uma esmola ou um pedaço de pão velho, qualquer coisa servia. Nós já estávamos ficando congelados quando, de repente, um homem bondoso resolveu estender a sua mão caridosa e, num gesto de generosidade, comprou a minha irmãzinha de 22 anos na porta da discoteca Help que, naquela época remota, ainda existia.

Eu mal podia acreditar ao ver na minha mão aquelas duas notas de cinquenta contos de réis. Com lágrimas nos olhos, disparei na direção de casa ainda a tempo de deter o caminhão das Casas Bahia. Sofregamente, coloquei o dinheiro na mão do ganancioso vendedor que me devolveu a máquina de costura. Com o fio de voz que lhe restava, mamãe, emocionada, me agradeceu:

 – Agamenon, meu filho, Deus te abençoe! Isto foi um milagre de Natal!

 – Milagre é o cacete, mãe! – disse eu. Você está despedida! Na sua vaga, eu vou colocar uma boliviana ilegal que, para este tipo de trabalho escravo, tem uma produtividade muito maior!

Por isso, todo ano, na noite de Natal, eu vou pro Calçadão da Avenida Atlântica e, sempre que posso, compro uma criatura. Quem sabe assim eu possa estar ajudando alguém que, como eu, também vive duro tal qual um peru de Natal congelado.

Peru_de_natal_-_reproducao

Para que o Peru de Natal atinja seu ponto perfeito de cozimento, sabor, consistência e dureza, é necessário que a dona de casa tenha muito cuidado ao manusear os ovos.

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UM CONTO DE NATAL

Poucos sabem que antes de me tornar um jornalista vitorioso, cobiçado pelas mulheres e perseguido pela Receita Federal, eu tive uma infância sofrida e miserável. E quando chega a época dos festejos natalinos, eu me recordo com emoção dos meus natais de menino pobretão… Eu era tão pobre e miserável, eu passava tanta necessidade, que o Sebastião Salgado poderia ganhar uma nota preta fazendo um livro caríssimo só com fotos minhas e da minha condição depauperada.

Eu e minha família morávamos num barraco de 3×4, que dividíamos com duas famílias: uma de retirantes e a outra de colocantes. Nós não tínhamos um endereço certo porque a cada enchente que caía sobre a cidade, o nosso barraco saía boiando como uma arca de Noé desgovernada, até parar em outra freguesia.

A umidade do barraco era intensa, o que piorava a tuberculose da minha mãezinha que ralava dia e noite na máquina de costura para sustentar os vícios do meu pai, que não eram poucos. Meu pai, por sua vez, vivia desempregado e embriagado e, sempre que estava de bom humor, passava os dias nos espancando. Quando minha pobre mãezinha juntava uns trocados, nos mimava comprando um sapato velho para dar um gostinho no feijão.

Eu me lembro de uma antiga noite de Natal, lá em mil novecentos e Dercy Gonçalves. Nevava a cântaros, o frio era terrível e cortante. Eu era um personagem de Dickens e não sabia mesmo porque era analfabeto e o único livro que tinha lá em casa um rato metido a intelectual comeu. Para nos esquentar naquele inverno rigoroso, meu pai tacou meu irmãozinho mais novo na lareira, coitado. A nossa ceia de Natal se resumia a uma rala e insossa sopa de osso, um fêmur, que descobri mais tarde, ser de mamãe, que, sempre extremosa, havia retirado de sua própria perna para não ver seus filhos passarem fome. Enquanto isso, meu pai, sempre egoísta a e cruel, saboreava uma suculenta caixa de bacalhau, sem bacalhau, desfiada. O velho monstro devorava a iguaria sem se importar com o nosso olhar faminto e pidão.

Foi aí que ouvimos batidas secas na porta de papelão do nosso barraco. Quem seria aquela hora, em plena noite de Natal ? Seria o Papai Noel ? – pensei eu na minha ingenuidade infantil de criança pueril. Mas não. Era o cara das Casas Bahia que veio recolher a máquina de costura da mamãe que estava com a prestação atrasada. Mamãe, aos prantos, se agarrava como podia a fonte de nosso sustento. Mas o insensível prestamista não queria saber e enchia velha de porrada. Isto deixou meu pai enciumado. Achando que a sua esposa estava dando mole para o sujeito, meu genitor imediatamente partiu pra dentro da minha mãezinha com violência inaudita. Mesmo apanhado mais que palmeirense na torcida do Corinthians, mamãe ainda encontrou forças para ter um violento ataque de hemoptise.

Ao ver aquela cena dantesca, resolvi fazer alguma coisa para acabar com aquela desgraceira digna de manchete do Extra. Assim, peguei minha irmãzinha pela mão e fomos para a rua. Caminhamos horas no meio da neve fria e gelada, pedindo uma esmola ou um pedaço de pão velho, qualquer coisa servia. Nós já estávamos ficando congelados quando, de repente, um homem bondoso resolveu estender a sua mão caridosa e, num gesto de generosidade, comprou a minha irmãzinha de 22 anos na porta da discoteca Help que, naquela época remota, ainda existia.

Eu mal podia acreditar ao ver na minha mão aquelas duas notas de cinqüenta contos de réis. Com lágrimas nos olhos, disparei na direção de casa ainda a tempo de deter o caminhão das Casas Bahia. Sofregamente, coloquei o dinheiro na mão do ganancioso vendedor que me devolveu a máquina de costura. Com o fio de voz que lhe restava, mamãe, emocionada, me agradeceu :

 – Agamenon, meu filho, Deus te abençoe ! Isto foi um milagre de Natal !

 – Milagre é o cacete, mãe ! – disse eu. Você está despedida ! Na sua vaga, eu vou colocar uma haitiana ilegal que, para este tipo de trabalho escravo, tem uma produtividade muito maior !

Por isso, todo ano, na noite de Natal, eu vou pro Calçadão da Avenida Atlântica e, sempre que posso, compro uma criatura. Quem sabe assim eu possa estar ajudando alguém que, como eu, também vive duro tal qual um peru de Natal congelado.

Para que o Peru de Natal atinja seu ponto perfeito de cozimento, sabor, consistência e dureza, é necessário que a dona de casa tenha muito cuidado ao manusear os ovos.

Agamenon Mendes Pedreira é o Bom Velhaco.

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MILAGRE DE NATAL

Poucos sabem que, antes de me tornar um jornalista vitorioso, tive uma infância sofrida e miserável. E sempre quando chega esta época dos festejos natalinos, eu me recordo com emoção dos meus natais de menino pobretão… Eu era tão pobre e miserável, eu passava tanta necessidade, que o Sebastião Salgado poderia ganhar uma nota preta fazendo um livro caríssimo só com fotos minhas e da minha condição depauperada.
Eu e minha família morávamos num barraco de três por quatro, que dividíamos com duas famílias: uma de retirantes e outra de colocantes. Nós não tínhamos um endereço certo porque  a cada enchente que caía sobre a cidade, o nosso barraco saía boiando qual uma arca de Noé  desgovernada, até parar em outra freguesia.
A umidade do barraco era intensa, o que piorava a tuberculose da minha mãezinha que dava duro dia e noite na máquina de costura para sustentar os vícios do meu pai, que não eram poucos. Meu pai, por sua vez, vivia desempregado e embriagado e, sempre que estava de bom humor, passava os dias nos espancando. Quando minha pobre mãezinha juntava uns trocados, nos mimava comprando um sapato velho para dar um gostinho no feijão.
Eu me lembro de uma antiga noite de Natal. Nevava a cântaros, o frio era terrível e cortante. Para nos esquentar naquele inverno inclemente, meu pai tacou meu irmãozinho mais novo na lareira. A nossa ceia de Natal se resumia a uma rala e insossa sopa de osso, um fêmur, que descobri mais tarde, ser de mamãe, que, sempre extremosa, o havia retirado de sua própria perna para não ver seus filhos passarem fome.
Enquanto isso, meu pai, sempre egoísta a e cruel, saboreava  uma suculenta caixa de bacalhau, sem bacalhau, desfiada. O velho monstro devorava a iguaria sem se importar com o nosso olhar faminto e pidão. Foi aí que ouvimos batidas secas na porta de papelão do nosso barraco. Quem seria aquela hora, em plena noite de Natal ? Seria o Papai Noel? –  pensei eu na minha ingenuidade infantil de criança pueril. Mas não. Era o cara das Casas Bahia que veio recolher a máquina de costura da minha mãe que estava com a prestação atrasada. Mamãe, aos prantos, se agarrava como podia à fonte de nosso sustento. Mas o insensível prestamista não queria saber e enchia velha de porrada. Isto deixou meu pai enciumado, achando que a sua esposa estava dando mole para o sujeito, e imediatamente meu genitor partiu pra dentro da minha mãezinha com violência inaudita. Mesmo apanhado mais que torcedor do Atlético Paranaense da Força Jovem do Vasco, mamãe ainda encontrou forças para ter um violento ataque de hemoptise.
Ao ver aquela cena dantesca, resolvi fazer alguma coisa para acabar com aquela desgraceira digna de manchete do Extra. Peguei minha irmãzinha pela mão e fomos para a rua. Caminhamos horas no meio da neve fria e gelada, pedindo uma esmola ou um pedaço de pão velho, qualquer coisa servia. Nós já estávamos ficando congelados quando, de repente, um homem bondoso resolveu estender a sua mão caridosa e, num gesto de generosidade, comprou a minha irmãzinha de 22 anos na porta da finada Discoteca Help.
Eu mal podia acreditar, ao ver na minha mão aquelas duas notas de cinquenta contos de réis. Com lágrimas nos olhos, disparei na direção de casa ainda a tempo de deter o caminhão das Casas Bahia. Coloquei o dinheiro na mão do ganancioso vendedor que na hora devolveu a máquina de costura. Com o fio de voz que lhe restava, mamãe, emocionada, me agradeceu:
– Agamenon, meu filho, Deus te abençoe! Isto foi um milagre de Natal!
Por isso, todo ano, na noite de Natal, eu vou para o Calçadão da Avenida Atlântica e, sempre que posso, compro uma criatura. Quem sabe assim eu possa estar ajudando alguém que, como eu, também vive duro como um peru de Natal temperado com Viagra.

Se não ganharem o indulto natalino, os mensaleiros ameaçaram fazer uma revolta de Natal no presídio da Papuda.

PENSAMENTO DO BLOG

“Neste Natal não vai faltar peru na b*!*!#*unda do brasileiro!”

Dilma Roskoff

 

Agamenon Mendes Pedreira é o Bom Velhaco.

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