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DEDO NERVOSO

O Brasil não é ovo, mas vive chocado. Desta vez o país ficou estarrecido com a “dedação” premiada de Léo Dinheiro, diretor da construtora OAS (Obrigado, Amigo Sindicalista). Em depoimento ao juiz Sério Moro, o obeso empresteiro baiano revelou que Luiz Indício Lula da Silva é o dono do tríplex do Guarujá, do Sítio de Atibaia, além de proprietário do PT, sócio majoritário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e diretor aposentado da FIESP.

Realmente, como mente o ex-entorneiro mecânico que chegou só à Presidência da República para provar à elite reacionária que os pobres podem roubar muito melhor que os ricos quando estão no poder. Poder com H!

Agora os brasileiros aguardam ansiosos a delação premiada do ex-dedo do Lula. Com medo de ficar em cana junto com o resto do corpo de delito do ex-presidente, o Dedo Mindinho decepado já procurou a Polícia Federal para abrir o bico – se é que dedo tem bico – e apontar os verdadeiros culpados.

Mas o mindinho decepado do ex-funcionário da Odebrecht jura que é inocente. O dedo decepado garante que as únicas coisas que fez de errado foram tirar meleca, cera do ouvido e coçar o saco. Isso porque o Lula obrigava. O ex-dedo de Lula jurou de pés juntos que, quando o ex-presidente meteu a mão, já não fazia mais parte dela.

protese dedo

O ex-dedo do Lula disse que, desde que foi decepado, não encontra emprego e fez questão de mostrar quanto levou de propina da OAS.

 

Agamenon Mendes Pedreira é alcaguete desempregado.

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ESQUECERAM DE MIM!

Segundo o IBGE, a população brasileira é de 211.292.773 criaturas. No listão VIP da Odebrecht, aparecem 247 nomes. Portanto, 211.292.531 não estão no listão. São uns m#$%ˆ&*erdas, uns incompetentes e, o que é pior, nunca vão ganhar tornozeleira eletrônica.

Eu, Agamenon Mendes Pedreira, não estou nessa lista. Que vergonha! Tantos anos dedicados ao jornalismo marrom e a Odecheque não me arrumou nem uma mísera mochila onde cabem 2 milhões de reais…

Quem não está na Lista da Odebrecht não existe, é um brega, um cafona. Por isso mesmo, a revista Caras está mudando de nome para revista Canas. Agora, semanalmente vamos ver, na Ilha de Canas e no Castelo de Canas, os corruptos exibindo suas tornozeleiras de grife.

Depois dos vídeos com os depoimentos, finalmente entendi como o Brasil funcionava: o Lula era funcionário da Odebrecht, que era a proprietária do Brasil. Depois ficam dizendo que o Lula não é um cara trabalhador. Ele trabalhou muito para a “empresteira” baiana. Ganhou até retrato de funcionário do mês, igualzinho ao do McDonald’s.

Enquanto operário e líder sindical, o Lula sempre quis socializar o Brasil e o Lula socializou o Brasil… com a Odebrecht. A Odecheque até ajudou o Lula a escrever a famosa Carta aos Brasileiros. A Odebrecht escreveu, mas o Lula até hoje não acabou de ler. Depois que acabou de escrever a carta, Emílio Odebrecht botou num envelope, selou e mandou o Lula levar nos Correios. O Lula aproveitou e roubou nos Correios também.

 

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O genial cineasta e inigualável Luiz Carlos Barreto, o Barretão, já pediu verba da Lei Rouanet para filmar a continuação da vida do Lula: Lula, o Filho da Pu*&*%$#@ta do Brasil.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista desempregado da Odebrecht.

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ELES USAM BLACK & WHITE

O listão dos “aprovados” da Odebrecht começou a sair. Parece até o resultado do ENEM: nos dois tem provas, a diferença é que na Odebrecht todo mundo fraudou. Eu fico me perguntando: por que é que ninguém me convidou para uma negociata milionária? Por que ninguém me deu uma ajuda de campanha? Logo eu que sempre fui picareta, desonesto e mau-caráter! O que foi que eu não fiz de errado, meu sinhô?

Se tivessem me convidado, assumiria as broncas de todo mundo, mediante, é claro, um polpudo depósito em dólares na Suíça. Sempre à frente do meu tempo, teria sido o primeiro a abrir o bico. Faria eu mesmo a minha autodelação premiada, dedurando a mim mesmo.

Hoje em dia, Bangu 8 parece mais a sede campestre do Country de Ipanema: só tem bacana. As facções da ADA, CV e Terceiro Comando resolveram adotar o sistema de bola preta para aqueles que se candidatarem a uma vaga naquele concorrido estabelecimento sócio-recreativo-penitenciário.

As joalherias H. Stern e Antonio Bernardo já estão pensando em abrir uma loja no Complexo de Bangu para poder ficar mais perto da clientela cativa. A cadeia no Brasil está cada vez mais sofisticada. A ex-primeira-dama e atual presidiária, Adriana Ancelmo, concordou em fazer um ensaio fotográfico (de frente e perfil) com o consagrado Mario Intestino. Enquanto isso, o seu esposo, o ex-governador Sérgio Penal, vai passar uma temporada em Curitiba para encontrar uns amigos. No Brasil do high society, é um incessante entra-e-sai, quer dizer, é um entra-e-não sai da cadeia.

Cadeia no Brasil está virando lugar de abonado. Pobre é que tem que chegar de madrugada na fila do SUS para morrer de enfarte. No próximo carnaval, nos luxuosos camarotes da Sapucaí, as tradicionais pulseirinhas VIP vão ser trocadas pelas pulseiras eletrônicas customizadas.

Enquanto os milionários estão na cadeia, o Brasil, que não tem dinheiro nem para pagar os aposentados, ainda quer fazer uma reforma na Previdência. E o pior é que, para fazer essa obra de reforma, vão chamar as mesmas empreiteiras de sempre! Por que não fazem um “puxadinho” na Previdência igual os juízes do STF vivem fazendo na Constituição?

Mas se as coisas estão ruins, a minha esperança é que um dia vão piorar. Os brasileiros só vão poder se aposentar com 120 anos completos, isso se for mulher do sexo feminino. Homens só se aposentam por tempo de serviço. Serviço fúnebre. De pelo menos 500 anos de contribuição. É a aposentadoria caveira. Isso porque, para resolver o problema do déficit público, o cidadão vai ter que pagar imposto depois de morto. Para a Receita Federal, CPF não morre. E se defunto paga imposto, também pode muito bem pagar a Previdência.

E tem mais: o cidadão só pode viver conforme a expectativa de vida estabelecida no IBGE. Se morrer antes ou depois, paga multa. Se não pagar, não vai para a cadeia, pois cadeia é coisa de rico.

 

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O meu saco está igual ao meu cheque especial: passou do limite.

 

Agamenon Mendes Pedreira é presidiário concursado.

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