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LIBERDADE DE EXCREÇÃO

A MPB (Muito Pouca Biografia) sofreu um duro golpe com a decisão do STF (Supremo Tribunal de Frango) de liberar as biografias não autorizadas. Os medalhões da MPB defendem o seu direito à privacidade porque não querem de jeito nenhum que suas vidas públicas caiam na privada. Essa obsessão compulsiva que as celebridades musicais têm pelo anonimato é porque no fundo, no fundo e principalmente no fundo elas querem mesmo é aparecer.
Quem viu o meu filme, “As Aventuras de Agamenon, o Repórter”, sabe que eu mesmo, Agamenon Mendes Pedreira, fui autobiografado sem a minha autorização pelo grande Ruy Mastro, quer dizer, Castro. Revoltado com aquela invasão de minha intimidade, processei-me a mim mesmo, exigindo uma indenização milionária. Como ganhei a causa, acabei na miséria porque arranquei-me tudo de mim mesmo, até o último centavo.
Já Roberto Carlos deu mais uma mancada (com trocadilho, por favor). Apesar de ser um grande fã do autor de “Ereções” e astro do filme “Roberto Carlos em Ritmo de Censura”, na época discordei veementemente da apreensão do livro de Paulo Cesar de Araújo, o Caju. Além de proibir a obra, o maior censor romântico do Brasil apreendeu todos os exemplares, reciclou-os e transformou tudo em livros do Paulo Coelho. Segundo a imprensa, o Errei da Jovem Guarda não gostou de algumas passagens da biografia não autorizada, principalmente dos tempos de juventude. Segundo o autor do livro proibido, naquela época o jovem e fogoso astro teria comido muitas mulheres e, por causa disso, acabou pegando uma Wanderléia.
Mas o que deixou o cantor de “Mamada Mamante” muito injuriado da vida foi a insinuação de que ele não sabe jogar futebol e sempre foi um perna-de-pau. Eu vou dar um TOC no Rei: olha, bicho, eu sei que tu não gosta de marrom, mas esse
lance de censurar as biografias foi a maior c*!#$%¨&!*#agada!

11-06 Imagem - Agamenon

O sempre conservador e careta pastor evangélico Axilas Malafaia está certo ao afirmar que os anúncios de O Boticário incentivam a sua homofobia.

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista não autorizado.

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ESSA CARNE SOU EU!

O maior censor romântico do Brasil ataca outra vez! E desse vez o Rei resolveu atacar um suculento bife no comercial da Friboi. Invejosos pobres (como eu) acham que Rouberto Carlos ganhou o maior cachê do Brasil de todos os tempos e o pagamento teve que ser em espécie. E foi a maior boiada, quer dizer, a maior bolada. Roberto Carlos afirmou que, além de deixar o vegetarianismo de lado, também já tem uma nova mania, uma síndrome de fundo nervoso (mais de fundo que nervoso): o TOC, Transtorno Obsessivo Carnívoro. O Rei da Velha Guarda não é mais vegano, agora é carnegano.

Ao saber desta novidade gastro-econômica, resolvi dar um pulo na Urca, onde mora o Rei e convidar o meu amigo pessoal, Rouberto Carlos, para cair de boca numas carnes. Sempre hospitaleiro, Roberto me recebeu com quatro pedras na mão no seu luxuoso apê, todo pintado de verde, inspirado nos dólares que ele recebeu da Friboi. Dali embicamos em direção às Termas Centaurus em Ipanema, onde uma xavascada, quer dizer, uma churrascada nos aguardava. Sempre preocupado com sua imagem, Rouberto me pediu para não incluir o presente episódio na sua autobiografia não autorizada que eu estou escrevendo e, ele, censurando.

Assim que o Rei adentrou a famosa sauna de tolerância, as atendentes da casa fizeram fila para pegar um autógrafo e pagar um bolagato, o famoso “ball cat”, tão apreciado pelos gringos no carnaval. Imediatamente, as garotas começaram a oferecer suas carnes numa sucessão frenética e o que é melhor, no sistema rodízio. Lombos, picanhas, chuletas, linguiças (tinham um travestis na bagunça…), maminhas e outros cortes de duplo sentido foram servidos e o Rei se fartou. Mas antes fez questão de verificar se tudo era Friboi. Roberto só aceitou não cupim, com medo de danificar uma parte de sua anatomia.

O pudor e a decência me impedem de relatar a carnificina que rolou depois que o compositor de Acém do Horizonte resolveu tirar o atraso. Mas como sou um repórter investigativo, curioso e abelhudo, perguntei às garotas de churrasco como eles avaliaram o desempenho de Rouberto Carlos. Todas foram unânimes: o Rei está bem passado.

Eu dou um Friboi pra não entrar num briga mas dou uma bolada pra sair.

Eu dou um Friboi pra não entrar num briga mas dou uma bolada pra sair.

 Agamenon Mendes Pedreira é carnívoro de fim-de-semana.

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CRISE NA MPB

A MPB (Muito Pouca Biografia) está em polvorosa. A polêmica das abreugrafias não autorizadas provocou um abalo sísmico (e rítmico) entre os decanos da canção popular. De um lado do ringue está a galera do Procure Sabesta e do outro, o Errei Roberto Carlos.

Os medalhões da MPB (Música Pompoir Biografada) defendem o seu direito à privacidade porque não querem, de jeito nenhum, que suas vidas púbicas caiam na privada. Caetano Velhoso, por exemplo, é radical na defesa de sua intimidade e do seu direito de continuar a escrever seus artigos no Globo sem ninguém entender nada. Já o recluso e misterioso Chico Barraco de Hollanda defende o seu direito de continuar publicando os seus soporíferos romances que a Isaura, a minha patroa, compra, mas não lê.

Já Roberto Carlos deu mais uma mancada (com trocadilho, por favor) ao contratar o caríssimo advogado Kagay (o maior especialista brasileiro em causas profundas) para defender a sua intimidade. Se era só pra proteger a sua intimidade, ia sair mais barato se Roberto Carlos colocasse uma rolha.

Essa obsessão compulsiva que as celebridades musicais têm pelo anonimato é porque no fundo, no fundo, elas querem mesmo é aparecer. Quem viu o meu filme, As Aventuras de Agamenon, o Repórter, sabe que eu mesmo, Agamenon Mendes Pedreira, fui autobiografado sem a minha autorização pelo grande Ruy Mastro. Revoltado com aquela invasão de minha intimidade, processei-me a mim mesmo,exigindo uma indenização milionária. Como ganhei a causa, acabei na miséria porque arranquei-me de mim mesmo,até o último centavo.

EDITORIAL

 O ERREI ROBERTO CARLOS

Apesar de ser um grande fã do autor de Ereções e astro do filme Roberto Carlos em Ritmo de Censura, não concordei com a apreensão do livro de Paulo Cesar de Araújo, o Caju. Além de proibir a obra, o maior censor romântico do Brasil apreendeu todos os exemplares, recicloue transformou em livros do Paulo Coelho. Segundo a imprensa, o Rei não gostou de algumas passagens da biografia não autorizada, principalmente dos tempos da Jovem Guarda. Segundo o autor do livro proibido, naquela época o jovem e fogoso Erroberto Carlos teria comido muitas mulheres e, por causa disso, acabou pegando uma Wanderléia. Mas o que deixou o cantor de MamadaMamantemuito injuriado da vida foi a insinuação de que ele não sabe jogar futebol e sempre foi um perna-de-pau. Eu vou dar um TOC no Rei: olha, bicho, eu sei que tu não gosta de marrom, mas esse lance de censurar as biografias foi a maior c*!#$%¨&!*#agada!

 

O FBI é a favor da espionagem não autorizada e mandou seus agentes secretos descobrirem onde está o dedo de Lula e a perna de Roberto Carlos.

 

PENSAMENTO DO DIA, QUER DIZER, DO BLOG

“Biografia é igual revisão de automóvel: só pode ir na autorizada.”

                  Roberto Carlos

 

                                              

Agamenon Mendes Pedreira é jornalista não autorizado.

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