banner_arte_02

FELANDO SÉRIO

Segundo meu personal psicoproctologista, Dr. Jacinto Leite Aquino Rêgo, a ciência lorto-molecular já comprovou, de maneira cabal, que a profundidade do pavilhão reto-furicular corresponde exatamente às dimensões do eixo vergo-genital, de fora para dentro. Seja um avantajado membro viril afrodescendente ou mesmo a miserinha de uma naba sino-nipônica, o receptáculo retoso adequa-se “de conforme” às solicitações anatômicas entre as partes envolvidas. Este fundamento elementar da física reto-experimental newtoniana se exprime através da fórmula:

F = m . a

onde “F” é a fundura, “m” é a massa penicular e “a” é uma constante física que define a elasticidade analógica, qual seja, a = 8,1234521 nas CNTP. Essa é a elegante fórmula que a milenar sabedoria popular há séculos já enunciava neste corolário vulgar e chulo:

“A fundura do c* é o tamanho da pir&ˆ%$#@&*oca.”

Fui buscar nesse arrazoado científico o embasamento teórico para poder analisar de maneira isenta e imparcial o caso da exposição de arte bancada, com trocadilho, fazendo favor, pelo Santander.

Esses bancos ficam querendo tirar onda que são bonzinhos, moderninhos, liberais e gay friendly. O problema é que, na vida real, tirando as aeromoças, ninguém consegue agradar a todo mundo.

O cidadão faz o que quiser com seu pavilhão reto-furicular. Trata-se de propriedade privada inalienável, única, pessoal e intransferível. Faz-se o que quiser com o próprio rabo desde que, para tanto, não se use recursos da Lei Rouanet. Arte não se discute. É proibido proibir a livre manifestação artística, de ideias ou de opinião. Vai quem quer, aplaude quem gostar e vaia quem achar ruim, como faz a Isaura, a minha patroa, quando fazemos sexo.

Foi aí que chegou o MBL – Movimento Boçal Livre – querendo dar uma de crítico de arte da Folha de São Paulo dando opinião sobre o que não entende. O genial líder do movimento, Kim II Sung Katagiri, achou que as artes exibidas afrontavam a família brasileira e pregavam a zoofilia e a pedofilia como se a exposição fosse uma missa das dez na igreja da esquina. Pronto: armou-se um salseiro, estava feito o barraco. Como tudo hoje em dia no Brasil, o caso acabou em Fla x Flu. Metade contra uma metade e a outra metade contra a outra metade.

Para não agradar a ninguém, o Banco Santander conseguiu arrumar uma solução pior ainda: fechou a mostra de artes plásticas. Se tivesse Prêmio Nobel para imbecil, só dava Brasil. Não tem jeito: banco, quando não c*#!!aga na entrada, c*#*!aga na saída.

Se o Santander faz essa lambança com as artes plásticas, imaginem o que não faz o dinheiro dos seus clientes.

Se o Santander faz essa lambança com as artes plásticas, imaginem o que não faz o dinheiro dos seus clientes.

Agamenon Mendes Pedreira é artista prático.

13
ao todo.
banner_arte_02