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O FURO PRIVILEGIADO

Uma questão apavora os brasileiros de norte a sul, do Oiapoque a Marilena Chauí, de cabo a rabo. Mais pro rabo que para o cabo: o fim do foro privilegiado. Desde os tempos em que a Gretchen ainda não tinha feito plástica e o Matusalém não usava dentadura, o Brasil se destaca entre as nações do mundo inteiro por conta do “foro privilegiado”. Estão aí a Mulher Melancia, a Mulher Melão, a Mulher Jaca e a Mulher Umbu como prova substantiva, adjetiva e material. A Isaura, a minha patroa, apesar da idade avantajada, também é conhecida pelo privilégio do seu foro a quem o povo carinhosamente apodou de Mulher Maracujá.

Turistas do mundo inteiro vêm para o Brasil só para conhecer e apreciar as vantagens do foro privilegiado, coisa que não existe em nenhum outro lugar com tanta fartura e permissividade. Também pudera, o foro privilegiado garante a imunidade parlamentar contra várias moléstias infectocontagiosas como o Cancro Mole, a Crista de Galo, o Condiloma Acuminado, a Tricomoníase, a Gonorreia, a Sífilis e a Tuberculepra Gonocócica. Sem falar das prisões, inclusive as de ventre.

Isso porque aqueles que têm acesso ao foro privilegiado só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Fuderal. Mas então, logo agora, na minha vez, quando eu, desempregado crônico, pensava seriamente em me candidatar em 2018, o governo vem com essa ideia de acabar com o foro privilegiado. Melhor dizendo, quando alguém diz que está pensando seriamente está mentindo: ou se está pensando ou é seriamente.

28-03

Conhecido pela Odebrecht como “gato angorá”, o senador Moreira “Franco” não esconde de ninguém que é louco por gatos

Agamenon Mendes Pedreira é candidato do PP, Partido da Papuda.

 

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COSPE OU ENGOLE?

O Brasil está desmoronando e começou justamente pela ciclovia da Niemeyer. Também pudera, foram batizar o viaduto de Tim Maia e todo mundo sabe que ressaca e Tim Maia sempre foram incompatíveis. Se fosse o nasoduto Brasil-Bolívia até que a homenagem ao genial “Síndico” faria algum sentido.

Mas o fato é que a ciclopassarela, depois que virou pó, foi analisada pelo perito Paulo César Pereio, que atestou que o concreto era malhado, de quinta categoria. Realmente, as coisas não estão cheirando bem no Rio de Janeiro e, desta vez, nem se pode colocar a culpa na Baía de Guanabara.

Enquanto isso, no resto do Brasil outra questão de fundo divide a sociedade. A “esposa” do ministro do Turismo, D. Milena Santos, ostenta o título de Miss Bumbum de Miami no seu avantajado currículo (com trocadilho, fazendo o favor).

E, para mostrar como pretende aumentar o afluxo de turistas ao Brasil, a patroa do ministro posou para um ousado ensaio fotográfico no gabinete do ministro. Na sessão de fotos, Milena fez questão de mostrar os vales profundos, as furnas escuras e as matas não tão virgens que os viajantes estrangeiros tanto apreciam.

O Brasil cada vez se divide mais. Depois dos Coxinhas e Mortadelas, de Esquerda e Direita, dos Golpistas e Governistas, agora apareceu mais um racha. Os Cospe e os Engole. Depois que o deputado Jean Willis cuspiu no deputado Jair Bolsonaro no meio do plenário da Câmara dos Deputados, a cusparada virou o argumento definitivo nas discussões políticas. Por isso mesmo, no fim de semana passado o ator dramático Zé de Abreu exerceu o seu direito de resposta cuspindo num casal em São Paulo.

Por causa de polêmica do Cospe ou Engole, a minha patroa, a Isaura, autoridade em etiqueta em bacanais de família, foi convocada pela GloboNews para esclarecer qual o comportamento adequado numa suruba  em que a política obrigue as  constantes trocas de posição e que acabam colocando na própria boca dos participantes coisas que normalmente não oralizariam.  Segundo a Isaura, a minha patroa, nesse tipo de colóquio erotopolitizado a etiqueta determina que, em nome da boa convivência, o correto é engolir. É melhor engolir do que ficar polemizando.

28-04 bunda

A sabedoria popular diz que não se cospe em prato que já se comeu, a não ser, é claro, no caso de promover a lubrificação.

Agamenon Mendes Pedreira é campeão infantojuvenil de cuspe a distância.

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