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Eu sou brasileiro! Com muito orgulho! Com muito amor!

Cada vez dá mais gosto ser brasileiro! Como é bom viver neste país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza!

O Brasil é assim: se melhorar, estraga.

Qualquer coisa que possa facilitar a vida do cidadão logo, logo alguém vai dar um jeito de acabar ou, se não der para acabar, cobrar imposto. Para que melhorar alguma coisa se quando é ruim já está muito bom?

Logo agora que eu dei um “tapa” no meu Dodge Dart 73, enferrujado, estacionando na Rua da Amargura s/n, vieram com essa ideia de acabar com o Uber, Cabify, 99 ou qualquer outra coisa que o governo não possa achacar algum qualquer do cidadão.

É o lobby dos burros que têm uma bancada grande no Congresso. Os muares quadrúpedes não querem perder o monopólio dos transportes públicos no Brasil.

Desempregado crônico, estava preparando o meu bólido residencial para fazer um bico de Uber e assim descolar uma graninha. Cheguei a comprar um saco de alvaiade para pintar a cara de preto e cobrar como “uber black”. Isaura, a minha patroa, e eu planejávamos oferecer um serviço diferenciado. Além da tradicional balinha e da água gelada, o(a) passageiro(a) poderia desfrutar dos favores sexuais da Isaura sem nenhum acréscimo na tarifa. Assim, no caso de ficar preso num engarrafamento, o(a) passageiro(a) poderia se distrair com um dos vários “aplicativos” baixados pela insaciável criatura. O Zé Mayer iria virar freguês.

 

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Qualquer mudança constitucional no Brasil só pode ser feita por parlamentares autorizados pelo DETRAN.

Agamenon Mendes Pedreira é motorista de Uber concursado.

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ao todo.
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AMÉLIO É QUE ERA MULHER DE VERDADE

Meu FGTS é a Isaura, a minha patroa. A Isaura é o meu fundo de garantia. Se não fosse o fundo da Isaura, eu já tinha morrido de fome há muito tempo.

Por isso mesmo não estou nem aí para as reformas trabalhistas. Lá em casa, em mais de setenta anos de relacionamento, Isaura e eu já praticamos a terceirização. Mesmo porque, com a terceirização, se economiza muito num relacionamento. Mas não é qualquer mulher que aceita ser colocada no mercado de trabalho para ajudar nas despesas do lar. É por isso que eu digo já não se fazem mais mulheres como antigamente. Já não se pode nem mais espancar a sua própria cara-metade, com ou sem motivo. Afinal, vivemos ou não numa economia de mercado? Se a mulher é minha, não posso fazer dela o que quiser? Não existe mais o conceito de propriedade privada? Virou socialismo? Ora, vão todos para Cuba cortar cana!!!!

Não se pode nem mais espancar nem assediar a própria mulher? Onde é que nós vamos parar? Acabou o romantismo no mundo. É por isso que existe tanta violência, tanto desamor, tantos casais se separando. Ninguém espanca mais ninguém, senão vai parar na Delegacia da Mulher.

Está certo que não se pode bater na mulher alheia, a menos que o marido ou companheiro autorize explicitamente Aí tudo bem, é politicamente correto.

O caso do Zé Mayer foi realmente um absurdo, deixou a mulherada em polvorosa, chocadas feito galinhas. Fizeram até uma camiseta: “Mexeu com uma mexeu com todas”. O que elas querem dizer com isso? Se o Zé Mayer patolou uma moça, ele vai ter que patolar todas as outras? Não pode, não vai dar. Vai virar uma fila do SUS.

O Zé Mayer não entendeu que os tempos mudaram. Hoje vivemos o empandeiramento feminino. As mulheres de hoje em dia são muito unidas e organizadas. Menos nas bolsas, é claro. Bolsa de mulher continua a mesma coisa. Mas as fêmeas contemporâneas defendem os seus direitos com unhas e dentes, coisa que, antigamente, só acontecia em anúncio de absorvente íntimo.

Tem até vagão de metrô só para mulheres que não querem mais ser encoxadas a caminho ou de volta do serviço. Os tarados do metrô agora têm que ficar num vagão separado cutucando o celular.

As mulheres mudaram e isso é definitivo. Algumas até têm bilau e lutam MMA. Não tem mais nada que um homem faça que uma mulher não possa fazer, com exceção de estacionar um carro numa vaga. Mas para isso já tem o Uber também!!!!

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Como punição, Zé Mayer foi escalado para atuar na próxima novela num papel de travesti. Assim, na hora do recreio “incorporado” pelo personagem, ele vai patolar a homarada.

 

Agamenon Mendes Pedreira é metrô sexual.

 

 

 

 

 

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