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A PEQUENA BUDA

ESPECIAL FÉRIAS parte 6

Influenciado por Richard Gere, comecei então a estudar os ensinamentos e as palavras sagradas de Buda, o Sidartha, de Hermann Hesse. Sidartha Gautama, vulgo Buda, nasceu na Índia, onde era magro e miserável. Cheio de fome, Sidartha Gautama, mudou-se para Beijing onde arrumou um emprego de entregador do China in the Box.

Submetido à uma dieta rica em gorduras e caixinhas de papelão, o homem santo foi adquirindo proporções gigantescas, transformando-se na rotunda figura que hoje decora milhares de templos orientais e restaurantes. Apesar de não ser boiola, Buda nos ensinou que devemos amar os nossos semelhantes. Buda ensinou também que a alma dos seres vivos é imortal podendo evoluir ou involuir a cada encarnação. Por exemplo: se um jogador de futebol tem um bom comportamento ao longo de toda a sua existência, na próxima encarnação poderá vir encarnado como cantor de pagode. Se o cantor de pagode não cumprir corretamente o seu karma terrestre, ele será punido reencarnando na forma de sertanejo universitário ou loura gostosa. Como vocês podem ver, a evolução da alma humana é muito lenta.

Imbuído de todos estes ensinamentos metafísicos e de todas as experiências que vivi ao longo deste meu périplo místico espiritual, percebi então que chegara a uma encruzilhada em minha vida. Um momento de grande iluminação interior e que me apontava um só caminho: já estava na hora de abrir a minha própria religião!

Assim que concluí o meu curso de místico superior intensivão, recebi o meu diploma das mãos do Dalai Lama em pessoa. O Carequinha do Nepal desejou-me sorte na minha nova religião mas disse-me que, antes de exercer o meu ofício de místico, eu deveria fazer um estágio na Índia, centro mundial do esoterismo.

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NEPAL, É PEDRA, É O FIM DO CAMINHO!

ESPECIAL FÉRIAS parte 4

Depois desta revelação mística em Sentaemalgo de Churumela, resolvemos pegar mais um navio, desta vez um cargueiro tailandês, o Lobsang Rampa, navio mercante que levava um carregamento de escravas brancas para uma casa de massagem na Malásia. Mas infelizmente abandonei o navio no meio da viagem, em pleno Mar da China, quando percebi no mapa do comandante que o Nepal, assim como Minas Gerais, não é banhado pelo Embiquei então na direção das montanhas do Himalaia, pois me disseram que o Tibete ficava por ali. O Tibete é como aquelas mulheres boazudas que apareciam peladas na Playboy : um lugar de difícil acesso. A Cordilheira do Himalaia é muito escarpada, parece a Rocinha. Só que os traficantes do maior morro do mundo morreram todos soterrados nas monumentais avalanches que ocorrem por ali. Seguimos então, amarrados por cordas, subindo na direção dos picos nevados himalaianos.

À medida que subíamos, respirar se tornava um suplício. O ar era tão rarefeito que, quando alguém soltava um pum, imediatamente os outros corriam para tentar respirar o flato em busca de um pouco de oxigênio, mesmo se fosse gás carbônico. Exaustos com aquela escalada, de repente, tive mais uma visão mística, o que já estava me enchendo o saco. Um velho de barba branca, coberto de neve, saiu das profundezas da montanha caminhando na minha direção. A princípio, pensei que era o Papai Noel, mas, à medida que ele se aproximava, percebi que o velho era o encanecido galã Richard Gere, budista ortodoxo, em busca de um Oscar.

Ao verem aquele grisalho astro do cinema e símbolo sexual ao vivo, todas as mulheres da minha expedição resolveram dar para ele. No caso, era só a Isaura, a minha patroa. Todos sabem que Richard Gere é budista praticante e, assim sendo, imediatamente engatou uma ilustrativa palestra com o Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo, psicoproctologista profissional e um estudioso diletante de Buda. Gere, sempre galante, nos convidou para passar a noite no seu mosteiro particular do Tibete. O mosteiro de Gere tem quinze suítes, heliporto, piscina aquecida, sauna e a melhor vista para o vale do Himalaia.

Conhecemos a sala de ginástica que pertenceu à modelo Cindy Crawford, ex-esposa de Gere, que ele abandonou para se casar com o Dalai Lama. Em seguida, o ator me convidou para tomarmos um brandy à beira da lareira, pois, na prática do budismo, é muito importante a vida contemplativa. Foi então que Gere levou-me até o seu cofre onde ficamos horas contemplando os milhões de dólares que ele acumulo em sua carreira. Eu estava ali, naquele transe hipnótico e meditativo, quando Gere começou a me introduzir no budismo.

A prática do budismo é muito arriscada nos dias de hoje. O praticante do budismo tem que seguir estritamente os rituais sagrados da liturgia para impedir que acabemos vitimados por alguma religião infectocontagiosa. Assim como os muçulmanos, os praticantes do budismo devem proceder a uma rigorosa higiene de todas as extremidades e concavidades do corpo humano. Em seguida, para uma perfeita purificação espiritual, os postulantes ao cargo de monge devem submeter-se a um vigoroso enema para expulsar os maus espíritos. Finalmente, o indivíduo tem que raspar a cabeça. A raspagem da cabeça não tem nenhum significado religioso, é só para ficar mais bonitinho mesmo.

Assim como os garis da Comlurb, os monges budistas vestem trajes cor de abóbora, mas sem aquela faixas prateadas fluorescentes o que faz com que muitos monges sejam atropelados à noite quando estão varrendo as estradas do Tibet.

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VIAGEM ESPIRITUAL DE FUNDO MÍSTICO

ESPECIAL FÉRIAS parte 1

O fim do ano é um momento de reflexão. Por isso, ao me ver refletido no espelho retrovisor do meu Dodge Dart 73, enferrujado, percebo que me tornei um modelo de Sebastião Salgado. Ao me deparar horrorizado com a miséria negativada da minha pessoa, sou tomado de pensamentos profundos que atormentam a minha mente inquieta. Neste momento de reflexão profunda, volto os meus pensamentos para regiões inconfessáveis do meu eu mais interior. Por que estamos aqui? Qual o sentido da vida? Por que eu não sou parecido com o Brad Pitt? Por que o Chico Buarque tem mais dinheiro que eu?

Foi assim, tomado por uma profunda depressão, capaz de fazer inveja ao Arthur Dapieve, resolvi juntar meus míseros trocados e realizar uma viagem místico-espiritual de fundo religioso. Aliás, mais de fundo do que religioso. Para me acompanhar nesta busca ao meu eu mais profundo, levei junto comigo a minha esposa, a Isaura (que não é lá muito católica), além é claro, do meu personal psico-proctologista Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo.

Apelando para os meus contatos, arrumei uma passagem de grátis num navio grego, o cargueiro Enfhyos Nokoulos, que levava um carregamento de mandiocas graúdas para a ilha de Mikonos, paraíso do nudismo e da pouca vergonha. Como a passagem era só uma e nós éramos quatro, tivemos que nos acomodar apertados num só beliche onde dividíamos a cama, o banheiro e o que é pior, a mulher. No caso a minha, a Isaura.

Depois de quinze dias balançando no proceloso Mar Mediterrâneo, chegamos à Terra Santa, pátria de várias religiões. Foi lá, na Terra Sagrada dos judeus, que nasceu o menino Jesus e a venda à crédito.

Devido ao afluxo de turistas, só conseguimos vaga numa modesta hospedaria da rede Manjedoura Inn, onde tivemos que dividir o mesmo estábulo com um terrorista palestino. Logo pela manhã, tomado por intenso fervor místico, resolvi me enfurnar nas ruas milenares da cidade sagrada. Percorri a Via Crucis, onde senti o mesmo sofrimento do Cristo ao ver a minha patroa, a Isaura, detonando o cartão de crédito em todas as lojas de bugigangas que via pela frente. Em seguida, embicamos na direção do Muro das Lamentações onde lamentei aos prantos o conteúdo da minha carteira.

O dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo resolveu visitar a Mesquita de Omar. Lá, o Dr. Jacintho constatou que a posição dos fiéis orando em direção a Meca é ideal para um perfeito exame do pavilhão reto-furicular. Em suas pesquisas in culo, quer dizer, in loco, o Dr. JacinthoLeite Aquino Rego concluiu que muitos muçulmanos, apesar de religiosos, não são lá muito ortodoxos.

JERUSALEM - APRIL 02: Orthodox Jewish Pray at the Western Wall during the holiday of Passover on April 02 2010 in Jerusalem,Under the Omar Mosque.

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ORA, VÃO SE QATAR !

O “novo” governo da presidenta Dilma Roskoff nem começou e já está acabando. Pra relaxar das tensões da refrega eleitoral, a presidenta-gerenta resolveu se Qatar e embarcou numa volta ao mundo. Em alguma remota localidade do planeta, Dilma espera encontrar algum maluco que tope ser o novo ministro da Fazenda do Brasil. Assim sendo, fui convidado pelo ministro Gilberto Cascalho para cobrir o périplo presidencial na condição de blogueiro puxa-saco. A oposição acha que é uma despesa inútil contratar alguém para puxar o saco de uma presidenta do sexo “feminino”, mas eu posso garantir que Dilma Mocreff tem saco. Só não tem saco pra negociar com o Congresso.

Mais uma vez embarquei no legendário Aerolula, o avião presidencial que bebe mais que o ex-atual-presidente em exercício. Como a presidenta foi com a minha cara, acabei me tornando íntimo da primeira estadista cross-dresser do Brasil. Dilma me convidou para viajar ao seu lado nos aposentos exclusivos da Presidência da República. Ali naquela alcova aérea, Lula e Rosemary trocavam fluidos e cargos comissionados. Embalados pelos eflúvios da cachaça e do sexo nas alturas, os amantes sindicais transformavam qualquer viagem do Aerolula numa eterna zona de turbulência.

Desconfiado de algumas manchas suspeitas no estofamento daquele ninho de amor, passei discretamente um lenço antibacteriano para higienizar aquele ambiente de puro sexo. Vendo que eu estava tenso e pouco à vontade, Dilma me convidou para curtir a banheira de hidromassagem a 30.000 pés de altura. Imersos naquelas águas tépidas e espumosas, eu e Dilma bebericamos em taças do mais fino cristal um delicioso espumante nacional. Nacional da França, é claro. Relaxados, sentindo as vibrações sensuais que emanavam da banheira voadora, eu e Dilma engatamos numa conversa mais íntima sobre a Petrobras e outras sacanagens. Foi então que eu percebi que estava rolando um “clima” entre nós. E o que é pior: dava pra perceber que Dilma apresentava uma eleição, quer dizer, uma ereção, e começou a se insinuar pro meu lado:

– Chega mais, Agamenon. – Sussurrou Dilma – Ao contrário de São Paulo, eu estou toda molhadinha…

– Mas, presidenta, eu sou casado. E sou virgem!

– Calma, Agamenonzinho… serei carinhosa com você. Se doer eu tiro. Tiro do ministério! Doha a quem doer!

Os dolorosos acontecimentos que se sucederam então na suíte presidencial permanecem vivos e latejantes na minha memória. Só posso afirmar que o que rolou entre as duas asas daquela aeronave entrou para os anais. Anais da História.

Agamenon 13-11

Com sua avantajada vitória na eleição presidencial, Hermafrodilma Rousseff quer provar na cópula dos países mais ricos do mundo que é a líder do G-20. G-20 centímetros.

Agamenon Mendes Pedreira é testemunha reto-furicular da História.

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