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BOPE IN RIO

O Rio de Janeiro precisa de um pouco de tranquilidade para que a atmosfera de violência sem limites e o caos descontrolado voltem a reinar na cidade.

O que está acontecendo na Cidade Calamitosa deixa até o sanguinário ditador norte-coreano, King Kong-un preocupado. Ele acha que os seus mísseis nucleares intercontinentais não são capazes de enfrentar as facções que estão em guerra na Rocinha. O ISIS, braço terrorista do Estado Islâmico, deu ordens expressas para que seus homens-bomba fiquem longe da favela, quer dizer, “comunidade” por motivo de segurança.

O território da Rocinha, a maior favela do mundo, hoje começa mais ou menos ali por Angra dos Reis, vem vindo por Santa Cruz, Campo Grande, Bonsucesso, Jacarepaguá, passa pelo Leblon, Ipanema, Copacabana, vai pelo Santo Cristo adentro, Gamboa, segue pelo Alemão, Baixada, Caxias, Nova Iguaçu e sobe a serra de Petrópolis na direção de Juiz de Fora. O mar vai virar sertão e o sertão já virou Rocinha. Este é o destino do Brasil, quer dizer, o Brasil só vai conseguir virar uma Rocinha se tudo der muito certo.

A chapa está tão quente que o governador do estado, o Pezão (isso não é nome, é apelido de marginal) fugiu no bonde dos bandidos que, apavorados com a violência, resolveram se mandar da cidade. Até mesmo o prefeito Amarello Crivella, evangélico de carteirinha, se disfarçou de freira e viajou para o Afeganistão em busca de paz e segurança. Por falar nisso, os refugiados sírios, que fugiram da guerra civil para vender esfirra no Rio de Janeiro estão pedindo pelo amor de Allah para voltar para sua terrinha. O povo carioca correndo risco de extinção foi pedir proteção ao IBAMA já que as Forças Armadas não conseguem acabar com a bandidagem.

O único que está em segurança, sem correr risco de ser assaltado ou levar uma bala perdida, é o ex-governador Sérgio Criminal, trancado na penitenciária de Benfica. Aliás a ex-primeira mulher dama, Adriana Anselmo, só não pede para voltar para a cadeia porque o Antiquárius não faz delivery na Zona Norte.

O carioca conhecido outrora pelo seu bom humor, sua picardia, pelo bronzeado da praia hoje é reconhecido em qualquer porque está todo furado de bala.

Mas de uma coisa ninguém pode reclamar. Pelo menos uma coisa funciona nesta cidade: a Vigilância Sanitária. Depois de destruir os queijos e a linguiça artesanal da Roberta Sudbrak, os fiscais subiram o morro e confiscaram todos os “presuntos” por já estarem em estado avançado de decomposição, fora do prazo de validade.

Não tem jeito, pessoal! No Brasil, a criminalidade é a única atividade econômica que dá certo e funciona de forma organizada. Que futebol que nada! Do Oiapoque à Marilena Chauí somos bons mesmo é na roubalheira. Roubalheira que vem de cima, vem de baixo, vem dos lados. Não tem como o cidadão se esconder. Nem do Imposto de Renda.

Mas nem tudo é desespero na cidade. Teve o Rock in Rio que trouxe atrações nacionais e internacionais da maior qualidade como o Guns and No Roses, o Primeiro Comando da Capital Inicial, o Theu Ruim, Ney Chumbo Grosso e a Nação Zumbi.

Nas escolas, sem aula por causa do tiroteio, as crianças passam o tempo brincado de Morto-Vivo.

Nas escolas, sem aula por causa do tiroteio, as crianças passam o tempo brincado de Morto-Vivo.

Agamenon Mendes Pedreira é a favor do crime desorganizado.

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ao todo.
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SAQUEANDO E ANDANDO

Hoje em dia no Brasil, tá ruim pra todo mundo. Mas, felizmente, para alguns está muito pior do que pros outros. Ninguém escapa da crise, nem mesmo a Santíssima Trindade: o Pai está envolvido na Lava Jato, o Filho está desempregado e o Espírito Santo passa o maior sufoco.

No Espírito Santo (estado que serve para separar a Axé Music do Rio de Janeiro), a violência é tão violenta que até a Polícia Militar tem medo de sair na rua. Os familiares dos meganhas, apavorados, fazem um cordão de isolamento em volta do quartel para evitar que a bandidagem ensandecida entre pelo batalhão adentro saqueando as instalações.

Se tem uma categoria que não entra em greve no Brasil é a bandidagem. Empreendedores, adeptos da livre iniciativa, os assaltantes movimentam o comércio capixaba, que, depois do sumiço da polícia, entrou em liquidação. Usando cartões de crédito de todos os calibres e de uso exclusivo das Forças Armadas, a bandidagem vai saqueando tudo o que vê pela frente. Até mesmo caixões de defunto, artigo de última necessidade, são levados pela multidão enfurecida.

No Brasil, só mesmo o caos funciona direito. Os bandidos só exercem a sua atividade saqueante em horário comercial, das 9 às 17 horas, de segunda a sexta. Sábado, só até o meio-dia. Liberada para o saque, a cidade de Vitória virou uma espécie de Miami, onde os brasileiros, nos bons tempos do PT, saíam levando tudo sem se preocupar com o pagamento.

Na verdade, o saque é uma forma de comércio muito praticada no Brasil: Petrobras, Eletrobrás, Fundos de Pensão, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil funcionaram como uma espécie de shopping center dos políticos, que lavaram tudo à vista ou em 12 vezes parceladas no cartão.

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O IBGE já está estudando uma fórmula para que os saques entrem para estatísticas públicas e, assim, possam ser contabilizados no cálculo do PIB, Produto Interno Bandidal.

Agamenon Mendes Pedreira tentou fazer um saque, mas não conseguiu por falta de fundos.

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ao todo.
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