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A revolta do quinto metatarso

Segundo um importante psicólogo esportivo, o quinto metatarso, vulgo mindinho, é um dedo desprezado pelos jogadores de futebol.

Não tem participação muito grande nas principais jogadas, não é usado no chute de peito, nem no passe de chapa, nunca nos chute de efeito, sua única participação, mesmo assim como coadjuvante seria no chute de trivela.

Por isso a revolta do quinto metatarso de Neymar, que só quebrou para conseguir os seus quinze minutos de fama. Agora só se fala em quinto metatarso! O mindinho está em todos os telejornais, nos jornais impressos, vai ser matéria no Fantástico e até na Ana maria Braga!

O mindinho conseguiu o que queria.

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Problematizando a Problematização

Pessoas politicamente corretas demais podem ter preconceito contra os politicamente incorretos? Seria a politicamenteincorretofobia?

Reclamar que é lourafobia chamar alguém de loura burra não seria um preconceito contra os burros? Não seria burrofobia?

Um médico que aconselha o seu paciente gordo a emagrecer, está sendo gordofóbico?

Mas se o médico ficar com medo de parecer gordofóbico e não disser ao gordo que ele precisa emagrecer e o paciente morrer, o médico não terá sido ainda mais gordofóbico?

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Quero ficar desarmado!

E já está a bancada da bala louca para dar um tiro no estatuto do desarmamento. Pois vou logo dizendo que sou completamente, radicalmente, inexoravelmente a favor do desarmamento, da proibição de compra de armas pela população.

Um dos argumentos que usam os que querem armar o povo é o do direito individual. Argumentam que o indivíduo tem o direito de ter uma arma em casa para se defender, que isso seria uma questão de livre arbítrio. Pois eu acho que o direito de estar desarmado está acima do de estar armado. Se o meu vizinho do lado tem uma arma, o de cima e o de baixo também tem, eu perco o meu direito de não estar armado, pois qualquer discussão mais acalorada acabará imediatamente quando o idiota do meu vizinho brandir a sua pistola me ameaçando.

O mesmo vai acontecer na briga de trânsito. Não importa o que aconteceu, de quem foi a barbeiragem, a culpa será sempre sua quando o argumento oposto for uma Beretta. Ou na reunião de condomínio: Você sempre será o barulhento do prédio, ameaçado que será pelo barulho de uma arma disparando em sua direção.

Esse direito de estar desarmado tem que ser garantido às pessoas e só quem pode fazer isso é o Estado. Eu quero ter o direito de não ser obrigado a andar armado. Quero ter o direito de estar desarmado. Acho que esse direito além de ser a base da civilização e da boa convivência, é a garantia de que o mundo será menos violento.

Se você não concordar comigo, a gente pode até discutir, e se a discussão passar do ponto, eu, desarmado como estou, posso até te enfiar um soco na sua cara, mas não terei nunca como te dar um tiro na testa.

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