CONTABILIDADE CRIATIVA

O sujeito encontrou o outro e foi direto ao assunto:
– Foi bom mesmo te encontrar. Você está me devendo uma grana.
– Eu? Não.
– Como assim? Esqueceu que eu te emprestei 300 pratas?
– Sim, mas quem usou esse dinheiro foi você, então eu não preciso te devolver.
– Eu não estou me lembrando de usar o dinheiro que eu TE emprestei. Explica isso direito.
– É fácil. Eu gastei a grana indo a um restaurante com você.
– Eu não me lembro de ter jantado com você.
– Pois é, aí que está. Eu te convidei para comer comigo, mas você não foi.
– Você não me convidou.
– Convidei. Eu liguei pra você pra você pra te convidar pra jantar, mas você não atendeu.
– Então eu não fui convidado.
– Foi sim. Eu te liguei com o intuito de te convidar. Inclusive desmarquei compromissos só para ir jantar com você.
– Desmarcou porque quis. Eu não sabia de nada.
– Não sabia porque não atende os meus telefonemas. Aliás, isso é muito estranho.
– Eu não recebi nenhum telefonema seu.
– Recebeu sim. E não atendeu de propósito. E aí me obrigou a jantar sozinho. É chato a beça comer sozinho em restaurante, a gente se sente solitário… Então eu resolvi rachar a conta contigo.
– Como é que você rachou a conta se eu não estava?
– Não estava , mas devia estar. Metade da conta foi sua. Desculpa, mas eu considero a dívida paga. Aliás, a conta saiu uns seiscentos e poucos reais. Eu paguei uns vinte reais da sua parte. Mas eu não vou te cobrar essa merreca de um amigão como você. Tchau!

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