DELAÇÃO PREMIADA

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– Oi, Vanda, tudo bem? É o Osvaldo.
– Tudo bem. Peraí, que eu vou chamar o Jorge.
– Não, não! É com você mesmo que eu quero falar.
– Comigo? Tem certeza?
– Tenho. Você pode até achar um pouco estranho…
– É estranho mesmo. Você mal fala comigo. Às vezes nem dá bom dia…
– É, eu sei. Desculpa por isso. Mas na verdade eu tenho uma proposta pra fazer pra você.
– Proposta? Nossa, tá cada vez mais estranha essa conversa.
– Tudo bem, eu vou explicar. É o seguinte: eu estou devendo uma grana preta para o seu marido… e eu te procurei, para negociar essa dívida contigo.
– Comigo? Mas quem trata dessa parte financeira é o Jorge.
– Eu sei. Mas a proposta que eu tenho é pra você.
– Não estou entendendo.
– Eu queria fazer uma delação premiada.
– Delação premiada?
– É, eu abro o jogo sobre o seu marido e você, em nome do casal, perdoa as minhas dívidas.
– Abre o jogo? Como assim?
– Eu falo tudo que sei sobre o seu marido.
– Tudo?
– É, eu sei muita coisa sobre o Jorge…
– Bom, eu tenho que pensar… e se você vier com um monte de invenções, disse-me-disse? Você tem a maior fama de mentiroso, 171… se você estiver me colocando contra o Jorge só pra se safar da dívida?
– Não, eu vou apresentar as provas. Vai funcionar que nem lá em Brasília. Eu delato, apresento as provas, dou nomes, lugares, você vai lá dá o flagra. E depois que você se separar dele, eu vou delatando todas as contas e negócios que ele tem e você não sabe.
– Ele tem negócios escondido de mim?
– Um monte. Eu vou delatando, você vai pegando o dinheiro dele e me liberando das dívidas.
Vanda pensou um pouco e acabou topando. A operação levou o nome de Flagra-a-jato.

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ao todo.
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