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República da Odebrecht

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A gente achava que morava no Brasil, mas descobriu que mora na República da Odebrecht ou Odebrechtia ou Odebrechtania.

E fica a dúvida: Quem nasce na República da Odebrecht é o que?

A – odebrechtiano
B – odebrechtiense
C – odebrechtieiro
D – otário

(A charge é do Aliedo)

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Sobre a ida do Bolsonaro na Hebraica

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Quando era garoto eu frequentei muito a Hebraica. Quando adolescente, fui atleta de futebol de salão e disputei vários campeonatos cariocas pelo clube (chegamos a ficar em terceiro lugar!). Não sou mais sócio há muito tempo, não vou lá há mais de trinta anos, mas tenho uma ligação afetiva com o clube. Hoje, ao que parece, a Hebraica decaiu bastante e é sombra do que já foi.

Mas a decadência desse clube chegou ao ápice quando oportunisticamente resolveu chamar o Bolsonaro para proferir os seus preconceitos por lá. Postei nas redes sociais um filme e um texto que achei que falavam bem (e melhor do que eu seria capaz) da minha indignação com esse convite. E lá nos comentários , alguns soldados do Bolsonaro berraram contra mim (eles berram mesmo quando escrevem). Então, a essas pessoas, e, particularmente aos judeus que apoiam o Bolsominto, quero dizer que:

– Quem por milênios foi imigrante em vários países não devia convidar um sujeito que é contra imigrantes.
– Quem já foi expulso de vários países por ser diferente não devia convidar um xenófobo.
– Quem sofreu com o antissemitismo por toda a história, não devia convidar um sujeito racista.
– Quem é a favor da democracia (e lembrando que Israel é a única democracia no Oriente Médio), não devia convidar um sujeito que prega a volta da ditadura.
– Quem respeita as mulheres não devia convidar um sujeito que, por exemplo, diz que fraquejou porque nasceu uma filha.

Não entendo um ciclo de palestras que tenha apenas uma palestra, a do tal sujeito. Ninguém sabe quais serão as outras. Não estamos em período eleitoral, quando se justificaria chamar todos os candidatos. E pelo vídeo que vi a palestra estava mais para comício.
Bom, essa é a minha opinião.

Se os neo-galinhas-verdes quiserem vociferar nos comentários fiquem a vontade. Bloquearei um a um de minha timeline.

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Crítica de seriado

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O roteirista desta serie Brasil 2016/2017 é competente, disso não há dúvida. Criatividade não falta as suas histórias, mas por vezes ele se mostra apressado, abusa da quantidade de tramas que coloca no mesmo episódio. O espectador acaba perdendo o interesse por histórias que são boas e que, se o roteirista não fosse tão afoito poderiam ser trabalhadas com mais calma em episódios posteriores.

Qual é a necessidade de tantas tramas no mesmo dia, muitas delas se perdendo e ficando sem final? Ninguém lembra mais, por exemplo, das histórias de personagens como Eduardo Cunha ou até mesmo de Renan Calheiros, ficaram perdidas em meio a tantas outras tramas. Fios soltos.

A quantidade exagerada de viradas na trama também chama a atenção. Pra que tantas viradas? Roteiros com viradas todos os dias mostram apenas uma certa imaturidade do roteirista dessa série, uma necessidade de mostrar que é criativo, o que certamente não contribui para a qualidade final do programa.

Enfim, apesar de todas essas questões, Brasil 2016/2017 é bom entretenimento. Quer dizer, menos para quem mora aqui.

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CONVERSA EM BRASÍLIA

– O que houve contigo, deputado?
– Nada não, tudo certo.
– Não, eu te conheço, você anda cabisbaixo, triste…
– É…
– Pode se abrir comigo, deputado… afinal nós somos amigos de tanto tempo…
– Tá, eu vou falar, eu não ando bem não, senador. Tô muito chateado…
– O que foi? Pode falar!
– Tá, eu vou dizer. É que eu tenho acompanhado essas últimas delações aí, tanta gente daqui metida com propinas, falcatruas, pixulecos…
– Mas você foi citado?
– Não, não fui.
– Então qual é o motivo da sua preocupação?
– Eu não tô preocupado, estou só muito chateado.
– Ainda não entendi.
– É que foram tantos os deputados e senadores meteram a mão. Todo mundo pegou grana. E só falam de milhão!
– Não tô entendendo… Você tá chateado porque roubaram muito?
– É… É um tal de 3 milhões pra cá, cinco milhões pra lá…
– O que houve, virou honesto agora? Pra cima de mim? Fala sério!
– Não! Calma, senador! Não é nada disso não.
– Ah, bom!
– Eu tô chateado porque nunca consegui pegar quase nada! O máximo que consegui foi uns 30 mil…
– Que chato, rapaz!
– Pois é! Eu não sabia o caminho das pedras! Ninguém me deu a dica certa! Pô, todo mundo aqui sabia como fazer, menos eu… Isso é que me deixa puto!
– Que isso, deputado? Não fica chateado não. Veja o lado bom: Um monte de nossos companheiros aqui vai acabar indo pra cadeia e você não corre esse risco. Eu mesmo tô ferrado, já tive que gastar uma baba com advogado…
– Então, se tá todo mundo ferrado, imagina se iam me pegar?
– Não tô entendendo.
– Você acha que iam chegar em mim? Um monte de senador, deputado conhecido sendo pego, a fila tá muito grande. Nunca que iam chegar num deputadozinho de baixo clero como eu!
– É , faz sentido…
– Pois é, e eu não roubei quase nada! Eu sou um otário!
– É verdade, você foi muito otário mesmo. Chato mesmo isso.
– Entendeu agora porque eu tô chateado?

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