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Algumas questões sobre a eleição de domingo

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No Rio e em São Paulo não tem Lei Seca no domingo. Parece que chegaram a conclusão que para votar em certos candidatos só enchendo a cara de uca! De cara limpa não dá!

A urna eletrônica é super fácil de se usar. É que nem um caixa eletrônico, só que a grana não sai pra você, sai pro candidato que é eleito.

Quando você apertar as tecla com o número do seu candidato, vai aparecer uma foto de um sujeito completamente diferente do que você escolheu. Não se assuste, é ele mesmo, 20 anos mais novo. Nesse momento você não deve pensar muito, deve confirmar imediatamente o seu voto. Pesquisas comprovam que os eleitores que pensam mais de 3 segundos, desistem de votar naquele candidato.

Qual a diferença entre voto nulo e voto branco? Bom, depois de ouvir vários juristas, jornalistas políticos e especialistas diversos, a conclusão que tirei é que a única diferença é que o voto branco é feito numa tecla com a cor branca e o nulo digitando um número maluco qualquer.

Não é verdade que o voto em branco teve o seu nome mudado para voto NãoAfroDescendente.

Votar em certos candidatos , mesmo eles sendo ridículos , não é considerado voto nulo. Mas esses votos podem ser chamados de Voto Mulo!

É isso aí, agora pegue a sua cola, os seus documentos e bom voto!

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Entrevista com candidato

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Entrevista com um candidato a prefeitura de um município qualquer:

– Como o senhor vai tratar da questão da segurança?
– A falta de segurança em nossa cidade é um mal terrível, que atinge diretamente as famílias e tem que ser combatida. E essa luta será uma das prioridades do meu governo.
– Sim, mas como o senhor vai tratar a questão da segurança?
– Não se pode tratar dessa questão com medidas paliativas. É preciso ser competente, tomar decisões certeiras, ser eficaz e tratar esse problema como ele deve ser tratado.
– E como o senhor vai tratar a questão da segurança?
– As medidas que tem que ser tomadas não podem ser tímidas, a violência tem que ser atacada de qualquer maneira. E pode acreditar, eu vou arregaçar as mangas e trabalhar muito e fazer da luta pela segurança na nossa cidade uma tarefa diária.
– Ok, ok, já entendi! Mas como o senhor vai tratar a questão da segurança? Como?
– O aumento da violência é uma questão que o cidadão não aguenta mais. Como eu já disse, e não canso de repetir: É preciso encarar de frente essa situação e combatê-la com todas as forças. E isso eu vou fazer!
– Sim, mas como? Como? Eu perguntei co-mo! Como o senhor vai tratar a questão da segurança?
– A cada dia ouvimos mais notícias ruins sobre a insegurança e não dá mais para ficar quietos assistindo ao enorme aumento dessas estatísticas. É preciso encarar essa questão de uma vez por todas. Eu não tenho medo e pode anotar: comigo, a questão da segurança em nossa cidade não vai ser mais um problema!

Agora troque a palavra segurança por trânsito, saneamento, educação, falta de água….

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NOVO DICIONÁRIO DE BRASÍLIA

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Algumas novas palavras que surgiram em Brasília nos últimos tempos:

RÉU-NIÃO – Reunião de réus, que acontece quando vários deputados implicados na Lava Jato se encontram;

FORO PRIVI-VIGIADO – Quando a Polícia Federal fica de campana, só esperando que o foro privilegiado do político deixe de valer;

RENANCIA – O que pode acontecer quando Renan virar réu da Lava Jato;

PRESODÊNCIA – Cargo que os presidentes de algumas empresas passam a ocupar depois que recebem a visita da PF;

GOLPE DE ESTUDO – Quando um acadêmico faz mil malabarismos intelectuais para concluir que está acontecendo um golpe;

ALIONÇA – Quando partidos só se aliam na hora da onça beber água;

OPERAÇÃO LEVA JATO – Quando a presidenta é afastada do cargo mas quer continuar com o jato da presidência.

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DESCULPAS

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– São 400 mil para faltar no dia da votação. Mas a gente precisa que o senhor dê uma desculpa.
– Ah, eu falo qualquer coisa. Digo que vou levar minha vó na musculação.
– Não, a desculpa tem que ser boa, senão podem desconfiar.
– Ah, tá… então eu fui levar o meu sobrinho no judô.
– Não, também não dá.
– Mas o meu sobrinho faz mesmo judô…
– É, mas pode pegar mal, judô tem um monte de golpe…podem achar estranho.
– Tá… então eu peguei uma xicungunha!
– Não, podem entender errado, achar que tem a ver com Cunha.
– Gripe?
– Não dá. Já tem uns quinze deputados com essa desculpa. Tem que ser outra coisa.
– Então eu posso dizer que comi alguma coisa estragada e passei mal.
– Tá, pode ser. O que você teria comido?
– Deixa eu pensar… arroz com lula?
– Lula? Tá de sacanagem?
– Camarão?
– Não, lembra voto camarão, é esquisito.
– Caramba! Então eu posso dizer que viajei…
– Foi pra onde?
– Pra Disney?
– Pega mal, né, deputado.
– Então, eu fui pro Caribe.
– Paraíso fiscal? Não dá.
– Fui visitar as minhas bases.
– Deputado, todo mundo sabe que o senhor nunca vai a sua cidade, só em época de eleição.
– É… pô, difícil pra caramba dar uma desculpa, hein!
– Eu sei, estamos tendo a maior dificuldade.
– Já sei! Tenho a desculpa perfeita! Eu posso dizer que fui gastar as 400 mil que ganhei pra não ir a votação.
– Deputado, vamos fazer o seguinte: vamos botar o senhor na cota da gripe mesmo. Próximo!

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