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MEUS MELHORES DO ANO – FILMES E SÉRIES

Agora a lista é dos melhores filmes e das melhores séries que vi em 2017.
Aviso: Foram filmes e série que eu ASSISTI esse ano e não que foram produzidos em 2017
Aviso aos fãs de Games of Thrones: Faço parte do pequeno grupo de humanos que não acompanha essa série.

FILMES FICÇÃO
A Qualquer custo (USA)
O visitante ilustre (ARG)
O apartamento (IRÃ)
Bom comportamento (USA)
Bingo (BRA)

FILMES DOCUMENTÁRIO
Jim and Andy
Voyer
Jerry before Seinfeld
Long shot
Macaco Tião

SÉRIES DRAMA
The americans – 3ª temporada
The people x OJ Simpsom
Big little lies
Better call Saul – 3ª temporada
Narcos – 3ª temporada

SÉRIES COMÉDIA
Sillicon Valley – 4ª temporada
Master os none – 2ª temporada
Bo Jack Horseman – 2ª temporada
Curb your enthusiasm – 9ª temporada
Veep – 1ª temporada

3
ao todo.
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OS MEUS MELHORES DO ANO – LIVROS

Dezembro é mês de gastar dinheiro com presentes de amigo oculto, de tentar trocar os presentes merdas que recebeu no amigo oculto, tempo de festas da firma, de micos na festa da firma, de reclamar ou defender passas no arroz e é também o mês das listas de melhores do ano ( e de discordar das listas de melhores do ano).
Pois eu também resolvi entrar nessa e fiz a minha personal lista dos 5 melhores livros que li no ano em várias categorias.
Aviso: Vários desses livros não foram lançados em 2017, mas eu os li nesse ano e a minha lista é assim, é dos livros que eu LI nesse ano.
outro aviso: Minha lista reflete o meu gosto pessoal, é pessoal e intransferível, Mas se você quiser dizer que livro tal não merece estar ou que o livro de fulano é muito melhor, fique a vontade.

Então aí vai a minha lista nas várias categorias:

FICÇÃO:
O som e a fúria – William Faulkner
O vendido – Paul Beathy
Se um viajante numa noite de inverno – Italo Calvino
Laços – Domenico Starmine
Jerusalém – Gonçalo M. Tavares

FICÇÃO BRASUCA:
Um defeito de cor – Ana Maria Gonçalves
Papeis avulsos – Machado de Assis
A glória e o seu cortejo de horrores – Fernanda Torres
Calibre 22 – Rubem Fonseca
Ainda estou aqui – Marcelo Rubens Paiva

NÃO FICÇÃO:
O palácio da memória – Nate DiMeo
Cérebro, uma biografia – David Eagleman
O rio da consciência – Oliver Sacks
Mais de uma luz – Amós Oz
Papa Sattam Aleppe – Umberto Eco

NÃO FICÇÃO BRASUCA:
Uma história do samba – Lira Neto
Dando tratos à bola – Hilário Franco Jr
Prisioneiras – Dráusio Varella
História do Brasil para ocupados – Luciano Figueiredo (org)
A criação original – Francisco Daudt

1
ao todo.
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DATA VENIA

Outro dia estava em casa de bobeira assistindo a GloboNews que estava transmitindo um julgamento direto do STF. Um dos juízes começou a proferir o seu voto. Ele disse que seria breve, mas não cheguei a escutá-lo pois desliguei a TV porque já estava na hora de ir para a academia para fazer a minha esteira básica. Sai de casa e caminhei por quinze minutos até a academia. Cheguei lá, comecei o meu exercício e olhei para a tela de TV que fica em frente a esteira. A TV estava sintonizada na GloboNews. O mesmo juiz continuava a proferir o seu voto breve, mas eu não o escutei porque graças a Deus , a TV estava sem som. Fiz o meu exercício, olhando de vez em quando para a tela. O juiz continuava lá, falando, firme e forte. Trinta minutos depois, acabei o meu exercício e o sujeito ainda estava falando. Fui para casa, tomei um banho, liguei a TV e o juizão ainda não havia acabado de proferir o seu voto. Fiquei pensando sobre o assunto e várias perguntas surgiram:
– Por que o sujeito precisa de tanto tempo para proferir um voto?
– Ele não consegue justificar a parada em dez minutos?
– Depois que o juiz profere o seu voto, ele é obrigado a prestar atenção aos votos dos outros juízes?
– Como é que o sujeito consegue assistir a todos os votos dos outros juízes sem cochilar?
– Pega mal se ele bocejar durante a fala do outro?
– Quantos posts ele publica no Face e quantas tuitadas ele dá durante os outros discursos?
– Se o sujeito gasta quase duas horas para dar o seu voto e existem mais dez juízes que gastam o mesmo tempo, como ele arranja tempo para escrever o seu discurso?
– Será que ele faz isso enquanto finge que escuta os votos dos outros juízes?
– Alguém no Brasil consegue acompanhar algum desses discursos inteiro?
– Alguém entende aquelas falas cheias de latinismos e citações a artigos e leis que ninguém conhece de cor?
– Por que a GloboNews passa isso?
– Será que a Globonews precisa mostrar esses julgamentos intermináveis do STF para dar uma folga a sua equipe ou cobrir as férias de algum jornalista?
– Para falar por tanto tempo e conseguir escutar a tantos outros discursos, só mesmo tendo super poderes. É por isso que os juízes do STF usam capas?
– E quando é que eles vão vestir a sunga em cima das calças?

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MALAS

Existem dois tipos de pessoas na hora de arrumar as suas malas para viajar. O primeiro grupo é formado pelas pessoas que contam o número de dias e colocam mais ou menos uma roupa por dia. Esses são conhecidos como os “Bagagem Leve”. O outro grupo é o das pessoas que querem ter sempre a possibilidade de poder escolher as roupas que vão usar durante a estadia fora de casa e enchem a mala com muito mais do que o necessário para aqueles dias de viagem. Esses são os “Enchedores de Malas”. Nos dois casos existem os radicais: de um lado, os que levam menos roupa do que dias (os chamados “Mochilinhas”) e do outro os que levam o armário inteiro (conhecidos como “Caminhões de Mudança”). Na maior parte das vezes, os do primeiro time são homens e os do segundo mulheres, mas isso não é tão direto assim, existem muitos homens no segundo time e mulheres no primeiro.
Eu faço parte do primeiro time, conto os dias e coloco uma camisa e uma cueca para cada dia. A minha mulher é do segundo, mas já foi mais radical. Mas quando a questão são os livros que vou levar para a viagem, eu mudo de time. Não posso nem pensar na possibilidade de começar a ler um livro e achar ele chato sem possibilidade de trocar. Tenho que ter escolhas, senão piro. E se eu for para um país cuja língua não domino, a coisa piora, pois não há a possibilidade de se passar numa livraria para repor o estoque. Então, se a minha mala fica leve por conta das roupas, ela ganha um peso considerável quando entram os livros. Portanto, considerando todos os itens que levo numa mala, posso ser considerado um “Enchedor de malas”.

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FRANQUIA

O sujeito vinha dirigindo o seu carro, tranquilamente, pensando na vida, quando o carro da frente parou no sinal vermelho. Distraído, o sujeito não conseguiu frear a tempo e bateu na traseira do carro da frente. Ele não perdeu tempo: saiu rapidamente do seu carro e seguiu convicto, a passos firmes, para tentar colocar a culpa no motorista da frente. Já foi falando:
– Você freou de repente! Eu sou advogado! E vou te processar, seu idiota!
Quando acabou de pronunciar a palavra “idiota”, ele viu a porta do carro da frente abrir e conheceu por inteiro o seu oponente: Era um sujeito enorme, parecia o Arnold Schwarzenegger, só que um pouco mais largo e mais alto, careca e com o corpo tomado por tatuagens. Arnold veio gritando em sua direção. O sujeito ralentou a sua marcha e mudou a sua tática:
– Eu pago. A culpa foi minha.
Arnold pareceu não escutar, pois continuou a gritar:
– Seu %$#%¨% ! A culpa é de quem está atrás! %$%&*&¨%!
– Eu sei. Eu admito que a culpa foi minha.
– Esse conserto vai custar uma fortuna, seu %$%$$%$!
– Calma, amigo. Eu pago tudo. Eu pago o dobro.
Ao ouvir essa proposta, Arnold calou seus impropérios. Baixou o tom:
– Como assim paga o dobro?
– Pago o dobro do que você gastar, Qualquer coisa para a gente não precisar brigar.
Arnold parecia pensar. Depois de um tempo, respondeu:
– O dobro não dá.
– Por que não dá?
– Porque aí você me quebra, pô!
– Como assim? O dobro não é suficiente?
– É mais do que suficiente. Esse é que é o problema.
– Não entendi.
– Olha pra mim. Eu fico 6 horas por dia puxando ferro. Mais 6 horas numa academia de MMA. Eu passo o ano inteiro esperando uma oportunidade como essa…
– Que oportunidade?
– Pô, a chance de encher um sujeito de porrada estando com a razão. Aí você chega e me tira essa oportunidade? Como é que eu vou te encher você de porrada se você me pagar o dobro? A questão é que não vai dar para você sair daqui sem tomar umas porradas. Pega mal para mim.
– E a gente pode pelo menos negociar?
– Negociar o quê?
– Vamos negociar essa porrada. Você me porra, mas não faz muito estrago. Deixa a cara de fora. E a perna também. Sabe como é: Passar um tempo de muleta é um saco.
– Mas se tu sair de cara limpa, a minha rapaziada vai achar que eu estou ficando bundão…
Negociaram. O sujeito pagou a franquia do conserto do Arnold e saiu com o braço esquerdo quebrado e algumas escoriações no rosto.
Nada como um debate civilizado para resolver as questões do dia a dia.

4
ao todo.
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