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Olimpíadas que eu Rio – 14

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18 DE AGOSTO

Os nadadores americanos aprenderam que a mentira tem pernadas curtas.

A juíza mandou apreender o passaporte dos nadadores americanos, mas o Lochte já tinha se mandado rapidinho pros states. Foi a nado!

Os 4 nadadores formavam a equipe americana de revezamento de caô.

Os outros nadadores acabaram dedurando o Lochte, dizendo que foi ele que inventou a história do assalto. E como a equipe de natação americana ganhou um monte de medalhas, foi uma verdadeira delação premiada!


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Olimpíadas que eu Rio – 13

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17 DE AGOSTO

Como disse ontem, minha mulher adora tênis, por isso compramos ingresso para ver um dia dessa modalidade. Mas justamente no dia que fomos ver o tênis, choveu e a nossa sessão foi cancelada. Frustração total. Até nos devolveram o dinheiro dos ingressos, mas o que queríamos mesmo era ver o jogo. Restava ver na TV. Então, no fim de semana uma amiga que tinha dois ingressos para as finais do tênis, não poderia ir e, alma caridosa, nos deu os ingressos. No domingo fomos para o Parque Olímpico animados. Chegando lá, olhei para os ingressos e fiquei pasmo: os lugares eram exatamente os mesmos da sessão que foi cancelada. Os mesmos! Qual é a chance estatística de isso acontecer? Mínima! Incrível! Os deuses do tênis estavam mesmo do nosso lado.

ingressos

Por falar em questões estatísticas: Quantos estrangeiros vão acreditar no “passa lá em casa” do carioca e vão voltar ao Rio depois das Olimpíadas achando que tem hospedagem garantida?

Ainda sobre o francês que perdeu na disputa da vara (com trocadilho): o cara ficou chateado porque foi vaiado de novo na entrega da medalha. Qual é? O sujeito fala um monte de absurdos sobre a torcida brasileira depois da prova e não quer ser vaiado? Fala sério! Eu também estou aqui vaiando: Uuuuuuuu!!!

E sobre a importante questão sociológica BiscoitoGlobalina, uma última coisa: Deixa o cara, galera. Enquanto a gente tava na praia comendo Biscoito Globo e tomando mate de galão, ele estava jogando beisebol!


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Olimpíadas que eu Rio – 12

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16 DE AGOSTO

Comprei ingresso para 2 dias das Olimpíadas. Primeiro para o tênis, que minha mulher adora. E para o atletismo, ontem. Não sabia muito bem quais eram as provas do dia que comprei, depois descobri que tinham duas finais, dos 800 metros masculinos e dos 400 metros feminino. E a entrega de medalhas dos 100 metros rasos para o Bolt. Legal. Mas na hora de sair de casa, por pouco não desisti. Estava cansado, o tempo estava mudando, parecia que ia chover… porra, ir até o Engenhão! Pensei em dar os ingressos para alguém. Mas na última hora resolvi ir. Quando cheguei lá, começou a chover e eu quase me arrependi de ter saído de casa. Mas logo a chuva parou e começaram as provas. Primeiro as classificatórias dos cem metros com barreiras. Prova maneira, comecei a gostar. Arremesso de disco feminino, não curti muito. Então, do lado direito de onde eu estava começou a prova do salto com vara. Era a final. Essa modalidade é sensacional, não dá para não gostar, é um salto acrobático, parece impossível para uma pessoa normal fazer. A prova começou maneira, até que eu percebi que tinha um brasileiro disputando. O car , que descobri que se chamava Thiago Braz Silva, e era chamado de Silva no placar, passou pelo primeiro sarrafo. Maneiro!

Enquanto o salto com vara ia avançando aconteceram os 800 metros masculinos e os 400 metros femininos, duas provas muito legais. Ali do lado direito o salto com vara continuava. A altura agora era 5,75 m. E aí alguns competidores ficaram pelo caminho. Mas o Thiago passou. A plateia começou a se animar. Ficaram apenas 7 concorrentes. Aumentaram para 5,85 m. O Thiago errou a primeira , mas passou na segunda. Caramba, o cara é bom! Logo percebi que tinha um francês que era ótimo. O cara passava de primeira em todos os sarrafos. Uns franceses ao meu lado na arquibancada vibravam. A altura foi para 5,85 m. os concorrentes começaram a derrubar o sarrafo. O Thiago passou. Agora eram apenas 5, e dois resolveram passar para a próxima altura. O francês continuava passando de prima. Aumentaram para 5,93. Aí percebi que o Thiago podia ganhar medalha, bastava um polonês e um tcheco errarem. Eles erraram. Eu, e a torcida brasileira, descobrimos que tinha coisa boa por ali. O bronze já estava certo. Aí o americano saiu fora. Prata! Caralho! Já temos a prata! A torcida ficou empolgada. Mas o francês era muito bom, A altura foi para 5,98m e ele passou e bateu o recorde olímpico. Saiu desfilando todo marrento. Thiago resolveu que ia tentar o 6,03m, era a sua única chance de passar o adversário. O arrogante francês (pleonasmo?) achando que já estava com o ouro nas mãos partiu para sua tentativa. Errou. Então veio o momento mágico da noite, Thiago Braz ia tentar saltar os 6,03m. E algo diferente, pelo menos para mim, aconteceu. Durante a competição, o tempo todo rola uma música no som do estádio, quase sempre um hit pop americano. Mas nessa hora colocaram uma música do Benjor. Eu falei para a minha mulher: “Benjor! O Benjor vai dar sorte!”. Então Thiago, embalado pela torcida e pelo som de Benjor, correu e deu um salto maravilhoso. Passou pelos 6,03m e tirou o recorde olímpico do francês. O sujeito sentiu o golpe. Ficou puto e começou a reclamar da torcida. Parecia não acreditar no que havia acontecido. Logo o brazuca! O cara que ele nunca levou a sério. Alguém tinha que ser culpado por ele perder aquela medalha! E não podia ser ele. Só podia ser a torcida! Reclamou da torcida. Então partiu pro salto… e se fudeu! Perdeu a marra e a medalha de ouro. Desolé, meu caro francês! Desolé! Ouro pro Brasil! Valeu Thiago Braz!

Ainda bem que eu resolvi ir ao Engenhão ontem!


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Olimpíadas que eu Rio – 11

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15 DE AGOSTO

Ontem estava no Parque Olímpico da Barra onde consegui ver a sensacional final do tênis. Num dos intervalos fui comer uma parada num dos food-trucks que foram convocados para salvar a vida de quem tem fome por lá. Era um que servia churrasquinho, por sinal muito bom, e que estava fazendo bastante sucesso. Peguei meu espetinho e, como qualquer carioca, pedi uma farinhazinha, o complemento natural de qualquer churrasquinho. O atendente respondeu:

– Farinha não foi liberada pela COI.

Qual é, COI? Como é que tu não libera a farinha? Que mal a farinha te fez? Não libera a nossa querida e genuína farinha, mas deixa os quiosque venderem um cachorro-quente safado, ruim pra cacete! Faltou critério, COI, faltou critério.

Aliás, por falar em comida, um repórter do New York Times resolveu fazer uma matéria sobre o Biscoito Globo. Fez uma avaliação gastronômica e não gostou. Falou mal pacas do nosso típico biscoito de polvilho. Caguei para a opinião culinária do americano. Biscoito Globo é uma instituição carioca. É mais que uma comida, é uma experiência. Tem que ser comido junto com um copo de mate daqueles de latão numa praia do Rio de Janeiro. O repórter não entendeu nada.

As olimpíadas estão impressionando o mundo, mas a nossa posição no quadro de medalhas não está impressionando ninguém. Por enquanto estamos em 28º lugar, atrás de um monte de países do primeiro mundo, mas atrás também da Colômbia, Irã, África do Sul e Coreia do Norte. talvez venham algumas medalhas de ouro nos esportes coletivos e passemos a frente de alguns, mas não dá para ter como objetivo olímpico ficar na frente da Argentina.

Eu estava voltando de metrô para casa, quando um senhor ao meu lado comentou:
– Ih a essa hora o Bolt tá correndo.
– A corrida é as 10 e meia. – falei.
– Não, é as 10 e vinte e cinco. – ele me corrigiu e mostrou o relógio. – É agora! – Ele deu uma pequena pausa e concluiu – Já acabou!
Nós rimos.

Aliás, o Bolt é foda! O Bolt é foda! Alguém consegue comentar algo diferente sobre o cara?


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Olimpíadas que eu Rio – 10

13 DE AGOSTO

Apesar do Brasil ser campeão mundial de Saltos Orçamentais, pulando sempre muito acima da verba prevista nos orçamentos originais, em matéria de saltos orNamentais não nos saímos muito bem. Eu fui ontem no Maria Lenk e acompanhei a competição. Na verdade, para mim todas as saltadoras foram sensacionais, primeiro por ter a coragem de ficar pulando num trampolim a mais de 3 metros de altura. Depois por se jogar lá de cima sem se estabacar na ponta do trampolim e ainda fazendo questão de dar várias piruetas antes de cair na água. Eu daria nota 10 para todas, mas os juízes implacáveis viram defeito em tudo e distribuíram notas 6, acho que só 2 ou 3 levaram um 8. Eram 29 competidoras que deram 5 saltos cada. Quase 150 pulos! Achei um tanto repetitivo.

A água da piscina de saltos está mesmo verde, mas é um verde bonito. Provei uma amostra da água e achei boa. Parece Gatorade de limão.

PISCINA

Vi o Nadal ganhar o Belucci. Depois vi o Nadal jogar duplas e levar a medalha de ouro. Fiquei até cansado de tanto ver o Nadal. Ele não se cansou.

NADAL

Marta, a principal jogadora do time vai bater o seu penalti. Ela perde. A seleção pode ser desclassificada. No momento seguinte a goleira brasileira pega o penalti e salva o Brasil. Logo em seguida o Brasil vence a disputa de penaltis. Comemoração e choradeira. Nenhum escritor escreveria um roteiro piegas e apelativo como esse. Mas foi o que aconteceu e foi sensacional.


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Olimpíadas que eu Rio – 9

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12 DE AGOSTO

Em Londres ganhamos 17 medalhas, sendo 3 de ouro. Será que alcançaremos esse desempenho aqui no Rio? Pelo jeito, não. Se o Brasil tentou se preparar para sediar os jogos, não parece ter feito algo especial em relação a preparação de seus atletas, que continuam lidando com os mesmos problemas de falta de incentivo e estrutura para treinar. Os atletas dão o melhor de si, competem com garra, mas sabemos das dificuldades que tem no dia-a-dia e nada parece ter mudado muito mesmo quando sediamos uma olimpíada. Os esportes coletivos podem até nos salvar, mas nosso desempenho no final deverá ser mais ou menos igual ao das outras olimpíadas. Continuamos uma impotência olímpica.

Algumas modalidades que deviam ser criadas para equilibrar mais as olimpíadas: tênis de mesa para não chineses, basquete masculino para não americanos e corrida de longa distância para não quenianos.

Ontem um golfista fez um raro “hole in one“, quando o cara acerta o buraco de primeira. Foi sensacional, mas quase ninguém (da entediada plateia) viu porque a essa altura estavam todos adormecidos.

Polêmica por conta da cor da água da piscina dos saltos ornamentais que está verde. Qual é o problema? A água está ótima, só é sabor limão.


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