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Olimpíadas que eu Rio – 13

17 DE AGOSTO

Como disse ontem, minha mulher adora tênis, por isso compramos ingresso para ver um dia dessa modalidade. Mas justamente no dia que fomos ver o tênis, choveu e a nossa sessão foi cancelada. Frustração total. Até nos devolveram o dinheiro dos ingressos, mas o que queríamos mesmo era ver o jogo. Restava ver na TV. Então, no fim de semana uma amiga que tinha dois ingressos para as finais do tênis, não poderia ir e, alma caridosa, nos deu os ingressos. No domingo fomos para o Parque Olímpico animados. Chegando lá, olhei para os ingressos e fiquei pasmo: os lugares eram exatamente os mesmos da sessão que foi cancelada. Os mesmos! Qual é a chance estatística de isso acontecer? Mínima! Incrível! Os deuses do tênis estavam mesmo do nosso lado.

ingressos

Por falar em questões estatísticas: Quantos estrangeiros vão acreditar no “passa lá em casa” do carioca e vão voltar ao Rio depois das Olimpíadas achando que tem hospedagem garantida?

Ainda sobre o francês que perdeu na disputa da vara (com trocadilho): o cara ficou chateado porque foi vaiado de novo na entrega da medalha. Qual é? O sujeito fala um monte de absurdos sobre a torcida brasileira depois da prova e não quer ser vaiado? Fala sério! Eu também estou aqui vaiando: Uuuuuuuu!!!

E sobre a importante questão sociológica BiscoitoGlobalina, uma última coisa: Deixa o cara, galera. Enquanto a gente tava na praia comendo Biscoito Globo e tomando mate de galão, ele estava jogando beisebol!


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Olimpíadas que eu Rio – 11

15 DE AGOSTO

Ontem estava no Parque Olímpico da Barra onde consegui ver a sensacional final do tênis. Num dos intervalos fui comer uma parada num dos food-trucks que foram convocados para salvar a vida de quem tem fome por lá. Era um que servia churrasquinho, por sinal muito bom, e que estava fazendo bastante sucesso. Peguei meu espetinho e, como qualquer carioca, pedi uma farinhazinha, o complemento natural de qualquer churrasquinho. O atendente respondeu:

– Farinha não foi liberada pela COI.

Qual é, COI? Como é que tu não libera a farinha? Que mal a farinha te fez? Não libera a nossa querida e genuína farinha, mas deixa os quiosque venderem um cachorro-quente safado, ruim pra cacete! Faltou critério, COI, faltou critério.

Aliás, por falar em comida, um repórter do New York Times resolveu fazer uma matéria sobre o Biscoito Globo. Fez uma avaliação gastronômica e não gostou. Falou mal pacas do nosso típico biscoito de polvilho. Caguei para a opinião culinária do americano. Biscoito Globo é uma instituição carioca. É mais que uma comida, é uma experiência. Tem que ser comido junto com um copo de mate daqueles de latão numa praia do Rio de Janeiro. O repórter não entendeu nada.

As olimpíadas estão impressionando o mundo, mas a nossa posição no quadro de medalhas não está impressionando ninguém. Por enquanto estamos em 28º lugar, atrás de um monte de países do primeiro mundo, mas atrás também da Colômbia, Irã, África do Sul e Coreia do Norte. talvez venham algumas medalhas de ouro nos esportes coletivos e passemos a frente de alguns, mas não dá para ter como objetivo olímpico ficar na frente da Argentina.

Eu estava voltando de metrô para casa, quando um senhor ao meu lado comentou:
– Ih a essa hora o Bolt tá correndo.
– A corrida é as 10 e meia. – falei.
– Não, é as 10 e vinte e cinco. – ele me corrigiu e mostrou o relógio. – É agora! – Ele deu uma pequena pausa e concluiu – Já acabou!
Nós rimos.

Aliás, o Bolt é foda! O Bolt é foda! Alguém consegue comentar algo diferente sobre o cara?


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