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Crítica de seriado

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O roteirista desta serie Brasil 2016/2017 é competente, disso não há dúvida. Criatividade não falta as suas histórias, mas por vezes ele se mostra apressado, abusa da quantidade de tramas que coloca no mesmo episódio. O espectador acaba perdendo o interesse por histórias que são boas e que, se o roteirista não fosse tão afoito poderiam ser trabalhadas com mais calma em episódios posteriores.

Qual é a necessidade de tantas tramas no mesmo dia, muitas delas se perdendo e ficando sem final? Ninguém lembra mais, por exemplo, das histórias de personagens como Eduardo Cunha ou até mesmo de Renan Calheiros, ficaram perdidas em meio a tantas outras tramas. Fios soltos.

A quantidade exagerada de viradas na trama também chama a atenção. Pra que tantas viradas? Roteiros com viradas todos os dias mostram apenas uma certa imaturidade do roteirista dessa série, uma necessidade de mostrar que é criativo, o que certamente não contribui para a qualidade final do programa.

Enfim, apesar de todas essas questões, Brasil 2016/2017 é bom entretenimento. Quer dizer, menos para quem mora aqui.

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Olimpíadas que eu Rio – 11

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15 DE AGOSTO

Ontem estava no Parque Olímpico da Barra onde consegui ver a sensacional final do tênis. Num dos intervalos fui comer uma parada num dos food-trucks que foram convocados para salvar a vida de quem tem fome por lá. Era um que servia churrasquinho, por sinal muito bom, e que estava fazendo bastante sucesso. Peguei meu espetinho e, como qualquer carioca, pedi uma farinhazinha, o complemento natural de qualquer churrasquinho. O atendente respondeu:

– Farinha não foi liberada pela COI.

Qual é, COI? Como é que tu não libera a farinha? Que mal a farinha te fez? Não libera a nossa querida e genuína farinha, mas deixa os quiosque venderem um cachorro-quente safado, ruim pra cacete! Faltou critério, COI, faltou critério.

Aliás, por falar em comida, um repórter do New York Times resolveu fazer uma matéria sobre o Biscoito Globo. Fez uma avaliação gastronômica e não gostou. Falou mal pacas do nosso típico biscoito de polvilho. Caguei para a opinião culinária do americano. Biscoito Globo é uma instituição carioca. É mais que uma comida, é uma experiência. Tem que ser comido junto com um copo de mate daqueles de latão numa praia do Rio de Janeiro. O repórter não entendeu nada.

As olimpíadas estão impressionando o mundo, mas a nossa posição no quadro de medalhas não está impressionando ninguém. Por enquanto estamos em 28º lugar, atrás de um monte de países do primeiro mundo, mas atrás também da Colômbia, Irã, África do Sul e Coreia do Norte. talvez venham algumas medalhas de ouro nos esportes coletivos e passemos a frente de alguns, mas não dá para ter como objetivo olímpico ficar na frente da Argentina.

Eu estava voltando de metrô para casa, quando um senhor ao meu lado comentou:
– Ih a essa hora o Bolt tá correndo.
– A corrida é as 10 e meia. – falei.
– Não, é as 10 e vinte e cinco. – ele me corrigiu e mostrou o relógio. – É agora! – Ele deu uma pequena pausa e concluiu – Já acabou!
Nós rimos.

Aliás, o Bolt é foda! O Bolt é foda! Alguém consegue comentar algo diferente sobre o cara?


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Olimpíadas que eu Rio – 5

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8 DE AGOSTO

Micale leão dourado.
Zero a zero com o Iraque. 180 minutos sem fazer gols.
Desde o século XIX o Iraque não ficava tanto tempo sem sofrer um ataque perigoso.
Não existem mais bobos no futebol? Existem! Os bobos somos nós, torcedores, que ainda acreditamos na selecinha!
É melhor mudar de assunto.

Ontem fui gravar para o ExtraOrdinários lá no Parque Olímpico. Fiquei animadão porque o Djokovic estava jogando naquela hora. Gravei rapidinho e corri para ver o Djoko jogar. Acabei vendo o Del Potro jogar. O Argentino jogou demais e deu um baile no Djoko. Arena lotada, os brasileiros torcendo para o sérvio, mas quem se deu bem foram os argentinos, que se esbaldaram com a vitória do del Potro. O sérvio saiu de quadra chorando, emocionando a todos. A gente aqui no Brasil adora um atleta chorando. Já os sérvios devem estar muito putos, essa devia ser a medalha de ouro que eles mais contavam. E um dia depois da gata Ivanovic perder!

Na natação os americanos ganharam o revezamento 4×100, e comemoraram muito. Não esperavam. O Michael Phelps ganhou a sua 23ª medalha de ouro. Ganhar 23 medalhas de ouro é mole, eu quero ver ele pendurar no pescoço as 23 medalhas de ouro e tentar nadar os 100 metros rasos! E bater recorde mundial! Quero ver! Tu não é bom, Michael Phelps? Então faz isso que eu quero ver!

Ontem o Brasil não ganhou medalha. Perdemos no judô e na natação, mas não tínhamos muita chance. Acho que as nossas medalhas virão nos esportes coletivos. Quer dizer, menos no futebol masculino. Se bem que o nosso futebol masculino nem deve mais ser considerado esporte coletivo.


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Olimpíadas que eu Rio – 3

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6 DE AGOSTO

Resumo da Abertura das Olimpíadas em uma palavra: FODA!
Em duas: Do caralho!
E sem palavrões. separando as sílabas: sen-sa-ci-o-nal!

Destaques para Gisele Bündchen desfilando ao som de Tom Jobim, Paulinho da Viola cantando o hino nacional e BenJor, Caetano, fogos escrevendo Rio, efeitos visuais, Santos Dumont…

Por falar em Santos Dumont… Alô, americanos, aprendam: Santos Dumont inventou o avião. Os irmãos Wright inventaram a American Airlines.

Parabéns a equipe ultracompetente que criou e realizou a abertura, e também aos bailarinos, acrobatas, artistas, enfim a todos os que participaram da abertura, que mostraram que o Brasil sabe fazer bem, com criatividade, esses sim os verdadeiros representantes dos brasileiros e não as autoridades metidas a piadistas.

Por falar em autoridades… Eu só vou acreditar na humanidade quando acabarem com os discursos em cerimônias.

Na hora dos discursos foi batido o primeiro recorde das olimpíadas: o de clichês em discursos rasos.

Enfim, agora começam as Olimpíadas, um evento que é muito legal por vários motivos. Um deles é que nesse momento vários chefes de estado estão no Rio, e ninguém tá nem aí. Importantes mesmo são o Usain Bolt, o Michael Phelps, o Djokovic e qualquer outro atleta.

Até os mascotes, Tom e Vinicius são mais assediados.


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