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Olimpíadas que eu Rio – 8

11 DE AGOSTO

A seleção brasileira ontem fez uma coisa diferente, que a gente não via há muito tempo. Logo no primeiro tempo, os jogadores lançaram a bola nas redes do time adversário. Depois repetiram isso mais 3 vezes. Achei estranho.

Ontem fui ao Parque Olímpico para ver tênis. Me ferrei, porque choveu e a minha sessão foi cancelada. Acabei passeando por lá. Achei tudo muito legal. O transporte foi tranquilo, a entrada foi na boa, a comida foi fácil de comprar, os voluntários eram muito educados e explicavam tudo direitinho. Só a chuva que não foi legal. Porra, logo no dia que eu fui! Quem é o responsável pela chuva? Demite esse cara!

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Eu adoro tênis, um esporte sensacional, mas temos que admitir que é um pouco fresco. Essa parada de que, com chuva não pode ter jogo, eu não concordo. A bola não quica direito? Foda-se. O caras não são bons? Então joga aí, porra! No futebol tem jogo chova ou faça sol, tem gol de poça, gol porque a bola parou na água, tem tudo isso, mas rola o jogo de qualquer maneira. Tá bom, estou sendo injusto, o jogo de tênis ficaria ruim na chuva, mas… precisava ser justo no dia que comprei ingresso!?

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Eu acho um pouco injusta a quantidade de medalhas que a natação dá. É medalha pra 100, 200, 400, 1500, medley, masculino, feminino, revezamento, melhor sunga, melhor peido debaixo d’água… É medalha demais! Enquanto isso no vôlei, 6 caras (mais os reservas) se esfalfam jogando uma cacetadas de partidas para no final ganhar 1 medalhinha! Pra mim esporte coletivo devia valer pelo menos 10 medalhas.


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Olimpíadas que eu Rio – 2

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5 DE AGOSTO

Ontem a seleção estreou. Quer dizer, entrou em campo, mas ainda não jogou futebol. Eu esperava mais. Os mesmos problemas da seleção principal foram vistos na olímpica. Jogadores sem muita vontade, pensando em outra coisa. Neymar jogou tão mal, que às vezes até atrapalhou. Mas parece que no intervalo ele conseguiu caçar quatro pokémons no vestiário e ficou feliz.

Hoje tem a abertura. Deve ser bonita. Muita preocupação com as vaias ao Temer. O Brasil está dividido em quem quer vaiar o Temer e quem prefere vaiar a Dilma.

O mistério até agora é quem vai acender a pira. Parece que não vai ser o Pelé, que não vai poder. O Edson também não pode. Será o Guga? O Torben Grael? O Galvão Bueno? A Anitta?

A partir de amanhã, além de começar a Olimpíada pra valer, o que é sensacional, teremos mais uma mudança incrível na nossa rotina: não vamos precisar saber onde está a tocha olímpica e nem que a está carregando.

Esportes que eu vou acompanhar com certeza: atletismo, natação, futebol, todos os vôleis, basquete, judô, tênis, tênis de mesa e handebol.

Esportes que não ligo: esportes de tiros, esportes de velas, esportes de dar nota, bad e good minton, esportes cujos atletas são cavalos.


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ALGUMAS IDEIAS MANEIRAS (MALUCAS) PARA MELHORAR (PIORAR) O FUTEBOL

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LIBERAR AS SUBSTITUIÇÕES – Antigamente não se podia substituir ninguém. Depois inventaram as substituições e um time podia trocar dois jogadores por jogo. Então a coisa evoluiu e passou a ser possível fazer três substituições. A minha proposta é que o time possa fazer quantas substituições quiser. Vocês já viram quando no vôlei o cara entra só para sacar? Imagina se no futebol você tivesse um batedor de faltas oficial, um sujeito que entrasse só para bater faltas e depois saísse? Já pensou? O Rogério Ceni ia jogar até os 80 anos!

ACABAR COM OS BANDEIRINHAS – Os tais auxiliares muitas vezes só auxiliam os torcedores a ficar irritados. Para se acertar todas as marcações de impedimento, seria necessário conseguir olhar para dois lugares ao mesmo tempo e o ser humano não está equipado para isso. Mas com a tecnologia existente já é possível resolver essa questão. É só colocar no uniforme de cada jogador um chip. Outro chip seria colocado na bola. Então, um software genial bolado por algum nerd genial conseguiria saber a localização de cada jogador e da bola em cada instante e assim detectar quando o jogador estivesse impedido. Nesse momento o programa apitaria alguma coisa no ouvido do juiz que assim saberia que tem jogador impedido. Já pensou se fosse possível? Se não for possível, que tal simplesmente acabar com os bandeiras e ver no que dá?

ACHO QUE FOI MÃO – Mão na bola ou bola na mão? Mão intencional ou sem querer? Afinal, foi mão ou não foi? Hoje em dia se gasta muito tempo discutindo lances de mão no futebol. Um tempo que poderia ser usado para assuntos mais importantes como… como… como, sei lá, discutir se um jogador estava impedido ou não. Quem mais sofre com essa indefinição de quando é mão e quando não é no futebol é o juiz. Ora, o juiz também tem o direito de ficar na dúvida como qualquer locutor, comentarista ou torcedor. Para isso, se instituiria uma nova modalidade de falta no futebol que seria o “eu acho que foi mão”. O juiz ficou na dúvida, não tem certeza se foi mão ou não, então ele marca um “eu acho que foi mão”. Como o “eu acho que foi mão” é uma falta menos grave que a mão de verdade, ela teria uma punição mais branda, a cobrança seria sempre em dois lances. Se o “eu acho que foi mão” fosse dentro da área, por exemplo, não seria pênalti, seria tiro livre indireto.

CARTÃO PRETO – O atacante recebe a bola e parte em direção ao gol. Aí surge o zagueiro que vem por trás, salta e dá um verdadeiro golpe de jiu-jitsu no atacante, que cai sangrando e com uma fratura na perna. Ele sai de campo na maca e leva seis meses para voltar a jogar futebol. O juiz faz o que pode fazer nesse caso: dá um cartão vermelho para o zagueiro que vai cumprir um jogo de suspensão ou no máximo uns 3 jogos fora e logo está de volta para dar um mata-leão num outro atacante. Com a instituição do cartão preto, essa situação não existiria mais, porque o jogador que levasse esse cartão não sairia de campo para o vestiário. Quem levasse o cartão preto iria direto para a cadeia.

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NOSSA VELHA PELADA

Há mais de trinta anos eu jogo uma pelada semanal. Ela já mudou de lugar algumas vezes, já foi na quarta-feira, já foi a noite, mas acabou se estabelecendo as sextas-feiras pela manhã. Existe um pequeno núcleo de jogadores que está desde o começo, outros há quinze anos, uns há cinco e alguns foram pela primeira vez na semana passada. Nem sempre dá pra jogar. Quando chove, não tem pelada e, às vezes, não há quorum e os poucos presentes acabam jogando um gol dentro da área constrangedor. Mas a maior parte das sextas a pelada está lá, firme e forte. O legal dessa pelada é que nunca rolou porrada, e se aconteceu, eu não me lembro, portanto não foi uma pancadaria de responsa. Já teve gente se machucando, mas não me recordo de nada super sério, tipo fratura exposta, na maioria das vezes é só um problema muscular, distensão, luxação ou qualquer outra avaria cuja causa principal é normalmente velhice. Bom, tudo isso para dizer que, de uns tempos pra cá, uma novidade rolou na pelada. Com os novos tempos informáticos e audiovisuais, um dos jogadores passou a levar para a pelada uma câmera Go-Pro, que instala atrás de um dos gols. Agora, todas as partidas são gravadas. E a gente acaba se vendo em ação. Na primeira vez que a câmera gravou a pelada, todo mundo se empolgou e no final da pelada, pediram:

– Mostra aí pra gente!

Na semana seguinte o dono da câmera trouxe o computador para mostrar as imagens. Todo mundo se juntou em volta do computador para ver. Como a imagem estava parada, um dos peladeiros pediu:

– Dá play aí, pô!

– Já dei play há um tempão. A pelada é assim mesmo.

Foi então que percebemos que os jogadores pareciam parados, mas não estavam, a pelada é que era lenta mesmo. E a plateia começou a dispersar, esperavam se ver jogando um Braça x Real e acabaram vendo uma pelada em pause.

Bom, pra fechar, vou mostrar um pequeno lance da nossa velha e boa pelada. É claro que é um gol meu, que eu não estou aqui pra botar azeitona na empada dos outros peladeiros. Dá pra ver que ainda bato a minha bolinha, hein!

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