Os homens ficam revoltados, chamam de beiçola e dizem que não entendem seu sucesso. As mulheres deliram e voltam dos seus shows sem calcinha. Enquanto isso ele se auto denomina obsceno e vai aumentando a sua coleção de roupas íntimas de mulher dos outros. E o Ricardão dos palcos brasileiros.

Wando nos recebeu com muitos salgadinhos e cervejinhas em sua imponente cobertura na Barra da Tijuca. Nossas esposas ficaram devidamente guardadas em casa. Podemos garantir que nessas duas horas ele não comeu ninguém.

CASSETAVocê queria só cantar as menininhas.

WANDO – Isso é uma coisa que veio de casa. O meu pai, ele tocava, cantava, sabe? Aquelas vozes de seresta, né? Voz bonita, grande, voz limpa, né? E eu aprendi assim uns acordes de violão com ele, né? Ele me ensinava. Aí um dia eu resolvi: vou estudar violão clássico. Aí eu comecei a estudar violão clássico e percebi o seguinte: o cara que toca violão, ele quer tocar violão para se mostrar pra alguém sabe? Coçar o ego, né? E eu percebi que música clássica era assim uma coisa muito legal mas, primeira coisa, você tinha que ter um repertório muito grande, e é uma música muito difícil de tocar, mas elas não entendiam muito bem aquela coisa, entendeu? E aí eu comecei a trocar o clássico pelo popular. Aí você começa a cantar a música pra ela e você vê que ela sorri mais, né?

CASSETA – Simplificando, é pra ganhar mulher?

WANDO – É. (GARGALHADAS)

CASSETA – Agora, tem alguma música que você já falou pra umas vinte que fez pra ela?

WANDO – Dependendo da necessidade. Isso é caso de necessidade porque às vezes você até não tem alguma coisa pronta e você recebe um determinado aperto, né? Ah, você nunca fez nada pra mim, coisa e tal. Eu digo: não, fiz. Vou fazer agora. Claro que não pode ser uma gravada, tem que ser uma que está guardada no baú … (GARGALHADAS)

CASSETA – Você se considera bom de cama?

WANDO – Depende. Isso depende. Essa pergunta não deveria ser feita pra mim.

CASSETA – Você já brochou?

WANDO – Olha, essa pergunta é uma merda. (GARGALHADAS) Se eu digo pra você que não,

você não vai acreditar.

CASSETA – Você costuma transar ouvindo suas músicas?

WANDO – Não. Eu gosto de música clássica, Bolero de Ravel.

CASSETA – Só pelo ritmo, né? Quando é mulher feia você bota Vivaldi, né? Só violino, esconde

a cara e mete a vara. (GARGALHADAS)

WANDO – Não, música rápida é uma merda, viu bicho. O Bolero de Ravel é bom porque começa devagar e vai aumentando, né?

CASSETA – Você começou cedo a carreira sexual?

WANDO – Eu estou com trinta e dois anos de carteira assinada. Agora que eu estou começando a aprender, viu? (GARGALHADAS)

CASSETA – E como é que foi a primeira vez? Não foi com égua lá no interior de Minas no cio, né?

WANDO – Não, fui comido mesmo. E verdade, minha prima. Mas eu não posso dizer o nome dela. Ela ia lá pra casa e passava o fim de semana e aí um dia ela pegou carona na minha cama, né? Tenho uma música que chama “Carona na minha cama”. Aí ela pegou uma caroninha lá em casa e aí foi indo. Sabe aquela coisa de carinho e tal? Aí gostei, ficou, foi bom. Aí eu ficava até chateado no fim de semana que ela não ia. (GARGALHADAS)

CASSETA-E zona, você nunca foi?

WANDO – Já fui. Já fui. Homem tem que conhecer tudo. Fui na zona. Quando tem dezessete, dezoito…, a gente sempre cola num cara que tem mais idade e o cara diz “vou te levar em um lugar demais hoje” E zona, você tem que freqüentar, porque é na zona que o cara fica esperto.

CASSETA– Você quando chega pedindo, você pede o quê? (GARGALHADAS)

WANDO – Eu não peço porque eu acho que o cara tem que pedir de uma forma diferente. Por exemplo, existem coisas numa mulher que eu gosto, eu gosto de pé bonito, de mão bonita, né? Eu acho que só de você chegar pra uma mulher e dizer pra ela assim: “Você tem as mãos bonitas, você já está começando a dizer, entendeu? Porque, por exemplo, você olha assim, pé e mão, você já viu o resto. Ela já sabe que você viu o resto.

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Teste da farinha

CASSETA – Que homem você não se importaria que transasse com a sua mulher?

WANDO – Eu.

CASSETA – Agora, se embarcassem todos os chatos em um navio, quem seria o comandante?

WANDO – Como se chama aquele cara que fica enchendo o saco lá? Tipo, toda vez que vem me pedir emprego, aquele barbado… aquele. Isso é a maior mala, Roberval. Roberval, o maior mala que já conheci.  Ele quer ser jornalista.

CASSETA – Já tem meio caminho andado (Gargalhadas) O que é possível fazer com talento, criatividade e um salário mínimo?

WANDO – Porra nenhuma. (gargalhadas)

CASSETA – O que você não faria com um revolver na nuca?

WANDO – Nem com um revolver na nuca? Comer um anel de couro, masculino. (Gargalhadas)

CASSETA – Você daria pro Tião Macalé pra poder comer a Luma de Oliveira?

WANDO – Não (gargalhadas) Bicho, o Tião Macalé é o seguinte.

CASSETA – Se a pena de morte fosse aprovada, quem você mandaria para a cadeira elétrica primeiro?

WANDO – Puta que pariu. Quem eu mandaria primeiro para a cadeira elétrica? Eu mandaria uma pessoa, entende? Que não vou dizer o nome, claro, não é um brasileiro, mas eu mandaria pra cadeira elétrica as pessoas que distorcem as coisas do mundo, que tem a necessidade de guerra para faturar.

CASSETA – Como foi a sua última vez?

WANDO – Vai ser hoje…

CASSETA – Ser macho é…

WANDO – Ser macho é ser homem

CASSETA – Onde é que fica o cu do mundo?

WANDO – Eu não conheço o cu do mundo. Já disse que não sou chegado.

CASSETA – Quem é muita areia para o seu caminhãozinho?

WANDO – Não, eu não posso dizer, meu irmão. Vai sujar. Eu não posso falar porque é a maior sujeira, cara

CASSETA – Fala uma merda ai, qualquer merda;

WANDO – Bicho, o negocio é o seguinte.  Você tem que acordar de manhã todo descabelado, com mau hálito, todo fodido, todo despencado… mas ai você se olha no espelho, liga pra ela e diz assim “eu vou come você mais tarde” (Gargalhadas)

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Leia a entrevista na íntegra:

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ao todo.

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