Bussunda foi colaborador do jornal O Estado de São Paulo entre 1993 e 1998. Sua coluna fez parte do caderno Zap!, que circulava às sextas-feiras.  Confira uma das colunas. 

Aqui ao meu lado, no Zap! da semana passada, uma indignada leitora, reclamou da programação da televisão brasileira, num artigo que me chamou atenção pelo título: “TV Mostra Sexo Demais”. Confesso que quando vi o título, gritei: “Oba!”, e fui procurar a programação onde finalmente eu ia achar sexo, sem precisar pagar e passar pelo constrangimento de pegar uma fita pornô no videoclube. Coisa que, diga-se de passagem, não faço nunca, porque sempre tenho a sensação que ao sair de lá o cara que me alugou a fita vai chegar para o primeiro sujeito que entrar na loja e dizer: “sabe aquele gordo do Casseta e Planeta? O cara veio aqui e pegou o Dupla Penetração de Terceiro Grau!” Portanto, como sexo depois do casamento é lenda, minha vida sexual restringe-se às noites de sexta feira, quando passa o Sexta Sexy…

Quando vi o título da novela que o SBT ia lançar: “As Pupilas do Senhor Reitor”, confesso que vibrei. “É dessa novela que as pessoas devem estar falando”, pensei. Que decepção! Ninguém come ninguém e, quando come, a câmera chega sempre atrasada…

Agora falando sério, entendo a preocupação da leitora. Eu, pessoalmente, não tenho nada contra o sexo na televisão, mas acho pouco aconselhável. O sexo na TV, assim como o sexo na escada de serviço ou o sexo no banco de fusca, pode dar uma tremenda dor nas costas. Ainda prefiro as formas mais tradicionais de se praticar o sexo, ou seja, deitado na cama ou em pé na rede…

247
ao todo.

Deixe seu comentário: