Em 1994, os Cassetas entrevistaram Evandro Mesquita, vocalista da banda Blitz. A matéria foi publicada na edição n° 19 da revista Casseta & Planeta, em 1994. Confira.

C&P – Você tem uma imagem do garotão tipicamente carioca. Mas agora você pode confessar: você é baiano, né?
EVANDRO – Não, cara, sou da Barão de Jaquaribe, em Ipanema… desde neném meu pai me levava no Arpoador, conheço cada montinho de areia daquela praia… E essa coisa de carioca… (pausa). É mesmo, cara. Nove entre dez pessoas que fazem aquele perfil do consumidor mandam lá: “Carioca – Evandro Mesquita”. No início eu tinha grilo disso, inclusive a Blitz foi muito pichada por ser carioca, engraçadinha – nosso discurso era a brincadeira – mas agora eu acho que a cara do Rio tem que ser essa mesma: o humor, o suingue. Agora nosso orgulho é ser o som do Rio chegando em todo o Brasil.

C&P – O som do Rio chegando agora é tiro de metralhadora. Essa sua malandragem carioca, o suingue que era da Blitz, isso tudo não virou um mito e o Rio na verdade ficou uma cidade de neuróticos?
EVANDRO – Pô, o Rio continua resistindo maravilhosamente. O problema da violência é do planeta. Com propaganda em cima, então, fica mais violenta. Mas tá foda, as ruas do Rio tão tristes… não sei. (pausa) O espírito carioca – essa coisa do humor – ainda existe mas tá em extinção mesmo. Tá rolando uma neurose galopante! O tráfego tá violento, qualquer fechadinha gritam “vai tomar no cú!”

C&P – É, o tráfico tá violento, qualquer batida no morro morre gente… Então diz aí, você que é cariocão: tirando assalto, arrastão, chacina e tiroteio, qual o programa mais quente do Rio?
EVANDRO- Sauna da Akxe! (risos) É verdade, vou muito na Akxe, faço uma ginástica Kempô. Vou na praia jogar futevôleí. Fora isso tenho uma preguiça-dorival-caymmi de ficar em casa.

C&P – Aonde o Rio ainda é o Rio do seu tempo de praia?
EVANDRO- Nas ilhas Cagarras. No resto do litoral tá foda! Pô, nunca pensei que ia precisar tomar cuidado pra cair em Ipanema. Copacabana ta horrível, aqueles esgotos saindo, nossos ilustres Gabeiras e Mines e Sirkis tinham que botar umas rolhas naquelas porras, porque são as praias que seguram a onda do Rio! O carioca precisa do mar pra fazer seu descarrego.

C&P – Pois então, tá fazendo o descarrego da bosta toda. (risos) Mudando de assunto, você sempre quis ser artista ou alguma vez pensou em trabalhar?
EVANDRO- Comecei a parar de pensar em trabalhar quando vi os amigos mais velhos deixando de brincar, de ir à praia, de jogar bola… os caras andavam de terno, reclamando o tempo todo!

C&P – Que péssimo exemplo!
EVANDRO- Aí li uma entrevista do Nilton Santos, onde ele se admirava de poder fazer a coisa que ele mais gostava e ainda receber por isso.

C&P – E qual era a coisa que você mais gostava? .
EVANDRO- Exatamente: era jogar bola. Eu queria me dedicar seriamente ao futebol. A única coisa em que sou mascarado é ser bom de bola. Fiz Educação Física na Gama Filho e treinava no São Cristóvão. A minha era essa mesmo, mas em 70, 71, veio o desbunde, e a Arte levou a melhor…

C&P – Seus pais não ficaram decepcionados por você abandonar uma profissão de carreira como surfista pra fazer Teatro?
EVANDRO- Quando eu fazia judô, meu pai falava: “Meu filho, se o estudo tiver atrapalhando o judô, você para o estudo”. (risos)

C&P – A primeira vez que você subiu num palco foi pra pedir autógrafo de quem?
EVANDRO- Foi num teatrinho amador na Hípica. Eu saía do judô e ia fazer Teatro, era uma coisa de turma, “vamos na aula de Teatro com a gente?”. Teve um curso que fiz até por ciúme da namorada: “Vou lá ver que treta é essa”.

C&P – Você achava estranho quando ela dizia: “Hoje no laboratório do teatro sentei em três tubos de ensaio”… (risos)
EVANDRO- Pô, essa é foda! Mas quando cheguei lá achei aquilo maneiro, os exercícios com o corpo…

C&P – Com o corpo dela?
EVANDRO- Não, acabei perdendo a namorada. Me lembro que fui ver o “Haír”: adorei a peça e me apaixonei pela Sônia Braga! “Porra, tudo que eu queria falar, tudo que eu queria ouvir, tá ali, tanto que eu e um amigo meu fomos fazer testes pra uma equipe do Adernar Guerra que ia viajar pelo Brasil com o “Haír”.

C&P – Você deixou o cabelo crescer pra entrar em cena?
EVANDRO- Não, mas treinei muito canto e dança. Os ensaios eram no Centro, eu ia todo dia naquela parte da cidade que era totalmente diferente da minha, e o ambiente no teatro era profissional, de atores de verdade, tinha uns via dos grandes…

C&P – Lá, em Ipanema só tinha viado baixinho? (risos)
EVANDRO- Essa trupe acabou dançando, mas fiquei siderado pela coisa: “Bicho, a minha é por aí”. Foi quando conheci o pessoal do Asdrúbal Trouxe o Trombone. “Encontrei a minha turma l” Até que montamos nossa primeira peça: “O Inspetor-Geral”.

C&P – Foi aí que o Teatro começou a não dar dinheiro mas em compensação se comia menininha pra caralho?
EVANDRO- Não sei, a gente sempre foi bem servido, então nossa maior preocupação era sobreviver de arte e ter a chance de parar de ficar fazendo testes. A gente queria ser protagonistas da história que a gente escrevesse. As mulheres, elas tavam sempre em volta, em cima, embaixo, e faziam parte dessa história.

C&P – O trombone do Asdrúbal era mesmo de vara?
EVANDRO- Era de vara e soava alto! (risos)

C&P – Então foi essa a história do Asdrúbal: vocês montaram sua própria companhia porque só vocês pra contratar vocês mesmo.
EVANDRO- É, a gente tava cansado de ficar em fila de uma peça que nem gostava pra conseguir um papel onde dizia “boa noite”, “muito obrigado”, e pronto. A gente tinha tanta coisa pra dizer, sabia que era tão melhor do que aquilo… e os amigos e parentes já tavam de saco cheio de ser a nossa platéia!

C&P – A proposta do Asdrúbal era revolucionar o que: a conta bancária de vocês? ‘
EVANDRO- Se desse pra gente sair de casa já tava ótimo…

C&P – Pergunta bem original agora, atenção: a que você atribui o sucesso do Asdrúbal?
EVANDRO- (ri) Pô… ao nosso talento, ao nosso trabalho. “Trate-me Leão” a gente ensaiou nove meses, completamente duros, almoçando e jantando na casa dos parentes… e a gente tinha um material bom, uma forma diferente de atuação, ao mesmo tempo totalmente brasileira. As peças eram tão ensaiadas que quando encenadas pareciam que eram improvisadas, as pessoas achavam aquilo fácil, “assim até eu”. Era uma bagunça muito bem organizada. A gente mereceu esse espaço na cultura contemporânea.

C&P – Além dos méritos de vocês, tinha a coisa do momento, vocês apareceram falando aquilo que o público tava a fim de ouvir, que nem você no “Haír”.
EVANDRO- Nossos textos falavam dos Mandrix, da falta de horizontes … Aqui no Rio todo mundo se identificava com aquilo. Em Porto Alegre, a gente parecia os Beatles, tivemos que sair correndo da garotada … Mas teve apresentações hilárias onde ninguém entendia muito bem o que tava se passando no palco. Em l.aqes, no interior do Paraná, era um palco pequeninho, com cadeirinhas de pau e de palhinha, e o público era meio Hebe Camargo, senhoras e lavradores, né. Caralho! Então começamos a adaptar nossa peça urbana pra realidade deles Às vezes a mudança era tão grande que a gente começava a rir em cena …

C&P – Dá um exemplo aí.
EVANDRO- Tinha um pedaço que a gente pedia uma grana pra comprar papel, virou grana pra comprar um carrinho de mão e uma enxada. Noutra vez a gente chegou e só tinha crianças! Em Contagem, perto de Belo Horizonte, o prefeito da cidade achou que “O Inspetor-Gerar’ era com ele, ficou puto, e queria mandar nos prender! Teve várias cidades onde a gente achou que ia ser preso, por causa das nossas roupas, nossos , cabelos … Em cada cidade a gente tinha que lá pedir a liberação da censura, e entrava aquele bando de gente de calça desbotada, calça de pijama…

C&P – Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, vocês chegaram a ser presos mesmo, né.
EVANDRO- Os que tiveram mais sorte passaram uma noite na cadeia. Os outros ficaram quase uma semana. Rolou um barraco no. dia seis de setembro e acharam que nossa peça era um insulto à Semana da Pátria. A gente saiu da cadeia no dia Sete de Setembro e as ruas tavam cheias de tanques! Era a parada da cidade mas a gente, com nossa paranóia, achava que tinha tido um golpe. (risos)

C&P – Você acabou de comparar o Asdrúbal aos Beatles, E, como nos Beatles, vocês eram uma turma, curtiam juntos, mas aí cresceram, cada um foi ficando diferente, tomando um rumo, vieram parceiros de fora como a Yoko… e a amizade acaba virando uma baixaria. No final do Asdrúbal teve muito bate-boca. né?
EVANDRO- Ah, eu tive meus dias de Yoko, meus dias de John Lennon, de Ringo… O Asdrúbal acabou porque tudo acaba. Quero ver o pessoal do Cassete & Planeta fazer bodas de ouro! E Teatro é ainda mais foda: você vive duro, sem ajuda, se desgastando.

C&P – Sequestraram um DJ?
EVANDRO – A gente procurou o Mariozinho Rocha, da Odeon, que Falou: “Se o Kléber da Rádio Cidade gostar a gente contrata vocês”. Fomos pro estúdio e gravamos uma demo direto, um-dois-três, como num show. O Kléber chegou pra ouvir de terno, todo sério, com uma garrafa de uísque. E a gente: “Puta, como Vamos dobrar esse cara ai?”

C&P – Isso é que é pesquisa de mercado: punham o som bem alto, se nego parava de trepar pra ouvir é porque era bom! (mais risos) Qual foi o lugar mais esquisito onde vocês fizeram show?
EVANDRO – Moscou. Pra poder Fazer o show a gente teve que passar por um interrogatório “que pensei que todo mundo ia parar.na Síbérta. “Mas por que a música de vocês é legal para a juventude de seu país r (risos) Só que era assim: (repete a perqunta num Falso-russo gritado e agressivo). E o cara ainda traduzia em portuquês de Portuqall fizemos um”‘show no “. estádio do Dínamo de Kiev onde só havia senhoras de longo! (pausa) Mas Fiz um qolaçs lá que o Fagner até hoje ajoelha quando me vÊ’!Um chute de Fora da área que, entrou no ângulo!

C&P – Mas peraí, você foi tocar rock ou jogar bola?
EVANDRO – Era um Festival da juventude internacional, tinha gente de vários países, com shows, jogos, muita coisa. No estádio do Dínamo jogamos contra um combinado de russos onde tinha uns negões angolanos! A gente não sabia de onde eles eram e Ficava gritando: “Enfia a porrada no negão! Quebra aquele negão “! (risos) Aí fui dar um carrinho num daqueles negões, levei um tombo que caí com as costas no ” joelho dele, deu aquela dor, uma falta de ar, aí ele passou por mim e falou: (com sotaque de portuquês) “Jogue mais tranquilo …” (mais risos)

C&P – Mas como foi o show de vocês em Moscou?
EVANDRO – Entrou um casal de bolo de noiva e Ficou meia hora Falando quem era a Blitz. A delegação brasileira já tava louca pra ver o show  e nada… Quando a gente Finalmente começou a tocar, Ficou um silêncio mortal. Porra; ninguém nem se mexia! Os brasileiros levantaram pra dançar, aí vieram uns guardas e mandaram sentar! Num estádio! Dançar em show de rock? Nem fudendol Mas aí Fomos ganhando os caras e no Final Ficou do caralho! Gritavam: “Malax ! Malax”!

C&P – Por quê ? Era um remédio pra dor de barriga?
EVANDRO – Não, era um elogio que só Fazem pra grandes artistas e esportistas. E a gente mandando no palco: “Volte, Arlindo Orlando, seu Filho da puta”! No dia seguinte, a , gente tava ouvindo a Rádio Central de Moscou e apareceu a gente: “Volte, seu Filho da puta”! .

C&P – Foi aí que o regime comunista começou a fazer água! (risos)
EVANDRO – Nada, Gorbachov ainda era uma criança quando a gente Foi lá! Depois Fomos convidados pra Fazer um show num subúrbio de Moscou, ao meio-dia. O que não Fazia diferença porque o sol se punha depois de meia-noite e nascia às três da manhã. Pegamos um ônibus super-antigo prum subúrbio super-Ionge, quente pra caralho, e descemos numa pracinha só com crianças e velhos cheios de medalhas no peito.

C&P – Dizem que a maior indústria da Rússia é a de medalhas … (risos)
EVANDRO – Pô, as crianças Ficavam fazendo trabalhos manuais e botando em cima do palco! E uma aparelhagem de camelô de Nossa Senhora de Copa cabana! Mas enquanto a gente ia tocando, pintaram umas pessoas mais novas, uns marinheiros que começaram a dançar, e quando vieram os guardas a gente parou o show, chamamos o intérprete e avisamos que nossa música era pra dançar, principalmente nas ruas. Os guardas só ficavam: “Nyet! Nyet”! Mas acabaram liberando.

C&P – Pô, imagino a dança dos caras. De repente vocês pararam tudo e falaram: “Não aguento mais! Manda parar de’ dançar”!
EVANDRO- Já em Campina Grande também a gente fez show num palco” na altura de quatro metros, o pessoal lá embaixo só via a minha cabeça! E o pessoal dançava junto, mesmo rock and roll!

C&P – Você transava bem a tietagem com a Blítz? Até hoje deve ter garçon gaiato que quando você entra num restaurante e pede batata frita diz “ok, você venceu”. (risos)
EVANDRO- Puta merdal (cara de saco cheio) As pessoas pensam que sacaram aquela piadinha super original especialmente praquele momento! Com aquela propaganda de cigarro da Rota 66 então… e nunca acertam no número: “Te vejo na 44! Te vejo na 51”! (risos) Mas tenho paciência, driblo legal a tietagem mala.

C&P – O Asdrúbal foi uma coisa extremamente importante na cultura do Rio de Janeiro, a Blitz marcou a cultura em todo o Brasil, e essas coisas acabaram numa velocidade surpreendente. As duas coisas deixaram órfãos: “Caralho, acabou o tipo de linguagem do qual eu gostava de partilhar”!
EVANDRO- Mas tiveram seguimentos super-legais: o Asdrúbal lançou o mesmo tipo de humor do Planeta Diário, do Tv Pirata, do Cassete & Planeta. Já com a Blitz as pessoas ficaram mais carentes: fazemos shows no Brasil todo e é emocionante de dar nó na garganta de ver como as pessoas ficam felizes de cantar nossas músicas. É uma cumplicidade com a platéia, daquilo que foi uma’ época pra nossa geração. Tem muito beijo na boca, às vezes passo uma música e meia vendo os adolescentes se beijando nas primeiras filas. O show que fizemos no Arpoador foi docaralho! Nunca vi Ipanema tão cheio, nem no reveillon.

C&P – Foi cancelado duas vezes e mesmo assim lotou!
EVANDRO – 7 50.000 pessoas! Em São Paulo criticam nossa música, dizem que é muito carioca, mas é onde a gente vende mais discos e de onde chegam mais certas.

C&P – Quando você fazia show sozinho, não dava no saco as pessoas pedindo músicas da Blitz o tempo todo?
EVANDRO- Um pouco, mas ao mesmo tempo tenho o maior orgulho de ter participado da Blitz. Mesmo agora eu canto “A dois passos do paraíso” como se tivesse sido composta nesse verão. Nos meus shows, se eu tava afim, eu tocava músicas da Blitz, mas com uma leitura minha. As pessoas me cobravam o sucesso que a Blitz tinha, mas eu não tava nessa fome de bola, minha vida passou a ser o avesso disso. Não me grilei com meu passado de ex-Blitz. Caguei.

C&P – Então por que a Blitz voltou? Saldo negativo no banco?
EVANDRO- (ri) Conta bancária é bom, a gente merece. A Blitz agora é o underground luxuoso que a gente sempre mereceu. Mas as pessoas também cobravam a volta, a Blitz parou sem dar muita satisfação. Fizemos outras tentativas de volta e ninguém tinha saco, mas agora as pessoas da banda voltaram a ter disponibilidade pra sair viajando…

C&P – Mas não é uma perda de tempo você usar seu talento pra ficar reprisando sucessos antigos ao invés de criar coisas novas?
EVANDRO – Não, nosso show tem duas músicas novas e três de outras pessoas; As novas são “Quem tem, põe” e “Zaratustra e Eu”. As de outros são de Oswaldo Nunes, dos Novos Baíanos, e o “Biquíni de Bolinha Amarelinha”. Vejam o show e bebam a Blitz! (pausa) Repórter tem uma coisa de traíra, um veneno entranhado… Acho que os cursos de Jornalismo tem uma matéria chamada Trairagem II. Um repórter da MTV fez uma pergunta prum garotão no show, jogando um certo veneno: Você não acha velho esse som?” Mas o garotão foi genial: “Não, música boa não é datada. Não é que nem remédio, com validade”. Um disco do Hendrix ou do Led Zeppelin hoje dá o mesmo prazer de antes. Um disco do Cartola ou do Jackson do Pandeiro continua com a mesma vida. No Brasil, a cada verão querem noticiar um ritmo novo um cantor revelação, aí tudo o resto é declarado como morto e fica esse babaca em evidência até cair no próximo verão.

C&P – Já tivemos a embolada. Agora veio a Timbalada. Qual o ritmo do verão 95?
EVANDRO- A borduada! (risos) Ou então a umbigada!

39
ao todo.

1 COMENTÁRIO

  1. PARABENS EVANDRO MESQUITA MUITOS ANOS DE VIDA
    E QUE VOCÊ CONTINUE FAZENDO SUCESSO COM OS SEUS PERSONAGENS
    E AS SUAS MUSICAS
    OBRIGADO POR SER O VOCALISTA DA BANDA BLITZ
    OBRIGADO POR TER CRIADO AS MUSICAS DA BLITZ
    OBRIGADO POR SER ESSE GRANDE ATOR E CANTOR QUE VOCÊ É
    E QUE VOCÊ NUNCA DEIXE DE SER ESSE ATOR E CANTOR QUE VOCÊ SEMPRE FOI
    E SEMPRE VAI SER COM CERTEZA SE DEUS QUISER
    E QUE MAIS SHOWS COM VOCÊ E BANDA BLITZ VENHAM
    E QUE VENHA MUITOS SHOWS COM VOCÊ E A BLITZ
    E QUE VOCÊ CONTINUE SENDO O VOCALISTA DA BLITZ
    E QUE VOCÊ NUNCA DEIXE DE SER O VOCALISTA DA BLITZ
    E QUE AS SUAS MUSICAS COM A BLITZ NUNCA DEIXEM DE FAZER SUCESSO
    E QUE AS MUSICAS COM A BLITZ NUNCA PAREM DE FAZER SUCESSO
    E QUE AS SUAS MUSICAS COM A BLITZ FIQUEM IMORTALIZADAS
    E QUE AS SUAS MUSICAS COM A BLITZ SE IMORTALIZEM
    CONTINUE FAZENDO SHOWS COM A BLITZ
    NÂO PARA DE FAZER SHOWS COM A BLITZ NÂO EVANDRO MESQUITA
    NÂO DEIXA DE SER O VOCALISTA DA BLITZ NÂO EVANDRO MESQUITA
    CONTINUE FAZENDO SHOWS COM A BLITZ
    CONTINUE SENDO O VOCALISTA DA BLITZ

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