Todos os 17 leitores querem saber quem é, na verdade, Agamenon Mendes Pedreira, o homem, o mito, o Paulo Francis brasileiro. Quais são suas angústias, o que passa pela sua cabeça, quanto tem na sua carteira, quantas mulheres o sustentam?
Só eu, Agamenon Mendes Pedreira, seria capaz de compreender esta personalidade complexa, este caráter duvidoso, este homem atormentado (porém macho) que sou eu mesmo. Depois de muito insistir, consegui uma entrevista exclusiva comigo mesmo, apesar da minha agenda cheia e de, por princípio, não conceder entrevista a jornalistas medíocres. Agamenon Mendes Pedreira recebeu-me na intimidade do seu banheiro, de onde despacha diariamente e escreve seus contundentes e polêmicos artigos. Durante duas horas, sem puxar a descarga, Agamenon falei-me de sua (minha) vida e seus (meus) planos para o futuro quando pretende morrer e sair de férias.

AGAMENON: Como foi a minha infância?
AGAMENON: Bem, minha infância foi pobre e miserável. Meu pai era um humilde empresário do setor petroquímico e da construção naval. Para garantir o leite das crianças, meu pobre paizinho vendia armamentos pesados de. porta em porta. Mesmo assim o dinheiro não dava e minha mãe era obrigada a lavar e costurar pra fora.

AGAMENON: Como é que você descobriu este meu talento para a palavra escrita?
AGAMENON: Bem, Agamenon, meu caro, como já disse, venho de uma família pobre. Cedo fui obrigado a abandonar os estudos e, assim, só consegui aprender a escrever. Até hoje não sei ler. Mas como sempre fui um sujeito ignorante, prepotente, arrogante, mau-caráter e desonesto, achei que poderia me tornar um bom jornalista de imprensa.

AGAMENON: Como é que você descobriu este meu talento para a palavra escrita?
AGAMENON: Bem, Agamenon, meu caro, como já disse, venho de uma família pobre. Cedo fui obrigado a abandonar os estudos e, assim, só consegui aprender a escrever. Até hoje não sei ler. Mas como sempre fui um sujeito ignorante, prepotente, arrogante, mau-caráter e desonesto, achei que poderia me tornar um bom jornalista de imprensa.

AGAMENON: E por falar em Isaura, a nossa patroa, o que ela representa em minha vida?
AGAMENON: Veja bem, Agamenon, é como diz o ditado: ”Atrás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher e, atrás dessa mulher, vários garotões musculosos.”

AGAMENON: E o Enéas, o meu cunhado esquisitão?
AGAMENON: Bom, o Enéas é um rapaz sensível e atormentado com sua condição. Filho de pais separados, Enéas foi criado pela avó que lhe fazia todas as vontades. Isso prejudicou o seu organismo que sucumbiu ao vírus do boiolismo. Preocupado com as estranhas tendências do rapaz, fiz de tudo pra ver se ele largava aquele vício: matriculei-o numa escola de teatro infantil, paguei curso de decoração de interiores, história da arte e pintura em porcelana. Mas eu acho que, talvez, quem sabe, numa hipótese remota, o Enéas não goste mesmo de mulher.

AGAMENON: E por falar em homossexualismo, é verdade que sou bom de cama?
AGAMENON: Ora, Agamenon, bondade sua. Acontece que não gosto de comentar a minha vida particular, mesmo porque, no meu caso, a particular e a privada se misturam.

AGAMENON: Para encerrar esta entrevista, Agamenon, uma última palavra.
AGAMENON: Claro! Zwingliano.

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