RIO DE NERVOSO – Após uma angustiante espera de quase dois anos, os bandidos, sem-vergonhas e salafrários do Banco Central libertaram os cruzados novos, mas só depois que os contribuintes pagaram o pato. Numa entrevista coletiva, os cruzados, visivelmente abatidos, desvalorizados e com a barba por fazer, disseram que foram muito mal tratados pelos sequestradores. Durante o cativeiro, os facínoras não lhes deram comida e nem um reajuste. Ainda traumatizados pelo pesadelo, os cruzados não quiseram identificar os sequestradores, apenas disseram que um deles era uma mulher que usava um capuz preto para esconder a feiura e o outro falava muito mal o idioma turco.

Planeta Diário, agosto de 1991.

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