O país mudou. Não é mais aquela bagunça. Chico Mendes, Bateau Mouche, e a convocação de Zé do Carmo para o escrete canarinho fizeram com que a população se mobilizasse cobrando de seus dirigentes o fim dos desmandos e das irresponsabilidades.

A resposta do governo veio rápida e incisiva: ‘Logo agora, que chegou a minha vez?” Mas a nação pressionou, foi às ruas, protestou e, enfim… ACABOU A IMPUNIDADE.


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Com o fim da impunidade muitos parlamentares têm sido expostos a situações vexaminosas para purgar seus pecados. Na recém-instituída cerimônia do “AJOELHOU TEM QUE REZAR”, os deputados Leopoldo Maia, Agenor Maia, Antenor Maia e o patriarca Josué Maia, pagam suas contas com a sociedade, admitindo que contrataram 4.257 parentes e amigos, para servir goiabada com queijo na gráfica do senado.

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Com o fim da impunidade, o Bateau Mouche não pode mais circular pela Baía de Guanabara e os oficiais da Capitania dos Portos são obrigados a fazer turnos de 12 horas diárias, no meio da Baia.

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O ministro Aluízio Alves saiu do ministério com garbo e esplendor, contratando toda a sua família para a construção de uma ponte no interior do Piauí. A inauguração está prevista para o ano 2015, até lá, cada trabalhador recebera 20 salários por mês.

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As esposas de ministros e secretários de estado escutam atentamente as aulas do ministro Maílson da Nóbrega que as ensina como se comportar com o fim da impunidade. Elas mostraram muita dificuldade na lição que ensinava como ir às compras sem o carro oficial.


Publicado originalmente na Revista Casseta Popular, Edição Especial, de Fev/1989.

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ao todo.

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