NÃO EXISTE (OU NÃO DEVIA EXISTIR) HOMICÍDIO MENOR!

Se descobrirem que os facínoras que esfaquearam e mataram o cardiologista-ciclista(*) são “dimenor”, quantos que clamam por justiça desaparecerão (um tempinho) do Facebook (ou similares)?
E quantos “justiceiros” facebookianos usarão isso como argumento para pedir a redução da maioridade penal? A questão não é quem mata, é quem morre! Enquanto focarmos mais no agressor, no criminoso, do que nas vítimas, matar vai sair barato.
Nossa vergonha maior (entre inúmeras) é a banalização do homicídio, a vagabundização da morte. Por isso, morrem dezenas de milhares no trânsito e dezenas de milhares por bala ou faca. Discutir onde foi o crime, se foi em cartão-postal ou não, se o assassinato é “carioca”, a(s) idade(s) de quem perpetrou ou qualquer coisa que não seja a vida tirada abruptamente, é mais que perda de tempo, é mais que “errar o foco”: é zombar da dor dos que perdem de forma violenta seus entes queridos, é perpetuar a selva, é viver para sempre afogado em estatísticas aterrorizantes. Somos todos cegos perdidos em tiroteios (ou facadas).
Chega de “remissões de penas”, benefícios para homicidas, de sociologia de botequim, de legislar para assassinos (exemplo: se o cara mata 1 ou 100, não “pode” ser condenado a mais que 30 anos). A VIDA é o que tem que valer!!!
PELA CRIMINALIZAÇÃO DO HOMICÍDIO. O resto é baboseira, o resto é desrespeito e só!

(*) Jaime Gold, esfaqueado e assassinado no dia 20 de maio de 2015, aos 56 anos, enquanto andava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas – Zona Sul do Rio.