NÃO EXISTE (OU NÃO DEVIA EXISTIR) HOMICÍDIO MENOR!

criminalização

Se descobrirem que os facínoras que esfaquearam e mataram o cardiologista-ciclista(*) são “dimenor”, quantos que clamam por justiça desaparecerão (um tempinho) do Facebook (ou similares)?
E quantos “justiceiros” facebookianos usarão isso como argumento para pedir a redução da maioridade penal? A questão não é quem mata, é quem morre! Enquanto focarmos mais no agressor, no criminoso, do que nas vítimas, matar vai sair barato.
Nossa vergonha maior (entre inúmeras) é a banalização do homicídio, a vagabundização da morte. Por isso, morrem dezenas de milhares no trânsito e dezenas de milhares por bala ou faca. Discutir onde foi o crime, se foi em cartão-postal ou não, se o assassinato é “carioca”, a(s) idade(s) de quem perpetrou ou qualquer coisa que não seja a vida tirada abruptamente, é mais que perda de tempo, é mais que “errar o foco”: é zombar da dor dos que perdem de forma violenta seus entes queridos, é perpetuar a selva, é viver para sempre afogado em estatísticas aterrorizantes. Somos todos cegos perdidos em tiroteios (ou facadas).
Chega de “remissões de penas”, benefícios para homicidas, de sociologia de botequim, de legislar para assassinos (exemplo: se o cara mata 1 ou 100, não “pode” ser condenado a mais que 30 anos). A VIDA é o que tem que valer!!!
PELA CRIMINALIZAÇÃO DO HOMICÍDIO. O resto é baboseira, o resto é desrespeito e só!

(*) Jaime Gold, esfaqueado e assassinado no dia 20 de maio de 2015, aos 56 anos, enquanto andava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas – Zona Sul do Rio.

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ao todo.

A ética é para os outros

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Ética é o nome geralmente dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra deriva do grego e significa “aquilo que pertence ao caráter”.Diferencia-se da moral, pois, enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus e costumes recebidos, a ética busca fundamentar o “bom modo de viver”, portanto seria uma espécie de “ciência da conduta”.

O bom da wikipédia é isso. Em segundos, você adquire “conhecimento” imediato. Nada como um bom cut-paste pra você arrasar em qualquer rodinha e, quem sabe, até conseguir algo nobre e elevado, como uma boa noite de sexo, afinal, sempre tem quem gosta de papo-cabeça.

Além disso, esse é o tipo de assunto que nunca sai de moda, sempre dá pra parecer bacanão pontificando sobre a eterna “crise ética”, a falta de “valores éticos” que nos assola, éticacetera e tal. E um dos aspectos menos abordados e mais presentes nessa persistente discussão é que, ao que parece, para uma certa galera (que, infelizmente, não é pequena) e em determinados ambientes (que também não são poucos), ética é uma coisa que deve ser cobrada por quem é de esquerda e devida, apenas, por quem está no outro lado do “espectro ideológico”.

Vamos começar com o tal “código de conduta”, os famosos “valores morais” e escolher o que seria o maior dos consensos: “não matarás”. Na competição dos tiranos psicopatas de “cada lado”, por exemplo, os de direita sempre parecem mais odiosos e vilanizados que os “de la sinistra”,  mesmo quando os de cá matam dezenas de vezes mais dos que de lá.

Quem usaria uma camiseta de Pinochet (tirando sua vetusta e diminuta tchurminha)? Quantos não acharam (e ainda acham) Mao e Che ídolos pop?

Se matar é feio, torturar também é, mas, para essa mesma rapaziada uma coisa é ser uma “vítima dos porões da ditadura militar”, outra é toda uma população exilada com dezenas de milhares de torturados e fuzilados sumários. Na primeiro caso, temos um bravo companheiro que merece uma justa (e polpuda) indenização. No outro, são só repulsivos traidores da gloriosa revolução cubana, que depois de mais de meio século, conseguiu a fantástica proeza de transformar Cuba de um prostíbulo rico, num prostíbulo pobre.

Mas para a nossa inteligentzia(??!!) o que indigna, eticamente,na Castrolândia, não são décadas de uma tirania patética e homicida e  sim, apenas, Guantánamo. Cuba são duas prisões abjetas: Guantánamo e Cuba (dizem que na primeira as filas para se conseguir comida são menores). Mas como só uma delas é de propriedade dos imperialistas capitalistas então só esta é objeto de repulsa “ética”.

Se matar, torturar e tiranizar é condenável apenas (em certas plagas)se o “protagonista” não for da mesma causa/partido/movimento/milícia e sequestrar também pode (vide a conivência que a quadrilha conhecida como FARC teve em determinados “meios” durante tanto tempo), o que dizer então de atos “menores” como roubar, superfaturar, desviar verbas e outras coisinhas miúdas?

Nota fria, orçamentos descabidos e outras “práticas abusivas” só são fatos totalmente repulsivos, quando praticados por seres idem, como os Barbalhos, Salims, Canalheiros e Ribamares de sempre. Quando são os Dirceus, os “movimentos sociais” (quase todos em direção ao Caixa), a sindicatocracia, as ONGs (Organizações Não Gratuitas), aí é tudo complô da mídia.

Vida boa, né ?

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ao todo.