É possível tolerar os intolerantes?

Como sempre diz Bill Maher (se você não sabe quem é não se preocupe, o Google conhece muito bem. O YouTube também, e legendado): “tirando os fundamentalistas, que são uma pequena minoria, a maior parte dos muçulmanos só quer seguir em paz… subjugando e escravizando suas mulheres”.

Ainda falando sobre o lado “pacífico” e não tão divulgado dos países islâmicos, já que em nome do multiculturalismo e da “correção política” dos que se autoproclamam progressistas, a única “coisa” que pode ser atacada naquelas conflituosas latitudes é Israel: você sabia que o Irã é campeão mundial de cirurgias para troca de sexo?

O porquê desse recorde não tem nada a ver com opção sexual e outras “mudernidades”. As operações são COMPULSÓRIAS. Milhares de gays são OBRIGADOS a virar mulher. Existe até um documentário francês sobre isso (não lembro o nome, mas passou há uns anos no GNT).

A coisa é pavorosa: tem desde pai pedindo pra matarem o filho (por causa da “vergonha”) em vez de trocarem o gênero até o drama dos operados, que além de não terem desejado mudar de sexo são obrigados a virar mulheres… MUÇULMANAS, com toda “clausura”, controle e “reeducação punitiva” que vêm no “pacote”. O índice de suicídio entre homossexuais é altíssimo. E pra isso não tem nem Jean Willis pra denunciar. Aliás, ele não deve nem (querer) saber disso. Afinal, o “combinado” é que a “maldade” naquelas bandas nunca venha dos árabes oprimidos.

Ah! Já ia esquecendo, além dos gays, os ateus também podem ser (e são) condenados à morte em 13 países muçulmanos. Mas não se preocupe, isso tudo vem de uma cultura suuuuper pacífica.

Todas as civilizações têm igual valor e devem ser, igualmente respeitadas. Ok. Certíssimo. Está 100% concordado. Mas a discriminação a mulheres e gays, a violência contra o diverso e o “incréu”, as formas medievais de punição, a obediência cega e literal a textos escritos em remotas eras (cercadas de trevas e superstições), são práticas e tradições consideradas não civilizadas já tem um tempão, ok?

Não aprecio nada disso, não. E acho que tolerância, liberdade e igualdade jurídica são valores superiores, sim. Pelo menos, nos locais e pessoas que aprecio e que lutaria para defender.