MINHA ESTREIA NO MARACA

Desde garoto olhava o gramado do Maracanã de fora, fosse da arquibancada, das cadeiras, da geral ou mesmo pela tevê, e sonhava sair da boca do túnel, entrar em campo, casa lotada, jogo decisivo, marcar um golaço e ouvir a torcida irada gritando meu nome. Finalmente aconteceu.

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A casa não tava lotada, o jogo era um amistoso, não marquei nenhum golaço, mas nada disso fez a menor diferença. A emoção de estar naquele palco, cercado de craques que vi jogar, muitos deles contra o meu Fogão, como Adílio e Athirson ou a favor, como Gonçalves, não tem preço.

O Maraca está mudado. Mas o endereço é o mesmo. Foi ali o gol de placa do Pelé, foi ali a cavadinha do Loco Abreu que nos deu o título de 2010. Qualquer um no mundo que curte futebol pagaria uma boa grana pra estar ali. E um evento da Fundação Gol de Letra me deu esse presente.

Uma situação tão inusitada que não tinha como me sentir um turista em campo. Cogitei jogar com o celular na mão, tirando fotos e postando no instagram! Ficava impressionado com a categoria dos profissas. Estava no meio de campo admirando um lançamento que partiu da zaga. Que potência de chute! Quando a bola foi se aproximando, me toquei que era pra mim. Matei assustado, a bola escapuliu do meu parco controle. Felizmente o Junior, que me apadrinhou o jogo todo, salvou a lavoura.

Mal tocava na pelota, uma chuva pesada irrigava a cancha, fui verificar o estado da chuteira e notei que a sola já tinha ficado pelo caminho. Ainda assim não perdi a pose. Joguei até o técnico Raí me substituir. Antes, porém, o lance memorável que contarei para os bisnetos. Pego a bola na intermediária, levanto a cabeça e de efeito enfio a redonda por uma brecha da zaga adversária. Mário Tilico recebe, avança e… pênalti! Bola na marca e… gooool!!! Até hoje me pergunto por que não fui escolhido pra bater. Tudo bem, entrei pra história do estádio. Ou melhor, o estádio entrou pra minha historia!

Aguardo ansioso o próximo ano, buzinando na orelha do Raí e do Leonardo pra me convocar de novo. E aí não vai ter conversa: se tiver pênalti, quem vai bater vai ser o papai aqui!

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6 Comentários

  1. João Rafael   •  

    Aeeeeeeeee….lembra de mim….O Élio é irmão do Feijão….eu sou o Feijão…kkkk…Sem duvida um dia emocionante joga diante de tanta gente que vi na televisão e outros que sou fã de ouvir meu pai contando historias, sem palavras para descrever esse dia….

  2. João Rafael   •  

    Aeeeeeeeeeeeeeeeeee…o Elio é irmão do Feijão….eu sou o Feijão….kkkk…Realmente um dia inesquecível que guardei na minha mente cada detalhe, jogar diante de tantos jogadores que vi jogar e sou fã e outros que só de ouvir historias do meu pai virei fã….obrigado QGOG e Fundação Gol de letra….por esse dia histórico para mim…

    • Helio de La Peña   •     Author

      fala, mano! me diverti muito com o coro da galera. só não me venha com exame de dna!

  3. Ah! Helio, sé você que tem contato com todos esses craques estava se sentindo assim, imagina o nosso amigo Feijão ( João Rafael)? Ele foi escolhido no torneio de sábado por ter sido uns dos melhores do nosso time: Queiroz Galvão Óleo e Gás. Foi um prazer mensurável poder participar desses dois dias: no CFZ, viramos crianças e torcemos muito. Mesmo levando 17 gols e perdendo o campeonato, fizemos a nossa parte e torcemos. Tanto que conseguimos ser a torcida campeã! Rsrrsrsrs … Era para torcer, então torcemos. No Maraca, a emoção de ver o nosso amigo Feijão se sentindo uma criança e ver o brilho em seus olhos em poder jogar com os craques e ”figuras/estrelas” como você, nossa…foi emocionante!

    E o grito da torcida campeã foi: “O Helio é irmão do Feijão! ”

    Quanto as suas fotos, não estava entendendo vc andando de um lado para o outro tirando fotos. Agora, sim pude entender o quão emocionante também foi para você. Ah! Você esta lá no meu instagram….rsrsrsrs
    Que venha o próximo ano e estaremos todos juntos novamente, continuaremos com a Fundação Gol de Letra com as nossas doações e alegria. Fizemos e faremos a nossa parte!

    Forte abraço!

    Jamilla Cruz

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