AH! É JÚLIO CÉSAR! AH! É JÚLIO CÉSAR!

 

 

Ufa! Passou. Nosso jogo foi o maior espetáculo da bipolaridade. Começamos bem e marcamos primeiro. A partir daí, um outro jogo. E um lateral mal batido estendeu nossa agonia por três horas. O Chile deu trabalho e mais uma vez voltou para os Andes. Se quiser chegar mais longe, vai ter que descobrir outro caminho. Não servimos de atalho pra eles.

O Brasil jogou mal, Felipão mexeu mal, mas ganhamos. O santo de Taffarel baixou em Júlio César. Quando mais se precisou, o cara correspondeu e calou a boca da imprensa. Até a minha que, como todo botafoguense, queria ver nosso Jefferson sob a baliza. Mas a cabeça dura do Felipão nos salvou. Virei fã do Júlio César, o nosso Buzz Light Year.

Os críticos vão se aprofundar em análises táticas e técnicas. Não quero dar ouvido aos “pranchetinhas” (termo do Extra Ordinário Xico Sá). Vamos deixar de lado os gourmets do futebol. Gourmet é o sujeito que entende do assunto e reconhece todos os defeitos. Por isso não consegue curtir o momento.

Quero relaxar e saborear a mudança de fase. A seleção tem defeitos? Sim, mas não é a única. Deu sorte? Um vencedor não pode abrir mão dela. Se tivemos sorte, também tivemos Júlio César e Hulk – para o bem e para o mal. Não tem moleza no caminho para o título.

Agora é a vez da Colômbia. Vem mostrando um bom futebol e conquistou uma vaga inédita em sua história. Estão satisfeitos. E vão gostar mais de perder nas quartas do que a gente.

 

 

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